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Karate Arte Marcial

 

História da Arte Marcial

e Escolas Estilos

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As Artes Marciais nasceram com a primeira civilização que gerou riquezas e a necessidade de as proteger e onde houve tempo para pesquisa e desenvolvimento de técnicas de defesa.  Desenvolveram-se em segredo, conhecidas apenas por UM ou poucos discípulos, cuidadosamente escolhidos pelo mestre.

Da Mesopotâmia, chegou à Índia, de onde Bodidharma o levou ao Templo Shaolin.

Espalhou-se em variadas versões, conforme necessidade e características dos mestres e dos locais.

Aos poucos, pelos pescadores que se perdiam no mar, esses conhecimentos foram levados a Okinawa, onde tiveram especial importância. Okinawa é um arquipélago a mais de 800 km ao sul do Japão. Geograficamente, é mais próximo do litoral chinês (700 km) e entre ambos há correntes marítimas. Seu povo vinha sendo oprimido e explorado após o shogunato de Toyotomi Hideyoshi, em Agosto de 1588, que proibiu o uso de armas. Espadas, facas, arcos, lanças, foram recolhidas. Um povo desarmado, um governo prepotente e ditatorial... Lembras algo ? Leia sobre a falta de ética na tentativa de desarmamento clicando aqui ó

Para combater o invasor, os japoneses desenvolveram uma combinação de técnicas recepcionadas da China, com a observação da luta dos animais e intuitivas práticas locais. As técnicas foram se desenvolvendo em segredo, discípulos cuidadosamente escolhidos pelos mestres até que, no Século XVIII, a eficiência estava comprovada em incontáveis combates, o que fez crescer a preocupação de impedir acesso às técnicas de pessoas que pudessem passá-las ao inimigo, ou revelar os locais de prática. O Karate desenvolveu-se elitizado, com aprendizes rigorosamente selecionados.

O desenvolvimento ocorreu por diversos mestres e, conjugado a fatores políticos, provocou divisão em escolas ou estilos: Goju, Shotokan, Wado, Shorin, Shito, etc, os quais usam os sufixos do, kan, ryu ou kay para expressar caminho, escola, união, associação. Mais tarde, os estilos subdividiram-se em linhagens, cada mestre enfatizando peculiaridades e variando os treinamentos educativos...

Embora diferentes ênfases nas técnicas - todas Escolas conduzem ao mesmo destino, propiciando a evolução do ser humano, auxiliando a superar medos, traumas e obstáculos que impedem ou dificultam o pleno desenvolvimento.

História do Karate e Estilos característicos gaúchos

Peculiaridades das mais difundidas escolas:

Gojuryu é a escola mais antiga, de Okinawa. Fixa-se na dualidade: go = força;  ju = leveza/velocidade, e o equilíbrio na alternância quebra o ritmo e rompe as defesas do adversário.   Ao lado, símbolo da Japan Karate Federation Gojukai.

Suas eficientes técnicas de corpo a corpo não podem ser demonstradas sem ferir gravemente o adversário. Muitas técnicas do Jiu Jitsu originam-se do Goju de Okinawa. Após a morte do fundador, mestre Myagi, o Goju subdividiu-se em duas grandes linhagens: o Goju de Okinawa tentou se manter imutável. O Goju Japonês, da Gojukai buscou aperfeiçoar as técnicas. Mas posteriores subdivisões nasceram muito mais por motivos políticos - como a protagonizada pelo Mestre Yamaguchi que, antes, foi por longo tempo diretor da Gojukai.

 O nome GO+JU expressa o equilíbrio na dualidade

Equilíbrio entre a força+terra+base-firme = go e a

Leveza+velocidade+ar+despreendimento = ju è

Completados por ryu que expressa "associação".

Esta Escola - como arte de defesa pessoa, prioriza o corpo a corpo, as lutas a curta distância, e com constantes alterações de centro de gravidade para vencer o adversário. Os golpes curtos são impróprios para uma competição porque, na maioria, não podem ser demonstrados sem risco à integridade física do adversário.

No Século XX, com a evolução da sociedade, havia um desejo de competição sem que o combate terminasse em sérios danos para os vencidos, propiciando o desenvolvimento de um estilo que se tornou conhecido pelo nome de Shotokan, o primeiro totalmente japonês. Literalmente,  o nome significa escola (kan) do calígrafo (shoto) porque o mestre a quem é atribuída a sua criação, Funakoshi Ginchin, era um artista das letras, caligrafia,  arte que exige não só o conhecimento de milhares de ideogramas, mas coordenação motora e paciência e habilidade para os pintar.  Apoiado por Gigoro Kano, criador do Judô, com quem desenvolveu intensa amizade, difundiu as técnicas do método de luta de mãos (te) vazias(kara) que trouxe de Okinawa. O local tornou-se conhecido como a "escola(kan) do calígrafo(shoto)" aperfeiçoando um estilo que prioriza a antecipação, em golpes mais longos interceptando o adversário no meio de sua trajetória. Possibilitando competições, facilmente se difundiu.

Mas ainda aconteciam acidentes.  Os golpes podiam ser demonstrados com menos vigor,  mas era necessário os aplicar, ainda que de maneira controlada.   O adversário está se deslocando a vai nos atingir caso não seja golpeado, e se nossa técnica seja apenas "demonstrada" sem o atingir. A única maneira de deter o adversário é exercitando uma aplicação, ainda que controlada. Equivale dizer que o karateka que tem um soco com impacto de 50kg irá desferir um golpe controlado liberando "apenas" uns 10% a 20% da energia. Algo em torno de 10Kg.  Ora, 10kg de impacto no rosto, ou em algum ponto sensível, como uma costela flutuante, o plexo "solar", podem causar danos. E muitas competições terminavam com sérias lesões.

Buscando uma alternativa, surgiu o estilo Wado, cujo  nome em verdade expressa o objetivo de todas escolas de karate:

"do" = caminho

"wa" = paz-harmonia do espírito

Wado - caminho da paz do espírito porque o estilo nasceu com objetivo de possibilitar competições sem lesões. As prioridades das anteriores escolas eram:  a força no Goju e a antecipação no Shotokan, sendo inevitável atingir o oponente - ainda que controladamente.

O Mestre Otsuka permitiu difundir ainda mais o karate, e popularizar as competições:  Com ênfase na esquiva (taisabaki), evitando o confronto direto.            Permite ao praticante mais franzino, pequeno, fraco em sua constituição física, encarar uma competição com um oponente muito mais forte sem a necessidade de aplicar os golpes para se proteger. Pois ao ser golpeado, esquiva do contato.        Mestre Hironori Otsuka II e Mestre Takeo Suzuki, em Gramado/RS, no Gasshuku 1995

Aos poucos, como estilos modernos nascendo dos antigos na espiral evolutiva do conhecimento, umas escolas foram aprendendo com as outras e hoje todas praticam, em nível de competição, treinamentos idênticos ou, pelo menos, muito similares. Como em tudo na vida, há exceções - escolas "tradicionais" avessas à evolução.

Além dos citados, há outros estilos, e diversas subdivisões, muitas nascidas e mantidas mais por divergências políticas (quando não financeiras) entre os "mestres". O Sensei Akira Taniguchi viveu no Brasil por mais de três décadas antes de retornar ao Japão, e deixou uma linhagem, conforme caligrafia abaixo, do Sensei Ishikawa.  

Hoje, estilos possuem suas próprias competições mas - em todo mundo - as principais competições são realizadas pelas federações desportivas que reúnem todos estilos de Karate.

 Costuma dizer-se Karate- para enfatizar sua fundamentação filosófica (dô ó caminho) característica da maioria das artes marciais orientais e inexistente n'outras modalidades desportivas. Todas as artes marciais originárias do oriente possuem um "espírito" bem definido. Em verdade, não há como progredir numa arte marcial sem o Do - o aporte que as metafilosofias, como o zen-budismo, oferecem aos praticantes de artes marciais, de maneira direta ou indireta.   O Do expressa a escolha de um caminho que o praticante percorrerá até o autoconhecimento. É a filosofia que conduz o homem a encontrar sua própria essência, percorrendo a via conhecida como Budo: Caminho da Iluminação.  

O discípulo amava e admirava seu mestre.    Observava-o em todos os detalhes. Acreditava que para adquirir sua sabedoria deveria fazer o que o Mestre fazia.

O mestre só usava roupas brancas, e o discípulo passou a vestir-se da mesma maneira. O mestre era vegetariano, e o discípulo deixou de comer qualquer tipo de carne, substituindo sua alimentação por ervas. O mestre era um homem austero, e o discípulo resolveu dedicar-se ao sacrifício, passando a dormir numa cama de palha. O mestre era aplicado nas artes marciais porque acreditava que a paz que tal conhecimento propicia facilita a iluminação, e o discípulo começou a praticar muito, até dominar muito as técnicas, até se tornar forte, fisicamente, e um excelente lutador.

Passado algum tempo, o mestre notou a mudança de comportamento do seu discípulo e foi ver o que estava acontecendo.

- Estou subindo os degraus de iniciação - foi a resposta - O branco de minha roupa mostra a simplicidade da busca, a alimentação vegetariana purifica o meu corpo, e a falta de conforto faz com que eu pense apenas nas coisas espirituais.

Sorrindo, o mestre o levou até um campo onde um cavalo pastava.

- Você passou este tempo olhando apenas para fora, quando isso é o que menos importa - disse - Está vendo aquele animal ali? Ele tem a pele branca, come apenas ervas, e dorme num celeiro com palha no chão, é forte e um excelente lutador. Você acha que ele tem cara de santo, ou chegará algum dia a ser um verdadeiro mestre?

Paralelamente, também é praticado o zazen, ou seja, meditação zen-budista propriamente dita. Veja mais sobre zazen e sua importância clicando aqui ó

Os tempos mudam:   Karate evoluiu...

O karate democratizou-se: os mestres não escolhem os discípulos. Por livre iniciativa, e preços normalmente acessíveis, os locais de treinamento (dojos) espalhados em clubes, academias e entidades variadas estão abertos a qualquer pessoa disposta a aprender.

Mais que uma defesa pessoal, hoje é praticado como atividade física intensa conjugada à expressão da filosofia e que prepara o praticante para um esporte de competição. Juntamente com a prática, os professores transmitem lições de vida, induzindo à filosofia, à introspecção. Para mudança de "faixas", o aluno submete-se à prova escrita.

A mudança de faixas é bastante simbólica. O praticante inicia na faixa branca, e vai "crescendo" com cores cada vez mais escuras (cinza, amarela, laranja, azul claro, bordô, verde, roxa, marron) até chegar na faixa preta. Corresponde ao que acontece com o interior praticante. Na faixa branca, ele possui a inocência, a leveza, do que nada sabe, e com nada se preocupa. Na faixa preta, a mente está repleta. É quando o praticante descobre que quase nada sabe, apesar do muito que aprendeu. Está inquieto. Mas os treinamentos anteriores lhe dão forças para progredir e ele segue. Sua faixa preta, que vai acompanhá-lo pelo resto da vida, e simboliza seu espírito, com o passar do tempo vai desbotando, vai esfarrapando, permitindo aparecer a entretela branca que por baixo do peno preto. Simboliza que o mestre está se aproximando da paz de espírito e da tranqüilidade de saber muito...

 Reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional - COI, o Karate participa de todos Jogos Olímpicos Continentais e Intercontinentais. Em breve, ingressará nos Jogos Olímpicos Mundiais, popularmente conhecidos como Olimpíadas.

A união de todos estilos na All Japan Karate Federations unificando as competições levou à criação de muitas associações pelo mundo e que hoje - ao par de diversas entidades que pouco a pouco se aglutinam - estão representadas na WKF - World Karate Federation, vinculada ao Comitê Olimpico Internacional.

Até 1985, quando as regras começaram a se modificar, era muito fácil arbitrar uma disputa.

Exagerando - para ilustrar a revolução, podemos dizer que o atleta que permanecia em pé era o vencedor...

Os golpes eram aplicados de maneira controlada.

Um bom atleta possui um soco poderoso, chega a potência de 80kg.

Aplicar golpes controladamente, isto é, com uma parcela de sua força... significa uns 10% a 20%.

Um impacto de 10kg no rosto é devastador... Havia acidentes graves e quase todos saiam machucados.

Após 1985, na modalidade Olímpica, os golpes devem ser apenas demonstrados, e são avaliados pelos árbitros.

A diferença é "brutal" ó antes se aplicava o golpe, ainda que controlando mas hoje apenas se demonstra - sem aplicar...

Não pode haver contato; é proibido transmitir energia ao adversário e traumatizá-lo. Há um complexo conjunto de regras, tanto para atribuir pontos, como para penalizar, que fazem dessa modalidade tão ou mais complexa que uma competição de ginástica olímpica, com o agravante de serem dois atletas movendo-se ao mesmo tempo, e não apenas um a ser avaliado como na ginástica.

Veja como pode ser complicado arbitrar karate:

Uma boa técnica, que vale um ponto (ippon), deve reunir todos os seguintes requisitos, e corresponde a um golpe demonstrado que, se a competição fosse um combate real, provavelmente colocariam o adversário em desvantagem, deixando-o sem defesa ainda que por breves instantes permitindo - na seqüência, a aplicação de um golpe decisivo e cujo impacto não poderia ser absorvido; quando uma técnica possui uma pequena deficiência (será explicado a seguir) de forma que, se o combate fosse real, talvez surtisse efeito, atribui-se meio ponto (wazari):

(a) o primeiro requisito do ponto é a inequívoca demonstração de atenção após o golpe, a disposição-possibilidade de aproveitar a vulnerabilidade do adversário (zanchin); se não houver zanchin, não há nada, sequer meio ponto:

(b) na aplicação até o recolhimento do golpe antes de atingir o oponente deve haver vigor, energia, demonstrando que se o combate fosse real haveria possibilidade de efetivo dano ao oponente; se não houver aplicação vigorosa, não há nada, sequer meio ponto;

(c) a forma deve ser correta possibilitando efetiva transmissão de energia, as técnicas de Karate derivam do estudo das possibilidades de movimentos do corpo (cinesiologia) e todas técnicas eficientes constituem um somatório de vetores de forças, especialmente do quadril. Para ocorrer a soma das energias dos diversos segmentos do corpo em movimento, deve haver harmonia. A boa forma é a harmonia do movimento do corpo; em alguns casos onde a forma for um pouco deficiente, mas ainda assim permitindo a transmissão de energia, há meio ponto;

(e) ainda que uma técnica tenha boa forma, ela pode não valer nada, porque deve ter como alvo uma zona pontuável; além disto, deve ser efetuada a uma distância correta, nem muito perto, impedindo sua conclusão efetiva, nem um pouco distante, com perda de potência; há uma distância que permite a máxima transferência de energia para o ponto de aplicação; os atletas estão em movimento e nem sempre a distância é adequada; se a distância é um pouco inadequada, ou seja, haveria transmissão de energia, não toda, mas parcial, confere-se meio ponto;

(f) por fim, mas não por menos, há o que chamamos tempo correto isto é, a aplicação da técnica exatamente em um momento em que o adversário não pode absorver a energia do golpe porque está alterando seu centro de gravidade (por exemplo, quando o adversário se movimenta), ou soltou todo ar, ou se permitiu distrair cm uma técnica de dissimulação... Será caso de ponto quando o adversário não consegue esboçar um reação eficiente. Poderá ser caso de meio ponto quando o adversário intenta uma reação e ela possivelmente reduziria a transmissão da energia. Caso a disputa fosse um combate real, não se sebe se o golpe aplicado provocaria, ou não, a fragilização; como se está diante de um talvez fosse eficiente, atribui-se meio ponto.

Em termos reais, a diferença entre um ponto e meio ponto é de apenas 10% a 20%.

Na verdade, tudo acontece numa fração de segundos e o árbitro muito mais sente se foi ponto, ou meio ponto, do que propriamente vê e analisa. Havendo sensação de ponto, o árbitro central (suchin) para a luta e ganha um ou mais segundos, enquanto os atletas retomam suas posições iniciais, para analisar o que viu e decidir o que fazer, em sintonia com os árbitros auxiliares (fukuchin).

A possibilidade de erro da arbitragem, especialmente em razão de mecanismos destinados a evitar acidentes como o de atribuir ponto ainda que a técnica seja controlada há 10cm de distância do rosto, para evitar que tentem controlar ainda mais perto, ou da busca pelo ponto e relativa flexibilização do critério para atribuir meio ponto, tornou necessário elevar o escore para vitória. Até 1985 ganhava-se com um ponto (shobu-ippon) porque não é necessário mais do que um golpe "nocauteador" para a vitória. Agora, necessários 3 ippons (shobu-sambom = 3 pontos) fazendo prevalecer a superioridade técnica e evitando que, por um acidente ou decisão equivocada, um dos atletas vença.

Foto nos Jirgs, em 1998, ilustram os critérios para pontuação, especialmente o tempo correto: Aplicação da técnica exatamente quando o adversário não pode absorver a energia do golpe. As fotos flagram o preciso instante de centésimos de segundo quando o soco passou da guarda do adversário e, antes de permitir reação, toca-o ao nível de pele/protetor, e sem completar o golpe e transmitir energia, o braço retorna, recolhido vigorosamente. A aplicação foi vigorosa apesar de, no ângulo da foto, muito alto, haver impressão de que a forma é baixa. O árbitro deve saber avaliar as influências do ângulo de onde se encontra.  A técnica foi precedida de jinga, com mudança de altura e posição, que permitiram confundir o adversário e penetrar sua guarda sem reação. A técnica foi alongada para aumentar a eficiência e penetração, mas pode-se perceber a soma das forças no ponto resultante. O atleta é Handel Dias, que - sem prejuízo de ter sido um excelente aluno no Direito, e um dos mais elogiados estagiários do Tribunal de Justiça, onde foi assessor na Presidência, conquistou Mestrado em Direito, e leciona Processo Civil no IPA, acumulando títulos, inclusive o internacional, no XXIIª Campeonato Japonês, demonstrando que os desportos que exigem desenvolvimento intelectual, como o Karate, anda de mãos dadas com o progresso cultural. Ao fundo, o Mestre Te Boo Lee, Presidente da Federação de Tae Kwon Do, outra modalidade de arte marcial, mas de origem coreana, assiste à luta, onde era disputado o primeiro lugar. O árbitro central é o professor Ildo Salvi, de Lajeado.

A partir de 1985, quando a extinta WUKO - World Union of Karate Organizations acatando exigências do Comitê Olímpico, a escola Kiokushin decidiu ficar fora do conceito de karate, mantendo a sistemática de competições com muito contato entre os atletas. Desta forma, o Kiokushin é luta de contato, onde um atleta bate no outro para obter pontos, não podendo ser confundido como "modalidade" de Karate porque neste não pode haver contato. Essa diferença "brutal" foi juridicamente registrada pelo CND, Conselho Nacional dos Desportos, ainda na década de oitenta. Através da Resolução nº 19/86-CND, publicada no Diário Oficial de 12.12.1986, e que consta do livro de normas do CND de 1986 pág. 67, o CND declarou que a modalidade de luta e desporto Kiokushin - embora tenha origem no Karate, não pode mais ser confundido com este porque - o Karate proíbe o contato, mas no Kiokushin a luta é de contato.

Desde 1986 passou a denominar-se "Luta de Contato Kiokushin Oyama".

Sendo luta de contato, o Kiokushin está sujeito a acidentes, como o ocorrido em 1999 em São Paulo e que vitimou um jovem. Órgãos de imprensa supostamente respeitáveis como a Revista Veja, e Jornais Zero Hora e Correio do Povo de Porto Alegre, noticiaram de que o rapaz havia morrido numa competição de "caratê".

Mas o que podemos esperar de um órgão de imprensa que insiste aportuguesar para "caratê" quando - não raro na mesma página, escreve sobre "padlle", "speed2000" e outros esportes com nomes estrangeiros...

O Karate (com k !) é esporte reconhecido há décadas pelo CND.

Reconhecido, isto é juridicionalizado no território nacional

·                 com "k" !

·                 Perguntes ao COB Comitê Olímpico Brasileiro - e ele responderá que o Karate - com ká - é um desporto que integra o sistema olímpico. Não podemos considerar sérios tais órgãos de imprensa que fingem não ver a diferença entre uma luta de contato na qual o atleta morre "dentro das regras" porque pode bater, aliás, deve bater, porque se não bater não ganha.

·                 Brutal diferença - no nosso desporto o contato é proibido. É mais provável um atleta machucar-se numa competição de ciclismo, ou de atletismo, que num campeonato de Karate. Não precisas acreditar no digo. Faça como eu. Telefone para qualquer seguradora e peça uma cotação para delegações desportivas... O seguro é proporcional ao risco e o Karate, onde a luta é demonstrada mas a violência é probida, é um dos esportes de menor risco.

POPULARIZAÇÃO DO KARATE

Eliminado o contato a partir de 1985, reduzidos os riscos de ferimentos, cresceu a procura, especialmente no público feminino e infantil.

A realização das competições entre todas escolas(estilos) de Karate conduziu a um aperfeiçoamento geral.

Na verdade, cada uma das escolas constituem caminhos similares, paralelos, para chegar ao o crescimento pessoal e espiritual.

Embora alguns caminhos possam parecer mais tortuosos, isso depende do ponto de vista. Todos conduzem à iluminação.

Como ensinou Don Juan para Carlos Castañeda, o importante é seguir um caminho que tenha coração, isto é, a mente está aberta à auto-descoberta e conhecimento, e intuitivamente o ser humano desenvolve seu potencial.

Após um período de aparente prejuízo à técnica pela competicionalização, há uma revitalização, a redescoberta de que o Karate é muito mais que competição.

É possível ao karateísta desenvolver suas técnicas sem jamais se preocupar com competições, mas o contrário é impossível. Um bom praticante de karate poderá se tornar um excelente atleta mas será impossível um atleta melhorar sua performance sem aprimorar-se nas técnicas do treinamento não competitivo que conduzem ao desenvolvimento da pessoa, isto é, como ser humano.

Modernamente, junto ao treinamento padrão e diferenciado de cada uma das escolas - que constituem os meios para o praticamente elevar seu nível - há o treinamento desportivo, "calibrando" as técnicas para uso nas competições.

Com o tempo, quem sabe, superaremos as divergências políticas existentes entre os líderes das escolas, com maior maior uniformidade de técnicas de treinamento, seguindo a tendência evolutiva moderna - a filosofia holística, afinal, todas as escolas são, na verdade, salas de aula da mesma escola, a que ensina a travar a luta da vida pela superação dos limites. Importante despertar os participantes para a nova concepção do universo, e do conhecimento, em que o karate e outras artes marciais representam importantes papéis.

Pouco a pouco, a união dos modernos conhecimentos de psico-neurolinguística à ciência do movimento vem permitindo o desenvolvimento individualizado dos atletas conforme seu biotipo, separando o treinamento de karate - arte marcial e filosofia - do treino de competição.

Demonstra a eficiência desse treinamento método desenvolvido e pelo professor Antonio Oliva (na foto, à nossa direita) inicialmente à seleção espanhola.

Até a década de setenta, a Espanha foi um país sem tradição no Karate. O resultado mais expressivo, em toda história da Espanha, havia sido uma medalha conquistada pelo professor Oliva no Campeonato Europeu.

Antonio Olivia (na foto à esquerda demonstrando sua integração ao ambiente gaúcho, demonstrando um chute frontal enquanto sorve chimarrãovem aperfeiçoando uma técnica de psiconeurolinguística desportiva para o treinamento e competição, válida para qualquer esporte de luta, que desenvolveu a partir de décadas de observações de competições e estudos que combinam ciência e filosofia.

 Aplicando esta técnica, em quatro anos de treinamento transformou a Espanha na maior potência mundial da época, conquistando ouro na competição por equipes masculinas e diversas medalhas individuais no Campeonato Mundial de Granada.

Em 1998 (4 a 7 de setembro de 1998 em Porto Alegre) e 1999 (de 27 e 28 de maio, na cidade de Caxias do Sul, e nos dias 29, 30 e 31 de maio, na Capital do Estado) o professor Oliva transmitiu um pouco de sua sabedoria, não apenas em artes marciais, onde possui graduações em Aikido, Judo e Karate (7º Grau-Dan), em filosofia, misticismo temperados com muito bom humor, como podemos ver nos flagrantes colhidos nos intervalos dos cursos.

 Como modalidade de exercício físico e cultivo da firmeza dos movimentos, o Karate conquista novos praticantes na terceira idade nos países do leste europeu.

Entre os deficientes físicos ou mentais, e pessoas com dependências, o karate apresenta resultados que surpreendem os especialistas médicos, aumentando a coordenação motora, capacidade de concentração e força de vontade para evitar recaídas muitas além das médias. Tudo porque, frisamos, mais do que o corpo, o Karate desenvolve a harmonia do corpo com o espírito.

O esporte possui várias funções na sociedade contemporânea. Os benefícios da prática de Karate como desporto são notórios. Reportagem na revista Veja ("A lista da boa forma". São Paulo: Abril, p. 90 a 99, 18 abr. 1995) ouviu especialistas que classificaram o Karate como um esporte bastante completo: obteve boa atuação na queima de calorias (800 kilocalorias por hora), aumento de massa muscular, coordenação motora, flexibilidade e desenvolvimento cardiorrespiratório.

É excelente na formação de adolescentes, desenvolvendo intuitiva valorização da humildade, disciplina, persistência, respeito, honestidade, entre outras qualidades.

Canaliza a agressividade - provocada na adolescência pela alteração hormonal - ao mesmo tempo que propicia o desenvolvimento-amadurecimento moral e intelectual.

Progredir no karate corresponde a desenvolver espiritual, emocional, intelectual. Ao longo do aprendizado, a maior luta do praticamente é sempre consigo mesmo.

A Arte das Mãos Vazias (kara vazio, te mão) ou de encontrar o vazio (paz interior) através do controle mental e espiritual sobre o corpo, abrange Alma, Corpo e Mente, em constante harmonização.

Cumprindo previsto na 90ª Sessão do COI Comitê Olímpico Internacional, e em perfeita sintonia com o ideal olímpico, desde 1995 o Karate participa de todas disputas olímpicas Continentais e Intercontinentais em todo mundo, como Jogos Olímpicos Mediterrâneos, Europeus, Asiáticos, Africanos, Oceânicos, etc.

Nos Jogos Pan-Americannos de Mar del Plata, Argentina, entre 11 e 26 de março de 1995, o Brasil conquistou 82 medalhas, a melhor campanha no número de medalhas. Dessas, 20 provieram de 7 modalidades de luta, Boxe, Esgrima, Luta Grego-Romana, Luta Livre, Taekwondo, Judo e Karate. Na primeira participação, com equipe montada "às pressas", o Karate conquistou cinco das vinte medalhas.

Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em julho de 1999, no Canadá, o Karate foi o esporte mais elogiado pelo Presidente do COB, Comitê Olímpico Brasileiro, na entrevista concedida à Revista Isto É. As medalhas conquistadas pelos Karatecas permitiram que o Brasil superasse à Argentina no quadro geral da competição.

Em Sidney no ano 2000 era impossível contornar a diretiva de reduzir o contingente de atletas pois quando o COI Comitê Olímpico Internacional reconheceu definitivamente a entidade mundial do Karate em 1999 o planejamento dos jogos estava completo. George Yerolimpos, do Comitê Olímpico Grego, garantia o ingresso do Karate nos Jogos Mundiais de Atenas, no ano 2004. Mas não ocorreu pelo mesmo problema: contenção da quantidade de participantes.

  Fotomontagem arquiteto e sensei Nelson D'Avila Guimarães, Presidente da Federação Gaúcha de Karate 1989-1991 e 1992-1997, membro titular do CRD 1997-2000- Conselho Regional de Desportos – 6º Dan Wado, Mawashi-Gueri com Prof. Maurício Cortez.

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Gojukay e Gojuryu roInacioVasconcelos159abaixo:s para o Teatro Sclique aqui è

Katas da escola – estilo Gojuryu - Gojukay aqui ÿ

Kata Sanchin demonstra Ki em quebramento clicando aqui ÿ

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Zazen, Mokusô e Budô

CREF quis controlar as Federações de luta apesar de nada entender de Artes Marciais ó

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O desporto de alto rendimento, polarizado entre a Copa de Futebol, e os Jogos Olímpicos, triparte-se focando os Jogos Marciais.

Seiza: importância da meditação

As Artes Marciais fascinam e intrigam pelo paradoxo:

Constituem um caminho de preparação para a luta que propicia alcançar a paz interior...

Praticando uma habilidade mortal conseguimos

alcançar a iluminação espiritual...

Artes Marciais – saiba mais clicando aqui

 

Apesar de prepararem para o combate, as artes marciais fomentam o caráter pacifista:    Aprender a arte de lutar constrói a paz e tranqüilidade. Arquiteto, Helio Riche Bandeira, por vocação, há décadas ensina artes marciais, graduou-se professor educação física, lecionando na melhor escola da Capital gaúcha, o Colégio Militar de Porto Alegre, disponibiliza seu trabalho de Mestrado, demonstrando os benefícios da prática de artes marciais na educação. Leia-o clicando aqui.

Há duas décadas, a BBC londrina decidiu produzir uma série de documentários sobre os grandes mestres das artes marciais. Howard Reid e Michael Croucher, seus principais repórteres, visitaram India, China, Japão, e Filipinas, descobrindo sobre o Aikido, Bojutsu, Eskrima, Hsing-I, Kalaripayit, Karate, Kendo, Kung-Fu, Marma Adi, Naguinata-Dô, Pa-Kua, Shorinji Kempo, Tai-Chi.

Após editar as reportagens, descreveram suas experiências sobre a intrigante constatação de que a prática de uma habilidade mortal auxilia a alcançar a iluminação espiritual, no livro: "O Caminho do Guerreiro", O Paradoxo das Artes Marciais: Os mais exímios lutadores do mundo, os virtuosos são pacifistas, éticos, disciplinados, tranqüilos, e dotados de extraordinário grau de percepção. Assista-os nos quadros de vídeo acima.

Dualidade Tao em tudo

Para realizar grandes sonhos necessitamos  [ [ [ Grandes sonhos! [Hans Seyle]

Direito Desportivo primazia da UFRGS em países de língua portuguesa:

http://www.estig.ipbeja.pt/~ac_direito/ddesportodisciplinas.html

 

Disciplina aberta a alunos de outras Faculdades, matricule-se acessando o

Departamento de Controle e Registro Discente da UFRGS Decordi documentos necessários:

http://www.prograd.ufrgs.br/aluno/mobilidade-estudantil-1/ingresso-de-discente-visitante

 

Prof. LUiZ PADilla especialista em Processo e Direito Desportivo

Em que consiste ser Professor?

Currículo Lattes

 

Confia na sua percepção? Teste as ilusões de ótica [  

Viva mais e melhor com saúde e bom humorƒ

Pesquisas Jurídicas, livros e teses: &

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Do contrato e da relação de Trabalho na inspirada análise de

Gibran Khalil Gibran sobre o Trabalho em “O Profeta”

Tradução primorosa de Mansour Chalitta e interpretação de Tôni Luna clique aqui

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Construindo  1üMMM 1 Mundo Muito Melhor                Proteja o pensamento da manipulação:

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Sabedoria na Ética àF J

Sabedoria na fusão ciência & espírito ÿ

Sabedoria em ser Mestre e Discípulo um do outro N

Sabedoria na harmonização do Crença e Ciência ÿ

Sabedoria no caminho da perfeição na simplicidade Shibumi J 

Sabedoria na evolução cultural þ

Sabedoria no uso da Linguagem, instrumento do Jurista N

Sabedoria Quântica da Dualidade opostos complementares [   

Desenvolvimento Intuitivo ó  Apometria  è Alívio Espiritualista Passesÿ

Vamos construir 1 MMM?

Eu me pergunto se és capaz de destinar Imposto de Renda para as crianças ou para os velhinhos carentes?

Evite armadilhas na internet C

Reconstruir a realidade ó mudar o mundo J

ONDA da IMAGINAÇÃO difundida por Quem somos nós?

Advocacia Pública

Love my pets  õ

Bebês, crianças e adolescentes com necessidades especiais, na Kinder  C  

Visitante nº Contador *Aperfeiçoando-nos e construindo 1 Mundo Melhor nosso site está em permanente construção no domínio próprio desde 14 de dezembro de 2003 quando nossas páginas somavam 136.706.382 visitas. Impressionante? Em 2005 nossos Grupos Temáticos ultrapassaram 50 BILHõES de visitas e leituras! Conheça-os aqui ó

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