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Para realizar grandes sonhos [ necessitamos grandes sonhos. [Hans Seyle]

 

Idolatria altera o Mundþ

A capacidade da mídia de construir e destruir lideranças impressiona. A opinião pública está nas mãos da imprensa e a única forma de evitar a manipulação e garantir a liberdade é uma diversidade de meios de comunicação.

Até 1990,      havia um monopólio nas comunicações, que auxiliou a barrar a eleição de LEONEL DE MOURA BRIZOLA criando idolatria em torno de um desconhecido.  No poder, revelou-se: Melhorou a vida dos consumidores com novas relações, obrigando as multinacionais a buscar novos mercados terceiro-mundistas para seus produtos de terceira linha.  Até então, quando na Europa ou EUA um modelo se tornava obsoleto a empresa colocava sua linha de produção em containeres e trazia para o Brasil,  onde lançava um “novo” produto,  totalmente atrasado tecnologicamente.   Como disse Collor, nossos carros eram carroças, o que, em geral, aplicava-se a muitos dos produtos industrializados. Em 2006, isto ainda está presente em algumas áreas isoladas, como na tecnologia de telefonia celular.

Entre os vários monopólios que pôs fim, Collor abriu as redes de comunicação. Antes que tal surtisse efeito, e as novas redes crescessem, foi defenestrado do poder pelo mesmo grupo que o elegeu. Veja os fatos:

 

Até 1988 Fernando Collor de Mello era ilustre desconhecido exceto no pequeno Estado de Alagoas.

A Rede Globo,   associada às organizações de família Arnon de Mello,  apoiou sua candidatura.

A novela "Que rei sou eu" foi levada ao ar no ano de 1989, de 13 de fevereiro a 16 de setembro nos poucos meses de euforia política que antecederam à primeira eleição direta para Presidente da República – na reabertura política depois de décadas de jejum.

"Que rei sou eu", de Cassiano Gabus Mendes,   fazia analogia dos anos que antecederam à Revolução francesa (1786) e o Brasil daquela atualidade, completando processo de abertura política.

Mesclar ficção e realidade dá credibilidade à mensagem subliminar.

O inconsciente do espectador não distingue onde termina a realidade e começa a fantasia...

O povo passava necessidades apesar da riqueza do país.

O poder estava nas mãos de uma corja de fanfarrões desonestos alusão aos políticos corruptos.

A Rainha Valentina,    representada pela graça irreverente da atriz Teresa Rachel,    era enganada pelos desonestos e estava meio perdida,   alusão à incerteza nos rumos do Brasil.

No último capítulo,   índice altíssimo de Ibope,  a revolução – escancarando a intenção:     ao invés da bandeira da França, foi hasteado o Pavilhão Nacional Brasileiro... O “herói” aparecia na tela – com aquela cara de pós-adolescente – dizendo que mudaram o nome do “reino” para Brasil passando uma imagem de que havia chegado o esperado “futuro melhor”.

Esse herói havia surgido do nada – em meio à novela.

Era um jovem,   com legitimidade para aspirar ao poder por ter sangue nobre – filho bastardo do rei morto.

O personagem,   representado pelo ator Edson Celulari,   guardava até semelhanças físicas com Collor, jovem, atlético, bem apessoado, com discurso calmo, muito articulado.

Collor era um desconhecido e demasiado,         muito jovem para o cargo de Presidente da República ao qual aspirava.

Vinha de linhagem “nobre” – descendente de Lindolfo Collor, de família “tradicional” oriunda de São Leopoldo (RS) e que conquistou riqueza em Alagoas (mais uma vez confirmando a hegemonia gaúcha...)

A imprensa passava imagem de Collor como a de um Governador caçador de marajás... O tipo de político “corajoso” capaz de colocar o país em Ordem e Progresso.

Collor era órfão de pai – tudo exatamente como o “herói” da novela.

A novela sedimentou bases firmes para que a população confiasse os destinos do país nas mãos de um jovem desconhecido oriundo de um obscuro estado nordestino, enquanto o restante da mídia insistia na imagem de que ele era um corajoso “caçador de marajás”.

Estive em Maceió pouco depois da eleição de Collor,    fui Arbitrar uma competição desportiva e, por isto, estava fora dos pacotes turísticos, e pude ver um pouco da cidade.

Que decepção! Caos, pobreza, servidores estaduais sem receber meses porque o Estado estava falido – incompatível com a imagem passada pela imprensa de que Collor fizera excelente administração em Alagoas.

Mais tarde, Collor rompeu com a Rede Globo.

A mídia obteve o resultado inverso.

A ameaça de impeachment era improvável diante da força econômica e política concentradas no Poder Executivo a partir da Constituição Federal de 1988 (veja detalhes sobre isto clicando aqui ü).

Collor não foi o primeiro governante cuja equipe estava envolvida em corrupção;    nem seria o último.  Em 2005, o mundo escandalizou-se com revelações de uma rede de corrupção incomparavelmente pior, envolvendo Ministros de Estado e pessoas ligadas ao Presidente Lula mas, até agora, nenhum político se aventurou a um pedido de impeachment. Por que? Porque a imprensa está contra...

Mas foi atacado pela imprensa – sob a coordenação da Rede Globo e demais inimigos.

Acuado,  Collor defendeu-se requisitando espaço na imprensa na condição de Presidente da República.       Queria um apoio popular para, somado ao poder político e econômico da Presidência,    “abafar” o Congresso Nacional.

A guerra pela mídia foi o fim de Collor – estava lutando no terreno de seus algozes.

A Rede Globo levou ao ar uma minissérie “Anos rebeldes”. Denis Carvalho usou a mesma fórmula de Que rei sou eu - mesclou ficção e realidade para dar credibilidade à mensagem subliminar.

Centrava nos anos 60,     adolescentes oriundos das classes mais favorecidas:      Cláudia Abreu representou a filha de banqueiro financiador da ditadura,  e que – de dondoca,    virou heroína quando ingressou na luta armada.

Os heróis,     adolescentes de fascinante pureza e extremamente preocupados com as questões sociais do pais, colocavam a militância política acima da própria felicidade e realização pessoal.

A minissérie estava incitando o subconsciente dos jovens à reviravolta, amplificou o desejo revolucionário inconsciente em todo adolescente.

Collor requisitou mais uma vez espaço na mídia - para quinta-feira, dia 13-8-1992, no horário nobre, falou em cadeia nacional e pretendia captar apoio da população - pediu para saírem às ruas, no final de semana, usando as cores verde-amarelo.

Pois a Rede Globo acelerou o final da minissérie concluindo a mensagem subliminar. Lembram o que aconteceu naquele final de semana ?

Domingo - dia 16 de agosto de 1992 – horas após o final a minissérie – levada ao ar entre 14 de julho a 14 de agosto de 1992 – ou seja, estrategicamente para atuar, em coordenação com a imprensa... Milhares de jovens saíram às ruas com roupas e caras pintadas preto para expressar que negavam apoio ao Collor.

Daí para o impeachment foi um pulinho, pois a imprensa cuidou de incentivar a continuidade dessa manifestação e, ao mesmo tempo, cobraram dos políticos levar adiante o processo.

Fernando Collor de Mello foi inventado pela Globo,  associada às organizações de sua família (Arnon de Mello), e – três anos depois, destruído pela mesma máquina.

Considerando que ele ocupou a função mais poderosa do país, que é a chefia de Estado e do Poder Executivo, que é o que mais concentra força,  é inquestionável a capacidade da mídia de construir e destruir lideranças.

O Professor da Faculdade de Direito da UFRGS  Sérgio Borja repetiu, às 16h20 de 28/4/2006, um gesto do qual fora pioneiro no dia 14 de julho de 1992. Tal como naquela data em relação ao ex-Presidente Fernando Collor, Borja enviou o pedido de processo por crime de responsabilidade contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pode resultar no impeachment presidencial. Veja os detalhes e inteiro teor do magnífico requerimento clicando aqui N

Referências bibliográficas: (1) Guy Debord, A sociedade do espetáculo, 1959 (2) Tese apresentada pela profª Sandra Garcia Fabbrin à banca formada pelos prof. drs. Lucienne Cornu, da Université Aix-Marseille II (França), Henri Dou da Université Aix-Marseille III (França), e Salvato Tigo, da Universidade do Porto (Portugal),  no Projeto Europa-Mercosul, da FULP, em 24-9-1994.

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Cada humano pode decidir como viver sua vida,

- sempre respeitando a liberdade alheia.

Infelizmente, alguns colocam fins acima dos meios,

- e não se constrangem de violar essa regra.

É uma "gentalha" que, para atingir seus objetivos,

- utilizam meios escusos para manipular o pensamento e as ações alheias.

Valem-se de mentiras, meias verdades, táticas de guerrilha e concentram-se

em destruir todo aquele que tenha coragem de os enfrentar.

São dissimulados.

Distorcem a verdade.

Quando confrontados com suas mentiras, fazem-se de vítimas...

São, enfim, uns hipócritas.

Além de espalhados em diversos setores da sociedade

são muito organizados.

Denuncie as hipocrisias e tentativas de manipulação e...

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