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Personalidade
Psicopática
Características
e traços.
Geraldo J. Ballone
Ida Vani Ortolani
Os termos Psicopatia e Personalidade Anti-social são,
comumente, considerados correspondentes. Mas, a discussão sobre eventual
necessidade de diferenciarmos a Psicopatia da Personalidade Anti-social, como
se descreve no DSM-IV, é matéria de continuo debate. A Personalidade
Anti-social costuma ser, por alguns autores, referida sempre em relação ao
comportamento, ou seja, em relação às violações das normas sociais. Enquanto
isso, a Psicopatia se definiria não só através da avaliação da conduta, mas
também pelos traços afetivos e pelos padrões de relacionamento interpessoal.
Atualmente parece não ter muito sentido, além de ser cansativo,
discutir calorosamente e eleger um determinado paradigma explicativo para a
Personalidade Psicopática ou Anti-social, não tem sentido discutir se esta se
deveria à algum fator genético, bioquímico,
psicanalítico, social, familiar, cognitivo, etc. Hoje, aceita-se que a resposta
mais provável é que esses transtornos resultem de uma combinação de numerosas
causas operando em distintas proporções em distintas pessoas.
Não obstante todas tendências "explicativas", a Psicopatia está indubitavelmente relacionada com a criminalidade em geral e, particularmente, com o crime violento. Comparando os psicopatas delinqüentes com os delinqüentes não psicopatas, aqueles têm, proporcionalmente, muito mais acusações criminais e mais condenações por crimes violentos. Além disso, estudos em presídios mostram que os delinqüentes psicopatas também são os maiores responsáveis pela violência intracarcerária.
Personalidade
Psicopática; principais sintomas
Personalidade
Psicopática; características e traços
Personalidade Psicopatica e Moral
A Violência e
Impulsividade no Psicopata
Características das
Personalidades Psicopáticas - Psicopatas
Primários, Psicopatas Secundários, Psicopata Carente de Princípios, Psicopata
Malévolo, Psicopata Dissimulado, Psicopata Ambicioso, Psicopata Explosivo Assuntos relacionados
Implicações
Forenses e Broderline
A violência e
impulsividade no psicopata
As
descrições da Psicopatia têm incluído déficits afetivos e alguns processos psicofisiológicos associados. A nosso ver, a maneira de ser
do psicopata é o resultados de um complexo sistema de avaliação do objeto,
juntamente com uma série de condutas aprendidas como eficazes.
Antes que o sujeito interaja com o objeto, ou seja, em nosso caso, para que o
sujeito psicopata elabore considerações sobre os objetos de sua realidade e com
eles se inter-relacione, obrigatoriamente temos que refletir sobre suas
características cognitivas.
Essa
consideração cognitiva prévia decorre da tendência atual que considera as
cognições como propriedades da consciência com potencialidade de causar
determinadas respostas emocionais e sociais. Portanto, as bases biológicas da
personalidade e de seus transtornos, como é o caso da psicopatia, muitas vezes
se expressam em cognições disfuncionais.
Os estilos
de relacionamento interpessoais expressam, além das
tendências motivacionais, também o perfil cognitivo
da pessoa. Os traços que definem a personalidade de cada um também podem ser
analisados à luz das comunicações interpessoais, o
que, por sua vez, volta a ter que ver com as motivações e com o perfil
cognitivo da pessoa.
Assim
sendo, as motivações estão sempre atreladas ao perfil cognitivo da pessoa e, a
motivação do psicopata gira em torno do poder e do status destacado na
hierarquia social, num contexto de repúdio ou evitação
da empatia e apego.
Tem-se que
considerar vários aspectos vinculados com a agressão e Psicopatia. Um deles é a
relação existente entre agressão e impulsividade. Os vínculos
entre a agressão e a impulsividade têm sido minuciosamente estudados por
Seroczynski (1999). Entre os muitos traços de
personalidade comórbidos estudados na psicopatologia,
a associação entre impulsividade e agressividade é um dos mais freqüentes. Mas,
vejamos com mais calma se esses traços, de fato, estão inexoravelmente
atrelados.
Para
entender melhor nosso raciocínio, será importante a distinção entre Agressão
Depredadora (ou Proativa) e Agressão Reativa. Por
último, teríamos que ver a real relação da Psicopatia com os grandes
criminosos, como por exemplo, os assassinos em série e de massa.
A Agressão
Reativa tem sido definida como uma reação hostil à uma
frustração percebida. O individuo Agressivo Reativo super-reage diante a menor
provocação e costuma ser explosivo e instável.
Por outro
lado, na Agressão Proativa (ou Depredadora) a pessoa
tem uma conduta agressiva e violenta dirigida para uma meta determinada. Este
tipo de agressor pode ser perigosíssimo aos demais e uma ameaça criminal para a
sociedade. Vendo o problema desse jeito, podemos dizer que a Agressão Reativa é
a que está mais fortemente ligada à impulsividade, enquanto que a Agressão Proativa é mais elaborada, planejada e premeditada.
Voltando
agora à questão agressividade-impulsividade, e ainda tomando por base essa
distinção das agressões em Proativa
e Reativa,
pode ser perfeitamente possível uma pessoa ser agressiva sem ser impulsiva e,
não surpreendentemente, ser impulsivo sem ser agressivo. Então, para que
estejamos certos, é necessário que a natureza da agressividade e da
impulsividade seja diferente e não, obrigatoriamente, a mesma.
Isso
significa que, no desenvolvimento da personalidade, os fatores genéticos,
ambientais ou combinações de ambos, capazes de influenciar nos traços de
agressividade e impulsividade, atuariam diferentemente em diferentes pessoas. Barratt (1999) demonstrou em suas pesquisas que os
criminosos impulsivos presos diferiam dos que não eram impulsivos em várias
medições neuropsicológicas, cognitivas e neurofisiológicas, sugerindo com isso
que os dois tipos de criminosos poderiam ter etiologia distinta.
Apesar
disso, existe quem apóia a idéia da impulsividade e agressividade estarem
sempre sobrepostas numa mesma pessoa, tal como ocorreria, para esses autores,
na sobreposição entre o Transtorno por Déficit de Atenção (TDAH) e os
Transtornos de Conduta (TC). Aqueles que não compartilham esta posição, entre
os quais nos colocamos, alegam que o TDAH e a agressão não estão
obrigatoriamente e nem freqüentemente correlacionados.
Até o
momento, tudo parece levar a crer que a impulsividade, que é o traço mais
associado à Agressão Reativa, teria muito mais influência genética do que a
Agressão Proativa. Para essa Agressão Depredadora, as
influências ambientais teriam um papel fundamental, tais como experiências
traumáticas ou ameaçadoras, precoces e duradouras.
As pessoas
que exibem comportamentos impulsivos têm, em geral, outros problemas de conduta
e/ou emocionais. A irritabilidade, e não a
agressividade, parece ser o sintoma mais fortemente relacionado com a
impulsividade. De outra forma, a possível relação entre Agressão Reativa e
impulsividade parece provir, segundo Eduardo Mata (1999), das redes neuronais (assembléias neuronais)
que manejam o controle da impulsividade, bem como dos fatores neuroquímicos do cérebro.
Segundo Meloy (Richards, 1998), uma das
respostas fisiológicas que diferencia os Psicopatas, tanto dos Anti-sociais
quanto dos normais, seria um sentimento de apego severamente perturbado, isto
é, um prejuízo e fracasso nas atitudes de apego e nas identificações malignas.
O déficit
do Psicopata na capacidade de apegar-se ou vincular-se aos outros pode também
ser melhor conceitualizado por vias neurológicas inespecífica ou uma configuração incomum de genes. Outra
opção causal sugere um defeito que resulta numa superabundância de impulsos
agressivos ou um defeito nas funções psíquicas inibitórias, ou ainda, na
combinação de ambos.
Assim
sendo, um defeito do Superego, juntamente com uma predisposição inata para
impulsividade e agressividade, mais a natureza adversa de
experiências infantis precoces (normalmente antes dos 36 meses), criariam
condições propícias para o desenvolvimento da Personalidade Psicopática.
Características da personalidade psicopática
Blackburn
(1998) desenvolveu uma interessante tipologia para os subtipos de psicopatas,
inclusive considerando o aspecto Anti-social como se tratasse de um dos
sintomas possíveis de estar presente em certos casos. Inicialmente ele fez uma
distinção entre dois tipos de psicopatas e ambos compartilhando um alto grau de
impulsividade: um Tipo Primário, caracterizado por uma
adequada socialização e uma total falta de perturbações emocionais, e um
Tipo Secundário, caracterizado pelo isolamento social e traços neuróticos.
Apesar
de todas variações tipológicas dos mais diversos autores, todos parecem estar
de acordo nas características nucleares do conceito; impulsividade e falta de
sentimentos de culpa ou arrependimento. Mais tarde os 2 subtipos de Blackburn (Primário e Secundário) foram aprimorados em 4
subtipos mas, para nosso trabalho, apenas esses dois tipos iniciais são
relevantes :
1 -
Os Psicopatas Primários, caracterizados por traços
impulsivos, agressivos, hostis, extrovertidos, confiantes em si mesmos e baixos
teores de ansiedade. Neste grupo se encontram, predominantemente, as pessoas
narcisistas, histriônicas, e anti-sociais. Sua figura pode muito bem se
identificar com personalidades do mundo político.
2 -
Os Psicopatas Secundários, normalmente hostis,
impulsivos, agressivos, socialmente ansiosos e isolados, mal-humorados e com
baixa auto-estima. Aqui se encontram anti-sociais, evitativos,
esquizóides, dependentes e paranóides. Podem ser
identificados com líderes excêntricos de seitas, cultos e associações mais
excêntricas ainda.
Entre
esses 2 subtipos, as pessoas pertencentes ao grupo dos Psicopatas Secundários,
seriam as mais desviadas socialmente, são também desviadas em outros aspectos.
Nessas pessoas é onde mais se encontram as anormalidades no Eletroencefalograma,
as quais têm sido descritas precocemente.
Os
Psicopatas Primários, por sua vez, têm mais excitação cortical e autonômica, e
maior tendência a buscar sensações. Entre esses grupos existem também
diferenças quanto à agressividade e criminalidade.
Os
Psicopatas Primários ainda teriam convicções mais firmes para efetuar crimes
violentos, enquanto que os Psicopatas Secundários para os roubos. Psicopatas
Primários e Psicopatas Secundários seriam mais dominantes, tanto em situações
ameaçantes como aflitivas, mas os Psicopatas Secundários mostram mais fúria
diante da ameaça, tanto física como verbal.
Os
Psicopatas Primários e Psicopatas Secundários podem corresponder à brilhante
classificação de Millon ao Psicopata Carente de
Princípios (veja adiante). Esses dois subtipos compartilham alguns traços em
comum, mas os Secundários têm muito mais ansiedade social e traços de
personalidade esquizóides, evitativos e
passivo-agressivos. É muito provável que a maioria ingresse no critério mais
amplo de borderlines.
Psicopata Primário
Psicopata Secundário
Traços
Impulsivos, agressivos, hostis, extrovertidos, confiantes em si, baixa ansiedade.
Hostis, impulsivos, agressivos, socialmente ansiosos, isolados, mal-humorados, baixa auto-estima.
Características de personalidade
Narcisistas, histriônicos, anti-sociais.
Anti-sociais, evitativos, esquizóides, dependentes, paranóides.
Performance mental
Maior excitação cortical e autonômica, maior busca de sensações.
Pouca habilidade e dificuldade no convívio social
Atitude Anti-Social
Inicia mais precocemente a carreira criminal, convicção forte para crimes violentos.
Inicia precocemente a carreira criminal, convicção mais firme para roubo.
Outras características
Dominantes, tanto em situações ameaçantes como aflitivas.
Dominantes, tanto em situações ameaçantes como aflitivas, mostram mais fúria diante da ameaça, tanto física como verbal.
Com
relação ao potencial de conflitos interpessoais da
personalidade do psicopata é interessante considerar dois modelos: o grau de
poder ou controle exercido sobre as demais e o grau de afinidade. Sobre o poder
está em apreço a dominância ou a submissão aos demais e, em relação à
afinidade, entra em cena a hostilidade ou o cuidado.
A
expressiva maioria dos psicopatas estabelece uma interação social do tipo
hostilidade e dominância, ficando a submissão e cuidado por conta dos não
psicopatas. Para o exercício da dominância e hostilidade, o psicopata costuma
culpar a outros, mentir com freqüência, buscar continuadamente atenção e
ameaçar a outros com violência. O contrário dessa postura seria a amabilidade social, representada pelas condutas coercitivas e
dóceis.
Entretanto,
para complicar ainda mais essa questão dos traços, devemos considerar o
desempenho sócio-teatral dos psicopatas, através do qual manifestam atitudes
que não fazem parte de suas características genuínas, mas, sobretudo, de suas
simulações sociais.
É
assim que a Psicopatia pode aparecer estreitamente vinculada com a amabilidade.
Neste modelo o Psicopata Primário tende a ser coercitivo e, apesar disso,
também dominante e sociável (gregário). Já os Psicopatas Secundários, além de
poderem ser também coercitivos, costumam ser mais isolados e aparentemente
submissos. Mas ambos tipos exibem estilos interpessoais
que os coloca na possibilidade de ter conflitos com terceiros.
De
qualquer forma, satisfazendo os critérios usados para definir os Transtornos de
Personalidade, de modo geral, os psicopatas tendem a manifestar comportamentos
rígidos e inflexíveis.
Millon
(1998) desenvolveu também uma subtipologia dos
psicopatas, por sinal, de interesse clínico maior que a subtipologia
de Blackburm. A idéia de Millon
foi dirimir as contradições entre numerosas visões que se têm sobre o
psicopata. Mesmo considerando diversos subtipos de psicopatas, Millon deixa claro que existem elementos comuns a todos os
grupos: um marcado egocentrismo e um profundo desprezo pelos sentimentos e
necessidades alheias.
Com finalidade exclusivamente didática, modificamos, condensamos e
sistematizamos a subtipologia de Millon
da seguinte forma:
1 - O
Psicopata Carente de Princípios:
Este tipo de psicopata se apresenta freqüentemente associado às personalidades
narcisistas e histéricas. Podem até conseguir manter-se com êxito nos limites
do legal.
Estes psicopatas exibem com arrogância um forte sentimento de autovalorização, indiferença para com o bem estar dos
outros e um estilo social continuamente fraudulento. Existe neles sempre a
expectativa de explorar os demais (esse traço pode corresponder ao estilo
dominante dos Psicopatas Primário e Secundário de Blackburn).
Há
neles uma consciência social bastante deficiente e se faz notória uma grande
inclinação para violação das regras, sem se importarem com os direitos alheios.
A irresponsabilidade social se percebe através de fantasias expansivas e de
grosseiras, contumazes e persistentes mentiras.
Falta, nesses Psicopatas Carentes de Princípios, o Superego. Essa falta é
responsável pelos seus relacionamentos inescrupulosos, amorais, desleais e
exploradores. Podem estar presentes entre sociedades de artistas e de
charlatões, muitos dos quais são vingativos e desdenhosos com suas vítimas.
O
psicopata sem princípios mostra sempre um desejo de correr riscos, sem
experimentar temor de enfrentar ameaças ou ações punitivas. São buscadores de novas sensações. Suas tendências maliciosas
resultam em freqüentes dificuldades pessoais e familiares, assim como
complicações legais.
Estes
psicopatas narcisistas funcionam como se não tivessem outro
objetivo na vida, senão explorar os demais para obter benefícios
pessoais. Eles são completamente carentes de sentimentos de culpa e de
consciência social. Normalmente sua relação com os demais dura tempo suficiente
em que acredita ter algo a ganhar.
Os
Psicopatas Carentes de Princípios exibem uma total indiferença pela verdade, e
se são descobertos ou desmascarados, podem continuar demonstrando total
indiferença. Uma de suas maiores habilidades é a facilidade que têm em
influenciar pessoas, ora adotando um ar de inocência, ora de vítima, de líder,
enfim, assumindo um papel social mais indicado para a circunstância. Podem
enganar a outros com encanto e eloqüência. Quando castigados por seus erros, ao
invés de corrigirem-se, podem avaliar a situação e melhorar suas técnicas em
continuar a conduta exploradora.
Carentes
de qualquer sentimento de lealdade, juntamente com uma extrema competência em
desempenhar papéis, os psicopatas normalmente ocultam suas intenções debaixo de
uma aparência de amabilidade e cortesia.
2 - O
Psicopata Malévolo: Juntamos aqui as
características que Millon atribui aos subtipos
Malévolo, Tirânico e Maléfico, por razões didáticas e por considerar que todos
três comumente se manifestam numa mesma pessoa.
Os
Psicopatas Malévolos são particularmente vingativos e hostis. Seus impulsos são
descarregados num desafio maligno e destrutivo da vida social convencional.
Eles têm algo de paranóicos na medida em que desconfiam exageradamente dos
outros e, antecipando traições e castigos, exercem uma crueldade fria e um
intenso desejo de vingança.
Além de esses psicopatas repudiarem emoções ternas, há neles uma profunda
suspeita de que os bons sentimentos dos demais são sempre destinados a
enganá-los. Adotam uma atitude de ressentimento e de propensão a buscar
revanche em tudo, tendendo dirigir a todos seus impulsos vingativos. Alguns
traços desses psicopatas se parecem com os sádicos e/ou
paranóides, com características beligerantes,
mordazes, rancorosos, viciosos, malignos, frios, brutais, truculentos e
vingativos, fazendo, dessa forma, com que muitos deles se revelem assassinos e
assassinos seriais.
Quando
os Psicopatas Malévolos enfrentam à lei e sofrem sanções judiciais, ao invés de
se corrigirem, aumentam ainda mais seu desejo de vingança. Quando se situam em
alguma posição de poder, eles atuam brutalmente para confirmar sua imagem de
força.
Irritados
pelo freqüente repúdio social que despertam, esses Psicopatas Malévolos estão
continuamente experimentando uma necessidade de retribuição agressiva, a qual
pode, eventualmente, expressar-se abertamente em atentados coletivos ou
atitudes anti-sociais (a luta sociedade versus eu). De qualquer forma, nunca
demonstram a o mínimo sentimento de culpa ou arrependimentos por seus atos
violentos. Ao invés disso, mostram uma arrogante depreciação pelos direitos dos
outros.
É
curioso o fato desses psicopatas serem capazes de dar uma explicação racional
aos conceitos éticos, capazes de conhecerem a diferença entre o que é certo e
errado, mas, não obstante, são incapazes de experimentar tais sentimentos.
A
noção ética faz com que o Psicopata Malévolo defina melhor os
limites de seus próprios interesses e não perca o controle de suas
ações. Esse tipo de psicopata se encontra entre os mais ameaçantes e cruéis.
Ele é invariavelmente destrutivo, sem misericórdia e desumano.
A
noção de certo-errado faz com que esses psicopatas sejam
oportunistas e dissimulem suas atitudes ao sabor das circunstâncias, ou seja,
diante da autoridade jamais atuam sociopaticamente.
Portanto, eles são seletivos na eleição de suas vítimas, identificando sujeitos
mais vulneráveis a sua sociopatia ou que mais
provavelmente se submetam aos seus caprichos. Mais que qualquer outro bandido,
este psicopata desfruta prazer em proporcionar sofrimento e ver seus efeitos
danosos em suas vítimas.
3 - O
Psicopata
Dissimulado: seu comportamento se caracteriza por um
forte disfarce de amizade e sociabilidade. Apesar dessa agradável aparência,
ele oculta falta de confiabilidade, tendências impulsivas e profundo
ressentimento e mau humor para com os membros de sua família e pessoas
próximas.
Na
realidade, didaticamente poderíamos comparar o Psicopata Dissimulado como uma
mistura bastante piorada dos transtornos Borderline e
Histérico da Personalidade. Isso significa que ele pleiteia um estilo de vida
socialmente teatral, com persistente busca de atenção e excitação, permeada por
um comportamento muito sedutor.
Por
essas características Millon já considerava o
Psicopata Dissimulado como uma variante da Personalidade Histriônica,
continuamente tentando satisfazer sua forte necessidade de atenção e aprovação.
Essas características não estão presentes no Psicopata Carente de Princípios ou
no Malévolo, os quais centram em sí mesmo sua
preocupação e são indiferentes às atitudes e reações dos outros.
Esse
subtipo dissimulado costuma exibir entusiasmo de curta duração pelas coisas da
vida, comportamentos imaturos de contínua buscas de
sensações. Seguindo as características básicas e comuns à
todos os psicopatas, o dissimulado também tende a conspirar, mentir, a ter um
enfoque astuto para com a vida social, a ser calculista, insincero e falso.
Muito provavelmente ele não admite a existência de qualquer dificuldade pessoal
ou familiar, e exibe um engenhoso sistema de negações. As dificuldades interpessoais são racionalizadas e a culpa é sempre
projetada sobre terceiros.
A
contundente falsidade é a característica principal deste subtipo. O Psicopata
Dissimulado age com premeditação e falsidade em todas suas relações, fazendo
tudo o que for necessário para obter exatamente o que querem dos outros. Por
outro lado, em diferentemente do Psicopata Carente de Princípios ou do
Psicopata Malévolo, parece desfrutar prazerosamente do jogo da sedução, obtendo
excitação nas conquistas.
Mesmo
aparentando intenções de proteger certas pessoas, o Psicopata Dissimulado é
frio, calculista e falso, caracterizando mais ainda um estilo fortemente
manipulador. Essa característica pode ser conseqüência da convicção íntima de
que ninguém poderá amá-lo ou protegê-lo, a menos que consiga manipular a todos.
Apesar de reconhecer que está manipulando seu entorno social, tenta convencer
aos outros de que suas intenções são boas e que suas atitudes são, no mínimo,
bem intencionadas.
Quando
pessoa com esse tipo de psicopatia é pressionada ou
confrontada, sente-se muito encabulados e suas reações oscilam entre a explosão
agressiva e vingança calculista. A característica
afabilidade dos Psicopatas Dissimulados é superficial e extremamente precária,
estando sempre predispostos a depreciarem imediatamente a qualquer um que
represente alguma ameaça à sua hegemonia, chegando mesmo a perderem o controle
e explodirem em cólera.
4 - O
Psicopata
Ambicioso: perseguem avidamente seus engrandecimentos. Os
Psicopatas Ambiciosos sentem que a vida não lhes tem dado tudo o que merecem,
que têm sido privados de seus direitos ao amor, ao apoio, ou às gratificações
materiais. Normalmente acham que os outros têm recebido mais que eles, e que
nunca tiveram oportunidades de uma vida boa.
Portanto,
estão motivados por um desejo de retribuição, de compensar-se pelo que tem sido
despojado pelo destino. Através de atos de roubo ou destruição, se compensam a
si mesmos pelo vazio de suas vidas, sem importar-lhes as violações que cometam
à ordem social. Seus atos são racionalizados através da idéia de que nada fazem
senão restaurar um equilíbrio alterado.
Para
os Psicopatas
Ambiciosos que estão somente ressentidos, mas que ainda têm controle
minimamente crítico de seus atos, pequenas transgressões e algumas aquisições
são suficientes para aplacar essas motivações. Mas para aqueles que têm estas
características psicopáticas mais desenvolvidas,
somente a usurpação de bens e coisas alheias podem satisfazê-los.
O
prazer psicopático nos ambiciosos está baseado mais
em tomar do que em ter. Como a fome que os animais experimentam em relação à
presa, os Psicopatas Ambiciosos têm um enorme impulso para a rapinagem, e
tratam os demais como se fossem peões num tabuleiro de xadrez de poder.
Além
de terem pouca consideração pelos efeitos de sua conduta, sentindo pouca ou
nenhuma culpa pelos efeitos de suas ações, como os demais psicopatas, os
ambiciosos nunca chegam a sentir que tem adquirido o bastante para compensar
suas privações. Independentemente de suas conquistas, permanecem sempre
ciumentos e invejosos, agressivos e ambiciosos, exibindo todas vezes que podem,
posses e consumo ostentoso.
A
maioria deles é totalmente centrada em si mesmos, contribuindo isso para sua
comum atitude libertina e em busca de sensações. Esses psicopatas nunca
experimentam um estado de completa satisfação, sentindo-se não realizados,
vazios, desolados, independentemente do êxito que possam ter obtido.
Insaciáveis, estão sempre convencidos de que serão sempre despojados de seus
direitos e desejos.
Ainda
que o subtipo ambicioso seja parecido, em alguns aspectos, ao Psicopata Carente
de Princípios, ele exerce uma exploração mais ativa e sua motivação central é
manifestada através da inveja e apropriação indevida das posses alheias. O
Psicopata Ambicioso experimenta não só um sentimento profundo de vazio, senão
também uma avidez poderosa de amor e reconhecimento que, segundo ele, não lhe
ofereceram na infância.
4 - O
Psicopata
Explosivo: diferencia-se das outras variantes pela emergência
súbita e imprevista de hostilidade.
Estes psicopatas são caracterizados por fúria incontrolável e ataque a outros,
furor este freqüentemente descarregado sobre membros da própria família. A
explosão agressiva se precipita abruptamente, sem dar tempo de prevenir ou
conter. Sentindo-se frustrados e ameaçados, estes Psicopatas Explosivos
respondem de uma maneira volátil, daninha e mórbida, fascinando aos demais pela
brusca forma com que os surpreende.
Desgostosos
e frustrados na vida, estas pessoas perdem o controle e buscam vingança pelos
alegados maus tratos a que foram precocemente submetidos. Em contraste com
outros psicopatas, esses não se movem de maneira sutil e afável. Pelo
contrário, seus ataques explodem incontrolavelmente, quase sempre, sem nenhuma
provocação aparente. Esta qualidade de beligerância súbita, tanto quanto sua
fúria desenfreada, distingue estes psicopatas dos outros subtipos. Muitos são
hipersensíveis aos sentimentos de traição, a ponto de fantasiarem deslealdades
o tempo todo.
Bibliografia
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ande cognitive psychophysiological substrates of impulssive aggression". Biol.
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2. Barratt, Ernest S. e col.:
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Guilforde Press, 1998
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outros, Guilforde Press, 1998
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Fontes: [Liberdade & Livre Arbítrio] em quinta-feira, 4 de abril de 2002 2:22 &
Ballone GJ,
Ortolani IV - PERSONALIDADE
PSICOPÁTICA: Características e Traços. - in. PsiqWeb Psiquiatria Geral, Internet, 2001 http://www.psiqweb.med.br/forense/border2a.html
A corrupção cresceu devido à proliferação de psicopatas entre as lideranças.
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e o bem estar da população, conduzindo a nação por caminhos tortuosos à Quando o
mau exemplo vem de cima, dos líderes políticos e do “governo”, que além
de não prestar segurança, saúde, educação, enfim, nada, ainda extorque o trabalhador com uma
carga desumana de impostos como poderemos pretender que um cidadão comum, lutando pela sobrevivência, seja ético para, com seu exemplo, ensinar seus filhos ? Para examinar o caráter desumano da carga de impostos, clique aqui é
A ética não pode ser dissociada da coragem.
Necessita coragem ser
ético, não seguir o bando.
A boa educação é como moeda de ouro: em
toda parte tem valor. E o exemplo não é a melhor forma de
ensinar, mas a única.
Na
falta de um poder de compreensão adequado,
instrumento valioso é tempo. O “teste do passar tempo” desacredita
crenças, costumes, modismos e convicções falsas. E faz renascer as verdadeiras.
Certo e verdadeiro consegue resistir com o passar dos anos, séculos ou
milênios. A instituição família é certa e verdadeira. Existe desde o início das
civilizações. A crença num ente superior também o é. Permeou todas as
sociedades, desde o início dos tempos. Não seria diferente em
Sócrates, Platão, e demais sábios da antiguidade. Saiba
que Sócrates e Confúcio foram precursores da ética clique aqui þ”
O
exemplo não é a melhor forma de ensinar,
mas a única. Ética é transmitida em exemplos conheça
alguns clicando aqui é
A prática da ética é difícil. Requer sejamos realmente humanos superando nossas limitações animais
Para entender como e porque clique aqui é.
Sócrates e Confucio precursores da ética clique aqui þ”
Observe as manipulações e FALTA de ÉTICA na PROPOSTA de
“DESARMAMENTO” de
2005 clicando aqui N ou copie para
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