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Para realizar grandes sonhos [ necessitamos grandes
sonhos. [Hans
Seyle]
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CASA DE JOÃO PEDRO
Nota oficial
da Casa de João Pedro.
A apometria foi desenvolvida pelo
Dr. Lacerda no Hospital Espírita de Porto Alegre, onde mantinha um grupo
kardecista. De início, foi bem aceito, posteriormente foi expulso de lá pela
Federação Espírita do Rio Grande do Sul sob a alegação de praticar atos não
aceitos pela doutrina de Kardec.
Quando fui
trabalhar com o Lacerda, então saindo do Hospital, não mais era possível
qualquer acordo, pois infelizmente as mágoas mútuas eram muitas, embora todos
os participantes se dissessem espíritas. Dou aqui meu testemunho que Lacerda
continuou kardecista até desencarnar, o que é confirmado pela leitura de seus
dois livros.
Infelizmente, a
prática da apometria tornava obrigatório explicar certos fatos, entre os quais
o agora chamado “desdobramento do paciente” e outros permitidos pela prática da
mesma. A solução encontrada foi buscar na Teosofia e nas doutrinas orientais, a
teoria septenária, daí advindo os sete corpos e os chakras. No entanto é de se
notar que a aplicação deles, por Lacerda, discorda totalmente da teoria
oriental, como veremos no capítulo I. Pode alguém perguntar por que não foi
buscada uma explicação em Kardec. Naquela época, dado o ambiente existente,
provocaria maiores ressentimentos.
Infelizmente, os
apometras, em sua maioria, buscando divulgar o método, passaram a usá-lo sem a
doutrina espírita, provocando as mais variadas associações, muitas delas
extremamente infelizes.
Pessoalmente,
permaneci sempre kardecista, maravilhosa doutrina ética, filosófica e
científica. Apenas acrescentei um novo método de trabalho, além de assumir
comigo mesmo, a tarefa de, em época oportuna, provar que os espíritas podem
empregar a apometria.
Por isso, desde a
fundação da Casa de João Pedro sempre foi afirmada a doutrina kardecista, com
modificações na maneira de trabalhar, mas mantendo integralmente os princípios
da mesma. Nunca deixamos de procurar no Pentateuco espírita o embasamento da
apometria.
Em nossas
publicações iniciais, mantivemos a doutrina septenária por razões óbvias, mas
nossos companheiros sabiam de nossas pretensões futuras.
Ainda na época do
Lacerda tentamos aproximação com a Sociedade Brasileira de Apometria, pensando
em buscarmos a união com a Federação Espírita. Quando vimos ser isto
impossível, dela nos afastamos, embora reconhecendo que muitos de seus
dirigentes são bem intencionados. Da Federação Espírita, cujo trabalho
respeitamos profundamente, nem tentamos nos aproximar. Talvez o façamos no
futuro.
Em nossas
publicações iniciais mantivemos como já frisamos a teoria septenária. Lentamente
fomos procurando demonstrar que a apometria está no Pentateuco Espírita e que o
periespírito contém os sete corpos e os chakras, porém com a roupagem da
filosofia kardecista.
Acreditamos ter
chegado o momento, tanto psicológico quanto de nossas pesquisas, de comprovar
que a apometria é apenas um método de trabalho e que não mais devemos usar a
doutrina septenária teosófica e oriental.
A seguir
exporemos três capítulos versando sobre hinduísmo e budismo, periespírito e
chakras. Finalmente, nas conclusões esclareceremos como substituir a doutrina
septenária com linguagem espírita.
Nós,
na Casa de João Pedro, temos grande respeito por essas doutrinas orientais, pois,
há milênios, alcançaram enorme desenvolvimento espiritual, bastando relembrar
os Vedas e a Tripitaka, sem mencionar a enorme literatura delas decorrente,
originando várias escolas religiosas, algumas bastante distanciadas dos
princípios originais.
A
apometria, apenas um método de trabalho, permite o desdobramento espiritual,
possibilitando a incorporação e manifestação do espírito do paciente, além do
exercício da atividade mediúnica normal.
Como não encontraram em Kardec, aparentemente,
explicação para isso, adotaram a doutrina dos corpos e chakras de antigas
religiões e explicitadas no hinduísmo e budismo. Também mestres ocidentais, a partir do século
XIX, estudaram os vários desdobramentos do espírito.
Para nós, na Casa de João Pedro, desde o início,
buscamos encontrá-la, em Kardec, pois entendemos que métodos de trabalho
poderão surgir, mas certamente devem estar previstos na obra do Mestre.
Além disso, as doutrinas orientais não
aceitam as manifestações espíritas, o mesmo ocorrendo com a Teosofia.
O Hinduísmo aceita que, ao desencarnar, o
homem deve perder os corpos físico, etéreo, astral e mental inferior. Somente
então passa para os planos onde, de acordo com sua evolução, aguardará a
próxima reencarnação. Quando o fizer, não lembrará vidas anteriores por que
isso dependeria do mental inferior que será renovado. O desencarnado pode
conservar, por longo tempo, o corpo astral, reproduzindo então o mundo em que
vivia. Nessa região, mora a escória da
vida humana desencarnada. Nos planos mais baixos do astral manifestam-se as
atividades conhecidas com os nomes de clariaudiência, clarividência, telepatia,
psicometria, etc. Em outros planos astrais inferiores encontram-se formas de
“espíritos fantasmas” e outras aparições de almas desencarnadas, às vezes
percebidas por homens e animais.
Deixando de lado as fraudes, existem duas
espécies de comunicação entre encarnados e desencarnados, a superior (adeptos)
e a inferior, casos em que as almas desencarnadas, de uma ordem baixa, que
ainda estão presas à terra, manifestam sua presença a pessoas que ainda vivem
na carne. Também casos de animação de cascões astrais.
Ao desencarnar, o homem deve perder, como
vimos, o quaternário inferior. Mas ao perder o astral-mental (kâma-Manas) ou
alma, esta, abandonada pelo Jivâtmam (tríade superior-espírito verdadeiro),
passa a constituir o “cascão astral”, que é um cadáver de matéria kamásica,
muito semelhante ao cadáver físico, pois continua com a forma do homem que o
habitou. Ao contrário do físico, que logo se desagrega esse cascão, mesmo
depois de abandonado, continua por algum tempo flutuando ao sabor das correntes
astrais, demonstrando certa capacidade de vida elemental, decorrente da Efusão
do Segundo Logos que impregnou suas partículas desde o início dos mundos. É uma
espécie de vida celular, muito semelhante à vida da célula física, mas pode
sobreviver muito mais tempo que aquela, por ser dotada de energia mais refinada
e sutil, conservando certa capacidade de sentir. Com o tempo ele se desfaz em
seus átomos. Todavia, enquanto isso não ocorre, pode vir a ocupar o corpo de um
médium, em sessões espíritas, fazendo-se passar pelo morto. Pode ser ocupado
por elementais ou outros seres astrais. Pode também ser usado por um Mago Negro
para atingir seus objetivos.
A prática da evocação de almas do plano
astral é uma cara perversão dos processos da Natureza e não pode dar resultados
satisfatórios.
No espiritismo chamado kardecista são
Kamas-Rupas (formas-pensamento) ou almas de pessoas fisicamente mortas que,
trazendo seu próprio Jivâtmam (espírito) ainda preso ao corpo astral, tomam o
lugar da alma do médium, servindo-se então do Sthula-uphâdhi deste par
comunicar-se com o mundo em que vivemos fisicamente.
Na Umbanda, não são as almas humanas que
tomam o lugar do Suckshûma- Upâdhi do “cavalo”. Trata-se de Seres de evolução
diferente da humana e que não estão fisicamente mortos, embora não possuam
corpo físico. Tais Seres, os Kama-Rajas, também relacionados com os sete raios
Fóhat e os sete Tattwas, tem ligação com as forças cósmicas universais atuantes
no Homem e em todos os seres que evoluem em nosso sistema solar. Atuam, no
“cavalo” como caboclos e pretos velhos. Médium de umbanda só excepcionalmente
recebe um desencarnado humano.
Todavia os instrutores e Gurus advertem
sempre o discípulo de que, no plano astral não se deve jamais procurar os
Mestres por que estes não poderão ser ali encontrados, e sim em planos mais
elevados.
O exercício de yogas que nos levem ao
mundo astral é o único meio ao alcance do homem para a compreensão de que a
morte e a conseqüente passagem para o mundo astral é sim “mudança de estado”.
Se o estudante de yoga habituar-se a
penetrar no mundo astral, verificará por si mesmo que é possível o contato com
pessoas fisicamente mortas, sem necessidade de recorrer-se a sessões espíritas,
nem sempre agradáveis. Essa prática tem a vantagem de não prejudicar a vida do
ente querido no astral, pois fazê-lo ocupar um corpo que não é seu e trazê-lo a
co-participar das míseras condições da vida terrena, embora fugazmente
represente para ele sofrimentos atrozes, além de atrasar a sua evolução.
Seres artificiais, chamados elementares,
poderão ser criados por Adeptos ou Magos negros.
Nota: Os “corpos” não podem manifestar-se em um médium como ocorre na apometria.
No Budismo devemos
distinguir duas escolas principais: Hinnaiana (Budismo do Sul) e Mahaiana
(Budismo do Norte), fusão do budismo do sul, com influência da religião Bom e
do tantrismo hindu.
Hinnahiana (o Pequeno Sendeiro) - Não tem
chefe, não adota o tantrismo, não adora os Diana-Budas nem o Buda primordial e
tem uma crença limitada em devas e demônios. O único Bodisatva, em seus
templos, é o Maitréia. Ensina a yoga, pouco praticada.
Mahaianna (o Grande Sendeiro) - Apresenta
hierarquia sacerdotal organizada, sendo o Dalai Lama o chefe temporal e o
Tashi- Lama o chefe espiritual. Um ritual bem definido, doutrina extensa das
manifestações divinas, crença num Buda Primordial, insistência quanto à yoga,
sua filosofia e espiritualidade requintadas aproximam-se da Igreja Católica
atual.
Os Grandes Lamas usam em suas jornadas ou
quando executam alguma cerimônia fora do templo, a cruz, a mitra, a dalmática e
o pluvial; o serviço com coro a duas vozes; a salmódia, os exorcismos; o
incensório, suspenso em cinco cadeias; as bênçãos, dadas pelos lamas,
estendendo a mão direita sobre a cabeça dos fiéis; o rosário, o celibato
eclesiástico, o retiro espiritual, a veneração dos santos, as procissões, as
litanias e água benta. Parece o Catolicismo.
Para todos os budistas a pessoa não
existe. Na origem se localiza uma potencialidade inconsciente (avidya) e na
nebulosidade desta vida indefinida, as tendências à formação, à organização
(Samskharas) produzem agregados informes. Desses materiais nascem os organismos
dotados de sensibilidade, irritabilidade (vijñana). Estes desenvolvem a
consciência individual da unidade daquilo que não é este “Eu” e faz viver o
organismo enquanto personalidade. (nama-rupa).
Sustenta o budismo que o espírito,
enquanto realidade última, não se trata de nenhuma consciência individualizada,
mas de todas, em geral evidenciando assim que falar em “imortalidade pessoal” é
apenas sustentar diferenciação, neste caso de “personas”, numa escala mais
refinada.
No Bardo-Thödol, faz-se distinção entre
“consciência”, que se refere à intelecção pura e supra terrestre e a
inteligência que é apenas a intelecção do fenomênico. “Cognoscente” é o agente
da consciência.
Buda nunca tentou esclarecer se Deus
existe. Já o budismo Mahaianna aceita o Buda Primordial.
Ao desencarnar, os budistas entram na
“correnteza da vida”, isto é, no Bardo (estado intermediário), onde permanece
apenas o Cognoscente com um corpo muito sutil, o qual ao fim de algum tempo,
após passar inúmeras provas, geralmente após 49 dias, reencarna, de acordo com
seu carma, em um desses domínios: inferno, fantasmas famintos, animais, humano,
semi-deuses e deuses. Essas são as reencarnações comuns.
O budismo prega que o conceito de um “eu”
ou “ego sólido” ou permanente não existe de fato, pelo contrário, é uma idéia
que superpomos a nossas experiências que são basicamente descontínuas e
transitórias. Por mais que possamos tentar negar a verdade (que não existe o
Eu) e por mais que procuremos insistir no que não é verdade (que existe um Eu)
jamais vamos conseguir isso.
O corpo do Bardo (astral) é da mesma
substância materializada nas sessões espíritas ou de necromancia. (corpo astral
da Teosofia).
Ao desencarnar a pessoa pode permanecer
com o corpo astral, às vezes por períodos prolongados, habitando o Bardo. Todos
os que aí permanecem (espíritos, pretas, demônios, seres humanos defuntos), se
habituam e retardam sua evolução normal. Quando um espírito é invocado, como em
muitas sessões espíritas, pelo contato com o mundo e a crença tradicional anímica
prevalente quanto à vida de além túmulo, o espírito crê possível um progresso
no Bardo, e não faz nenhum esforço para sair dele. O espírito assim evocado
descreve o Bardo (que é antes de tudo, um reino de ilusão) no qual se encontra
de modo mais ou menos conforme ao que supunha que deveria ser o pós morte,
quando tinha um corpo de carne. Assim como muitas vezes em sonhos as
experiências da vigília, o habitante do Bardo repete em alucinações cármicas o
conteúdo de sua consciência do mundo humano. É muito raro que um espírito
invocado tenha alguma filosofia racional para oferecer quanto ao lugar em que
se encontra. Acabar-se-á recaindo num gérmen, acabando o carma que o
impulsionou ao estado de Bardo.
Em geral o renascimento nos seis domínios
ocorre como resultado da força cega do carma e tem como saldo uma compulsão
incontrolável de readquirir o território do ego. No entanto algumas pessoas
chegaram a um estado de percepção adiantado utilizando práticas espirituais. A
evolução da compaixão conduz naturalmente a uma aspiração de ajudar os seres
sencientes. Encurralados no ciclo de nascimento e morte. Os seguidores do
budismo Mahaianna procedem de acordo com essa aspiração fazendo o voto de
bodbisattva, que consiste em continuar renascendo no samsara até todos os seres
sencientes atingirem a iluminação. Entre os bodbisattvas mais esclarecidos esse
voto leva ao renascimento continuado nos seis domínios até muito tempo depois
de cessar a compulsão de renascer. O Buda Sakyamuni antes da iluminação, estava
nesse nível de boodbisattva. Aí se tornou Buda. Segundo a escola Mahaianna
existem muitos deles, alguns budistas outros não, renascendo sempre, muitos
deles reconhecidos e identificados. Na Índia, por exemplo, os grandes santos
tântricos (Siddhas) são reencarnações desse tipo. Na tradição tibetana muitos
são os assim renascidos inclusive o Dalai Lama.
Aplicada aos mestres tibetanos a palavra
tulku (ser físico completamente realizado), não precisa ser tomada ao
pé-da-letra. Para começar, por mais elevado que seja o esclarecimento dos
tulkus, eles são considerados bodbsattvas ainda estão percorrendo o caminho que
leva a iluminação completa e plena dos budas. Além disso, a tradição tibetana
reconhece vários níveis de tulkus. Entende-se que só poucos da categoria mais
elevada de todas são iluminados, mas mesmo para eles a iluminação cósmica dos
budas ainda não está ao alcance.
Bibliografia
1-Miranda, Caio - A libertação
pelo Yoga - Livraria Freitas Bastos S.A. 3º ED. - 1963.
2-Yogue Ramacharaca - A vida
depois da morte - Editora Pensamento –1991.
3 – A sabedoria dos Vedas –
Chatterji, Jagadish Chandra – Ed. Pensamento - 1973.
4 – O Bagavavad- Gìtã- Como Ele
ë- Sua Divina Graça ªC. Bhaktivedanta Swami Prabhupãda- Fundação
Bhaktivedanta - 1986
5- Lama Samdup, Kazi Dawa - O
livro dos mortos Tibetano (Bardo Thödol) - Hemus- 1983.
6- David- Neel, Alexandra- O
Budismo de Buda- Ibrasa- 1977.
7- Bercholz, Samuel, Kohn,
Sherab Chödzin – O Pequeno Bbuda- Editora Siciliano- 1993.
Periespírito
Relação dos Corpos com o Periespírito
Como kardecistas convictos, quando
adotamos a apometria, apenas um método de trabalho, buscamos encontrar em suas
obras explicações para as aparentes contradições com os chamados sete corpos e
com os chakras, termos adotados pelo Dr. Lacerda, embora empregados com
conotação diversa daquela das doutrinas orientais.
Desde o início, na Casa de João Pedro,
procedemos a estudos que levaram à publicação de “Allan Kardec e a apometria” e
“Periespírito”, onde entendemos ter demonstrado que a apometria estava prevista
e a necessidade de maior estudo do periespírito, pelas respostas dadas a
perguntas pertinentes ao assunto. Vamos relatar esses estudos, iniciando pelo
“Livro dos Espíritos” (1), concatenando uma série de respostas e as conclusões
a que chegamos. Para melhor entendimento do tema, vamos inicialmente expor as
perguntas e respostas da referida obra.
2-Sérgio,
Luiz- Ensina-me a falar de amor – Livraria e Editora Recanto- Brasília- 2001-
Pg.88
3-
Kardec, Allan- O Livro dos Médiuns – FEB-- 1992
Chakras
Lendo o que nosso
grupo escreveu sobre chakras (1), torna-se evidente que difere muito da
literatura produzida pelas religiões orientais, onde preponderam obras que,
além de enunciar alguns princípios corretos, estão eivadas de simbolismo e
magismo, o que não surpreende por que era a única maneira de explicar
determinados acontecimentos, além de justificar crenças próprias daquelas
épocas. Assim, neles, vamos encontrar relação com os quatro elementos, com o
éter, com os deuses, com animais, mandalas, fogo serpentino e etc. Muitas vezes
essas referências são simbólicas. Os autores ocidentais (teosofistas e
budistas), no entanto, praticamente abandonaram o misticismo, passando a
aceitar e discutir os chakras como centros de força energética, controladores
das trocas entre os diferentes “corpos”. Na rede de nadis, sendo três
fundamentais: o mediano (interior da coluna vertebral), um a direita e outro a
esquerda, enrolados no canal central, originando o caduceu, tornado símbolo da
medicina, pelos gregos. “O livro dos mortos tibetano” (Bardo Thodol”.) (2). Para estudar o assunto a fundo é aconselhável
ler “A Doutrina Secreta” (3).
Para entender a
mudança efetuada por autores ocidentais, basta ler “Mãos de Luz”, “Cura
Espiritual e Imortalidade” (5) e “Os chakras e os campos de energia humanos
(6)”. Até mesmo em “Os Chakras (7), de Leadbeater, já existiam adaptações para
os ocidentais”.
Inegável é a
contribuição das doutrinas orientais ao estudo do que Kardec denomina
periespírito, uma vez afastados o misticismo e magia, aliás próprios da época.
Certamente pelas explicações que foram dadas no capítulo das doutrinas
orientais e considerando a insistência de Kardec para o estudo do periespírito
como meio de obter respostas para questões que lhe dizem respeito, é de crer
que é possível aceitar a existência de centros de força como os acima
descritos,O que é aceito por André Luiz.
Bibliografia
1- Hervé, Ivan e colaboradores. - Guia para o curso de Formação de
Médiuns- 2004.
2 – Samdup, Kazi Dawa – O livro
dos mortos tibetano-Hemus Editora – 1983.
3 – Blavatsky, H. P. – A Doutrina Secreta – Ed., Pensamento –
Vol. 4º - 1938.
4 – Brenann, Bárbara Ann – Mãos
de Luz – Ed. Pensamento - 1987.
5 – Drouot, Patrick – Cura
Espiritual e Imortalidade – Ed. Nova Era - 1996.
6 – Karagula, Shafica e Kunz,
Dora van Gelder – Os chakras e os campos de força de energias humanos – Ed.
Pensamento - 1999
7 – Leadbeater, C.W. – Os
Chakras – Ed. Pensamento - 1990.
Conclusões
Os capítulos precedentes comprovam a impossibilidade de
aceitarmos, como espíritas, corpos e chakras pois os mesmos possuem, há
milênios, conotação precisa e incapaz de adaptar-se ao espiritismo. Daí por
que, ao concluirmos propomos nova linguagem para expressarem as alterações que
ocorrem até a formação do periespírito humano.
Concluindo, na Casa de João Pedro, adotamos os seguintes
princípios:
1- Aceitamos
e praticamos a doutrina de Allan Kardec.
2- A
apometria, um método de trabalho, é empregada, mas não usaremos mais qualquer
conotação oriental, pois, além do erro filosófico, permite supor afastamento da
doutrina espírita.
3- Durante
o nosso trabalho recebemos qualquer espírito que compareça, doutrinando alguns
ou aceitando a colaboração de outros.
4- Quando
necessário, através de saltos quânticos, vamos a vidas passadas, sem conotação
com TVP.
5- Nosso
trabalho é puramente mental.
6- Entendemos
que nossas ações não contrariam a filosofia espírita, pois nada encontramos, na
obra de Kardec, que impeça o que praticamos.
7- No
livro “Ensina-me a falar de amor,na pagina 88, o quadro exposto demonstra claramente
o que lemos no capitulo do periespírito”. As essências divinas evoluem até
formar o periespírito completo do homem e a essência divina é o Espírito que,
encarnado tem os corpos físico e etérico. Ao desencarnar mantém o modelador
biológico (corpo astral) e demais componentes energéticos formados durante a
evolução, como referido no quadro citado. Vivem no espaço como descrito nas
obras de Francisco Xavier e outros, até a próxima reencarnação,caso isso
aconteça. Naturalmente, encarnado ou não, o espírito mantém essas formações
energéticas, pois somente assim poderá comunicar-se conosco, permitindo a
pratica do espiritismo. O corpo astral desaparecerá somente quando deixarmos de
reencarnar As demais condensações energéticas, ainda matéria quintessenciada,
devem desaparecer com a evolução, segundo pensamos. Vejam como budistas e
hinduístas pensam de modo muito diferente.
Por outro lado, para controlar as trocas e a união das
diferentes energias devem existir centros de força, varias vezes mencionados por
André Luiz, Constituídos de energias de diferentes comprimentos de onda, de
acordo com as necessidades, mas sem os penduricalhos e magismo dos
chakras.
Portanto a essência divina vai se desenvolvendo, auxiliada
(fazendas no espaço) ou por si mesma (Individuação), crescendo sempre até o
periespírito completo e a essência tornada espírito. Mas no periespírito estão
contidas todas as energias (matéria) que permitem a comunicação com a matéria.
Recordem que ele necessita intermediário para agir sobre a matéria (fluido
vital,sensibilidade, energias mentais, consciência , intuição e moral).
Daqui em diante a nossa linguagem será simplificada. Os
chakras serão centros de força, aliás descritos por André Luiz (1), com
respectivas funções em “Entre a Terra e o Céu”,com as seguintes
denominações:coronário, cerebral, laríngeo, cardíaco, esplênico, gástrico e
genésico. Ler, na referida obra, como agem.
O trabalho apométrico nas condensações energéticas e centros
de força, é totalmente diverso do papel que desempenham nas doutrinas
orientais. Obedecendo nossas técnicas de trabalho, entendemos que as
manifestações de espíritos, encarnados ou não, no presente ou no passado,
ligados a uma corrente religiosa. ou não,decorrem da presença de um espírito,
bastando portanto escrever que o médium está apossado pelo paciente ou outra
entidade qualquer, descrevendo o quadro que se apresenta e tomando as
providencias necessárias.
Cremos que nosso trabalho ficará simplificado e mais fácil
compreender as técnicas que aplicamos.
Bibliografia
1-Xavier,Francisco Candido-
Entre a Terra e o Céu- FEB- 1954
Recomendamos ler:
1-Xavier, Francisco Candido-
Evolução em Dois Mundos- FEB- 1959
2- “““ “- Ação e Reação- FEB-1957”.
3- “““ “-A Caminho da Luz- 1939”.
Nota: Em “Evolução em Dois
Mundos”, Na pagina 175, está explicitado que, no futuro, quando atingirem
noções preciosas sobre regressão de memória e exteriorização de sensibilidade,
os pesquisadores atingirão a exteriorização dos centros vitais.
Escrito em 1959. Eis a apometria
ai anunciada, antecipando a “descoberta” do Lacerda.
Portanto, do ponto de vista
humano, o mérito é do Dr. José Lacerda de Azevedo.
Agradeço a preciosa colaboração
do Dr. Francisco Bernd na pesquisa bibliográfica.
Na “Nota Oficial” acima, explicamos por que não devemos usar
a linguagem septenária, empregada a milênios pelas doutrinas orientais, na
prática apométrica.
Para fundamentar nossa mudança de linguagem, vamos baseá-la
no livro “Evolução em dois Mundos” (1), Onde encontramos: “PLASMA DIVINO-- O
fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo
Sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e
seres, como peixes no oceano” Eis a formação da matéria.
Mais adiante: “A imensa fornalha atômica estava habilitada a
receber as sementes da vida e, sob o impulso dos Gênios Construtores, que
operavam no orbe nascituro, vemos o seio da Terra recoberto de mares mornos,
invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem
primitiva. Dessa geléia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras
manifestações.” --- Eis o início da formação do Espírito.
Mais a frente: “Todos os órgãos do corpo espiritual e,
conseqüentemente do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão,
atendendo-se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e
exteriorização no meio terrestre. É assim que o tato nasceu no princípio
inteligente, na sua passagem pelas células nucleares em seus impulsos
amebóides; que a visão principiou pela sensibilidade do plasma nos flagelados
monocelulares expostos ao clarão solar; que o olfato começou nos animais
aquáticos de expressão mais simples, por excitações do ambiente em que
evolviam; que o gosto surgiu nas plantas muitas delas armadas de pêlos viscosos
destilando sucos digestivos, e que as primeiras sensações de sexo apareceram
com algas marinhas providas não só de células masculinas e femininas que nadam,
atraídas umas para as outras, mas também de um esboço de epiderme sensível, que
podemos definir como região secundária de simpatias genésicas.” – Eis o desenvolvimento
conjunto da vida.- matéria e espírito. É de recordar que no “Livro dos
Espíritos” está escrito que o Espírito nasce simples e ignorante. Recordemos
que o espírito, para agir sobre a matéria, necessita do fluido vital, originado
também do plasma divino.
Confirmando o acima expresso: “Nas épocas remotas, Os
Semeadores Divinos guiavam a elaboração das formas, traçando diretrizes ao
mundo celular, em favor do princípio inteligente, então conduzido ante a
sociedade espiritual como a criança irresponsável ante a sociedade humana;
todavia a medida que se lhe alteia o conhecimento, passa a responsabilizar-se
por si mesmo, pavimentando o caminho que o investirá na posse da Herança
Celestial no regaço da Consciência Cósmica.”—Assim chegamos ao Homem físico e
Espírito. Iniciado nos hominídeos e completo no Homo sapiens sapiens. Daqui
iremos para a angelitude.
No homem atual o periespírito está completo e,
conseqüentemente, o corpo físico também. Portanto, os centros de força,
correspondentes aos chakras, mas com funções e atribuições muito diferentes,
estão em plena ação. Em “Entre o Céu e a Terra” (2) encontramos a seguinte
descrição: “Como não desconhecem, o nosso corpo de matéria rarefeita está
intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações
dos plexos e que, vibrando em sintonia uma com os outros, ao influxo do poder
diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células
elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletro-magnético, no qual o
pensamento vibra em circuito fechado. Nossa posição mental determina o peso
específico do nosso envoltório espiritual e, conseqüentemente, o “habitat” que
lhe compete. Mero problema de padrão vibratório.” –Portanto assim funcionam os
centros de força, de acordo com a Terceira Revelação e, portanto, como centros
eletromagnéticas podem ser reajustados rapidamente através de impulsos e da
concentração do grupo. Quanto a denominação, na nossa literatura, são chamados,
genésico, gástrico, esplênico,cardíaco. laríngeo,cerebral e coronário.
Ainda na “Evolução em dois Mundos”: “A recordação dessa ou
daquela falta grave, mormente daquelas que jazem recalcadas no espírito, sem o
desabafo e a corrigenda funcionem por válvulas de alivio ás chagas ocultas do
arrependimento, cria na mente um estado anômalo que podemos classificar de
“zona de remorso”,em torno da qual a onda viva e continua do pensamento passa a
enovelar-se em circuito fechado sobre si mesmo, com reflexo permanente na parte
do veículo fisiopsicossomático ligada à lembrança das pessoas e circunstâncias
associadas ao erro de nossa autoria.” Estabelecida a idéia fixa sobre esse
“nódulo de forças mentais desequilibradas”, é indispensável que acontecimentos
reparadores se nos contraponham ao modo enfermiço de ser, para que nos sintamos
exonerados desse ou daquele fardo intimo, ou exatamente redimidos perante a
Lei. Essas em quitações de energias profundas, no imo de nossa alma,
expressando as chamadas “dívidas cármicas” por se filiarem a causas infelizes
que nós mesmos plasmamos na senda do destino, são perfeitamente transferíveis
de uma existência para outra. Isso por que se nos comprometemos diante da Lei
Divina em qualquer idade de nossa vida responsável, é lógico venhamos a
resgatar nossas obrigações em qualquer tempo, dentro das mesmas circunstâncias
nas quais patrocinamos a ofensa em prejuízo dos outros. É assim que o remorso
provoca distonias diversas em nossas forças recônditas, desarticulando as
sinergias do corpo espiritual, criando predisposições mórbidas para essa ou aquela
enfermidade, entendendo-se, ainda, que essas desarmonias são, algumas vezes,
singularmente agravadas por assédio vindicativo dos seres a quem ferimos,
quando imanizados a nós em processos de obsessão. Todavia, ainda mesmo quando
sejamos perdoados pelas vitimas de nossa insânia, detemos conosco os resíduos
mentais da nossa culpa, qual depósito de lodo no fundo de uma calma piscina, e
que, um dia virão a tona de nossa existência, para a necessária expunção, à
medida que se nos acentue o devotamento
à higiene moral.—Aqui fica claro que,um dia nossos pecados nos encontrarão,
não importa quando isso vai acontecer.
Assim em “Antes de Adão” decorreram muitos milhares de anos. Portanto, quando
um espírito se manifesta, no presente ou no passado, está investido da
personalidade daquele instante, daí ser possível a doutrinação dele e dos que o
rodeiam, inclusive nos bolsões do passado.
No “Livro dos Médiuns” (3), no item 282, “Questões sobre as
evocações”, entre as trinta e cinco perguntas e respostas, destacamos:”22º :
Para se manifestarem, têm sempre os Espíritos necessidade de ser evocados? Não;
muito freqüentemente, eles se apresentam sem serem chamados, o que prova que
eles vem de boa vontade”. 29 º : Poderia
o mesmo Espírito comunicar-se, simultaneamente, durante uma sessão, por dois
médiuns diferentes? “Tão facilmente quanto, entre vós, os que ditam varias
cartas ao mesmo tempo”.O item deve ser lido por inteiro, pois demonstra
claramente que não são corpos que se manifestam mas sim o próprio espírito. Aliás,
confirma o que lemos no parágrafo anterior.
Bibliografia
1- Xavier,Francisco Candido e Vieira
,Valdo- Evolução em dois Mundos – FEB- 1959.
2- Xavier, Francisco Candido- Entre a
Terra e o Céu – FEB- 1954
3- London, Jack – Antes de Adão – L.PM
Editores – P. Alegre - 1985
4- Kardec, Allan- Livro dos Médiuns- FEB-
1944
Este
documento foi elaborado por Ivan Vianna Hervé, Presidente da Casa de João Pedro
em 14.08.2004
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Apometria é um processo de desdobramento, com
a separação do corpo astral ou mental do corpo físico pela atuação
da força (da vontade direcionada com amor) usando a energia gerada no
corpo e, em especial, na mente. Conhecida e estudada, a técnica pode
ser empregada para tratar portadores de doenças genéticas, de difícil
resposta à terapêutica médica ou consideradas incuráveis.
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