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Para realizar grandes sonhos necessitamos[[[ Grandes sonhos! [Hans Seyle]

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Seiza

As vantagens do seiza foram sentidas pelos guerreiros, e sua prática passou a ser obrigatoriamente empregada no treinamento das artes militares da cultura japonesa, qualificados com a palavra “Caminho” - das Artes Militares (Artes Marciais, termo mais usual na atualidade), Caminho das Flores, Caminho da Arte, etc. Podemos dizer que todos são aperfeiçoados e sublimados por causa do seiza.

Numa escola de Formosa, até então considerados fracos, a relações entre a disposição mental e a prática do seiza foram demonstrados. Professores do Judô e Esgrima, adiaram o ensino de suas respectivas artes aos alunos recém matriculados, fazendo-os se exercitar na prática do seiza. Os alunos naturais de Formosa, não tinham nenhuma experiência de seiza. Havia os que sofriam bastante com apenas cinco minutos de prática, empalidecendo e caindo, ou então expelindo gazes. Fazendo-os prosseguir, com perseverança, passaram a agüentar dez, quinze, trinta minutos. Foram preciso cerca de dois anos para eles passarem agüentar uma hora. Depois de adestrados assim no seiza, passou-se ao aprendizado das técnicas. No fim do terceiro ano, muitos, além de alcançarem melhores resultados nos estudos, tinham obtido grau judô e esgrima. Quando esses alunos chegaram ao quinto ano, foram infelizmente derrotados na competição de esgrima, mas venceram todas as competições de Formosa no judô e participaram do Campeonato de Educação Física do Santuário Meiji, como representantes de Formosa. Os naturais de Formosa, considerados pouco fortes, foram assim recebidos no mundo das Artes Marciais. Esse exemplo mostra quão útil é o seiza para o aprimoramento do corpo e da mente. E podemos compreender a disposição do espírito com que os samurais praticavam o seiza.

            A origem do Seiza

O termo Zen vem do sânscrito Dhyana, que na China modificou-se para Zen-na, posteriormente abreviado para Zen. Zen-na foi traduzido para “pensamento tranqüilo”. Os antigos comparavam a mente à água colocada dentro de uma vasilha e diziam que quando a vasilha se move a água se agita, mas que quando se mantém imóvel, o líquido permanece tranqüilo. Surgiu à idéia da pratica do seiza para a obtenção da tranqüilidade mental. Quando se está em pé, o centro de gravidade de nosso corpo se acha em posição elevada e, portanto não se tem estabilidade suficiente, o que acarreta em estado de inquietude mental. Quando se está deitado, a estabilidade do corpo é excessiva, o que provoca quietude mental também exagerada, provocando a sonolência. Quando se dorme, obviamente não se está no estado de quietude mental desejado. Quando tomamos a posição sentada, obtemos o grau ideal de estabilidade física e mental, sendo alcançado o estado de quietude mental mais conveniente. Assim optou-se pela posição sentada. Além disso, pensou-se nas melhores condições para obtenção da quietude mental: com os olhos fechados o praticante tem a sensação de estar balançando e se torna mais propenso ao sono. Os olhos devem ficar entreabertos. Não é aconselhável o corpo ficar apertado, aconselha-se vestes folgadas. A coluna vertical fica rigorosamente vertical e deve aumentar a quantidade de ar inspirada no processo da respiração. O ideal é a respiração abdominal. Assim, pouco a pouco os antigos foram estabelecendo a posição e as regras próprias para o Seiza

            Influência do Seiza sobre o físico

Que esclarece a ciência moderna sobre o seiza? A respiração começa por ocasião do nascimento, quando o ar penetra no interior do corpo do bebê, produzindo o seu primeiro vagido. A vida depende da respiração. O fim da respiração é um dos sinais da morte, fim da vida. Existe profunda relação entre respiração e saúde. Para ter uma vida longa, é necessário ter uma respiração profunda. Praticando-se a respiração profunda, corpo e mente entram em quietude e são criadas melhores condições para a vida.

Um adulto saudável respira normalmente doze vezes por minuto. A emoção aumente esse número. A cólera a emoção mais fácil de se observar, pode leva-lo ará a quarenta vezes por minuto. O corpo fica extremamente exausto, o que prejudica a saúde. Quando se pratica o seiza, provocando uma tensão dos músculos do baixo ventre e regulando a respiração, dentro de dois ou três minutos a freqüência baixa para quatro e mesmo duas vezes por minuto. Nota-se um aumento da capacidade pulmonar que de 500cc (normal) passa a 1.000 ou 2.000.Também melhoram as condições da circulação sangüínea. Uma pessoa normal, respirando normalmente, conserva um terço de seu volume sanguíneo mais ou menos estagnado no baixo ventre. A respiração abdominal conseguida através do controle, acarreta uma circulação perfeita. Depois de Habituada com o treinamento, a pessoa consegue condições ideais de circulação sangüínea após os primeiros quinze minutos de controle. Os batimentos do coração, o pulso e a pressão também atingem condições ideais. Baixa a pressão daquele que a tem alta demais e vice-versa.

O gasto de energia pelo organismo. Um homem adulto, em repousa, necessita por dia um mínimo de 1.400 calorias. A prática do seiza e do controle da respiração faz baixar a quantidade para 1.000 calorias. A saúde é mantida com o mínimo de alimentação. A alimentação frugal dos antigos samurais e dos praticantes da Cerimônia do Chá está relacionada com essa prática.

            A influência do Seiza sobre a mente

A ciência situa a mente na cabeça, no cérebro. Vimos com o seiza faz baixar o consumo de calorias. Essa economia é feita com as calorias gastas no cérebro, mas a prática do seiza diminui esse número mais da metade e em certas pessoas o faz baixar quase até zero. Isso mostra que o seiza não provoca esforço cerebral. No cérebro humano existem cerca de vinte bilhões de neurônios, cada um deles agindo como um tubo de vácuo num rádio. Cerca de 90% deles estão ocupados com funções inconscientes, e só os 10% restantes com as conscientes. Atuamos voluntariamente e conscientemente apenas sobre 5% de nossos neurônios, exercitando o pensamento, a memória, etc., sendo, portanto fácil à recuperação da fadiga sobre esta parte. Entretanto, quando agimos de má vontade, obrigados por outrem, aumenta a atividade inconsciente, uma vez que não o fazemos por vontade própria, colocando em atividade os 90% de nosso cérebro e provocando uma fadiga da qual não é fácil a recuperação. Além disso, o trabalho dos neurônios relacionados com o inconsciente é dez vezes mais rápido que dos ligados ao consciente. Os antigos diziam: - “torna-te o senhor em todas as circunstâncias” – recomendação para resolver todos os problemas da vida e obter a realização integral como ser humano. Quando agimos voluntariamente e independentemente em ralação a quaisquer circunstâncias, não atuamos sobre as células vinculadas ao inconsciente, o esforço é muitíssimo menor. O esforço voluntário produz o máximo em resultados com o mínimo de gastos. Esse espírito de dependência nasce espontaneamente com a prática do seiza. O treinamento nas artes tradicionais japonesas, como o Ikebana, o teatro Nô (as Artes Marciais como o Karate), etc., demora longos anos e demanda que, através da prática do seiza, seja desenvolvido o espírito de independência, a fim de se conseguir o máximo em trabalho mental com o mínimo esforço. O caminho deve ser palmilhado com o espírito de independência.

Mestres e discípulos

Todos somos,  sempre aprendendo

 

Ao responder a Prova Escrita do exame para promoção ao 2. Kyu - Faixa Marrom no Estilo Wado, a Aluna Daniele Baum elaborou resposta para a questão que, apesar de não ser conclusiva sobre o assunto, que é vasto e permite incontáveis questionamentos que podem demandar toda uma vida toda, sua leitura é altamente recomendada para quem busca o aperfeiçoamento. Abraços  Nelson Guimarães, 2 de março de 2004

 

O professor Nélson Guimarães é militante da arquitetura e, na busca do auto-aperfeiçoamento, é faixa preta 6º Dan, e responsável técnico pela Escola Dojinmon de Karate-Do Wado-Ryu, para a América do Sul.  Ao longo das duas últimas décadas colaborou com a administração desportiva e arbitragem, tanto em nível regional, quanto nacional, em diversos cargos desde Presidente de Federação a membro do CRD – Conselho Regional de Desportos, cargos que exerceu por mais de dez anos (cada um). É rotariano, e seu notório empenho em lutar por um mundo melhor no Karate reveste-se do ensino do mecanismo para crescimento pessoal unindo técnicas das Artes Marciais clássicas com a metafilosofia do Budô, buscando o equilíbrio entre o desenvolvimento físico, mental e cultural.  Veja mais sobre a Escola em:

www.dojinmon.com.br

e-mail do Professor Nelson  dojinmon@terra.com.br

Telefones (51) 3337.9936 ou 9806.6314

  

 

ZAZEN E BUDÔ.

Leia atentamente o texto abaixo e faça paralelo com a prática de Karate.

Quem divulgou a fé da Metafilosofia Zen no Japão foram às classes Samurais, que se tornaram os novos soberanos desde a era de Kamakura (1192 – 1333 D.C.) até a era de Muromachi (1392 – 1573 D.C.). A situação social daqueles dias, durante cerca de 400 anos, se caracterizou por inquietações e perturbações. Naquele tempo, o povo parece Ter considerado que a vida da gente não merecia o ganho de um dia. Foi a era em que a gente experimentou na realidade a dignidade da sua vida e a dificuldade de viver. A paixão daquele tempo levou os militares a indagar acerca de como viver no mundo de guerra e incerteza. Foi o Zen que respondeu esta pergunta.

Há uma expressão Zen, “Jogue fora” e também há o princípio que responde à pergunta de “Como pensar em não pensar?” Com “Sem pensamento”. O espírito de Zen exige que não nos comprometamos com nada. Andar é simplesmente andar e sentar-se é só sentar-se, sem pensar nada. Isto quer dizer que exige da gente dedicar-se só a uma coisa. É formar uma vontade firme e uma intrepidez (coragem, valor) tenaz, aconteça o que acontecer. Os “Samurais” daquele tempo conseguiram coragem e energia, sentando-se (Zazen) sem pensar em nada e tendo o espírito de “Jogar fora”.

Resposta:        ZAZEN e BUDÔ

O Zen salienta o cultivo da intuição e a realização do satori, que é um estado espontâneo de unidade com a natureza e com o universo alcançado através da prática sistemática da meditação. O Caminho do Guerreiro, Reid e Croucher, Ed.Cultrix

“Os efeitos do Zen são encontrados na vida e no trabalho de certos indivíduos e de vários pequenos grupos de pessoas, assim como os samurais ou a classe guerreira do Japão Feudal. Na história do Extremo Oriente, os frutos do Zen são as várias centenas de personalidades de tão notável grandeza que por si só podem testemunhar o valor do Zen.

“... todavia, a despeito desse aspecto quase feroz, o quadro dá uma inquestionável impressão de profunda calma e suavidade, pois o caráter de todos os mestres zen mostravam esse paradoxo: a inamovível equanimidade e ilimitada compaixão do Bodhisattva, combinadas com a vitalidade brilhante e implacável do raio.

“Assim como encontramos estes dois elementos distintos nos braços dos mestres Zen e de seus discípulos, constatamos que a civilização do Extremo Oriente foi influenciada pelo Zen em duas direções: na estética e nas artes militares.” O Espírito do Zen, Allan Watts, Ed. Cultrix.

 “Pois o grande tesouro que não pode ser obtido a não ser com enorme sacrifício não é a Verdade: esta pode ser encontrada em todas as partes. O tesouro raro é a capacidade de ver a Verdade.

 

Os sábios do Oriente têm escolhido cuidadosamente seus discípulos... e a razão do seu segredo é que eles têm um enorme respeito e reverência pela sabedoria. A fim de obtê-la o homem tem de sacrificar tudo o que possui; tem de estar disposto a ir até o limite para mostrar que realmente deseja aprender e fazer bom uso desse conhecimento; em resumo, tem de provar que valoriza a sabedoria acima de todas as outras coisas, que a considera uma verdade sagrada que nunca deverá ser usada para fins inconfessáveis”. O Espírito do Zen, Allan Watts, Ed. Cultrix

 “... quando o Período Edo – uma longa era de paz – seguiu-se à época dos generais litigantes, um novo conceito entrou nestas artes. Foi nessa época que a idéia de Budô veio à existência. Budô significa “via marcial” ou “caminho marcial”. é derivado da palavra chinesa tao e significa “um caminho através da vida”.

 Ao adotar para si uma “via marcial” nessa época de paz, o guerreiro japonês comprometia-se, antes de qualquer coisa, a seguir um caminho de desenvolvimento espiritual por meio do treinamento marcial. A eficácia prática desse treinamento passou a ser secundária.

 ... entretanto, o bushidô ou “caminho do guerreiro” (código de ética do samurai) trata antes de tudo das atitudes mentais do guerreiro feudal.

 Na verdade, o sentido de bushidô é o de fazer alguma coisa boa para o mundo, deixar no mundo uma marca benéfica, e depois ser capaz de desapegar-se do corpo humano e aceitar a morte. 

 ... a nuance de significado da palavra é a de que essa é uma via que exige responsabilidade; em outras palavras, é uma via na qual sua cabeça ou pescoço está em risco.

 As diversas artes de cultivo pessoal são escritas com a palavra -. O sentido global, portanto, é o de que esse é o caminho correto a ser seguido pelos seres humanos.” O Caminho do Guerreiro, Reid e Croucher, Ed.Cultrix

 “Muitos samurais que ignoram as leis de sua classe no cumprimento dos mandamentos de guerreiro não alcançam o sentido do vazio. Como resultado de suas confusões e perplexidades, consideram a indefinição, aquelas coisas que lhe parecem incompreensíveis, como o vazio. Naturalmente isso não é o verdadeiro vazio.

 Para alcançar o entendimento do vazio, o samurai deve aprender de modo seguro os mandamentos da arte militar e, além disso, dominar perfeitamente as artes marciais, praticar com decisão e firmeza espiritual os deveres de samurai. E aperfeiçoar com tenacidade e diligência o espírito e a vontade, aguçando a capacidade de percepção e de visão, eliminando qualquer nuvem de dúvida. Só então conhecerá o verdadeiro vazio”. GORIN NO SHO, Miyamoto Musashi, Cultura Editores Associados.

 “Vemo-nos presos à contradição de encontrar a vida em meio a um quebra-cabeça muito desconcertante, capaz de nos causar muitos sofrimentos; ao mesmo tempo, temos uma vaga consciência da natureza ilimitada, infinita da vida. Desta maneira, começamos a procurar uma resposta a esse enigma.

 A primeira forma de procurar é buscar soluções fora de nós mesmos... Por trás de nossas fachadas agradáveis e amistosas ferve um constrangimento considerável. Se eu pudesse raspar o verniz e ir um pouco mais fundo do que a superfície de qualquer pessoa, encontraria medo, dor e uma profunda ansiedade desvairada. Todos temos métodos para encobrir tais sentimentos. Comemos demais, bebemos demais, trabalhamos demais, assistimos à TV demais. Estamos sempre fazendo algo para encobrir nossa ansiedade existencial básica.

 O que de fato queremos é uma vida natural. Nossas vidas são tão artificiais que realizar uma prática como a do zen, no começo é bastante difícil. Porém, assim que começamos a vislumbrar que o problema da vida não é algo externo a nós, teremos começado a percorrer o caminho.

 Entramos numa disciplina como a prática zen para podermos aprender a viver de modo lúcido. O zen tem quase mil anos e seus defeitos já foram corrigidos; embora não seja fácil, não é insano. É sensato e muito prático. Diz respeito à vida cotidiana. Refere-se a trabalhar melhor no escritório, a criar melhor as crianças, e estabelecer relacionamentos melhores. Levar uma vida mais lúcida e satisfatória deve decorrer de uma prática equilibrada e lúcida. O que desejamos fazer é encontrar uma maneira de trabalhar com a insanidade elementar que existe em função de nossa cegueira.

 É preciso coragem para se sentar bem. O zen não é uma disciplina para todos. Precisamos estar dispostos a fazer algo que não é fácil. Se o fizermos com paciência e perseverança, com a orientação de um bom instrutor, então, aos poucos, nossa vida irá se aquietar, ficar mais equilibrada. Nossas emoções não serão mais tão dominadoras. Enquanto sentamos, descobrimos que a primeira coisa, a mais elementar, para trabalhar, é nossa mente caótica, ocupada. Estamos todos enredados num pensar frenético e o problema da prática está em começar a trazer esse pensamento para a claridade e o equilíbrio. Quando a mente fica limpa, clara, equilibrada, e não mais prisioneira dos objetos, então poderá haver uma abertura e, por um instante, nos daremos conta de quem somos na verdade.

 ... O zen é um estudo para a vida toda. Não é só sentar-se numa almofada durante 30 ou 40 minutos diários. Toda nossa vida torna-se uma prática, 24 horas por dia.Sempre Zen, Charlotte Joko Beck, Ed. Saraiva.

 Comentei, outro dia desses, que o Karate havia mudado minha vida. E a cada dia que passa, conforme penso sobre isso, me certifico mais e mais que esta é a pura verdade. Foi através da prática do Karate, como caminho de arte marcial, que iniciei minha jornada em uma nova forma de viver, que há muito procurava e que, tendo buscado em vários lugares, acabei encontrando.

 “O mais importante é adquirir certa atitude mental conhecida como “sabedoria imóvel...” “Imóvel” não quer dizer duro, pesado e sem vida, como uma rocha ou um pedaço de madeira. Significa o mais alto grau de mobilidade ao redor de um centro que permanece imóvel... Há algo imóvel dentro de nós e que, não obstante, se move espontaneamente com as coisas que se apresentam diante dele”. Takuan, citado em O Espírito do Zen, Allan Watts, Ed. Cultrix.

           

Os doze princípios básicos do Budismo

1. A auto-salvação é uma tarefa urgente para qualquer humano. Se jaz ferido com uma flecha envenena, ele não atrasará sua extração para pedir detalhes a respeito de quem a atirou ou do comprimento e fabricação da flecha. Haverá tempo para um entendimento crescente do ensinamento. Por enquanto, comecemos encarando a vida como ela é, aprendendo sempre pela experiência direta e pessoal.

2. O primeiro fato da existência é a lei da mudança ou impermanência. Tudo que existe de uma mancha uma uma montanha, de um pensamento a um império, passa pelo mesmo ciclo de existência, a saber: nascimento, crescimento, decadência e morte. Só a vida é contínua ainda que buscando a auto-expressão em novas formas. “A vida é de um processo de fluxo e aquele que se apega a qualquer forma, por esplendida que seja, irá sofrer por estr resistindo ao fluxo”.

3. A lei da mudança aplica-se igualmente à alma. Não existe nenhum princípio nos indivíduos que sejam imortal e imutável. Somente  “Aquilo que não tem nome” e “Realidade Última” está além da mudança; e todas as formas de vida, o homem inclusive, são manifestações da Realidade. Ninguém nunca é dono da vida que flui em si, assim como a lâmpada elétrica não é dona da corrente que a faz brilhar.

4. O universo é a expressão da Lei. Todos os efeitos têm causas e a alma ou o caráter do homem, é a soma total de seus pensamentos e ações anteriores. O Karma que significa ação e reação governa toda a existência, mas o homem é o único criador de suas circunstâncias. Sua reação a elas cria sua condição futura e seu destino final. Através do pensamento e da ação corretos, ele pode gradualmente purificar sua natureza interior e, assim, através da auto-realização, atingir em tempo a libertação.

5. A vida é uma, indivisível, ainda que suas formas que sempre mudam, sejam inumeráveis e previsíveis. Na realidade, não há morte, embora todas as formas devam morrer. Do entendimento da unidade da vida brota a compaixão, um sentimento de identidade com a vida em outras formas; a compaixão é descrita como a “Lei das Leis” – eterna harmonia -, e aquele que quebra essa harmonia sofrerá proporcionalmente a sua ação e retardará a sua iluminação.

6. Sendo a vida uma, os interesses da parte serão os interesses do todo. Em sua ignorância, o homem pensa poder trabalhar com sucesso por seus próprios interesses; essa energia comandada pelo egoísmo voltada para a direção errada, produz sofrimento. Parte do sofrimento é reduzível pelo aprendizado finalmente eliminando a sua causa. O Buda ensinou as Quatro Nobres Verdades: a) a onipresença do sofrimento; b) sua origem, o desejo, voltando para a direção errada; c) o Nobre Óctuplo Caminho de autodesenvolvimento, que conduz ao fim do sofrimento.

7. O Óctuplo Caminho consiste em: Visão Correta, ou compreensão preliminar; Objetivos ou Motivos Corretos, Palavras Corretas, Ações Corretas, Vida Correta, Esforço Correto, Concentração ou Desenvolvimento Mental Correto e finalmente “Samadhi” (meditação) Correto, que conduz à Iluminação Completa. Assim como o Budismo é o Caminho de Vida, e não meramente teoria sobre a vida, o trilhar da Senda é essencial para a autoliberação “Cessar de fazer o mal, aprender a fazer o bem, purificar a sua própria mente: são os ensinamentos dos Budas.”

8. A realidade é indescritível e um Deus com atributos não é a Realidade final. Mas o Buda, um ser humano tornou-se o Totalmente Iluminado e o propósito da vida é o atingido pela iluminação. Esse estado de consciência, o Nirvana a extinção das limitações do ego, é atingível aqui mesmo. Todos os humanos e todas as outras formas de vida, contem a potencialidade da Iluminação; os processos consistem, portanto, em tornar-se “naquilo que você é” : - “Olha para dentro, tu és Buda”.

9. Entre a Iluminação potencial e a verdadeira fica o Caminho do Meio, a Senda Óctupla do anseio pela paz, um processo de autodesenvolvimento entre os “opostos”, evitando os extremos. O Buda palmilhou esse Caminho até o fim e a única fé requerida no Budismo, é a crença razoável de que houve um Guia que trilhou a Via, fazendo que nós a trilhemos. O Caminho há de ser trilhado pelo homem inteiro e não apenas pelo que há de melhor nele. Coração e mente devem ser igualmente desenvolvidos. O Buda foi o Topo Compassivo, ao mesmo tempo em que foi o Iluminado.

10. O Budismo insiste grandemente na necessidade de concentração e na medição interiores, que conduzem ao desenvolvimento das faculdades espirituais interiores. A vida interior é tão importante quanto o corre-corre cotidiano. Períodos de quietude para a atividade interior são essenciais, para uma vida equilibrada. O Budista deve estar atento e consciente de si em todas as horas, guardando-se do apego mental e emocional ao “espetáculo que passa”. Essa vigilante e crescente atitude em relação às circunstâncias, que ele sabe serem sua própria criação, ajudando-o a manter sua reação a elas sempre sob controle.

11. O Buda disse: “Trabalha para sua própria salvação, com diligência”. O Budismo não conhece qualquer autoridade, salvo a intuição do indivíduo e essa autoridade é apenas para esse indivíduo sozinho.

12. O Budismo não é nem pessimista nem “escapista”, nem nega a existência de Deus e da alma, embora empreste um significado especial a estes termos. Pelo contrário, é um sistema de pensamento, uma religião, uma ciência espiritual e um caminho de vida, que é razoável e prático e abrange todas as coisas. Por mais de dois milênios satisfez as necessidades espirituais de cerca de um terço da humanidade. Ele atrai o Ocidente porque não tem dogmas, satisfaz igualmente a razão e o coração, insiste na autoconfiança aliada à tolerância para com os outros pontos de vista, abrange ciência, religião, filosofia, psicologia, ética e arte, e insiste no homem sozinho como o criador de sua vida presente e único determinador do seu destino.  

O discípulo amava e admirava seu mestre. Observava-o em todos os detalhes. Acreditava que, ao fazer o que ele fazia, iria também adquirir sua sabedoria.

O mestre só usava roupas brancas, e o discípulo passou a vestir-se da mesma maneira.

O mestre era vegetariano, e o discípulo deixou de comer qualquer tipo de carne, substituindo sua alimentação por ervas.

O mestre era um homem austero, e o discípulo resolveu dedicar-se ao sacrifício, passando a dormir numa cama de palha.

O mestre era aplicado nas artes marciais porque acreditava que a paz que tal conhecimento propicia facilita a iluminação, e o discípulo começou a praticar muito, até dominar muito as técnicas, até se tornar forte, fisicamente, e um excelente lutador.

Passado algum tempo, o mestre notou a mudança de comportamento do seu discípulo e foi ver o que estava acontecendo.

- Estou subindo os degraus de iniciação - foi a resposta - O branco de minha roupa mostra a simplicidade da busca, a alimentação vegetariana purifica o meu corpo, e a falta de conforto faz com que eu pense apenas nas coisas espirituais.

Sorrindo, o mestre o levou até um campo onde um cavalo pastava.

- Você passou este tempo olhando apenas para fora, quando isso é o que menos importa - disse - Está vendo aquele animal ali? Ele tem a pele branca, come apenas ervas, e dorme num celeiro com palha no chão, é forte e um excelente lutador. Você acha que ele tem cara de santo, ou chegará algum dia a ser um verdadeiro mestre?

 

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