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Para realizar grandes sonhos [ necessitamos grandes sonhos. [Hans Seyle]

 

 

 

 

História do Karate e Estilos característicos gaúchos

Importante fator de desenvolvimento pessoal

Importante registrar a importância das artes marciais cujo aprendizado das técnicas de defesa pessoal deve ser acompanhado da filosofia e todo um “way of life” que as impregna, Caminho do Guerreiro assegura sobreviver e preservar bons valores apesar das armadilhas da vida.  

Muitas pessoas alimentam idéias fantasiosas advindas de sofríveis filmes de pancadaria.

Nada a ver...      Karate constitui um caminho de preparação do indivíduo para a luta mas que propicia alcançar a paz interior... Praticando uma habilidade mortal conseguimos  alcançar a iluminação espiritual...

As Artes Marciais nasceram com a primeira civilização que gerou riquezas e a necessidade de as proteger e onde houve tempo para pesquisa e desenvolvimento de técnicas de defesa.  Desenvolveram-se em segredo, conhecidas apenas por UM ou poucos discípulos, cuidadosamente escolhidos pelo mestre.

Da Mesopotâmia chegou à Índia, de onde Bodidharma o levou ao Templo Shaolin

Espalhou-se em variadas versões, conforme necessidade e características dos mestres e dos locais. Aos poucos, pelos pescadores que se perdiam no mar, esses conhecimentos foram levados a Okinawa, onde tiveram especial importância.

Okinawa é um arquipélago a mais de 800 km ao sul do Japão. Geograficamente, é mais próximo do litoral chinês (700 km) e entre ambos há correntes marítimas. Seu povo vinha sendo oprimido e explorado após o shogunato de Toyotomi Hideyoshi, em Agosto de 1588, que proibiu o uso de armas. Espadas, facas, arcos, lanças, foram recolhidas. Um povo desarmado, um governo prepotente e ditatorial... Lembras algo ? Leia sobre a falta de ética na tentativa de desarmamento clicando aqui ó

Para combater o invasor, os japoneses desenvolveram uma combinação de técnicas recepcionadas da China, com a observação da luta dos animais e intuitivas práticas locais. As técnicas foram se desenvolvendo em segredo, discípulos cuidadosamente escolhidos pelos mestres até que, no Século XVIII, a eficiência estava comprovada em incontáveis combates, o que fez crescer a preocupação de impedir acesso às técnicas de pessoas que pudessem passá-las ao inimigo, ou revelar os locais de prática. O Karate desenvolveu-se elitizado, com aprendizes rigorosamente selecionados.

O desenvolvimento ocorreu por diversos mestres e, conjugado a fatores políticos, provocou divisão em escolas ou estilos: Goju, Shotokan, Wado, Shorin, Shito, etc, os quais usam os sufixos do, kan, ryu ou kay para expressar caminho, escola, união, associação. Mais tarde, os estilos subdividiram-se em linhagens, cada mestre enfatizando peculiaridades e variando os treinamentos educativos...

Embora diferentes ênfases nas técnicas - todas Escolas conduzem ao mesmo destino, propiciando a evolução do ser humano, auxiliando a superar medos, traumas e obstáculos que impedem ou dificultam o pleno desenvolvimento.

 

Peculiaridades das primeiras e mais difundidas escolas:

Gojuryu é a escola mais antiga, de Okinawa. Fixa-se na dualidade: go = força;  ju = leveza/velocidade, e o equilíbrio na alternância quebra o ritmo e rompe as defesas do adversário.   Ao lado, símbolo da Japan Karate Federation Gojukai.

Suas eficientes técnicas de corpo a corpo não podem ser demonstradas sem ferir gravemente o adversário. Muitas técnicas do Jiu Jitsu originam-se do Goju de Okinawa. Após a morte do fundador, mestre Myagi, o Goju subdividiu-se em duas grandes linhagens: o Goju de Okinawa tentou se manter imutável. O Goju Japonês, da Gojukai buscou aperfeiçoar as técnicas. Mas posteriores subdivisões nasceram muito mais por motivos políticos - como a protagonizada pelo Mestre Yamaguchi que, antes, foi por longo tempo diretor da Gojukai.

 

O nome GO+JU expressa o equilíbrio na dualidade

Equilíbrio entre a força+terra+base-firme = go e a

Leveza+velocidade+ar+despreendimento = ju è

Completados por ryu que expressa "associação".

Esta Escola - como arte de defesa pessoa, prioriza o corpo a corpo, as lutas a curta distância, e com constantes alterações de centro de gravidade para vencer o adversário. Os golpes curtos são impróprios para uma competição porque, na maioria, não podem ser demonstrados sem risco à integridade física do adversário.

No Século XX, com a evolução da sociedade, havia um desejo de competição sem que o combate terminasse em sérios danos para os vencidos, propiciando o desenvolvimento de um estilo que se tornou conhecido pelo nome de Shotokan, o primeiro totalmente japonês. Literalmente,  o nome significa escola (kan) do calígrafo (shoto) porque o mestre a quem é atribuída a sua criação, Funakoshi Ginchin, era um artista das letras, caligrafia,  arte que exige não só o conhecimento de milhares de ideogramas, mas coordenação motora e paciência e habilidade para os pintar.  Apoiado por Gigoro Kano, criador do Judô, com quem desenvolveu intensa amizade, difundiu as técnicas do método de luta de mãos (te) vazias(kara) que trouxe de Okinawa. O local tornou-se conhecido como a "escola(kan) do calígrafo(shoto)" aperfeiçoando um estilo que prioriza a antecipação, em golpes mais longos interceptando o adversário no meio de sua trajetória. Possibilitando competições, facilmente se difundiu.

Mas ainda aconteciam acidentes.  Os golpes podiam ser demonstrados com menos vigor,  mas era necessário os aplicar, ainda que de maneira controlada.   O adversário está se deslocando a vai nos atingir caso não seja golpeado, e se nossa técnica seja apenas "demonstrada" sem o atingir. A única maneira de deter o adversário é exercitando uma aplicação, ainda que controlada. Equivale dizer que o karateka que tem um soco com impacto de 50kg irá desferir um golpe controlado liberando "apenas" uns 10% a 20% da energia. Algo em torno de 10Kg.  Ora, 10kg de impacto no rosto, ou em algum ponto sensível, como uma costela flutuante, o plexo "solar", podem causar danos. E muitas competições terminavam com sérias lesões.

Buscando uma alternativa, surgiu o estilo Wado, cujo  nome em verdade expressa o objetivo de todas escolas de karate:

"do" = caminho

"wa" = paz-harmonia do espírito

Mas é justo o nome Wado à caminho da paz do espírito, porque o estilo nasceu com objetivo de possibilitar competições sem lesões. As prioridades das anteriores escolas eram:  a força no Goju e a antecipação no Shotokan, sendo inevitável atingir o oponente - ainda que controladamente.

O Mestre Otsuka permitiu difundir ainda mais o karate, e popularizar as competições:  Com ênfase na esquiva (taisabaki), evitando o confronto direto.            Permite ao praticante mais franzino, pequeno, fraco em sua constituição física, encarar uma competição com um oponente muito mais forte sem a necessidade de aplicar os golpes para se proteger. Pois ao ser golpeado, esquiva do contato.

Aos poucos, como estilos modernos nascendo dos antigos na espiral evolutiva do conhecimento, umas escolas foram aprendendo com as outras e hoje todas praticam, em nível de competição, treinamentos idênticos ou, pelo menos, muito similares. Como em tudo na vida, há exceções - escolas "tradicionais" avessas à evolução.

Além dos citados, há outros estilos, e diversas subdivisões, muitas nascidas e mantidas mais por divergências políticas (quando não financeiras) entre os "mestres". Para uma idéia da enorme quantidade e diversidade de escolas e subdivisões de observe, com respeito apenas ao estilo Goju, os registros do Alaumir è http://www.geocities.com/alaumirm/menu.htm

O Sensei Akira Taniguchi viveu no Brasil por mais de três décadas antes de retornar ao Japão, e deixou uma linhagem http://www.geocities.com/Colosseum/Bleachers/6758/jkfgojukai.htm

Veja em relação ao fundador do estilo e demais mestres das outras subdivisões:  http://www.geocities.com/alaumirm/GojuRyuLineageChart.htm

Hoje, estilos possuem suas próprias competições mas - em todo mundo - as principais competições são realizadas pelas federações desportivas que reúnem todos estilos de Karate.

 

 

 Federação Mundial de Karate, entidade maior da modalidade, vinculada ao Comitê Olímpico Internacional, em seu logotipo ou logomarca vislumbramos os cinco anéis olímpicos, representando todos continentes, unidos, entrelaçados no esporte: África (preto); Ásia (amarelo); Oceania (azul); América (vermelho) e Europa (verde). A cor vermelho é associada à América em alusão aos índios; a cor verde é associada com as florestas européias. Pesquisa realizada pela empresa de marketing global Sponsorship Reserch International em nove países de cinco continentes (Brasil, Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Índia, Japão, Jamaica, Nigéria e Inglaterra) identificou os cinco anéis olímpicos entrelaçados como logotipo com o mais alto índice de associação do mundo: 78% dos entrevistados sabem o que significa. Veja o significado desse índice uma comparação com duas das empresas que mais investem em publicidade, e que ficaram em segundo lugar na identificação popular com 72%: a concha da Schell e os arcos amarelos da McDonald's. O movimento olímpico para união dos povos através do esporte é tão expressivo que os arcos olímpicos idealizados há apenas um século alcançam reconhecimento superior à símbolos milenares, como a cruz do cristianismo. Veja mais clicando aqui ó

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Diz-se Karate- para enfatizar sua fundamentação filosófica (dô ó caminho) característica da maioria das artes marciais orientais e inexistente n'outras modalidades desportivas. Todas as artes marciais originárias do oriente possuem um "espírito" bem definido. Em verdade, não há como progredir numa arte marcial sem o Do - o aporte que as metafilosofias, como o zen-budismo, oferecem aos praticantes de artes marciais, de maneira direta ou indireta.   O Do expressa a escolha de um caminho que o praticante percorrerá até o autoconhecimento. É a filosofia que conduz o homem a encontrar sua própria essência, percorrendo a via conhecida como Budo: Caminho da Iluminação.  

O discípulo amava e admirava seu mestre.    Observava-o em todos os detalhes. Acreditava que para adquirir sua sabedoria deveria fazer o que o Mestre fazia.

O mestre só usava roupas brancas, e o discípulo passou a vestir-se da mesma maneira. O mestre era vegetariano, e o discípulo deixou de comer qualquer tipo de carne, substituindo sua alimentação por ervas. O mestre era um homem austero, e o discípulo resolveu dedicar-se ao sacrifício, passando a dormir numa cama de palha. O mestre era aplicado nas artes marciais porque acreditava que a paz que tal conhecimento propicia facilita a iluminação, e o discípulo começou a praticar muito, até dominar muito as técnicas, até se tornar forte, fisicamente, e um excelente lutador.

Passado algum tempo, o mestre notou a mudança de comportamento do seu discípulo e foi ver o que estava acontecendo.

- Estou subindo os degraus de iniciação - foi a resposta - O branco de minha roupa mostra a simplicidade da busca, a alimentação vegetariana purifica o meu corpo, e a falta de conforto faz com que eu pense apenas nas coisas espirituais.

Sorrindo, o mestre o levou até um campo onde um cavalo pastava.

- Você passou este tempo olhando apenas para fora, quando isso é o que menos importa - disse - Está vendo aquele animal ali? Ele tem a pele branca, come apenas ervas, e dorme num celeiro com palha no chão, é forte e um excelente lutador. Você acha que ele tem cara de santo, ou chegará algum dia a ser um verdadeiro mestre?

 

Paralelamente, também é praticado o zazen, ou seja, meditação zen-budista propriamente dita. Veja mais sobre zazen e sua importância clicando aqui ó

Os tempos mudaram:  O Karate evoluiu

O karate democratizou-se: os mestres não escolhem os discípulos. Por livre iniciativa, e preços normalmente acessíveis, os locais de treinamento (dojos) espalhados em clubes, academias e entidades variadas estão abertos a qualquer pessoa disposta a aprender.

Mais que uma defesa pessoal, hoje é praticado como atividade física intensa conjugada à expressão da filosofia e que prepara o praticante para um esporte de competição. Juntamente com a prática, os professores transmitem lições de vida, induzindo à filosofia, à introspecção. Para mudança de "faixas", o aluno submete-se à prova escrita.

A mudança de faixas é bastante simbólica. O praticante inicia na faixa branca, e vai "crescendo" com cores cada vez mais escuras (cinza, amarela, laranja, azul claro, bordô, verde, roxa, marron) até chegar na faixa preta. Corresponde ao que acontece com o interior praticante. Na faixa branca, ele possui a inocência, a leveza, do que nada sabe, e com nada se preocupa. Na faixa preta, a mente está repleta. É quando o praticante descobre que quase nada sabe, apesar do muito que aprendeu. Está inquieto. Mas os treinamentos anteriores lhe dão forças para progredir e ele segue. Sua faixa preta, que vai acompanhá-lo pelo resto da vida, e simboliza seu espírito, com o passar do tempo vai desbotando, vai esfarapando, permitindo aparecer a entretela branca que por baixo do peno preto. Simboliza que o mestre está se aproximando da paz de espírito e da tranqüilidade de saber muito...

 Reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional - COI, o Karate participa de todos Jogos Olímpicos Continentais e Intercontinentais. Em breve, ingressará nos Jogos Olímpicos Mundiais, popularmente conhecidos como Olimpíadas.

A união de todos estilos na All Japan Karate Federations unificando as competições levou à criação de muitas associações pelo mundo e que hoje - ao par de diversas entidades que pouco a pouco se aglutinam - estão representadas na WKF - World Karate Federation, vinculada ao Comitê Olimpico Internacional.

Até 1985, quando as regras começaram a se modificar, era muito fácil arbitrar uma disputa.

Exagerando - para ilustrar a revolução, podemos dizer que o atleta que permanecia em pé era o vencedor...

Os golpes eram aplicados de maneira controlada.

Um bom atleta possui um soco poderoso, chega a potência de 80kg.

Aplicar golpes controladamente, isto é, com uma parcela de sua força... significa uns 10% a 20%.

Um impacto de 10kg no rosto é devastador... Havia acidentes graves e quase todos saiam machucados.

Após 1985, na modalidade Olímpica, os golpes devem ser apenas demonstrados, e são avaliados pelos árbitros.

A diferença é "brutal" ó antes se aplicava o golpe, ainda que controlando mas hoje apenas se demonstra - sem aplicar...

Não pode haver contato; é proibido transmitir energia ao adversário e traumatizá-lo. Há um complexo conjunto de regras, tanto para atribuir pontos, como para penalizar, que fazem dessa modalidade tão ou mais complexa que uma competição de ginástica olímpica, com o agravante de serem dois atletas movendo-se ao mesmo tempo, e não apenas um a ser avaliado como na ginástica.

Veja como pode ser complicado arbitrar karate:

Uma boa técnica, que vale um ponto (ippon), deve reunir todos os seguintes requisitos, e corresponde a um golpe demonstrado que, se a competição fosse um combate real, provavelmente colocariam o adversário em desvantagem, deixando-o sem defesa ainda que por breves instantes permitindo - na seqüência, a aplicação de um golpe decisivo e cujo impacto não poderia ser absorvido; quando uma técnica possui uma pequena deficiência (será explicado a seguir) de forma que, se o combate fosse real, talvez surtisse efeito, atribui-se meio ponto (wazari):

(a) o primeiro requisito do ponto é a inequívoca demonstração de atenção após o golpe, a disposição-possibilidade de aproveitar a vulnerabilidade do adversário (zanchin); se não houver zanchin, não há nada, sequer meio ponto:

(b) na aplicação até o recolhimento do golpe antes de atingir o oponente deve haver vigor, energia, demonstrando que se o combate fosse real haveria possibilidade de efetivo dano ao oponente; se não houver aplicação vigorosa, não há nada, sequer meio ponto;

(c) a forma deve ser correta possibilitando efetiva transmissão de energia, as técnicas de Karate derivam do estudo das possibilidades de movimentos do corpo (cinesiologia) e todas técnicas eficientes constituem um somatório de vetores de forças, especialmente do quadril. Para ocorrer a soma das energias dos diversos segmentos do corpo em movimento, deve haver harmonia. A boa forma é a harmonia do movimento do corpo; em alguns casos onde a forma for um pouco deficiente, mas ainda assim permitindo a transmissão de energia, há meio ponto;

(e) ainda que uma técnica tenha boa forma, ela pode não valer nada, porque deve ter como alvo uma zona pontuável; além disto, deve ser efetuada a uma distância correta, nem muito perto, impedindo sua conclusão efetiva, nem um pouco distante, com perda de potência; há uma distância que permite a máxima transferência de energia para o ponto de aplicação; os atletas estão em movimento e nem sempre a distância é adequada; se a distância é um pouco inadequada, ou seja, haveria transmissão de energia, não toda, mas parcial, confere-se meio ponto;

(f) por fim, mas não por menos, há o que chamamos tempo correto isto é, a aplicação da técnica exatamente em um momento em que o adversário não pode absorver a energia do golpe porque está alterando seu centro de gravidade (por exemplo, quando o adversário se movimenta), ou soltou todo ar, ou se permitiu distrair cm uma técnica de dissimulação... Será caso de ponto quando o adversário não consegue esboçar um reação eficiente. Poderá ser caso de meio ponto quando o adversário intenta uma reação e ela possivelmente reduziria a transmissão da energia. Caso a disputa fosse um combate real, não se sebe se o golpe aplicado provocaria, ou não, a fragilização; como se está diante de um talvez fosse eficiente, atribui-se meio ponto.

Em termos reais, a diferença entre um ponto e meio ponto é de apenas 10% a 20%.

Na verdade, tudo acontece numa fração de segundos e o árbitro muito mais sente se foi ponto, ou meio ponto, do que propriamente vê e analisa. Havendo sensação de ponto, o árbitro central (suchin) para a luta e ganha um ou mais segundos, enquanto os atletas retomam suas posições iniciais, para analisar o que viu e decidir o que fazer, em sintonia com os árbitros auxiliares (fukuchin).

A possibilidade de erro da arbitragem, especialmente em razão de mecanismos destinados a evitar acidentes como o de atribuir ponto ainda que a técnica seja controlada há 10cm de distância do rosto, para evitar que tentem controlar ainda mais perto, ou da busca pelo ponto e relativa flexibilização do critério para atribuir meio ponto, tornou necessário elevar o escore para vitória. Até 1985 ganhava-se com um ponto (shobu-ippon) porque não é necessário mais do que um golpe "nocauteador" para a vitória. Agora, necessários 3 ippons (shobu-sambom = 3 pontos) fazendo prevalecer a superioridade técnica e evitando que, por um acidente ou decisão equivocada, um dos atletas vença.

Algumas fotos que realizamos nos Jirgs em 1998, ilustram os critérios para pontuação, especialmente o que chamamos tempo correto: Aplicação da técnica exatamente quando o adversário não pode absorver a energia do golpe. As fotos flagram o preciso instante de centésimos de segundo quando o soco passou da guarda do adversário e, antes de permitir reação, toca-o ao nível de pele/protetor, e sem completar o golpe e transmitir energia, o braço retorna, recolhido vigorosamente. A aplicação foi vigorosa apesar de, no ângulo da foto, muito alto, haver impressão de que a forma é baixa. O árbitro deve saber avaliar as influências do ângulo de onde se encontra.

 A técnica foi precedida de finta com mudança de altura e posição que permitiram confundir o adversário e penetrar sua guarda sem reação. A técnica foi alongada para aumentar a eficiência e penetração, mas pode-se perceber a soma das forças no ponto resultante. O atleta é Handel Dias, que - sem prejuízo de ter sido um excelente aluno no Direito da PUC, e um dos mais elogiados estagiários do Tribunal de Justiça, onde hoje é assessor na Presidência, acumula diversos títulos, inclusive internacional, no XXIIª Campeonato Japonês, e é uma esperança de medalha olímpica para o RS, demonstrando que os desportos que exigem desenvolvimento intelectual, como o Karate, anda de mãos dadas com o progresso cultural. Ao fundo, o Mestre Te Boo Lee, Presidente da Federação de Tae Kwon Do, outra modalidade de arte marcial, mas de origem coreana, assiste à luta, onde era disputado o primeiro lugar. O árbitro central é o professor Ildo Salvi, de Lajeado

 

A partir de 1985, quando a extinta WUKO - World Union of Karate Organizations acatando exigências do Comitê Olímpico, a escola Kiokushin decidiu ficar fora do conceito de karate, mantendo a sistemática de competições com muito contato entre os atletas. Desta forma, o Kiokushin é luta de contato, onde um atleta bate no outro para obter pontos, não podendo ser confundido como "modalidade" de Karate porque neste não pode haver contato. Essa diferença "brutal" foi juridicamente registrada pelo CND, Conselho Nacional dos Desportos, ainda na década de oitenta. Através da Resolução nº 19/86-CND, publicada no Diário Oficial de 12.12.1986, e que consta do livro de normas do CND de 1986 pág. 67, o CND declarou que a modalidade de luta e desporto Kiokushin - embora tenha origem no Karate, não pode mais ser confundido com este porque - o Karate proíbe o contato, mas no Kiokushin a luta é de contato.

Desde 1986 passou a denominar-se "Luta de Contato Kiokushin Oyama".

Sendo luta de contato, o Kiokushin está sujeito a acidentes, como o ocorrido em 1999 em São Paulo e que vitimou um jovem. Órgãos de imprensa supostamente respeitáveis como a Revista Veja, e Jornais Zero Hora e Correio do Povo de Porto Alegre, noticiaram de que o rapaz havia morrido numa competição de "caratê".

 

Mas o que podemos esperar de um órgão de imprensa que insiste aportuguesar para "caratê" quando - não raro na mesma página, escreve sobre "padlle", "speed2000" e outros esportes com nomes estrangeiros...

O Karate (com k !) é esporte reconhecido há décadas pelo CND.

Reconhecido, isto é juridicionalizado no território nacional

· com "k" !

· Perguntes ao COB Comitê Olímpico Brasileiro - e ele responderá que o Karate - com ká - é um desporto que integra o sistema olímpico. Não podemos considerar sérios tais órgãos de imprensa que fingem não ver a diferença entre uma luta de contato na qual o atleta morre "dentro das regras" porque pode bater, aliás, deve bater, porque se não bater não ganha.

· Brutal diferença - no nosso desporto o contato é proibido. É mais provável um atleta machucar-se numa competição de ciclismo, ou de atletismo, que num campeonato de Karate. Não precisas acreditar no digo. Faça como eu. Telefone para qualquer seguradora e peça uma cotação para delegações desportivas... O seguro é proporcional ao risco e o Karate, onde a luta é demonstrada mas a violência é probida, é um dos esportes de menor risco.

 

 

POPULARIZAÇÃO DO KARATE

Eliminado o contato a partir de 1985, reduzidos os riscos de ferimentos, cresceu a procura, especialmente no público feminino e infantil.

A realização das competições entre todas escolas(estilos) de Karate conduziu a um aperfeiçoamento geral.

 

No Campeonato Mundial do Rio de Janeiro, em outubro de 1998, havia mais de dois mil atletas, representando mais de cem países. Assista às finais de Kata e Kumite do XIVº Campeonato Mundial, peça fitas k-7 pelo mail luiz@padilla.adv.br

Na verdade, cada uma das escolas constituem caminhos similares, paralelos, para chegar ao o crescimento pessoal e espiritual.

Embora alguns caminhos possam parecer mais tortuosos, isso depende do ponto de vista. Todos conduzem à iluminação.

Como ensinou Don Juan para Carlos Castañeda, o importante é seguir um caminho que tenha coração, isto é, a mente está aberta à auto-descoberta e conhecimento, e intuitivamente o ser humano desenvolve seu potencial.

 

Após um período de aparente prejuízo à técnica pela competicionalização, há uma revitalização, a redescoberta de que o Karate é muito mais que competição.

 

É possível ao karateísta desenvolver suas técnicas sem jamais se preocupar com competições, mas o contrário é impossível. Um bom praticante de karate poderá se tornar um excelente atleta mas será impossível um atleta melhorar sua performance sem aprimorar-se nas técnicas do treinamento não competitivo que conduzem ao desenvolvimento da pessoa, isto é, como ser humano.

  Fragrante do XIVº Campeonato Mundial. Albert Schindler Jr., Presidente da Federação da Baviera e do Comitê Organizador do Campeonato Mundial realizado em outubro de 2000 na Vila Olímpica de Munique, Edgar Ferraz, Presidente da Confederação Brasileira de Karate, Vice-Presidente da Federação Pan-Americana e Membro do Comitê dirigente da FMK-WKF Federação Mundial de Karate; e Luiz Roberto Nuñesos Padilla, Coordenador Geral da Competição realizada no Rio de Janeiro em 1998.

 

Modernamente, junto ao treinamento padrão e diferenciado de cada uma das escolas - que constituem os meios para o praticamente elevar seu nível - há o treinamento desportivo, "calibrando" as técnicas para uso nas competições.

Com o tempo, quem sabe, superaremos as divergências políticas existentes entre os líderes das escolas, com maior maior uniformidade de técnicas de treinamento, seguindo a tendência evolutiva moderna - a filosofia holística, afinal, todas as escolas são, na verdade, salas de aula da mesma escola, a que ensina a travar a luta da vida pela superação dos limites. Importante despertar os participantes para a nova concepção do universo, e do conhecimento, em que o karate e outras artes marciais representam importantes papéis.

 

H o l i s m o

 

Na concepção medieval proposta por Descartes, e que era NECESSÁRIA naquela época, o "Especialista" era quem sabia cada vez mais

sobre cada vez menos.

Aprendia cada vez mais sobre uma parcela cada vez menor do universo

Até saber tudo sobre quase nada.

A pretensão era "decompor" o universo em múltiplas partes, permitindo conhecer o funcionamento de cada uma delas, semelhante ao mecanismo do relógio.

Pela analogia com o relógio, essa visão ficou conhecida como "mecanicista".

 

Foi um estágio do conhecimento,

do qual felizmente passamos

embora alguns ainda não tenham percebido.

 

Uma nova visão, denominada de holística, começa a surgir na proximidade do novo milênio, sendo é fundamental para permitir ampliar nossos conhecimentos que, na visão mecanicista, não terão mais como crescer.

 

Alcançaremos a compreensão da vida e do mundo como uma realidade integrada, onde nada é isolado, tudo, todas coisas, todas pessoas, todos acontecimentos, estão relacionados

 

Porque cada parte está no todo, assim como o todo está nas partes

 

As artes marciais tem importante papel nesse despertar.

 

 

O nome (holismo) deriva de "Hol" do grego hólos, hóle, hólon, querendo expressar 'inteiro', 'completo";

A "tendência, que se supõe seja própria do Universo, a sintetizar unidades em totalidades organizadas.

 

Introduzir essa abordagem é importante, não apenas para os professores de disciplinas desportivas, e de artes marciais, mas para todos nós, inclusive os operadores do Direito, porque todos somos MESTRES E DISCÍPULOS uns dos outros.

(1) Estaremos despertando para visualizar nosso papel num contexto global, universal;

(2) Aparelhamo-nos para conscientizar nossos micro-cosmos, isto é, os grupos sociais onde vivemos e trabalhamos, para a nova concepção e sua importância no universo em evolução.

 

Pouco a pouco, a união dos modernos conhecimentos de psico-neurolinguística à ciência do movimento vem permitindo o desenvolvimento individualizado dos atletas conforme seu biotipo, separando o treinamento de karate - arte marcial e filosofia - do treino de competição.

 Demonstra a eficiência desse treinamento método desenvolvido e pelo professor Antonio Oliva (na foto, à nossa direita) inicialmente à seleção espanhola.

Até a década de setenta, a Espanha foi um país sem tradição no Karate. O resultado mais expressivo, em toda história da Espanha, havia sido uma medalha conquistada pelo professor Oliva no Campeonato Europeu.

 

Antonio Olivia (na foto à esquerda demonstrando sua integração ao ambiente gaúcho, demonstrando um chute frontal enquanto sorve chimarrão)  vem aperfeiçoando uma técnica de psiconeurolinguística desportiva para o treinamento e competição, válida para qualquer esporte de luta, que desenvolveu a partir de décadas de observações de competições e estudos que combinam ciência e misticismo.

 

Aplicando esta técnica, em quatro anos de treinamento transformou a Espanha na maior potência mundial da época, conquistando ouro na competição por equipes masculinas e diversas medalhas individuais no Campeonato Mundial de Granada.

Em 1998 (4 a 7 de setembro de 1998 em Porto Alegre) e 1999 (de 27 e 28 de maio, na cidade de Caxias do Sul, e nos dias 29, 30 e 31 de maio, na Capital do Estado) o professor Oliva transmitiu um pouco de sua sabedoria, não apenas em artes marciais, onde possui graduações em Aikido, Judo e Karate (7º Grau-Dan), mas em filosofia, misticismo temperados com muito bom humor, como podemos ver nos flagrantes colhidos nos intervalos dos cursos, e que terminaram com um Sushi fantástico.

 

Como modalidade de exercício físico e cultivo da firmeza dos movimentos, o Karate conquista novos praticantes na terceira idade nos países do leste europeu.

Entre os deficientes físicos ou mentais, e pessoas com dependências, o karate apresenta resultados que surpreendem os especialistas médicos, aumentando a coordenação motora, capacidade de concentração e força de vontade para evitar recaídas muito além das médias. Tudo porque, frisamos, mais do que o corpo, o Karate desenvolve a harmonia do corpo com o espírito.

O esporte possui várias funções na sociedade contemporânea. Os benefícios da prática de Karate como desporto são notórios. Reportagem na revista Veja ("A lista da boa forma". São Paulo: Abril, p. 90 a 99, 18 abr. 1995) ouviu especialistas que classificaram o Karate como um esporte bastante completo: obteve boa atuação na queima de calorias (800 kilocalorias por hora), aumento de massa muscular, coordenação motora, flexibilidade e desenvolvimento cardiorrespiratório.

É excelente na formação de adolescentes, desenvolvendo intuitiva valorização da humildade, disciplina, persistência, respeito, honestidade, entre outras qualidades.

Canaliza a agressividade - provocada na adolescência pela alteração hormonal - ao mesmo tempo que propicia o desenvolvimento-amadurecimento moral e intelectual.

Progredir no karate corresponde a desenvolver espiritual, emocional, intelectual. Ao longo do aprendizado, a maior luta do praticamente é sempre consigo mesmo.

A Arte das Mãos Vazias (kara vazio, te mão) ou de encontrar o vazio (paz interior) através do controle mental e espiritual sobre o corpo, abrange Alma, Corpo e Mente, em constante harmonização.

Cumprindo previsto na 90ª Sessão do COI Comitê Olímpico Internacional, e em perfeita sintonia com o ideal olímpico, desde 1995 o Karate participa de todas disputas olímpicas Continentais e Intercontinentais em todo mundo, como Jogos Olímpicos Mediterrâneos, Europeus, Asiáticos, Africanos, Oceânicos, etc.

Nos Jogos Pan-Americannos de Mar del Plata, Argentina, entre 11 e 26 de março de 1995, o Brasil conquistou 82 medalhas, a melhor campanha no número de medalhas. Dessas, 20 provieram de 7 modalidades de luta, Boxe, Esgrima, Luta Grego-Romana, Luta Livre, Taekwondo, Judo e Karate. Na primeira participação, com equipe montada "às pressas", o Karate conquistou cinco das vinte medalhas !

Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em julho de 1999, no Canadá, o Karate foi o esporte mais elogiado pelo Presidente do COB Comitê Olímpico Brasileiro na entrevista concedida à Revista Isto É. As medalhas conquistadas pelos Karatecas permitiram que o Brasil superasse à Argentina no quadro geral da competição.

Em Sidney no ano 2000 era impossível contornar a diretiva de reduzir o contingente de atletas pois quando o COI Comitê Olímpico Internacional reconheceu definitivamente a entidade mundial do Karate em 1999 o planejamento dos jogos estava completo. George Yerolimpos, do Comitê Olímpico Grego, garantia o ingresso do Karate nos Jogos Mundiais de Atenas, no ano 2004. Mas não ocorreu pelo mesmo problema: contenção da quantidade de participantes.

Quem sabe você, seus irmãos, seus filhos, sobrinhos, um Colega ou vizinho, não estarão um dia, com um "kimono" verde amarelo ?

Site da WKF -> http://www.wkf.net/   Fotomontagem do professor Nelson D'Avila Guimarães (nelsondguimaraes@terra.com.br), ex-Presidente da Federação Gaúcha de Karate gestões 1989-1991 e 1992-1997, membro titular do CRD - Conselho Regional de Desportos - aplicando um Mawashi-Gueri

Seiza à Conheça a prática e vantagens clicando aqui <.

Gojukay e Gojuryu roInacioVasconcelos159abaixo:s para o Teatro Sclique aqui è

MÉTODOS DE ENSINO E TÉCNICAS DE TREINAMENTO NA APRENDIZAGEM DO KARATE ©2004 Professor Aldo Lubes Federação Paranaense de Karate ó

 

Dualidade,    o Tao presente em todas coisas

Exemplos da história - usar dualidade para evoluir sempre

Polêmicas do CREF contra as Federações Desportivasó

Legislação e Direito Desportivos ó

Zazen, Mokusô e Budô

Porque comparado a outros esportes o Futebol é privilegiado? è


Código Brasileiro de Justiça Desportiva de 23 de dezembro de 2003 è

Bingos proibidos 2004: SUMIRAM com o CORPO para o CRIME NÃO ser INVESTIGADO è è

Dr. Décio Nehaus compara Lei Pelé original às modificações da Lei 10.672 è

Katas da Escola (estilo) Goju è 

 

 

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.                              \___/                   Luiz Roberto Nuñesos PADilla

 Aperfeiçoando para 1 Mundo Melhor

 

Shibumi ó descoberta do caminho da simplicidade e perfeição

Trabalhos Jurídicos  publicados em ordem alfabética. novidades semanais

Leia  O caminho do Guerreiro - livro de Howard Reid e Michael Croucher em 2003 lançado em Português pela editora Cultrix.

 

Nascido das pesquisas empreendidas para filmagem de uma série de 8 documentários para a BBC britânica sobre grandes mestres da Índia,   da China,  do Japão e das Filipinas descortinando o fascinante panorama das artes marciais em diversas modalidades: Aikido, Bojutsu, Eskrima, Hsing-I, Kalaripayit, Kendo, Kung-Fu, Marma Adi, Naguinata-Dô, Pa-Kua, Shorinji Kempo, T'ai-Chi

Ilustrado em todos capítulos, é livro essencial para os entusiastas das artes marciais, ou para quem apenas fascina e intriga o paradoxo implícito na idéia de que a pratica de uma habilidade mortal auxilia a alcançar a iluminação espiritual - ou seja:

Um caminho de preparação para a luta que propicia a paz interior.

Karate _+ Artes Marciais ó índice geral

  Místico (Importante fator de desenvolvimento pessoal)

Auxílio Acadêmico indicações e roteiros de estudos

 

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* Aperfeiçoar para construir um Mundo Melhor. em construção no domínio próprio desde 14 de dezembro de 2003 quando as páginas temáticas nos Grupos – entre elas a de Karate - registravam impressionante marca de 136.706.382 visitas. Atualmente somam  Contador  visitas   Luiz Roberto Nuñesos PADilla

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