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em construção *
Para realizar grandes sonhos [ necessitamos
grandes sonhos. [Hans
Seyle]
Os Jogos
Olímpicos[1]
Os Jogos Olímpicos são evento de maior assistência no mundo,
com mídia bilionária. As quantias envolvidas em atividades que dura apenas duas
semanas a
cada 4 anos é
superior ao PIB da maioria dos países. Mas nem sempre foi assim. Aprendemos em “os
Anéis venceram a Cruz” que durante as
primeiras décadas do Século XX aconteceram alterações,
mudando o enfoque amadorista e proliferando modalidades e atletas. “Carruagens de Fogo”, de 1991, apesar
de inglesa arrebatou
4 merecidos Oscars: Melhor filme, roteiro, figurino
e trilha sonora by Vangelis... disponível em
DVD e VHS. Corre, vai pegar
para assistir. Uma dica: DMovie temàclique aqui) ambientando a verdadeira
olimpíada: A preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos de Paris 1924 um divisor de águas
com menor
quantidade de desportos envolvidos, e atenção
focada no atletismo ó como no ideal grego ó o melhor atleta, o idolatrado, é o habilidoso
nas atividades que preparam o guerreiro: correr, pular, arremessar, etc.
Interessava
à sociedade que os jovens se
dedicassem a esses esportes, formadores de bons guerreiros. Os vencedores das
disputas eram idolatrados.
A
mercantilização deturpou o ideal e a
idolatria perdeu o foco dos bons exemplos e, não raro, projeta-se sobre os
piores. Conheça os paradoxos da idolatria desportiva
moderna clicando aqui ó ou prossiga na leitura. No final do texto há link idêntico.
Nos
Jogos de 1924 percebe-se a necessidade de alterar a proposta original de
Coubertin de competições apenas entre desportistas amadores. Nascia nova classificação, o Desporto
de Alto Rendimento, altamente competitivo objetivando
resultados, performance, fruto dos aperfeiçoamentos nos sistemas de treinamento
e alimentação e aprimoramento qualitativo dos demais componentes envolvidos
desde o acompanhamento médico, apoio psicológico, evoluções nos equipamentos,
vestimentas, calçados e acessórios, e até mesmo piso, propiciando sucessiva
quebra de recordes. Impossível separar
atletas competindo apenas pelo espírito esportivo dos que o faziam com
auxílio de treinadores prática, na época, considerada profissional e abominada
dos Jogos.
Se
em 1924 eram segregados os desportistas que confessassem agir como Harold
Abrams (personagem da vida real
dramatizada em “Carruagens de Fogo”[2]), contratando e (um escândalo !) pagando treinador para
aprimorar sua performance e fazer dele o homem mais veloz na
prova dos 100 metros rasos. Nos padrões da época, contratar treinador era antiético.
Hoje é indispensável. Saiba mais sobre ética, clicando aqui ó ou prossiga na leitura. Ao fim há link idêntico. Para evitar o
escândalo, escondia o treinador... No direito desportivo brasileiro
moderno o atleta é se praticar o esporte mediante contrato de trabalho.
Modalidades
desportivas
O
gigantismo pode tornar inviável a organização de quaisquer atividades,
especialmente Jogos que seguem regras e necessariamente devem produzir
resultados confiáveis apontando os melhores. Há centenas de modalidades de
desportos. Todos aspiram à transparência e credibilidade outorgadas pela
participação no Sistema Olímpico. Para um esporte, modalidade ou prova
ingressar nos Jogos Olímpicos, deve entrar no lugar de outro esporte,
modalidade ou prova. Nos Jogos de Beijing 2008 esperamos mais de
12.000 atletas... Nos Jogos de Atenas em 2004 o Comitê Olímpico quis limitar a
10.500 atletas. Estourou em 10% o limite, foram 11.099 atletas de 202 países representados
por 201 Comitês Olímpicos,
em 301 eventos desportivos nos quais trabalharam mais de 45.000 voluntários. Os
Jogos foram assistidos pela TV por 3,9 bilhões de pessoas. Veja os números da
última década:
Barcelona 1992 169 Países - 257 eventos
desportivos
9.367 atletas (2.708 mulheres, 6.659 homens)
34.548
voluntários trabalhando nos Jogos
13.082 mídia
(5.131 imprensa escrita, 7.951 tv e rádio)
Atlanta 1996 197 Países - 271 eventos
desportivos.
10.318 atletas
(3.512 mulheres, 6.806 homens)
47.466
voluntários trabalhando nos Jogos
15.108 mídia
(5.695 imprensa escrita, 9413 tv e rádio)
Sidney 2000 199 Países - 300 eventos desportivos
10.651 atletas
(4.069 mulheres, 6.582 homens)
46.967
voluntários trabalhando nos Jogos
16.033 mídia
(5.298 imprensa escrita, 10.735 tv e rádio)
Apesar
de milhares de atletas envolvidos em cada evento,
somando quase um milhão de participantes,
em mais de cem anos houve apenas duas mortes em competições: Em 1912, faleceu o maratonista português Francisco Lazaro. Em 1960, o ciclista dinamarquês Knut Jensen
- cuja autópsia revelou estar dopado
– o que reforçou a preocupação com o controle do dopping.
O
COI decide quem entra ou sai do programa dos Jogos Olímpicos a partir de análise técnica do
esporte, modalidade ou prova. A Carta
Olímpica fixa critérios:
Jogos
Olímpicos de Verão - ser praticado no mínimo em 75 países e 4 continentes no
masculino; e no mínimo em 40 países e 3 continentes, no feminino.
Jogos
Olímpicos de Inverno - ser praticado no mínimo em 25 países e 3 continentes,
sem distinção entre homens e mulheres.
Aplicar
o controle de doping do Movimento Olímpico e realizar esse controle fora das
competições.
Devem
estar admitidos no Programa Olímpico pelo menos 7 anos antes dos Jogos
Olímpicos.
Modalidades
cujas performances dependem de propulsão mecânica e os chamados "esportes da mente" (modalidades
que não envolvem necessariamente esforço físico) não são aceitos no programa olímpico.
Nos
Jogos Olímpicos de 1988, em Seul foi a última oportunidade de esportes
de exibição (experimentais). Alguns esportes foram olímpicos. Mas foram
abandonados. Ao
lado da modalidade, está o(s) ano(s) em que foi disputada:
Doze Horas de Ciclismo
(1896)
Levantamento
de peso com uma mão só (1896 a 1904)
Críquete
(1900)
Golfe
(1900 e 1904)
Arremesso
de pedra de 6,4 quilos (1904)
Corrida
de barcos (1908)
Arremesso
de disco e dardo com as duas mãos (1912)
Cabo-de-guerra (1900 a 1920)
Rúgbi
(1900, 1908, 1920 e 1924)
Pólo
(1900, 1908, 1920, 1924, 1936)
Os Jogos
de Verão são mais populares e disputados nos seguintes esportes
(clique sobre o nome do esporte para acessar à página do Comitê
Olímpico Internacional respectiva):
|
Aquáticos
como
Mergulho, Nado Sincronizado, Natação, Pólo Aquático |
Esgrima
Florete
(ambos sexos), sabre e espada, individual e equipes |
Tiro |
A
partir de 1924 inicia a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno com
intervalo idêntico de quatro anos, alternando com os de Verão. Esportes
de Inverno, difundidos
na América do Norte, Europa e Ásia, chamam pouca atenção em país tropical como o Brasil onde o nome de algumas
modalidades sequer possui tradução: (clique
sobre o nome do esporte para acessar à página do Comitê Olímpico Internacional
respectiva): Biathlon
apesar
do nome sugerir tratar-se de duas competições, envolve oito eventos, combinando
esqui, perseguição, acertar alvos, etc.
Bobsleigh
considerado
o primeiro esporte deslizante em corridas de esqueitistas deitados ou sentados, individuais e coletivos, uma
delas mista. Contudo, há registros de que o Luge, deslizar morro
abaixo individualmente ou em duplas mistas, era praticado por Vickings há mais
de mil anos como diversão. Patinação
é dos
poucos conhecidos no pais, na versão com roda; originalmente chamado de
skating, nome que originou o nome do artefato que se tornou popular entre os
jovens. Esqui
também
é conhecido não só pela versão aquática, mas como atração de turismo em locais
frios, alguns próximos ao Brasil, como Bariloche na Argentina. No Rio Grande do
Sul, há uma pista artificial. Hóquei no Gelo
semelhante
ao futebol, ao invés de bola há um pequeno disco impulsionado com tacos
metálicos; Mas mais perigoso, todos usam proteções; pode ser disputado sobre patins com rodas o que facilita sua
difusão. Curling
uma espécie
de hóquei entre duas equipes de 4 jogadores que precisam atravessar uma pedra
de 19,1 kg através de uma série de círculos concêntricos.
Há
esportes
reconhecidos, modalidades que o Comitê Olímpico reconhece e intervêm na
uniformização das regras. A maioria participa de um ou mais Jogos Olímpicos
Continentais (clicando sobre o nome do esporte abrirá a página com detalhes)
Duas
modalidades de luta merecem destaque, o Karate e o Wushu. O primeiro é mais
difundido que a maioria dos desportos disputados nos Jogos. É praticado por
dezenas de milhões de pessoas em todos países e está organizado em 173 federações
nacionais. Desde 1995 participa de todos
Jogos Olímpicos Continentais. Mas o ingresso nos Jogos Mundiais foi
sucessivamente adiado, nos Jogos de Barcelona, Atlanta, e Sidney. O Comitê Olímpico
queria forçar uma Federação Internacional dissidente à unificação,
e uma vez mais pagaram os justos pelos pecadores. Em Atenas, não entrou pela
necessidade de conter o gigantismo.
O
país sede pode introduzir desportos.
Na década de 60 o Japão colocou o Judô.
O Karate não entrou porque só duas décadas mais tarde, em 1985,
desenvolveu regras para restringir os choques e reduzir as lesões nas
competições. Em 1988, foi a vez da Coréia introduzir o Tae Kwon-Dô com
impressionante demonstração na cerimônia de abertura. Em 2008, Beijing na
China pretende colocar o Wushu ou Taijiquan, grafia moderna do Tai-Chi Chuan [4] ó “a arte
de estar sempre jovem”. De longe, parece coreografia, mas
constitui instrumento para encontro
do SER com o NÃO-SER do Taoísmo, transcendendo
ao plano corporal com a energia fluindo em harmonia universal:
"Junte-se à
força do Cosmo,
onde a energia
flui incessantemente.
Deixe o Tao entrar em
si,
eis a
natureza do Taiji."
Taiji nasceu do Wushu e da
observação da natureza e movimentos dos animais transplantados para o
humano sobrepondo o “ki” - energia interior. Movimentos circulares, coordenados
com a respiração. Mais do que força bruta mecânica: Desenvolve capacidade de
fazer fluir a energia interior. A seqüência dos movimentos são contínuas,
delicadas e circulares, desenvolve o alongamento do corpo e ativa a circulação,
além de relaxar musculatura porque pouco usa força física mas sim o fluxo da
energia interior. Nas duas últimas décadas do séc.XX o Taiji foi sistematizado
na China, unificando todas escolas num “Kati”
de 24 movimentos, pontuado pela correta execução, permitindo avaliação
desportiva semelhante às apresentações de ginástica (seqüências
de movimentos são katas nas
artes Japonesas, Yong nas artes coreanas, e Kati nas chinesas). Para saber
mais sobre Artes Marciais clique aqui ó ou
no link similar ao final do texto.
Há
Comitês Olímpicos em cada continente organizando os jogos continentais:
Africa: Association of National
Olympic Committees of Africa ANOCA
America: Pan American Sports
Organisation PASO
Asia: Olympic Council of Asia OCA
Europa: European Olympic
Committees EOC
Oceania: Oceania National Olympic
Committees ONOC
Os
Jogos Pan-Americanos baseiam-se no programa dos Jogos Olímpicos posteriores.
Assim, o Pan do Rio de Janeiro de 2007 deveria conter as 28 modalidades
disputadas nos Jogos de Beijing, China, nos XXIX Jogos Olímpicos, de 25 de Julho a
10 de agosto de 2008.
Mas em 28/8/2005 a Odepa
(Organização
Desportiva Pan-Americana) venceu
o Co-Rio (comitê organizador do evento) que
fazia lobby para que apenas o futsal, que nunca esteve presente em
Pan-Americanos, fosse
incluído no programa. No Pan de 2007 haverá boliche, esqui aquático, patinação
(artística
e de velocidade), e Karate, que já participou de três edições dos Jogos, ganhando 16 medalhas em 3
Jogos: 1995 na Argentina (ouro, 3 pratas e bronze), 1999 Winnipeg (ouro, 4 prata e 3 bronze) e 2003 Santo Domingo (ouro, prata e bronze). Essa decisão revigora a esperança de inclusão do
Karate nos Jogos de Beijing.
Por trás do bloqueio dos desportos está a preocupação com
o gigantismo. A participação
de mais 4 modalidades,
o Futsal ainda depende de acordo com a Fifa, implica cerca
de 250 atletas. Serão 33
esportes nos Jogos
do Rio. Ficaram de fora a pelota
basca, o raquetebol e o squash e a canoagem slalom
(retirada também por razões econômicas).
Os
Jogos Pan-Americanos iniciaram em 1951 com 19 modalidades de esporte. Em 2003,
Santo Domingo teve 35 esportes. Na reunião da
Odepa de 28-8-2005 o governador de Jalisco, Francisco
Ramírez Acuña, apresentou
a candidatura de Guadalajara, no México, para sediar o Pan de
2011. O Presidente da Odepa, o mexicano Mario
Vázquez Raña, obviamente apóia a candidatura, que até agora é única. A decisão da sede ocorre em 2006, cinco
anos antes dos Jogos.
Cerimonial Olímpico
Lema do ideal
olímpico: Citius, Altius, Fortius em grego o mais rápido, o [que pula] mais alto, o mais
forte, foi criado pelo Padre Didon, amigo
do Barão Pierre de Coubertin,
A Chama Olímpica fica acesa
permanentemente em Olímpia desde 1936 quando Barão Pierre de Coubertin idealizou
um ritual baseado nos diversos significados históricos e religiosos das tochas
na Antigüidade, quando o fogo purificador
e sagrado era conduzido de um altar
para outro local por tochas. A Tocha
Olímpica da concepção moderna dos Jogos Olímpicos é transportada por
atletas e cidadãos comuns de diferentes países até o local da cerimônia de
abertura dos Jogos. Durante toda competição,
permanece acesa numa pira, no Estádio Olímpico, sendo apagada ao final
da cerimônia de encerramento. A tocha olímpica ganha novo desenho e forma a cada edição dos Jogos: As cidades que
recebem a competição podem adicionar um elemento característico do país sede.
Na cerimônia de abertura dos Jogos
Olímpicos, simbolizando o compromisso
de todos os participantes, um atleta repete o Juramento: "Em nome de todos os competidores, prometo participar nestes Jogos
Olímpicos, respeitando e cumprindo com as normas que o regem, no verdadeiro
espírito esportivo, pela glória do esporte e em honra às nossas equipes".
Composto em 1896 por Spirou
Sâmara com letra de Cositis Palamas, ambos gregos, o Hino Olímpico foi adotado oficialmente
pelo COI somente 64 anos mais tarde, em 1958,
sendo executado em todas as cerimônias olímpicas oficiais.
Jogos Paraolímpicos
A estrutura dos Jogos
Olímpicos é aproveitada para outro evento de esporte de alto rendimento por atletas com inabilidades, enfatizando a força de vontade e realização atlética de
superação. Em 1948, em Mandeville, Inglaterra, Ludwig
Guttmann organizou uma competição desportiva de veteranos com ferimentos da II Guerra Mundial. Quatro anos depois, o evento internacionalizou com holandeses, nascendo o
nome Paraolimpico (Paralympics).
Em 1960, em Roma, foram organizados os primeiros Jogos Olímpicos para
atletas com inabilidade. Em 1976, em Toronto, Canadá, outros
grupos foram adicionados fundindo diferentes inabilidades. No mesmo ano, os
primeiros Jogos Paraolimpicos de Inverno ocorreram
na Suécia.
Em 1988 e 1992, imediatamente após os Jogos
Olímpicos, aconteceram os Jogos Paraolímpicos, experiência excepcional
motivando acordo em 19 junho 2001 entre IOC e IPC sacramentando a
prática: A cidade do anfitriã dos
Jogos Olímpicos hospeda os Jogos Paraolímpicos, logo a seguir.
A quantidade de atletas em jogos de Paraolímpicos
de verão decuplicou de 400 atletas em Roma em 1960 para 3.843 em Sydney em
2000, onde estavam 122 países; na verdade, 123 delegações pois havia atletas
independentes de Timor do Leste.
Os esportes praticados nos Jogos Paraolimpicos são pouco conhecidos no
Brasil. A preocupação de propiciar aos portadores de deficiências vida saudável
é recente, e vai além de rampas de acesso e locais de estacionamento
privilegiados, mas inclui praças de esportes adequadas e profissionais
habilitados ao monitoramento. Os programas governamentais de “Esporte de Rendimento e Esporte de Rendimento para portadores
de deficiência” engatinha. A maioria dos desportos exige investimentos consideráveis,
além de próteses ou adaptações economicamente inacessíveis à maioria da
população. A mídia é tímida, e não transmite os Jogos ParaOlímpicos receando chocar a população com as imagens, realmente fortes.
Aplicando
a máxima de Aristóteles, comumente atribuída à Rui
Barbosa que a reescreveu, de tratar igual aos iguais e desigual aos desiguais, nos Jogos Paraolímpicos atletas de diversos tipos e diferentes níveis de inabilidade
competem em igualdade classificados conforme
suas diferenças e dificuldades. Pessoal médico e técnico
especializado, denominado “classificador”, avalia os atletas em procedimentos e testes baseados nas
habilidades funcional para movimentos requeridos no esporte, garantindo que todos
compitam dentro de uma classe com habilidades funcionais similares e o fator
determinando da vitória seja treinamento e força de vontade. “Classificação
funcional” significa que todos os atletas na mesma classe têm níveis
similares da função em movimento, coordenação e contrapeso da escala. De acordo
com o sistema, atletas com tipos diferentes de inabilidades podem competir uns
contra os outros se tiverem níveis similares da função. Similar a alguns esportes olímpicos que possuem
categorias do peso dividindo os atletas (um boxeador do peso médio não enfrenta um peso pesado) atleta com média
inabilidade não vai se defrontar com um oponente de leve inabilidade. As classes são indicadas por uma letra, geralmente a letra inicial do esporte no idioma
inglês, e um número. Exemplo, natação(swiming) S1, S2...
S5. Atletismo, na modalidade de trilha (athletics-trilha) T44. Quanto mais baixo o número representa nível mais elevada a
inabilidade.
Além dos níveis de inabilidade os atletas são separados
categorias por tipo:
I. com visão
reduzida [Blindness (IBSA)]
II. portadores
de inabilidades físicas subdivididos em
3 classes:
a) amputados ou coluna
vertebral seccionada [Spinal Cord Lesion, Spina Bifida and Polio (ISMWSF)
]
b) paralisia cerebral [Cerebral Palsy (CP-ISRA) ]
c) “les
autres” com inabilidade física não incluída nas categorias anteriores, por
exemplo, distrofia muscular [Les Autres or Amputations (ISOD)]
Os desportos paraolimpicos de verão são listados a seguir e uma
classificação detalhada das deficiências é encontrada no site do Comitê Paraolimpico indicado:
Arco e Flecha em cadeiras de rodas www.paralympic.org/sports/sections/ar/classification.htm
Atletismo para
portadores de todos tipos de diminuição de capacidade. Há corridas em cadeiras
de rodas; outros competem com próteses; deficientes visuais são monitorados ou
acompanhados
Basquete em
cadeiras de rodas regulado pela IWBF http://www.iwbf.org
Bocha jogadores
com retardo cerebral usuários de cadeiras de rodas www.paralympic.org/sports/psboc/classification.htm
Bola (com sinos) ao
gol em dois tempos de 7 minutos para deficientes visuais divididos em
equipes de 3 atletas. Usam tampões sobre os olhos tornando idênticas as chances
dos cegos e dos meramente deficientes
Boliche www.paralympic.org/ipc/handbook/section4/chapter10/content.html#4.classification
Ciclismo em
triciclos www.paralympic.org/ipc/handbook/section4/hb404.htm#3classification
Dança com Cadeira de Rodas. Embora exista a Associação
Brasileira de Dança sobre Rodas, a modalidade é praticamente desconhecida em nosso país. Mas é largamente
praticada em 50 nações. Disputada por duplas com um integrante não deficiente,
apresentam danças tradicionais como Valsa,
Tango, Fox, Step, e latinas como Samba, Cha-Cha-Cha, Rumba. No saite do Comitê
Paraolímpico Brasileiro aparece como modalidade de esporte de inverno.
No saite do Comitê Paraolímpico Internacional aparece como desporto de verão.
Equitação para
atletas com deficiências físicas, redução visual, paralisia cerebral e doenças mentais. www.paralympic.org/ipc/handbook/section4/chapter06/app05.htm
Esgrima em
cadeiras de rodas e para portadores de paralisia cerebral. Florete embolado e
sabre (homens) e na tradicional espada de esgrima, sem fio cortante para ambos
os sexos. www.paralympic.org/sports/psfnc/classification.htm
Futebol para atletas com paralisia
cerebral, regras da FIFA com pequenas modificações como campo e goleiras
menores, sem regra de impedimento, lateral batida com uma mão. O tamanho do
campo e goleiras é semelhante ao futebol 7, embora praticado com 11 atletas.
Futebol de
salão (5-a-side) em cadeiras de
rodas.
Halterofilismo: Atletas de ambos sexos divididos em 10 categorias de peso www.paralympic.org/ipc/handbook/section4/hb409a01.htm
Natação todos
tipos de diminuição da capacidade competem sem usar próteses ou qualquer
complemento www.paralympic.org/sports/SW/CLASS_00.asp
Rugby: Combina elementos de futebol, basquete e hóquei no gelo, numa quadra
de basquete, equipes de 4 jogadores em cadeiras de rodas disputam 4 tempos de 8
minutos com uma bola de vôlei que pode ser carregada, driblada.e passada de
qualquer meio, exceto picando. Para equilibrar as equipes que podem incluir
tetraplégicos para cada tipo de inabilidade é atribuída uma pontuação de 0,5 a
3,5 pontos e uma equipe não pode passar de 8 pontos. Há competições femininas.
Tênis de Mesa atletas de todos tipos de diminuição da capacidade competem em 11
categorias, masculinas e femininas, com pequenas modificações para usuários de
cadeiras de rodas www.paralympic.org/sports/sections/tt/classification.htm
Tênis em
cadeiras de rodas nas regras da International
Tennis Federation (ITF) com uma única exceção que é a possibilidade
da bola picar duas vezes, a primeira dentro da quadra.
Tiro www.paralympic.org/ipc/handbook/section4/hb411.htm#4
Vela com quilha e cockpits mais abertos
Voley www.paralympic.org/sports/sections/volleyball/classification.htm
Os Esportes Paraolímpicos
de Inverno listados abaixo, com regras comuns para
classificar as deficiências www.paralympic.org/ipc/handbook/section5/hb501.htm
Esqui Alpino velocidade ou slalom montanha
abaixo e os atletas apresentam performances semelhantes ao dos atletas normais.
Alguns competem com um único esqui,
outros usam próteses ou equipamentos de adaptação, até cadeira adaptada ao
esqui. Os deficientes visuais são monitorados ou acompanhados.
Hockey no gelo uma das maiores atrações pelo dinamismo, 5 jogadores +
1 goleiro podem usar dois bastões para facilitar seu deslocamento e arremessos.
Esqui
Nordico ou cross country disputa em distâncias
sobre o gelo, de 2,5 a 20 km,
individual ou em equipes.
Curling equipes em cadeiras de rodas sobre o gelo deslizando discos ou pedras
lisas contra um alvo.
No
Brasil è Em 1958, após retornar
de tratamento nos Estados Unidos Robson de Almeida Sampaio fundou o Clube do Otimismo no Rio de Janeiro. Em
São Paulo, Sergio Delgrande fundou o Clube
dos Paraplégicos. No ano seguinte houve a primeira competição paradesportiva no país, jogo de basquete
em cadeira de rodas entre as duas equipes, no Maracanãzinho. Paulistas venceram
por 22x16. Em 1969 em Buenos Aires houve a primeira participação brasileira em
competições internacionais. Em 1975, foi fundada a ANDE - Associação Nacional
de Desporto para Excepcional agregando todo tipo de deficiência, da qual se
desmembraram várias outras como Associação Brasileira de Desportos para Cegos
(ABDC); Confederação Brasileira de
Desportos de Surdos (CBDS);
Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA); Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR); Associação Brasileira de
Desportos para Deficientes Mentais (ABDEM)
e a ANDE, que passa a se chamar Associação Nacional de Desportos para Deficientes, e trata apenas com
os atletas vítimas de paralisia cerebral.
Em
1995 foi criado o Comitê Paraolímpico
Brasileiro e realizados os I Jogos Brasileiros Paradesportivos em Goiânia.
Em 1996 houve a segunda edição dos Jogos no Rio de Janeiro. O Brasil, que não
trouxe medalha de ouro nos Jogos
Olímpicos de Verão de 2000 apesar de presente em duas dezenas de finais,
nas Paraolimpíadas de Sydney conquistou 22, sendo 6 medalhas de ouro e 10 de
prata, quebrando 3 recordes mundiais em atletismo. Em 2002, tornamo-nos
tetracampeões mundiais do futebol para amputados.
Assim,
diante da importância do Desporto para a saúde, tanto da população como para a saúde financeira dos milhões de
empreendedores envolvidos, a Lei Pelé Lei 9.615/98 art.86 instituiu o Dia do Desporto comemorado em 23 de
junho, Dia Mundial Do Desporto Olímpico.
Fontes:
Comitê Olímpico Internacional www.olympic.org
Comitê Paraolímpico Internacional www.paralympic.org
Comitê Paraolímpico Brasileiro www.brasilparaolimpico.org.br
Comitê Olímpico Brasileiro
Ministério do Esporte www.esporte.gov.br
Universíade
1963, Rodrigo Kock, 2003
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[1] Representando
todos continentes entrelaçados no esporte:
África
(preto); Ásia
(amarelo);
Oceânia (azul);
América (vermelho)
e Europa (verde), os cinco anéis olímpicos foram criados
em 1913 e são símbolo do Comitê Olímpico
Internacional, organização não-governamental e sem
fins lucrativos criada em 23 de junho de 1894 sob comando do Barão Pierre de
Coubertin.
[2] O filme inicia na Inglaterra dos anos 20, onde quatro
rapazes treinam para provas de atletismo das Olimpíadas. Harold é um estudante
judeu e Eric filho de um missionário escocês, ambos obcecados. O nobre Lindsay
e o colega Montgomery completam os quatro tipos de atletas. Cada um corre por
razões diferentes. Oscar de melhor filme, roteiro, música e figurino, em
adequados 123min, sob a Direção de Hugh Hudson, e elenco inglês: Ben Cross, Ian
Charleson, Nigel Havers, Cheryl Campbell, Alice Krige, Lindsay Anderson, Dennis
Christopher, Nigel Davenport, Brad Davis, Peter Egan, John Gielgud, Ian Holm,
Patrick Magee. Corre, vai pegar para assistir. A DMovie
tem àclique aqui
[3] Atletismo pode ser dividido em quatro áreas: trilha, campo, estrada e eventos combinados. Os eventos da trilha incluem os sprints ou corridas de velocidade (100m, 200m, 400m), o corredor de média-distância (800m e 1500m) e distância (5000m e 10000m), com barreiras (100m e 400m feminino, 110m e 400m masculino), revezamentos (4 x 100m e 4 x 400m) e o steeplechase (corrida com obstáculos) de 3000m masculino. Os eventos do campo para ambos os sexos incluem o salto longo, salto triplo, salto elevado, vault de pólo, disparado throw posto, do disco, do javelin e de martelo. O vault de pólo das mulheres e o throw de martelo debuted no Sydney 2000 jogos. Os eventos da estrada consistem nas maratonas, nas caminhadas da raça masculina de 20km e de 50km e na caminhada da raça de 10km feminina. Eventos combinados: heptatlo para mulheres e o decatlo para homens - os atletas competem em uma série de eventos da trilha e do campo em dois dias. Os pontos baseados em resultados em cada evento define o vencedor. LISTA DOS EVENTOS (no programa dos últimos Jogos Olímpicos) homens 10000m, mulheres 10000m, mulheres 100m, homens 100m, mulheres obstáculos 100m, homens obstáculos 110m, homens 1500m, mulheres 1500m, mulheres 200m, homens 200m, homens 20km de caminhada em estrada, mulheres 20km marcha atlética, mulheres 3000m, homens steeplechase 3000m, homens 400m, mulheres 400m, mulheres obstáculos 400m, homens obstáculos 400m, homens 4x100m, mulheres 4x100m, mulheres 4x400m, homens 4x400m, mulheres 5000m, homens 5000m, homens marcha atlética 50km, homens 800m, mulheres 800m, homens decatlo, mulheres arremesso disco, homens arremesso disco, homens arremesso martelo, mulheres arremesso martelo, mulheres heptatlo, mulheres salto altura, homens salto altura, homens throw javelin, mulheres throw javelin, mulheres salto longo, homens salto longo, homens maratona, mulheres maratona, mulheres vault pólo, homens vault pólo, homens postos disparados, mulheres postas disparadas, mulheres salto triplo, homens salto triplo.
[4]
Bibliografia recomendada:
Tai
Chi Chuan Arte Marcial, Técnica da Longa Vida, Catherine
Despuex, Ed. Pensamento, tradução Otávio Cajado, 1981.
O
Livro Básico do Tai Chi, Paul Crompton, Ed. Pensamento,
tradução Alípio Ccorreia F. Neto, 1990.
Tai Chi Chuan e meditação, Da
Liu, Ed. Pensamento, tradução Rubens Rushe, 1986.
Tai Chi Chuan para Saúde, Martin
e Emily Lee e Joan Johnstone, Ed. Pensamento, tradução Euclides Luiz Calloni,
1989.
Técnicas Básicas do Tai Chi
Chuan, Marco Natali, Ed. Tecnoprint AS, 1988.
Tai Chi Chuan uma variação do
Kung Fu – Academia Chinesa de Artes Marciais, Ed. Ícone – tradução Rosina
D’Angrina, 1995.
Qi Gong, Acupuntura, Ioga,
Exercícios Físicos Modernos e Científicos, O caminho da energia, chi kung, Lam
Kam Chuen, Ed. Manoele, tradução Dinah de Azevedo, 2000.
Chi Kung para saúde e
vitalidade, Wong Kieew Kit, tradução Mirtes Franges de O Pinheiro, 1997.
Swasthia Yoga, DeRose, Ed. Ioga Chikitisa, Lea Mello, Ed. Novo
Milênio, 1978.
Mmantenha-se em forma, tradução
de Roberto Raposo, Ed. Tecnoprint, 1981.
Seu corpo de A a Z, exercícios
de saúde, Dr. Willibald Nagler, Phd
Acupuntura, Felix Mann, Ed.
Hemus, 1994.
A cura pelo Stress – Dr.
Kkenneth Ccooper, Phd, Ed. Record, 2000.
Ginástica, Bohmil Kos, Direção
da Deutscher Turn-Verbander, Rda, Ed. Estampa, 1978.
O Tao da educação, Dr. Luzia
Maria da Silva Lima, Ed. Agora, 2000.
Reabilitação
Funcional Respiratória, Andrés Clariana Vives e Andrés Clariana Pal, Ed.
Pancast, 1988.