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Para realizar grandes sonhos [ necessitamos
grandes sonhos. [Hans
Seyle]
História do Karate
e Estilos característicos gaúchos
Importante fator de desenvolvimento pessoal
Importante registrar a importância
das artes marciais cujo aprendizado das técnicas de defesa pessoal deve ser acompanhado
da filosofia e todo um “way of life”
que as impregna, Caminho do Guerreiro assegura sobreviver e preservar bons valores apesar
das armadilhas da vida.
Muitas
pessoas alimentam idéias fantasiosas advindas de sofríveis filmes de pancadaria.
Nada a ver... Karate constitui um caminho de
preparação do indivíduo para a luta mas que propicia
alcançar a paz interior...
Praticando uma habilidade mortal conseguimos alcançar
a iluminação espiritual...
As Artes Marciais nasceram com a
primeira civilização que gerou riquezas e a necessidade de as proteger e onde
houve tempo para pesquisa e desenvolvimento de técnicas de defesa. Desenvolveram-se em segredo, conhecidas apenas
por UM ou poucos discípulos, cuidadosamente escolhidos pelo mestre.
Da Mesopotâmia chegou à Índia, de onde Bodidharma o levou ao Templo Shaolin

Espalhou-se em variadas versões, conforme necessidade
e características dos mestres e dos locais. Aos poucos, pelos pescadores que se
perdiam no mar, esses conhecimentos foram levados a Okinawa,
onde tiveram especial importância.
Okinawa é um arquipélago a mais
de 800 km ao sul do Japão. Geograficamente, é mais próximo do litoral chinês (700
km) e entre ambos há correntes marítimas. Seu povo vinha sendo oprimido e
explorado após o shogunato de Toyotomi Hideyoshi, em Agosto de
1588, que proibiu o uso de armas. Espadas, facas, arcos, lanças, foram
recolhidas. Um povo desarmado, um governo prepotente e ditatorial... Lembras algo
? Leia sobre a falta de ética na tentativa de desarmamento clicando aqui ó
Para combater o invasor, os japoneses desenvolveram
uma combinação de técnicas recepcionadas da China, com a observação da luta dos
animais e intuitivas práticas locais. As técnicas foram se desenvolvendo em
segredo, discípulos cuidadosamente escolhidos pelos mestres até que, no Século
XVIII, a eficiência estava comprovada em incontáveis combates, o que fez crescer
a preocupação de impedir acesso às técnicas de pessoas que pudessem
passá-las ao inimigo, ou revelar os locais de prática. O Karate
desenvolveu-se elitizado, com aprendizes rigorosamente
selecionados.
O desenvolvimento ocorreu por diversos mestres
e, conjugado a fatores políticos, provocou divisão em escolas ou estilos: Goju, Shotokan, Wado, Shorin, Shito, etc, os quais usam os sufixos do,
kan, ryu ou kay para expressar caminho, escola, união,
associação. Mais tarde,
os estilos subdividiram-se em linhagens, cada mestre enfatizando peculiaridades
e variando os treinamentos educativos...
Embora diferentes ênfases nas técnicas - todas
Escolas conduzem ao mesmo destino, propiciando a evolução do ser humano, auxiliando
a superar medos, traumas e obstáculos que impedem ou dificultam o pleno desenvolvimento.
Peculiaridades das
primeiras e mais difundidas escolas:
Gojuryu é a escola mais
antiga, de Okinawa. Fixa-se na dualidade: go = força;
ju = leveza/velocidade, e
o equilíbrio na alternância quebra o ritmo e rompe as defesas do adversário. Ao lado, símbolo da Japan
Karate
Federation Gojukai.
Suas
eficientes técnicas de corpo a corpo não podem ser demonstradas sem ferir
gravemente o adversário. Muitas
técnicas do Jiu Jitsu originam-se do Goju de Okinawa.
Após a morte do fundador, mestre Myagi, o
Goju subdividiu-se em duas grandes linhagens:
o Goju de Okinawa
tentou se manter imutável. O Goju Japonês, da Gojukai buscou aperfeiçoar as técnicas. Mas posteriores subdivisões
nasceram muito mais por motivos políticos - como a protagonizada pelo Mestre Yamaguchi que, antes, foi por longo tempo diretor da
Gojukai.
O nome GO+JU
expressa o equilíbrio na dualidade
Equilíbrio entre a força+terra+base-firme = go
e a
Leveza+velocidade+ar+despreendimento = ju
è
Completados por ryu que expressa
"associação".
Esta Escola - como arte de defesa pessoa,
prioriza o corpo a corpo, as lutas a curta distância,
e com constantes alterações de centro de gravidade para vencer o adversário. Os
golpes curtos são impróprios para uma competição porque, na maioria, não podem
ser demonstrados sem risco à integridade física do adversário.
No Século XX, com a evolução da sociedade, havia
um desejo de competição sem que o combate terminasse em sérios danos para os
vencidos, propiciando o desenvolvimento de um estilo que se tornou conhecido
pelo nome de Shotokan, o primeiro
totalmente japonês. Literalmente, o nome
significa escola (kan) do calígrafo (shoto) porque o mestre a quem é atribuída a sua criação, Funakoshi Ginchin,
era um artista das letras, caligrafia, arte
que exige não só o conhecimento de milhares de ideogramas, mas coordenação motora
e paciência e habilidade para os pintar. Apoiado por Gigoro Kano, criador do Judô, com quem desenvolveu intensa amizade, difundiu as técnicas do
método de luta de mãos (te) vazias(kara) que trouxe de Okinawa.
O local tornou-se conhecido como a "escola(kan) do calígrafo(shoto)" aperfeiçoando um estilo que prioriza a antecipação, em
golpes mais longos interceptando o adversário no meio de sua trajetória.
Possibilitando competições, facilmente se difundiu.
Mas ainda aconteciam acidentes. Os golpes podiam ser demonstrados com menos
vigor, mas era necessário os aplicar,
ainda que de maneira controlada. O
adversário está se deslocando a vai nos atingir caso não seja golpeado, e se nossa
técnica seja apenas "demonstrada" sem o atingir. A única maneira de
deter o adversário é exercitando uma aplicação, ainda que controlada. Equivale
dizer que o karateka que tem um soco com impacto de
50kg irá desferir um golpe controlado liberando "apenas" uns 10% a 20% da energia. Algo em torno de 10Kg.
Ora, 10kg de impacto no rosto, ou em
algum ponto sensível, como uma costela flutuante, o plexo "solar", podem
causar danos. E muitas competições terminavam com sérias lesões.
Buscando uma alternativa, surgiu o estilo Wado, cujo nome em verdade expressa o objetivo de todas escolas de karate:
"do" = caminho
"wa" = paz-harmonia do espírito
Mas é justo o nome Wado à caminho da paz do
espírito,
porque o estilo nasceu com objetivo de possibilitar competições sem lesões. As
prioridades das anteriores escolas eram: a força no Goju e a antecipação
no Shotokan, sendo inevitável atingir o oponente - ainda que
controladamente.
O Mestre Otsuka permitiu difundir
ainda mais o karate, e popularizar as competições: Com ênfase na esquiva (taisabaki), evitando
o confronto direto. Permite ao
praticante mais franzino, pequeno, fraco em sua constituição física, encarar
uma competição com um oponente muito mais forte sem a necessidade de aplicar os
golpes para se proteger. Pois ao ser golpeado, esquiva do contato.
Aos poucos, como estilos modernos nascendo dos
antigos na espiral evolutiva do conhecimento, umas escolas foram aprendendo com
as outras e hoje todas praticam, em nível de competição, treinamentos idênticos
ou, pelo menos, muito similares. Como em tudo na vida, há exceções - escolas
"tradicionais" avessas à evolução.
Além dos citados, há outros estilos, e
diversas subdivisões, muitas nascidas e mantidas mais por divergências
políticas (quando não financeiras) entre os "mestres". Para uma idéia
da enorme quantidade e diversidade de escolas e subdivisões de observe, com
respeito apenas ao estilo Goju, os registros do Alaumir è http://www.geocities.com/alaumirm/menu.htm
O Sensei Akira Taniguchi viveu no Brasil
por mais de três décadas antes de retornar ao Japão, e deixou uma linhagem http://www.geocities.com/Colosseum/Bleachers/6758/jkfgojukai.htm
Veja em relação ao fundador do estilo e demais
mestres das outras subdivisões: http://www.geocities.com/alaumirm/GojuRyuLineageChart.htm
Hoje, estilos possuem suas próprias
competições mas - em todo mundo - as principais competições são realizadas
pelas federações desportivas que reúnem todos estilos de Karate.
Federação Mundial de Karate,
entidade maior da modalidade, vinculada ao Comitê Olímpico Internacional, em
seu logotipo ou logomarca vislumbramos os cinco anéis olímpicos,
representando todos
continentes, unidos, entrelaçados no esporte: África (preto); Ásia (amarelo);
Oceania (azul); América (vermelho) e Europa (verde). A cor vermelho é associada à
América em alusão aos índios; a cor verde é associada com as florestas
européias. Pesquisa realizada pela empresa de marketing global Sponsorship
Reserch International em nove países de cinco continentes (Brasil, Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Índia, Japão, Jamaica,
Nigéria e Inglaterra)
identificou os cinco anéis olímpicos entrelaçados como logotipo com o mais alto
índice de associação do mundo: 78% dos entrevistados sabem o que significa. Veja
o significado desse índice uma comparação com duas das empresas que mais
investem em publicidade, e que ficaram em segundo lugar na identificação
popular com 72%: a concha da Schell e os arcos amarelos da
McDonald's. O movimento olímpico para união dos povos através do esporte
é tão expressivo que os arcos olímpicos idealizados há apenas um século
alcançam reconhecimento superior à símbolos milenares,
como a cruz do cristianismo. Veja mais clicando aqui ó
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Diz-se Karate-dô para enfatizar
sua fundamentação filosófica (dô ó
caminho) característica da maioria das artes marciais orientais e inexistente
n'outras modalidades desportivas. Todas as artes marciais originárias do
oriente possuem um "espírito" bem definido. Em verdade, não há como
progredir numa arte marcial sem o Do
- o aporte que as metafilosofias, como o zen-budismo, oferecem aos praticantes de
artes marciais, de maneira direta ou indireta. O Do
expressa a escolha de um caminho que o praticante percorrerá até o
autoconhecimento. É a filosofia que conduz o homem a encontrar sua própria
essência, percorrendo a via conhecida como Budo: Caminho da Iluminação.
O
discípulo amava e admirava seu mestre.
Observava-o em todos os detalhes. Acreditava que para adquirir sua
sabedoria deveria fazer o que o Mestre fazia.
O
mestre só usava roupas brancas, e o discípulo passou a vestir-se da mesma
maneira. O mestre era vegetariano, e o discípulo deixou de comer qualquer tipo
de carne, substituindo sua alimentação por ervas. O mestre era um homem
austero, e o discípulo resolveu dedicar-se ao sacrifício, passando a dormir
numa cama de palha. O mestre era aplicado nas artes marciais porque acreditava
que a paz que tal conhecimento propicia facilita a
iluminação, e o discípulo começou a praticar muito, até dominar muito as
técnicas, até se tornar forte, fisicamente, e um excelente lutador.
Passado
algum tempo, o mestre notou a mudança de comportamento do seu discípulo e foi
ver o que estava acontecendo.
-
Estou subindo os degraus de iniciação - foi a
resposta - O branco de minha roupa mostra a simplicidade da busca, a alimentação
vegetariana purifica o meu corpo, e a falta de conforto faz com que eu pense
apenas nas coisas espirituais.
Sorrindo,
o mestre o levou até um campo onde um cavalo pastava.
-
Você passou este tempo olhando apenas para fora, quando isso é o que menos
importa -
disse - Está vendo aquele animal ali? Ele tem a pele branca, come apenas
ervas, e dorme num celeiro com palha no chão, é forte e um excelente lutador.
Você acha que ele tem cara de santo, ou chegará algum dia a ser um verdadeiro
mestre?
Paralelamente, também é praticado o zazen,
ou seja, meditação zen-budista propriamente dita. Veja mais sobre zazen e sua importância clicando aqui ó
Os tempos mudaram: O Karate evoluiu
O karate democratizou-se: os mestres não
escolhem os discípulos. Por livre iniciativa, e preços normalmente acessíveis,
os locais de treinamento (dojos) espalhados em clubes, academias e
entidades variadas estão abertos a qualquer pessoa disposta a aprender.
Mais que uma defesa pessoal, hoje é praticado
como atividade física intensa conjugada à expressão da filosofia e que prepara
o praticante para um esporte de competição. Juntamente com a prática, os
professores transmitem lições de vida, induzindo à filosofia, à introspecção.
Para mudança de "faixas", o aluno submete-se à prova escrita.
A mudança de faixas é bastante simbólica. O
praticante inicia na faixa branca, e vai "crescendo" com cores cada
vez mais escuras (cinza, amarela, laranja, azul claro, bordô, verde, roxa,
marron) até chegar na faixa preta. Corresponde ao que acontece com o interior
praticante. Na faixa branca, ele possui a inocência, a leveza, do que nada
sabe, e com nada se preocupa. Na faixa preta, a mente está repleta. É quando o
praticante descobre que quase nada sabe, apesar do muito que aprendeu. Está
inquieto. Mas os treinamentos anteriores lhe dão forças para progredir e ele
segue. Sua faixa preta, que vai acompanhá-lo pelo resto da
vida, e simboliza seu espírito, com o passar do tempo vai desbotando,
vai esfarapando, permitindo aparecer a entretela branca que por baixo do peno
preto. Simboliza que o mestre está se aproximando da paz de espírito e da
tranqüilidade de saber muito...
Reconhecido pelo Comitê Olímpico
Internacional - COI, o Karate participa de todos Jogos Olímpicos
Continentais e Intercontinentais. Em breve, ingressará nos Jogos
Olímpicos Mundiais, popularmente conhecidos como Olimpíadas.
A união de todos estilos na All Japan
Karate Federations unificando as competições levou à criação de muitas
associações pelo mundo e que hoje - ao par de diversas
entidades que pouco a pouco se aglutinam - estão representadas na WKF - World
Karate Federation, vinculada ao Comitê Olimpico Internacional.
Até 1985, quando as regras começaram a se
modificar, era muito fácil arbitrar uma disputa.
Exagerando - para ilustrar a revolução,
podemos dizer que o atleta que permanecia em pé era o vencedor...
Os golpes eram aplicados de maneira
controlada.
Um bom atleta possui um soco poderoso, chega a potência de 80kg.
Aplicar golpes controladamente, isto é, com
uma parcela de sua força... significa uns 10% a 20%.
Um impacto de 10kg no rosto é devastador...
Havia acidentes graves e quase todos saiam machucados.
Após 1985, na modalidade Olímpica, os golpes
devem ser apenas demonstrados, e são avaliados pelos árbitros.
A diferença é "brutal" ó antes se aplicava o golpe, ainda que
controlando mas hoje apenas se demonstra - sem aplicar...
Não pode haver contato; é proibido transmitir
energia ao adversário e traumatizá-lo. Há um complexo conjunto de regras, tanto
para atribuir pontos, como para penalizar, que fazem dessa modalidade tão ou
mais complexa que uma competição de ginástica olímpica, com o
agravante de serem dois atletas movendo-se ao mesmo tempo, e não apenas
um a ser avaliado como na ginástica.
Veja como pode ser complicado arbitrar karate:
Uma boa técnica, que vale um ponto (ippon), deve
reunir todos os seguintes requisitos, e corresponde a um golpe
demonstrado que, se a competição fosse um combate real, provavelmente
colocariam o adversário em desvantagem, deixando-o sem defesa ainda que por
breves instantes permitindo - na seqüência, a aplicação de um
golpe decisivo e cujo impacto não poderia ser absorvido; quando uma
técnica possui uma pequena deficiência (será explicado a seguir) de forma que,
se o combate fosse real, talvez surtisse efeito, atribui-se meio ponto (wazari):
(a) o primeiro requisito do ponto é a inequívoca
demonstração de atenção após o golpe, a
disposição-possibilidade de aproveitar a vulnerabilidade do adversário (zanchin);
se não houver zanchin, não há nada, sequer meio ponto:
(b) na aplicação até o recolhimento do golpe antes de
atingir o oponente deve haver vigor, energia, demonstrando que se o
combate fosse real haveria possibilidade de efetivo dano ao oponente; se não
houver aplicação vigorosa, não há nada, sequer meio ponto;
(c) a forma deve ser correta possibilitando efetiva
transmissão de energia, as técnicas de Karate derivam do estudo das
possibilidades de movimentos do corpo (cinesiologia) e todas técnicas
eficientes constituem um somatório de vetores de forças, especialmente do
quadril. Para ocorrer a soma das energias dos diversos
segmentos do corpo em movimento, deve haver harmonia. A boa forma é a harmonia
do movimento do corpo; em alguns casos onde a forma for um pouco
deficiente, mas ainda assim permitindo a transmissão de energia, há meio ponto;
(e) ainda que uma técnica tenha boa forma, ela pode não
valer nada, porque deve ter como alvo uma zona pontuável; além disto,
deve ser efetuada a uma distância correta, nem muito perto, impedindo sua
conclusão efetiva, nem um pouco distante, com perda de potência; há uma
distância que permite a máxima transferência de energia para o ponto de
aplicação; os atletas estão em movimento e nem sempre a distância é adequada;
se a distância é um pouco inadequada, ou seja, haveria transmissão de energia,
não toda, mas parcial, confere-se meio ponto;
(f) por fim, mas não por menos, há o que chamamos tempo
correto isto é, a aplicação da técnica exatamente em um momento em que o
adversário não pode absorver a energia do golpe porque está alterando seu
centro de gravidade (por exemplo, quando o adversário se movimenta), ou soltou
todo ar, ou se permitiu distrair cm uma técnica de dissimulação... Será caso de
ponto quando o adversário não consegue esboçar um reação
eficiente. Poderá ser caso de meio ponto quando o adversário
intenta uma reação e ela possivelmente reduziria a transmissão da
energia. Caso a disputa fosse um combate real, não se sebe se o golpe aplicado
provocaria, ou não, a fragilização; como se está diante de um talvez
fosse eficiente, atribui-se meio ponto.
Em termos reais, a diferença entre um ponto e meio ponto é
de apenas 10% a 20%.
Na verdade, tudo acontece numa fração de
segundos e o árbitro muito mais sente se foi ponto, ou meio ponto, do
que propriamente vê e analisa. Havendo sensação de ponto, o árbitro
central (suchin) para a luta e ganha um ou mais segundos, enquanto os
atletas retomam suas posições iniciais, para analisar o que viu e decidir o que
fazer, em sintonia com os árbitros auxiliares (fukuchin).
A possibilidade de erro da arbitragem,
especialmente em razão de mecanismos destinados a evitar acidentes como o de
atribuir ponto ainda que a técnica seja controlada há 10cm de distância do
rosto, para evitar que tentem controlar ainda mais perto, ou da busca pelo
ponto e relativa flexibilização do critério para atribuir meio ponto, tornou
necessário elevar o escore para vitória. Até 1985 ganhava-se com um ponto (shobu-ippon)
porque não é necessário mais do que um golpe "nocauteador" para a
vitória. Agora, necessários 3 ippons (shobu-sambom = 3 pontos)
fazendo prevalecer a superioridade técnica e evitando
que, por um acidente ou decisão equivocada, um dos atletas vença.
Algumas fotos que realizamos nos Jirgs em 1998, ilustram os
critérios para pontuação, especialmente o que chamamos tempo
correto: Aplicação da técnica exatamente quando o adversário
não pode absorver a energia do golpe. As fotos flagram o preciso instante de
centésimos de segundo quando o soco passou da guarda do adversário e, antes de
permitir reação, toca-o ao nível de pele/protetor, e sem completar o golpe e
transmitir energia, o braço retorna, recolhido vigorosamente. A aplicação foi
vigorosa apesar de, no ângulo da foto, muito alto, haver impressão de que a
forma é baixa. O árbitro deve saber avaliar as influências do ângulo de onde se
encontra.
A técnica foi precedida de finta com
mudança de altura e posição que permitiram confundir o adversário e penetrar
sua guarda sem reação. A técnica foi alongada para aumentar a eficiência e
penetração, mas pode-se perceber a soma das forças no ponto resultante. O
atleta é Handel Dias, que - sem prejuízo de ter sido um excelente aluno no
Direito da PUC, e um dos mais elogiados estagiários do Tribunal de Justiça,
onde hoje é assessor na Presidência, acumula diversos títulos, inclusive
internacional, no XXIIª Campeonato Japonês, e é uma esperança de medalha
olímpica para o RS, demonstrando que os desportos que exigem desenvolvimento
intelectual, como o Karate, anda de mãos dadas com o progresso cultural. Ao
fundo, o Mestre Te Boo Lee, Presidente da Federação de Tae Kwon Do, outra
modalidade de arte marcial, mas de origem coreana, assiste à luta, onde era
disputado o primeiro lugar. O árbitro central é o professor Ildo Salvi, de
Lajeado
A partir de 1985, quando a extinta WUKO - World
Union of Karate Organizations acatando exigências do Comitê Olímpico, a
escola Kiokushin decidiu ficar fora do conceito de karate, mantendo a
sistemática de competições com muito contato entre os atletas. Desta
forma, o Kiokushin é luta de contato, onde um atleta bate no outro para
obter pontos, não podendo ser confundido como "modalidade" de
Karate porque neste não pode haver contato. Essa diferença
"brutal" foi juridicamente registrada pelo CND, Conselho Nacional
dos Desportos, ainda na década de oitenta. Através da Resolução nº
19/86-CND, publicada no
Diário Oficial de 12.12.1986, e que consta do livro de normas do CND de 1986
pág. 67,
o CND declarou que a modalidade de luta e desporto Kiokushin - embora
tenha origem no Karate, não pode mais ser confundido com este porque - o Karate
proíbe o contato, mas no Kiokushin a luta é de contato.
Desde 1986 passou a denominar-se "Luta
de Contato Kiokushin Oyama".
Sendo luta de contato, o Kiokushin está
sujeito a acidentes, como o ocorrido em 1999 em São Paulo e que vitimou um
jovem. Órgãos de imprensa supostamente respeitáveis como a Revista Veja,
e Jornais Zero Hora e Correio do Povo de Porto Alegre, noticiaram de que
o rapaz havia morrido numa competição de "caratê".
Mas o que podemos esperar de um órgão de
imprensa que insiste aportuguesar para "caratê" quando - não
raro na mesma página, escreve sobre "padlle", "speed2000"
e outros esportes com nomes estrangeiros...
O Karate (com k !) é esporte
reconhecido há décadas pelo CND.
Reconhecido, isto é juridicionalizado no
território nacional
· com "k" !
· Perguntes ao COB Comitê Olímpico Brasileiro - e ele responderá que o Karate - com ká - é um desporto que integra o
sistema olímpico. Não podemos considerar sérios tais órgãos de imprensa que fingem não ver a diferença entre uma luta de
contato na qual o atleta morre "dentro das regras" porque pode
bater, aliás, deve bater, porque se não bater não ganha.
· Brutal diferença - no nosso
desporto o contato é proibido. É mais provável um atleta machucar-se numa
competição de ciclismo, ou de atletismo, que num campeonato de Karate. Não
precisas acreditar no digo. Faça como eu. Telefone para qualquer seguradora e
peça uma cotação para delegações desportivas... O seguro é proporcional ao
risco e o Karate, onde a luta é demonstrada mas a violência é probida, é um dos
esportes de menor risco.
POPULARIZAÇÃO DO KARATE
Eliminado o contato a partir de 1985,
reduzidos os riscos de ferimentos, cresceu a procura, especialmente no público
feminino e infantil.
A realização das competições entre todas
escolas(estilos) de Karate conduziu a um
aperfeiçoamento geral.
No Campeonato Mundial do Rio de Janeiro, em
outubro de 1998, havia mais de dois mil atletas, representando mais de cem
países. Assista às
finais de Kata e Kumite do XIVº Campeonato Mundial, peça fitas k-7 pelo mail
luiz@padilla.adv.br
Na verdade, cada uma das
escolas constituem caminhos similares, paralelos, para chegar ao o
crescimento pessoal e espiritual.
Embora alguns caminhos possam parecer mais
tortuosos, isso depende do ponto de vista. Todos conduzem à iluminação.
Como ensinou Don Juan para Carlos
Castañeda, o importante é seguir um caminho que tenha coração, isto é, a
mente está aberta à auto-descoberta e conhecimento, e
intuitivamente o ser humano desenvolve seu potencial.
Após um período de aparente prejuízo à técnica
pela competicionalização, há uma revitalização, a redescoberta de que o Karate
é muito mais que competição.
É possível ao karateísta desenvolver suas
técnicas sem jamais se preocupar com competições, mas o contrário é impossível.
Um bom praticante de karate poderá se tornar um excelente atleta mas será
impossível um atleta melhorar sua performance sem aprimorar-se nas técnicas do
treinamento não competitivo que conduzem ao desenvolvimento da pessoa, isto é,
como ser humano.
Fragrante do XIVº
Campeonato Mundial. Albert Schindler Jr., Presidente da Federação da
Baviera e do Comitê Organizador do Campeonato Mundial realizado em outubro de
2000 na Vila Olímpica de Munique, Edgar Ferraz, Presidente da
Confederação Brasileira de Karate, Vice-Presidente da Federação Pan-Americana e
Membro do Comitê dirigente da FMK-WKF Federação Mundial de Karate; e
Luiz Roberto Nuñesos Padilla, Coordenador Geral da Competição realizada
no Rio de Janeiro em 1998.
Modernamente, junto ao treinamento padrão e
diferenciado de cada uma das escolas - que constituem os meios para o
praticamente elevar seu nível - há o treinamento desportivo,
"calibrando" as técnicas para uso nas competições.
Com o tempo, quem sabe, superaremos as
divergências políticas existentes entre os líderes das
escolas, com maior maior uniformidade de técnicas de treinamento,
seguindo a tendência evolutiva moderna - a filosofia holística, afinal,
todas as escolas são, na verdade, salas de aula da mesma escola, a que ensina a
travar a luta da vida pela superação dos limites. Importante despertar os
participantes para a nova concepção do universo, e do conhecimento, em que o
karate e outras artes marciais representam importantes papéis.
H o l i s m o
Na concepção medieval proposta por
Descartes, e que era NECESSÁRIA naquela época, o
"Especialista" era quem sabia cada vez mais
sobre cada vez menos.
Aprendia cada vez mais sobre uma
parcela cada vez menor do universo
Até saber tudo sobre quase nada.
A pretensão era "decompor"
o universo em múltiplas partes, permitindo conhecer o funcionamento de cada
uma delas, semelhante ao mecanismo do relógio.
Pela analogia com o relógio, essa visão
ficou conhecida como "mecanicista".
Foi um estágio do conhecimento,
do qual felizmente passamos
embora alguns ainda não tenham
percebido.
Uma nova visão, denominada de
holística, começa a surgir na proximidade do novo milênio, sendo é fundamental
para permitir ampliar nossos conhecimentos que, na visão mecanicista,
não terão mais como crescer.
Alcançaremos a compreensão da vida e do
mundo como uma realidade integrada, onde nada é isolado, tudo, todas coisas,
todas pessoas, todos acontecimentos, estão relacionados
Porque cada parte está no todo, assim
como o todo está nas partes
As artes
marciais tem importante papel nesse despertar.
O nome (holismo) deriva de
"Hol" do grego hólos, hóle, hólon, querendo expressar
'inteiro', 'completo";
A "tendência,
que se supõe seja própria do Universo, a sintetizar unidades em totalidades
organizadas.
Introduzir essa abordagem é importante,
não apenas para os professores de disciplinas desportivas, e de artes marciais,
mas para todos nós, inclusive os operadores do Direito, porque todos somos
MESTRES E DISCÍPULOS uns dos outros.
(1) Estaremos despertando para
visualizar nosso papel num contexto global, universal;
(2) Aparelhamo-nos para conscientizar
nossos micro-cosmos, isto é, os grupos sociais onde vivemos e trabalhamos, para
a nova concepção e sua importância no universo em evolução.
Pouco a pouco, a união dos modernos
conhecimentos de psico-neurolinguística à ciência do movimento
vem permitindo o desenvolvimento individualizado dos atletas conforme seu
biotipo, separando o treinamento de karate - arte marcial e filosofia - do
treino de competição.
Demonstra a eficiência
desse treinamento método desenvolvido e pelo professor Antonio Oliva (na
foto, à nossa direita) inicialmente à seleção espanhola.
Até a década de setenta, a Espanha foi um país
sem tradição no Karate. O resultado mais expressivo, em toda história da
Espanha, havia sido uma medalha conquistada pelo professor Oliva no Campeonato
Europeu.
Antonio Olivia (na foto à esquerda
demonstrando sua integração ao ambiente gaúcho, demonstrando um chute frontal
enquanto sorve chimarrão) vem aperfeiçoando uma técnica de
psiconeurolinguística desportiva para o treinamento e competição, válida para
qualquer esporte de luta, que desenvolveu a partir de décadas de observações de
competições e estudos que combinam ciência e misticismo.
Aplicando esta técnica, em quatro anos de
treinamento transformou a Espanha na maior potência mundial da época,
conquistando ouro na competição por equipes masculinas e diversas medalhas
individuais no Campeonato Mundial de Granada.
Em 1998 (4 a 7 de setembro de 1998 em Porto Alegre) e 1999 (de 27 e 28 de maio, na cidade de
Caxias do Sul, e nos dias 29, 30 e 31 de maio, na Capital do Estado) o professor Oliva
transmitiu um pouco de sua sabedoria, não apenas em artes marciais, onde possui
graduações em Aikido, Judo e Karate (7º Grau-Dan), mas em filosofia, misticismo
temperados com muito bom humor, como podemos ver nos flagrantes colhidos
nos intervalos dos cursos, e que terminaram com um Sushi fantástico.
Como modalidade de exercício físico e cultivo da
firmeza dos movimentos, o Karate conquista novos praticantes na terceira
idade nos países do leste europeu.
Entre os deficientes físicos ou mentais, e pessoas
com dependências, o karate apresenta resultados que surpreendem os
especialistas médicos, aumentando a coordenação motora, capacidade de
concentração e força de vontade para evitar recaídas muito
além das médias. Tudo porque, frisamos, mais do que o corpo, o Karate
desenvolve a harmonia do corpo com o espírito.
O esporte possui várias funções na sociedade contemporânea.
Os benefícios da prática de Karate como desporto são notórios. Reportagem na
revista Veja ("A
lista da boa forma". São Paulo: Abril, p. 90 a 99, 18 abr. 1995) ouviu especialistas que
classificaram o Karate como um esporte bastante completo:
obteve boa atuação na queima de calorias (800 kilocalorias por hora), aumento
de massa muscular, coordenação motora, flexibilidade e desenvolvimento
cardiorrespiratório.
É excelente na formação de adolescentes, desenvolvendo
intuitiva valorização da humildade, disciplina, persistência, respeito,
honestidade, entre outras qualidades.
Canaliza a agressividade - provocada na adolescência pela
alteração hormonal - ao mesmo tempo que propicia o desenvolvimento-amadurecimento
moral e intelectual.
Progredir no karate corresponde a desenvolver
espiritual, emocional, intelectual. Ao longo do aprendizado, a maior luta do
praticamente é sempre consigo mesmo.
A Arte das Mãos Vazias (kara vazio, te mão) ou de encontrar o
vazio (paz interior) através do controle mental e espiritual sobre o
corpo, abrange Alma, Corpo e Mente, em constante harmonização.
Cumprindo previsto na 90ª Sessão do COI Comitê Olímpico Internacional, e em perfeita sintonia
com o ideal olímpico, desde 1995 o Karate
participa de todas disputas olímpicas Continentais e Intercontinentais em todo
mundo, como Jogos Olímpicos Mediterrâneos, Europeus, Asiáticos, Africanos,
Oceânicos, etc.
Nos Jogos Pan-Americannos de Mar del Plata,
Argentina, entre 11 e 26 de março de 1995, o Brasil conquistou 82 medalhas, a
melhor campanha no número de medalhas. Dessas, 20 provieram de 7 modalidades de
luta, Boxe, Esgrima, Luta Grego-Romana, Luta Livre, Taekwondo, Judo e Karate.
Na primeira participação, com equipe montada "às pressas", o
Karate conquistou cinco das vinte medalhas !
Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em julho
de 1999, no Canadá, o Karate foi o esporte mais elogiado pelo Presidente do COB
Comitê Olímpico Brasileiro na entrevista concedida à Revista Isto É. As
medalhas conquistadas pelos Karatecas permitiram que o Brasil superasse à
Argentina no quadro geral da competição.
Em Sidney no ano 2000 era impossível contornar
a diretiva de reduzir o contingente de atletas pois quando o COI Comitê Olímpico Internacional reconheceu
definitivamente a entidade mundial do Karate em 1999 o planejamento dos jogos
estava completo. George Yerolimpos, do Comitê Olímpico Grego, garantia o
ingresso do Karate nos Jogos Mundiais de Atenas, no ano 2004. Mas não ocorreu
pelo mesmo problema: contenção da quantidade de participantes.
Quem sabe você, seus irmãos, seus
filhos, sobrinhos, um Colega ou vizinho, não estarão um dia, com um
"kimono" verde amarelo ?
Site da WKF -> http://www.wkf.net/ Fotomontagem do professor Nelson
D'Avila Guimarães (nelsondguimaraes@terra.com.br), ex-Presidente da Federação Gaúcha de Karate gestões
1989-1991 e 1992-1997, membro titular do CRD - Conselho Regional de Desportos -
aplicando um Mawashi-Gueri
Seiza à Conheça a prática e vantagens clicando aqui <.
Dualidade, o Tao presente em
todas coisas
Exemplos da história - usar dualidade para evoluir sempre
Polêmicas do CREF contra as Federações Desportivasó
Legislação
e Direito Desportivos ó
Porque comparado a outros esportes o Futebol é
privilegiado? è
Código
Brasileiro de Justiça Desportiva de 23 de dezembro de 2003 è
Bingos proibidos 2004: SUMIRAM com o CORPO para o CRIME NÃO
ser INVESTIGADO
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Dr. Décio Nehaus compara Lei
Pelé original às modificações da Lei 10.672 è
Katas da Escola
(estilo) Goju è
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Nuñesos PADilla
Aperfeiçoando para 1 Mundo Melhor
Shibumi ó descoberta do caminho da simplicidade e
perfeição
Trabalhos Jurídicos publicados
em ordem alfabética. novidades semanais
Leia O caminho
do Guerreiro - livro de Howard Reid
e Michael Croucher em
2003 lançado em Português pela editora Cultrix.
Nascido das pesquisas
empreendidas para filmagem de uma série de 8 documentários para a BBC britânica sobre
grandes mestres da Índia, da China, do Japão e
das Filipinas descortinando o fascinante panorama das artes marciais em
diversas modalidades: Aikido, Bojutsu, Eskrima,
Hsing-I, Kalaripayit, Kendo, Kung-Fu, Marma Adi, Naguinata-Dô, Pa-Kua, Shorinji Kempo, T'ai-Chi
Ilustrado em
todos capítulos, é livro essencial para os entusiastas das artes marciais, ou
para quem apenas fascina e intriga o paradoxo implícito na idéia de que a pratica de uma habilidade mortal auxilia a alcançar a
iluminação espiritual - ou seja:
Um caminho de preparação para a luta que propicia a paz interior.
Karate _+ Artes
Marciais ó índice geral
Místico (Importante fator de desenvolvimento pessoal)
Auxílio Acadêmico indicações e roteiros de estudos
* Aperfeiçoar
para construir um Mundo Melhor. em construção no domínio próprio desde 14 de
dezembro de 2003 quando as páginas temáticas nos Grupos – entre elas a de Karate - registravam
impressionante
marca de 136.706.382 visitas. Atualmente somam
visitas Luiz Roberto Nuñesos PADilla
Ou envie 1 e-mail para assinar-karate_goju@grupos.com.br