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V Os Anéis venceram a Cruz? ![]()
[1][1] A legislação brasileira (atualmente Lei Pelé, art. 15,
§ 2º) como de resto a de praticamente todos países filiados ao COI, assegura
como privativo dos Comitês Olímpico e Paraolímpico
Brasileiros o uso da bandeira, símbolos, temas e hinos. A FISU – Federação de Esportes
Universitários - , para diferenciar o símbolo, adota estrelas, no lugar
de anéis, mas utiliza as mesmas cores para cada um dos continentes.
[2][2] O vermelho é associado ao continente americano devido aos seus
antigos habitantes, de peles-vermelha.
[3][3]
O Verde representa as florestas da Europa que propiciaram o
desenvolvimento humano na região.
[4][4] Na mesma pesquisa a cruz do cristianismo, símbolo
muito mais antigo com quase dois mil anos, foi identificada por 44% dos
entrevistados. Isso motivou o título
da manchete da revista Veja: “anéis batem a cruz” em 15 de maio de
1996, p.103 [“Olimpíadas”]
[5][5] Brasil, Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Índia,
Japão, Jamaica, Nigéria e Inglaterra
[6][6]
Hoje, esse número de 245 atletas e 14 países parece pífio mas, para os padrões
da época, foi um acontecimento. Havia dificuldade de transporte, precariedade
de comunicações e carências econômicas.
A
tradição dos Jogos Olímpicos, próximos à Vila Olímpia, homenageando Zeus, o pai dos Deuses, supera dois milênios. Registros oficiais remontam 776 antes de Cristo. No intervalo entre as celebrações, treinavam nas suas cidades, culminando num período de
“concentração”:
Faltando 60 dias para os Jogos, deslocavam-se para a
cidade de Elis, totalmente dedicados à “Olimpíada”,
a preparação do atleta, no Caminho para Olímpia. As mulheres eram proibidas de ingressar, infração punida com a morte. Nascia
a “concentração”.
Apenas
os cidadãos livres e gregos natos, inscritos para a competição, podiam
participar das disputas, conforme estabelecido por um Código de conduta rígido,
cuja infração era punida com rigor, fonte
histórica do Direito Disciplinar
Desportivo.
As
disputas reuniam atletas e espectadores de todas as cidades Gregas, que simplesmente
paravam. Interrompiam guerras e combates. Semelhança com Brasil, em dias de
jogos da Seleção, na Copa de Futebol, não
é coincidência!
Nos
Jogos modernos, o vencedor recebe uma medalha com, no mínimo, 6 gramas de
ouro. Nos antigos jogos gregos,
o vencedor era laureado com uma coroa de folhas de louro, símbolo da
vitória, sem valor comercial. Contudo, tornava-se um ídolo, glorificava sua
cidade. Todos zse deslocavam para assistir aos Jogos.
O vencedor, venerado como “semi-deus”, nascia a idolatria.
Era
uma honra, para qualquer cidadão, ofertar
algo ao “herói”. A expectativa de
vida, em anos, era muito inferior aos dias atuais. Assim, pelo resto de seus
dias, o herói desfrutava, em sua cidade, de uma vida confortável. Com alimentação
e todas regalias.
Registros
oficiais apontam que a celebração dos Jogos Olímpicos durou até o ano de 394 depois de Cristo quando o
Imperador Teodósio, que havia oficializado o Cristianismo,
baniu os Jogos “pagãos”.
Em
troca do esquecimento da crença reencarnacionista a
celebração dos Jogos Olímpicos ficou adormecida por 1500 anos ! A mesma Paris que assistiu ao renascimento da crença reencarnacionista na Doutrina Kardecista, viu ressurgir o movimento olímpico graças
aos esforços do pedagogo e esportista francês, Barão Pierre de Coubertin que nasceu com
nome de Pierre de Fredy em 1º de janeiro de
1863. Descendia
de família próspera. Seus antepassados receberam, em 1471, do Rei Luís XI, o título
da nobreza. Em 1567 adquiriram o Senhorio de Coubertin,
perto de Paris, e adotando o nome da localidade. Estudou na Universidade de
Ciências Políticas, mas recusou a carreira militar. Movido pelo ideal
pedagógico. Trabalhou pela reforma do sistema educacional da França e viu no
esporte, sobretudo nos ideais olímpicos gregos, uma fonte de inspiração para o
aperfeiçoamento do ser humano. Em 1892,
durante conferência na Universidade Sorbonne, em
Paris, apresentou estudo sobre "Os exercícios físicos no mundo
moderno" anunciando o projeto de restabelecer os Jogos Olímpicos,
idéia que fracassou diante da incompreensão geral. Mas plantou o ideal.
Dois
anos depois em congresso de educação e pedagogia, no mesmo recinto - em 23 de
junho de 1894, Coubertin defendeu a criação de um
órgão internacional unificando diferentes esportes e promovendo, a cada quatro
anos, competição entre atletas amadores,
ampliando para todo mundo o que acontecia na Grécia Antiga.
A concepção moderna do Olimpismo,
filosofia que sintetiza a relação amigável entre as pessoas de
diferentes países a partir do esporte foi aceita pelos congressistas e
dois anos depois aconteciam os I Jogos Olímpicos da Era Moderna. Nascia o Comitê Olímpico Internacional (IOC), do qual
o Barão de Coubertin foi presidente entre 1896 e
1925. Coubertin
faleceu repentinamente em 2 de setembro de 1937, em Genebra. Conforme
testamento, seu corpo foi enterrado na Suíça, país que havia oferecido
compreensão e abrigo à sua obra mas seu coração foi sepultado num obelisco de
mármore no santuário de Olímpia, na Grécia.
Com
a mesma periodicidade original de 4 anos. Em 1900, Paris recebia o dobro de
países, 24, e o quádruplo de atletas, 1.225, entre os quais a primeira
participação feminina com 19 mulheres porque, na Grécia antiga, as mulheres
eram proibidas até de assistir às disputas. Flagrada no local de competição, a
casada era condenada à morte.
No
seu paganismo, os romanos cultuavam uma deusa Porta na qual concentravam
súplicas e imploravam favores. Para agradá-la, beijavam a porta e a enfeitavam
com flores focalizando seus desejos. Quando se sentiam frustrados, desabafavam
diante da mesma porta à qual haviam formulado o pedido não atendido. A influência do cristianismo deturpado por
interesses econômicos e políticos e o banimento dos Jogos Olímpicos
alteraram a moral. O esporte é o maior acontecimento social. A tensão social
represada pela perda da válvula de escape do sistema desportivo sadio deturpou
o costume, tornando-o conhecido por "occentare
ostium". Diante de qualquer porta fechada
gritavam insultos, num exercício de descarga tensional,
nascendo a expressão “surdo como uma porta”.
Movimento
Olímpico
O esporte é
o maior acontecimento social e os Jogos Olímpicos são o evento de maior assistência.
Envolvem mídia bilionária. O orçamento dos jogos supera o da NASA.
Somando os recursos circulando através dos assistentes e praticantes, supera o
PIB da maioria dos países.
O
IOC International Olimpic
Comitê Comitê Olímpico Internacional, organização
não-governamental e sem fins lucrativos, nasceu em 23 de junho de 1894 sob
comando do Barão Pierre de Coubertin. Com sede em Lausanne, na Suíça, é a entidade máxima do esporte mundial. Reúne centenas de Federações
Internacionais e todos países filiados através de cada respectivo Comitê
Olímpico nacional, promovendo o Olimpismo e o Movimento Olímpico Internacional,
estimulando a prática do esporte para desenvolvimento sadio e aproximação e
congregação entre os povos, raças e religiões. A Carta Olímpica resume
os princípios fundamentais do Olimpismo, a
organização e funcionamento do Movimento Olímpico e as condições para
celebração dos Jogos Olímpicos.
Em
1913 foi criado seu símbolo, os cinco
anéis olímpicos, representando todos continentes
entrelaçados pelo esporte: África (preto); Ásia (amarelo); Oceânia
(azul);
América (vermelho) e Europa (verde).
V O movimento olímpico
para união dos povos através do esporte é
tão expressivo que os arcos olímpicos idealizados
há apenas um século alcançam reconhecimento superior à
símbolos milenares, como a V Cruz
do Cristianismo. Pesquisa
realizada pela empresa de marketing global
Sponsorship Reserch International em nove países de cinco continentes
identificou os anéis olímpicos como logotipo com o mais alto índice de
associação do mundo. Praticamente 80%
da população do mundo o reconhece, espontaneamente. As empresas que mais investem em publicidade ficaram em
segundo plano: A concha da Schell e os arcos amarelos da McDonald’s alcançaram 70% de identificação.
Os
membros do Comitê Olímpico Internacional votam a Sede Olímpica 7 anos antes da data prevista para a realização dos
Jogos entre as cidades candidatas. Há acirrada
disputa: Ao sediar os Jogos ganha visibilidade na mídia
facilitando a colocação dos produtos no mercado internacional, recebe milhões
de visitantes, atletas, dirigentes, árbitros, médicos, preparadores, etc.,
imprensa (repórteres, cinegrafistas equipe técnica) além, é claro, dos
expectadores consumindo estadias, alimentação, transporte, vestuário,
lembranças, etc.
Atenas,
na Grécia, realizou os primeiros Jogos
Olímpicos da era moderna, em 1896, com apenas 245 atletas de
14 países[7][6]. Em 2004, a cidade
recebeu mais de 50 mil pessoas envolvidas no evento entre profissionais de mídia, técnicos, voluntários, e os 11.099 atletas,
além das centenas de milhares assistentes
enfrentando dificuldades para promover as reformas necessárias aos deslocamentos
com segurança e relativa rapidez devido aos sítios arqueológicos.
Há jogos
regionais e continentais, e outros eventos,
preparando e selecionando os melhores que disputarão os Jogos Mundiais, clímax,
envolvido em cerimonial mágico. Modernamente, cresce a importância dos Jogos
Para-Olímpicos, para pessoas portadoras de inabilidades. Conheça essas competições, cada um
dos esportes envolvidos no seu gigantismo e abrangência
mundial, as lendas e místicas envolvidas
na Chama Olímpica, no Juramento,
no Hino, entre outros aspectos, clicando aqui ÿ, ou copie
para seu navegador o endereço: http://www.padilla.adv.br/desportivo/jogos
Por obra
de um dos mais importantes juristas brasileiros, o professor Álvaro Melo Filho, foi inserida
a Cláusula
Pétrea do Direito Desportivo na Constituição Federal:
Cultura da
superficialidade. Veja como funciona clicando aqui.
Os
nobres Capoeiristas amargam um dos
aspectos mais dantescos dessa omissão. Compare a atitude, nos anos setenta, da Coréia que
criou um esporte, baseado nas Artes Marciais, e
bancaram a preparação de 2 mil professores, e os enviando às mais importantes
cidades do mundo. Difundiram o Tae Kwon Do, permitindo
cumprir as exigências da Carta
Olímpica, e
incluído permanentemente a partir dos Jogos de Seul.
Desde
1995, o Brasil prepara-se para sediar os Jogos Olímpicos. Realizamos os Jogos Olímpicos de Verão (Copacabana, RJ, 1995,
e 1996) e
Jogos Olímpicos de Inverno (Ibirapuera,
SP, 1995),
e a Magna Carta, desde antes, em 1988,
ordena a “proteção e o incentivo às manifestações desportivas de
criação nacional”. Ora,
isso significa o dever do Estp ado de promover a Capoeira, genuinamente
nacional. Poderiam uniformizar as Escolas de Capoeira? Seria complicado,
contudo, factível, bastando vontade política. Veja o exemplo da China unificando milhares de
escolas de Wanshu
em poucas formas, notadamente os 2 katis
do TaiChi.
Colocada em prática de vontade política, treinariam milhares de professores de
Capoeira, enviando-os as principais cidades do mundo. De elevado potencial
desportivo, seria incluída nos Jogos de 2016. Contudo, sequer figurou dos SportAccord Combat Games de
2010 conheça a formatação
dos Jogos Marciais clicando aqui.
O
Governo não incentivou a Capoeira
e sequer cuidou de promover a regulamentação da profissão. Os Profissionais dos esportes de luta e Artes
Marciais
padecem da falta de regulamentação de sua atividade.
Ademais,
a legislação, apressadamente outorgada pelos intere$$e$ momentaneamente preponderante$, não cumpre “o
tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não- profissional”, o qual padece de
efetiva regulamentação, porque a classificação continua equivocada, conforme nossos
comentários, clicando aqui.
Sabendo que, sem regra não há desporto, e sendo o
esporte uma distorção da realidade criada
pelas regras, e que o Direito Disciplinar Desportivo e seu
respectivo Processo Disciplinar
Desportivo são indispensáveis ao desporto de alto rendimento,
porque asseguram o respeito às regras, punindo os infratores, o professor Álvaro Melo Filho empreendeu
esforços convencendo os Constituintes a reconhecerem a prerrogativa dos
Tribunais Desportivos para julgar as questões relativas à disciplina e
competições desportivas.
A
Constituição Federal de 1988 convenciona a solução de questões de disciplina e
competições desportivas dentro do próprio plano do desporto.
os
recursos do Código
Desportivo. Se algum recurso do Sistema Desportivo deixar de ser
interposto, uma ação, perante a Justiça comum, estará fadada à extinção, por impossi
Direito Desportivo, e seu conceito, clique aqui
Para realizar grandes sonhos necessitamos [[[ Grandes
sonhos! [Hans Seyle]
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Professor
LUiZ Roberto Nuñes PADilla Especialista em Processo e Direito Desportivo Em que consiste ser Professor? |
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