Página em permanente construção*

Para realizar grandes sonhos necessitamos[[[ Grandes sonhos! [Hans Seyle]

Aperfeiçoando-nos construímos 1 ümelhor

CASA DE JOÃO PEDRO

                         

 

     Nota oficial da Casa de João Pedro.

 

A apometria foi desenvolvida pelo Dr. Lacerda no Hospital Espírita de Porto Alegre, onde mantinha um grupo kardecista. De início, foi bem aceito, posteriormente foi expulso de lá pela Federação Espírita do Rio Grande do Sul sob a alegação de praticar atos não aceitos pela doutrina de Kardec.

      Quando fui trabalhar com o Lacerda, então saindo do Hospital, não mais era possível qualquer acordo, pois infelizmente as mágoas mútuas eram muitas, embora todos os participantes se dissessem espíritas. Dou aqui meu testemunho que Lacerda continuou kardecista até desencarnar, o que é confirmado pela leitura de seus dois livros.

      Infelizmente, a prática da apometria tornava obrigatório explicar certos fatos, entre os quais o agora chamado “desdobramento do paciente” e outros permitidos pela prática da mesma. A solução encontrada foi buscar na Teosofia e nas doutrinas orientais, a teoria septenária, daí advindo os sete corpos e os chakras. No entanto é de se notar que a aplicação deles, por Lacerda, discorda totalmente da teoria oriental, como veremos no capítulo I. Pode alguém perguntar por que não foi buscada uma explicação em Kardec. Naquela época, dado o ambiente existente, provocaria maiores ressentimentos.

      Infelizmente, os apometras, em sua maioria, buscando divulgar o método, passaram a usá-lo sem a doutrina espírita, provocando as mais variadas associações, muitas delas extremamente infelizes.

      Pessoalmente, permaneci sempre kardecista, maravilhosa doutrina ética, filosófica e científica. Apenas acrescentei um novo método de trabalho, além de assumir comigo mesmo, a tarefa de, em época oportuna, provar que os espíritas podem empregar a apometria.

      Por isso, desde a fundação da Casa de João Pedro sempre foi afirmada a doutrina kardecista, com modificações na maneira de trabalhar, mas mantendo integralmente os princípios da mesma. Nunca deixamos de procurar no Pentateuco espírita o embasamento da apometria.

      Em nossas publicações iniciais, mantivemos a doutrina septenária por razões óbvias, mas nossos companheiros sabiam de nossas pretensões futuras.

      Ainda na época do Lacerda tentamos aproximação com a Sociedade Brasileira de Apometria, pensando em buscarmos a união com a Federação Espírita. Quando vimos ser isto impossível, dela nos afastamos, embora reconhecendo que muitos de seus dirigentes são bem intencionados. Da Federação Espírita, cujo trabalho respeitamos profundamente, nem tentamos nos aproximar. Talvez o façamos no futuro.

      Em nossas publicações iniciais mantivemos como já frisamos a teoria septenária. Lentamente fomos procurando demonstrar que a apometria está no Pentateuco Espírita e que o periespírito contém os sete corpos e os chakras, porém com a roupagem da filosofia kardecista.

      Acreditamos ter chegado o momento, tanto psicológico quanto de nossas pesquisas, de comprovar que a apometria é apenas um método de trabalho e que não mais devemos usar a doutrina septenária teosófica e oriental.

      A seguir exporemos três capítulos versando sobre hinduísmo e budismo, periespírito e chakras. Finalmente, nas conclusões esclareceremos como substituir a doutrina septenária com linguagem espírita.

                                             

Hinduísmo e Budismo

 

      Nós, na Casa de João Pedro, temos grande respeito por essas doutrinas orientais, pois, há milênios, alcançaram enorme desenvolvimento espiritual, bastando relembrar os Vedas e a Tripitaka, sem mencionar a enorme literatura delas decorrente, originando várias escolas religiosas, algumas bastante distanciadas dos princípios originais.

      A apometria, apenas um método de trabalho, permite o desdobramento espiritual, possibilitando a incorporação e manifestação do espírito do paciente, além do exercício da atividade mediúnica normal.

       Como não encontraram em Kardec, aparentemente, explicação para isso, adotaram a doutrina dos corpos e chakras de antigas religiões e explicitadas no hinduísmo e budismo.  Também mestres ocidentais, a partir do século XIX, estudaram os vários desdobramentos do espírito.

      Para nós, na Casa de João Pedro, desde o início, buscamos encontrá-la, em Kardec, pois entendemos que métodos de trabalho poderão surgir, mas certamente devem estar previstos na obra do Mestre.

      Além disso, as doutrinas orientais não aceitam as manifestações espíritas, o mesmo ocorrendo com a Teosofia.

      O Hinduísmo aceita que, ao desencarnar, o homem deve perder os corpos físico, etéreo, astral e mental inferior. Somente então passa para os planos onde, de acordo com sua evolução, aguardará a próxima reencarnação. Quando o fizer, não lembrará vidas anteriores por que isso dependeria do mental inferior que será renovado. O desencarnado pode conservar, por longo tempo, o corpo astral, reproduzindo então o mundo em que vivia.  Nessa região, mora a escória da vida humana desencarnada. Nos planos mais baixos do astral manifestam-se as atividades conhecidas com os nomes de clariaudiência, clarividência, telepatia, psicometria, etc. Em outros planos astrais inferiores encontram-se formas de “espíritos fantasmas” e outras aparições de almas desencarnadas, às vezes percebidas por homens e animais.

      Deixando de lado as fraudes, existem duas espécies de comunicação entre encarnados e desencarnados, a superior (adeptos) e a inferior, casos em que as almas desencarnadas, de uma ordem baixa, que ainda estão presas à terra, manifestam sua presença a pessoas que ainda vivem na carne. Também casos de animação de cascões astrais.

      Ao desencarnar, o homem deve perder, como vimos, o quaternário inferior. Mas ao perder o astral-mental (kâma-Manas) ou alma, esta, abandonada pelo Jivâtmam (tríade superior-espírito verdadeiro), passa a constituir o “cascão astral”, que é um cadáver de matéria kamásica, muito semelhante ao cadáver físico, pois continua com a forma do homem que o habitou. Ao contrário do físico, que logo se desagrega esse cascão, mesmo depois de abandonado, continua por algum tempo flutuando ao sabor das correntes astrais, demonstrando certa capacidade de vida elemental, decorrente da Efusão do Segundo Logos que impregnou suas partículas desde o início dos mundos. É uma espécie de vida celular, muito semelhante à vida da célula física, mas pode sobreviver muito mais tempo que aquela, por ser dotada de energia mais refinada e sutil, conservando certa capacidade de sentir. Com o tempo ele se desfaz em seus átomos. Todavia, enquanto isso não ocorre, pode vir a ocupar o corpo de um médium, em sessões espíritas, fazendo-se passar pelo morto. Pode ser ocupado por elementais ou outros seres astrais. Pode também ser usado por um Mago Negro para atingir seus objetivos.

      A prática da evocação de almas do plano astral é uma cara perversão dos processos da Natureza e não pode dar resultados satisfatórios.

      No espiritismo chamado kardecista são Kamas-Rupas (formas-pensamento) ou almas de pessoas fisicamente mortas que, trazendo seu próprio Jivâtmam (espírito) ainda preso ao corpo astral, tomam o lugar da alma do médium, servindo-se então do Sthula-uphâdhi deste par comunicar-se com o mundo em que vivemos fisicamente.

      Na Umbanda, não são as almas humanas que tomam o lugar do Suckshûma- Upâdhi do “cavalo”. Trata-se de Seres de evolução diferente da humana e que não estão fisicamente mortos, embora não possuam corpo físico. Tais Seres, os Kama-Rajas, também relacionados com os sete raios Fóhat e os sete Tattwas, tem ligação com as forças cósmicas universais atuantes no Homem e em todos os seres que evoluem em nosso sistema solar. Atuam, no “cavalo” como caboclos e pretos velhos. Médium de umbanda só excepcionalmente recebe um desencarnado humano.

      Todavia os instrutores e Gurus advertem sempre o discípulo de que, no plano astral não se deve jamais procurar os Mestres por que estes não poderão ser ali encontrados, e sim em planos mais elevados.

      O exercício de yogas que nos levem ao mundo astral é o único meio ao alcance do homem para a compreensão de que a morte e a conseqüente passagem para o mundo astral é sim “mudança de estado”.

      Se o estudante de yoga habituar-se a penetrar no mundo astral, verificará por si mesmo que é possível o contato com pessoas fisicamente mortas, sem necessidade de recorrer-se a sessões espíritas, nem sempre agradáveis. Essa prática tem a vantagem de não prejudicar a vida do ente querido no astral, pois fazê-lo ocupar um corpo que não é seu e trazê-lo a co-participar das míseras condições da vida terrena, embora fugazmente represente para ele sofrimentos atrozes, além de atrasar a sua evolução.

      Seres artificiais, chamados elementares, poderão ser criados por Adeptos ou Magos negros.

      Nota: Os “corpos” não podem manifestar-se em um médium como ocorre na apometria.

 

No Budismo devemos distinguir duas escolas principais: Hinnaiana (Budismo do Sul) e Mahaiana (Budismo do Norte), fusão do budismo do sul, com influência da religião Bom e do tantrismo hindu.

      Hinnahiana (o Pequeno Sendeiro) - Não tem chefe, não adota o tantrismo, não adora os Diana-Budas nem o Buda primordial e tem uma crença limitada em devas e demônios. O único Bodisatva, em seus templos, é o Maitréia. Ensina a yoga, pouco praticada.

      Mahaianna (o Grande Sendeiro) - Apresenta hierarquia sacerdotal organizada, sendo o Dalai Lama o chefe temporal e o Tashi- Lama o chefe espiritual. Um ritual bem definido, doutrina extensa das manifestações divinas, crença num Buda Primordial, insistência quanto à yoga, sua filosofia e espiritualidade requintadas aproximam-se da Igreja Católica atual.

      Os Grandes Lamas usam em suas jornadas ou quando executam alguma cerimônia fora do templo, a cruz, a mitra, a dalmática e o pluvial; o serviço com coro a duas vozes; a salmódia, os exorcismos; o incensório, suspenso em cinco cadeias; as bênçãos, dadas pelos lamas, estendendo a mão direita sobre a cabeça dos fiéis; o rosário, o celibato eclesiástico, o retiro espiritual, a veneração dos santos, as procissões, as litanias e água benta. Parece o Catolicismo.

      Para todos os budistas a pessoa não existe. Na origem se localiza uma potencialidade inconsciente (avidya) e na nebulosidade desta vida indefinida, as tendências à formação, à organização (Samskharas) produzem agregados informes. Desses materiais nascem os organismos dotados de sensibilidade, irritabilidade (vijñana). Estes desenvolvem a consciência individual da unidade daquilo que não é este “Eu” e faz viver o organismo enquanto personalidade. (nama-rupa).

      Sustenta o budismo que o espírito, enquanto realidade última, não se trata de nenhuma consciência individualizada, mas de todas, em geral evidenciando assim que falar em “imortalidade pessoal” é apenas sustentar diferenciação, neste caso de “personas”, numa escala mais refinada.       

      No Bardo-Thödol, faz-se distinção entre “consciência”, que se refere à intelecção pura e supra terrestre e a inteligência que é apenas a intelecção do fenomênico. “Cognoscente” é o agente da consciência.

      Buda nunca tentou esclarecer se Deus existe. Já o budismo Mahaianna aceita o Buda Primordial.

      Ao desencarnar, os budistas entram na “correnteza da vida”, isto é, no Bardo (estado intermediário), onde permanece apenas o Cognoscente com um corpo muito sutil, o qual ao fim de algum tempo, após passar inúmeras provas, geralmente após 49 dias, reencarna, de acordo com seu carma, em um desses domínios: inferno, fantasmas famintos, animais, humano, semi-deuses e deuses. Essas são as reencarnações comuns.

      O budismo prega que o conceito de um “eu” ou “ego sólido” ou permanente não existe de fato, pelo contrário, é uma idéia que superpomos a nossas experiências que são basicamente descontínuas e transitórias. Por mais que possamos tentar negar a verdade (que não existe o Eu) e por mais que procuremos insistir no que não é verdade (que existe um Eu) jamais vamos conseguir isso.

      O corpo do Bardo (astral) é da mesma substância materializada nas sessões espíritas ou de necromancia. (corpo astral da Teosofia).

      Ao desencarnar a pessoa pode permanecer com o corpo astral, às vezes por períodos prolongados, habitando o Bardo. Todos os que aí permanecem (espíritos, pretas, demônios, seres humanos defuntos), se habituam e retardam sua evolução normal. Quando um espírito é invocado, como em muitas sessões espíritas, pelo contato com o mundo e a crença tradicional anímica prevalente quanto à vida de além túmulo, o espírito crê possível um progresso no Bardo, e não faz nenhum esforço para sair dele. O espírito assim evocado descreve o Bardo (que é antes de tudo, um reino de ilusão) no qual se encontra de modo mais ou menos conforme ao que supunha que deveria ser o pós morte, quando tinha um corpo de carne. Assim como muitas vezes em sonhos as experiências da vigília, o habitante do Bardo repete em alucinações cármicas o conteúdo de sua consciência do mundo humano. É muito raro que um espírito invocado tenha alguma filosofia racional para oferecer quanto ao lugar em que se encontra. Acabar-se-á recaindo num gérmen, acabando o carma que o impulsionou ao estado de Bardo.

      Em geral o renascimento nos seis domínios ocorre como resultado da força cega do carma e tem como saldo uma compulsão incontrolável de readquirir o território do ego. No entanto algumas pessoas chegaram a um estado de percepção adiantado utilizando práticas espirituais. A evolução da compaixão conduz naturalmente a uma aspiração de ajudar os seres sencientes. Encurralados no ciclo de nascimento e morte. Os seguidores do budismo Mahaianna procedem de acordo com essa aspiração fazendo o voto de bodbisattva, que consiste em continuar renascendo no samsara até todos os seres sencientes atingirem a iluminação. Entre os bodbisattvas mais esclarecidos esse voto leva ao renascimento continuado nos seis domínios até muito tempo depois de cessar a compulsão de renascer. O Buda Sakyamuni antes da iluminação, estava nesse nível de boodbisattva. Aí se tornou Buda. Segundo a escola Mahaianna existem muitos deles, alguns budistas outros não, renascendo sempre, muitos deles reconhecidos e identificados. Na Índia, por exemplo, os grandes santos tântricos (Siddhas) são reencarnações desse tipo. Na tradição tibetana muitos são os assim renascidos inclusive o Dalai Lama.

      Aplicada aos mestres tibetanos a palavra tulku (ser físico completamente realizado), não precisa ser tomada ao pé-da-letra. Para começar, por mais elevado que seja o esclarecimento dos tulkus, eles são considerados bodbsattvas ainda estão percorrendo o caminho que leva a iluminação completa e plena dos budas. Além disso, a tradição tibetana reconhece vários níveis de tulkus. Entende-se que só poucos da categoria mais elevada de todas são iluminados, mas mesmo para eles a iluminação cósmica dos budas ainda não está ao alcance.

 

Bibliografia

1-Miranda, Caio - A libertação pelo Yoga - Livraria Freitas Bastos S.A. 3º ED. - 1963.

2-Yogue Ramacharaca - A vida depois da morte - Editora Pensamento –1991.

3 – A sabedoria dos Vedas – Chatterji, Jagadish Chandra – Ed. Pensamento - 1973.

4 – O Bagavavad- Gìtã- Como Ele ë- Sua Divina Graça ªC. Bhaktivedanta Swami Prabhupãda- Fundação Bhaktivedanta - 1986

5- Lama Samdup, Kazi Dawa - O livro dos mortos Tibetano (Bardo Thödol) - Hemus- 1983.

6- David- Neel, Alexandra- O Budismo de Buda- Ibrasa- 1977.

7- Bercholz, Samuel, Kohn, Sherab Chödzin – O Pequeno Bbuda- Editora Siciliano- 1993.

     

 

Periespírito

Relação dos Corpos com o Periespírito

Como kardecistas convictos, quando adotamos a apometria, apenas um método de trabalho, buscamos encontrar em suas obras explicações para as aparentes contradições com os chamados sete corpos e com os chakras, termos adotados pelo Dr. Lacerda, embora empregados com conotação diversa daquela das doutrinas orientais.

Desde o início, na Casa de João Pedro, procedemos a estudos que levaram à publicação de “Allan Kardec e a apometria” e “Periespírito”, onde entendemos ter demonstrado que a apometria estava prevista e a necessidade de maior estudo do periespírito, pelas respostas dadas a perguntas pertinentes ao assunto. Vamos relatar esses estudos, iniciando pelo “Livro dos Espíritos” (1), concatenando uma série de respostas e as conclusões a que chegamos. Para melhor entendimento do tema, vamos inicialmente expor as perguntas e respostas da referida obra.

Pergunta 22– Parágrafo a- Que definição podeis dar da matéria?

-A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo exerce sua ação.

Pergunta 23 – O que é o Espírito?                                                                    

 O principio inteligente do Universo.

No parágrafo a: Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.

Pergunta 25 – O Espírito independe da matéria ou é apenas uma propriedade desta, como as cores o são da luz e o som o é do ar?

 -São distintos uma do outro; mas a união do Espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria.

Pergunta 27 – Há então dois elementos gerais no Universo: a matéria e o Espírito?    

-Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, Espírito e a matéria. Constituem o princípio de tudo que existe, a trindade universal. Mas, ao material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria, e suscetível pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade de coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.

Pergunta 29 – A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria?

-Da matéria como a entendeis sim; não, porém, da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido vos é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio de vossa matéria pesada.

Pergunta 30 – A matéria é formada de um só ou de vários elementos?

-De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.

Pergunta 31- Donde se originam as diversas propriedades da matéria?

-São modificações que as moléculas elementares sofrem por efeito de sua união. Em certas circunstâncias.

Pergunta 31- A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades?

-Sim é isso que se deve entender, quando dizemos que tudo está em tudo.

Pergunta 44 – Donde vieram para a terra os seres vivos?

-A Terra lhes continha os germens, que aguardavam momento favorável para se desenvolverem. Os princípios orgânicos se congregaram desde que cessou a atuação da força que as mantinha afastadas, e formaram os germens de todos os seres vivos. Estes germens...        

Pergunta 47- A espécie humana se encontrava entre os elementos orgânicos contidos no globo terrestre?

-Sim, e veio a seu tempo. Foi o que deu lugar a que se dissesse que o homem se formou do limo da terra.

Pergunta 61 – Há diferença entre a matéria dos corpos orgânicos e dos inorgânicos?

-A matéria é sempre a mesma, porém nos corpos orgânicos está animalizada.

Pergunta 62 – Qual a causa da animalização da matéria?

-Sua união com o princípio vital.

Pergunta 63 – O princípio vital reside nalgum agente particular, ou é simplesmente uma propriedade da matéria organizada? Numa palavra é efeito ou causa?

-Uma e outra coisa. A vida é um efeito devido à ação de um agente sobre a matéria. Esse agente, sem a matéria, não é vida do mesmo modo que a matéria não pode viver sem esse agente, Ele dá a vida a todos os seres que o absorvem e assimilam.

Pergunta 64 – Vimos que o Espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital será um terceiro?

-É, sem dúvida, um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada. É para vós...

Pergunta 65 – O princípio vital reside em algum dos corpos que conhecemos?

-Ele tem por fonte o fluido universal. É...

Pergunta 66 – O princípio vital é um só para todos os seres orgânicos?

-Sim, modificado segundo as espécies. É ele que lhes dá movimento e atividade e os distingue da matéria inerte, porquanto o movimento da matéria não é a vida. Esse movimento ela o recebe, não o dá.

Pergunta 67 – A vitalidade é atributo permanente do agente vital ou se desenvolve tão só pelo funcionamento dos órgãos?

-Ela se desenvolve senão com o corpo. Não ...

Comentário: Após a morte, a vitalidade ainda persiste por certo tempo. Daí o transplante imediato.

Conclusões

Face às inúmeras dúvidas levantadas em nossos cursos, alegando muitos que Kardec não reconheceu a constituição septenária do ser humano, descrita por várias religiões, principalmente orientais, resolvemos esclarecer que ele entendeu que o estudo do periespírito, como foi aconselhado, explicaria cientificamente a formação do periespírito, sem a necessidade de apelar para o misticismo e princípios já ultrapassados. Demonstra que o periespírito é o elo de ligação entre Espírito e a matéria, informando ainda que o fluido vital é que o anima e permite a movimentação da matéria. O Espírito, proveniente do princípio inteligente universal exerce por meio do periespírito ação sobre ela, podendo moldá-la. Portanto, desde a ação do fluido vital tem início o movimento, mas somente o Espírito dá a vida. Onde isso começa não sabemos e a evolução é contínua.  Lembremos que na resposta à pergunta 540, no Livro dos Espíritos, está escrito: “... é assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo. Admirável lei de harmonia, que vosso acanhado espírito ainda não pode apreender em seu conjunto”.

Lendo o capítulo XI, do mesmo livro, sobre os três reinos, entende-se a continuidade entre eles existente, mantendo-se vivos quando desencarnados e sob cuidados especiais, possuindo certos animais, livre-arbítrio limitado. Certamente é fácil depreender que do ponto de vista material, a evolução é contínua e, do ponto de vista espiritual também deve sê-lo, destacando que somente o homem possui livre arbítrio amplo.(2)

Por outro lado, Kardec deixa bem claro que somente o fluido vital é que possibilita a ligação do Espírito com a matéria. Criada a vida, o Espírito poderá agir sobre a matéria, tornando obrigatório que todos os seres vivos armazenem no “periespírito” em formação todas as informações úteis para a evolução, pois elas são materiais (sons, pensamentos, ideais, etc.). Portanto, mesmo uma bactéria tem material contido no “periespírito” em formação. Evidentemente, no início esses seres não têm independência intelectual. Ao desencarnarem recebem atenção especial dos grupos de Espíritos puros que devem conduzir sua evolução até o surgimento de seres individualizados, tornando-se Espíritos individualizados. Antes de isso ocorrer, constituem a chamada alma grupal, dos esotéricos, mas a explicação de Kardec é mais coerente. Quanto maior as evoluções dos seres vão surgindo novos dotes, inclusive livre-arbítrio limitado em certos animais. Mas somente o homem goza de livre-arbítrio amplo e periespírito totalmente formado. Esta é a origem dos sete corpos, descritos por várias religiões, algumas até milenares.  O corpo etérico é o fluido vital que a impregna, vitaliza e permite a ação do Espírito. Permite sua animação e portanto, no ser humano, toma a forma do corpo que reveste.

A matéria estava pronta para receber a ação do Espírito, necessitando sempre de um intermediário. Assim, quando surgiram as algas verdes azuladas, provavelmente há 3,4 a 3,6 bilhões de anos, suas manifestações vitais resultaram da ação do Espírito, produzindo matéria diferenciada capaz de provocar a ação das algas (início do periespírito), no homem o modelador biológico, iniciado nas algas e mostrando, no homem, além do modelo, toda sua estrutura emocional.

Obedecendo ao plano divino, o Espírito continuou moldando o futuro periespírito, à medida que novos seres foram criados, surgindo então a inteligência primitiva ou instinto e no homem originou o ego.

Surge então, em alguns animais superiores e de forma bem nítida no homem, o pensamento abstrato, originando-se aí, o contato com o mundo astral e a libertação do mundo material. Lentamente surgem a moral, a intuição e a consciência. Finalmente estamos no atual estágio, sob ação direta do Espírito sobre o periespírito, formado de diferentes camadas energéticas, permitindo a ação do Espírito, de acordo com as necessidades do plano divino.

Esse Espírito assim formado evoluirá até a libertação da roda cármica, quando perderá o “corpo astral”.

 É de recordar que no “Livro dos Espíritos” na resposta à pergunta 540, é afirmado que a evolução é contínua desde o átomo primitivo até o arcanjo, que um dia também foi átomo.

Finalizando deve ser dito que respeitamos profundamente o trabalho realizado por várias religiões, mas queremos tornar claro que Kardec descreveu, com extrema precisão, a existência destas energias, sendo de relembrar que no “Livro dos Médiuns” (3) no item 74 diz: ”... o que chamais de periespírito, vos faculta a chave de todos os fenômenos espíritas de ordem material.”.

Bibliografia

1- Kardec, Allan- Livro dos Espíritos - FEB - 1992

2-Sérgio, Luiz- Ensina-me a falar de amor – Livraria e Editora Recanto- Brasília- 2001- Pg.88

3- Kardec, Allan- O Livro dos Médiuns – FEB-- 1992

 

 

 

Chakras

      Lendo o que nosso grupo escreveu sobre chakras (1), torna-se evidente que difere muito da literatura produzida pelas religiões orientais, onde preponderam obras que, além de enunciar alguns princípios corretos, estão eivadas de simbolismo e magismo, o que não surpreende por que era a única maneira de explicar determinados acontecimentos, além de justificar crenças próprias daquelas épocas. Assim, neles, vamos encontrar relação com os quatro elementos, com o éter, com os deuses, com animais, mandalas, fogo serpentino e etc. Muitas vezes essas referências são simbólicas. Os autores ocidentais (teosofistas e budistas), no entanto, praticamente abandonaram o misticismo, passando a aceitar e discutir os chakras como centros de força energética, controladores das trocas entre os diferentes “corpos”. Na rede de nadis, sendo três fundamentais: o mediano (interior da coluna vertebral), um a direita e outro a esquerda, enrolados no canal central, originando o caduceu, tornado símbolo da medicina, pelos gregos. “O livro dos mortos tibetano” (Bardo Thodol.) (2).  Para estudar o assunto a fundo é aconselhável ler “A Doutrina Secreta” (3).

      Para entender a mudança efetuada por autores ocidentais, basta ler “Mãos de Luz”, “Cura Espiritual e Imortalidade” (5) e “Os chakras e os campos de energia humanos (6)”. Até mesmo em “Os Chakras (7), de Leadbeater, já existiam adaptações para os ocidentais”.

      Inegável é a contribuição das doutrinas orientais ao estudo do que Kardec denomina periespírito, uma vez afastados o misticismo e magia, aliás próprios da época. Certamente pelas explicações que foram dadas no capítulo das doutrinas orientais e considerando a insistência de Kardec para o estudo do periespírito como meio de obter respostas para questões que lhe dizem respeito, é de crer que é possível aceitar a existência de centros de força como os acima descritos,O que é aceito por André Luiz.

 

Bibliografia

1-     Hervé, Ivan e colaboradores. - Guia para o curso de Formação de Médiuns- 2004.          

2 – Samdup, Kazi Dawa – O livro dos mortos tibetano-Hemus Editora – 1983.

3 – Blavatsky, H.  P. – A Doutrina Secreta – Ed., Pensamento – Vol. 4º - 1938.

4 – Brenann, Bárbara Ann – Mãos de Luz – Ed. Pensamento - 1987.

5 – Drouot, Patrick – Cura Espiritual e Imortalidade – Ed. Nova Era - 1996.

6 – Karagula, Shafica e Kunz, Dora van Gelder – Os chakras e os campos de força de energias humanos – Ed. Pensamento - 1999

7 – Leadbeater, C.W. – Os Chakras – Ed. Pensamento - 1990.

 

 

Conclusões

Os capítulos precedentes comprovam a impossibilidade de aceitarmos, como espíritas, corpos e chakras pois os mesmos possuem, há milênios, conotação precisa e incapaz de adaptar-se ao espiritismo. Daí por que, ao concluirmos propomos nova linguagem para expressarem as alterações que ocorrem até a formação do periespírito humano.

Concluindo, na Casa de João Pedro, adotamos os seguintes princípios:

1-       Aceitamos e praticamos a doutrina de Allan Kardec.

2-       A apometria, um método de trabalho, é empregada, mas não usaremos mais qualquer conotação oriental, pois, além do erro filosófico, permite supor afastamento da doutrina espírita.

3-       Durante o nosso trabalho recebemos qualquer espírito que compareça, doutrinando alguns ou aceitando a colaboração de outros.

4-       Quando necessário, através de saltos quânticos, vamos a vidas passadas, sem conotação com TVP.

5-       Nosso trabalho é puramente mental.

6-       Entendemos que nossas ações não contrariam a filosofia espírita, pois nada encontramos, na obra de Kardec, que impeça o que praticamos.

7-       No livro “Ensina-me a falar de amor,na pagina 88, o quadro exposto demonstra claramente o que lemos no capitulo do periespírito”. As essências divinas evoluem até formar o periespírito completo do homem e a essência divina é o Espírito que, encarnado tem os corpos físico e etérico. Ao desencarnar mantém o modelador biológico (corpo astral) e demais componentes energéticos formados durante a evolução, como referido no quadro citado. Vivem no espaço como descrito nas obras de Francisco Xavier e outros, até a próxima reencarnação,caso isso aconteça. Naturalmente, encarnado ou não, o espírito mantém essas formações energéticas, pois somente assim poderá comunicar-se conosco, permitindo a pratica do espiritismo. O corpo astral desaparecerá somente quando deixarmos de reencarnar As demais condensações energéticas, ainda matéria quintessenciada, devem desaparecer com a evolução, segundo pensamos. Vejam como budistas e hinduístas pensam de modo muito diferente.

Por outro lado, para controlar as trocas e a união das diferentes energias devem existir centros de força, varias vezes mencionados por André Luiz, Constituídos de energias de diferentes comprimentos de onda, de acordo com as necessidades, mas sem os penduricalhos e magismo dos chakras.  

Portanto a essência divina vai se desenvolvendo, auxiliada (fazendas no espaço) ou por si mesma (Individuação), crescendo sempre até o periespírito completo e a essência tornada espírito. Mas no periespírito estão contidas todas as energias (matéria) que permitem a comunicação com a matéria. Recordem que ele necessita intermediário para agir sobre a matéria (fluido vital,sensibilidade, energias mentais, consciência , intuição e moral).

Daqui em diante a nossa linguagem será simplificada. Os chakras serão centros de força, aliás descritos por André Luiz (1), com respectivas funções em “Entre a Terra e o Céu”,com as seguintes denominações:coronário, cerebral, laríngeo, cardíaco, esplênico, gástrico e genésico. Ler, na referida obra, como agem.

O trabalho apométrico nas condensações energéticas e centros de força, é totalmente diverso do papel que desempenham nas doutrinas orientais. Obedecendo nossas técnicas de trabalho, entendemos que as manifestações de espíritos, encarnados ou não, no presente ou no passado, ligados a uma corrente religiosa. ou não,decorrem da presença de um espírito, bastando portanto escrever que o médium está apossado pelo paciente ou outra entidade qualquer, descrevendo o quadro que se apresenta e tomando as providencias necessárias.

Cremos que nosso trabalho ficará simplificado e mais fácil compreender as técnicas que aplicamos.      

                                                           

                                                     Bibliografia

1-Xavier,Francisco Candido- Entre a Terra e o Céu- FEB- 1954

Recomendamos ler:

1-Xavier, Francisco Candido- Evolução em Dois Mundos- FEB- 1959

2- “““               “- Ação e Reação- FEB-1957”.

3- “““               “-A Caminho da Luz- 1939”.

Nota: Em “Evolução em Dois Mundos”, Na pagina 175, está explicitado que, no futuro, quando atingirem noções preciosas sobre regressão de memória e exteriorização de sensibilidade, os pesquisadores atingirão a exteriorização dos centros vitais.

Escrito em 1959. Eis a apometria ai anunciada, antecipando a “descoberta” do Lacerda.

Portanto, do ponto de vista humano, o mérito é do Dr. José Lacerda de Azevedo.

 

Agradeço a preciosa colaboração do Dr. Francisco Bernd na pesquisa bibliográfica.

 

   Linguagem Apométrica

Na “Nota Oficial” acima, explicamos por que não devemos usar a linguagem septenária, empregada a milênios pelas doutrinas orientais, na prática apométrica.

Para fundamentar nossa mudança de linguagem, vamos baseá-la no livro “Evolução em dois Mundos” (1), Onde encontramos: “PLASMA DIVINO-- O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo Sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano” Eis a formação da matéria.

Mais adiante: “A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e, sob o impulso dos Gênios Construtores, que operavam no orbe nascituro, vemos o seio da Terra recoberto de mares mornos, invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva. Dessa geléia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações.” --- Eis o início da formação do Espírito.

Mais a frente: “Todos os órgãos do corpo espiritual e, conseqüentemente do corpo físico foram, portanto, construídos com lentidão, atendendo-se à necessidade do campo mental em seu condicionamento e exteriorização no meio terrestre. É assim que o tato nasceu no princípio inteligente, na sua passagem pelas células nucleares em seus impulsos amebóides; que a visão principiou pela sensibilidade do plasma nos flagelados monocelulares expostos ao clarão solar; que o olfato começou nos animais aquáticos de expressão mais simples, por excitações do ambiente em que evolviam; que o gosto surgiu nas plantas muitas delas armadas de pêlos viscosos destilando sucos digestivos, e que as primeiras sensações de sexo apareceram com algas marinhas providas não só de células masculinas e femininas que nadam, atraídas umas para as outras, mas também de um esboço de epiderme sensível, que podemos definir como região secundária de simpatias genésicas.” – Eis o desenvolvimento conjunto da vida.- matéria e espírito. É de recordar que no “Livro dos Espíritos” está escrito que o Espírito nasce simples e ignorante. Recordemos que o espírito, para agir sobre a matéria, necessita do fluido vital, originado também do plasma divino.

Confirmando o acima expresso: “Nas épocas remotas, Os Semeadores Divinos guiavam a elaboração das formas, traçando diretrizes ao mundo celular, em favor do princípio inteligente, então conduzido ante a sociedade espiritual como a criança irresponsável ante a sociedade humana; todavia a medida que se lhe alteia o conhecimento, passa a responsabilizar-se por si mesmo, pavimentando o caminho que o investirá na posse da Herança Celestial no regaço da Consciência Cósmica.”—Assim chegamos ao Homem físico e Espírito. Iniciado nos hominídeos e completo no Homo sapiens sapiens. Daqui iremos para a angelitude.

No homem atual o periespírito está completo e, conseqüentemente, o corpo físico também. Portanto, os centros de força, correspondentes aos chakras, mas com funções e atribuições muito diferentes, estão em plena ação. Em “Entre o Céu e a Terra” (2) encontramos a seguinte descrição: “Como não desconhecem, o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uma com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletro-magnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado. Nossa posição mental determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, conseqüentemente, ohabitat” que lhe compete. Mero problema de padrão vibratório.” –Portanto assim funcionam os centros de força, de acordo com a Terceira Revelação e, portanto, como centros eletromagnéticas podem ser reajustados rapidamente através de impulsos e da concentração do grupo. Quanto a denominação, na nossa literatura, são chamados, genésico, gástrico, esplênico,cardíaco. laríngeo,cerebral e coronário.

Ainda na “Evolução em dois Mundos”: “A recordação dessa ou daquela falta grave, mormente daquelas que jazem recalcadas no espírito, sem o desabafo e a corrigenda funcionem por válvulas de alivio ás chagas ocultas do arrependimento, cria na mente um estado anômalo que podemos classificar dezona de remorso”,em torno da qual a onda viva e continua do pensamento passa a enovelar-se em circuito fechado sobre si mesmo, com reflexo permanente na parte do veículo fisiopsicossomático ligada à lembrança das pessoas e circunstâncias associadas ao erro de nossa autoria.” Estabelecida a idéia fixa sobre esse “nódulo de forças mentais desequilibradas”, é indispensável que acontecimentos reparadores se nos contraponham ao modo enfermiço de ser, para que nos sintamos exonerados desse ou daquele fardo intimo, ou exatamente redimidos perante a Lei. Essas em quitações de energias profundas, no imo de nossa alma, expressando as chamadas “dívidas cármicas” por se filiarem a causas infelizes que nós mesmos plasmamos na senda do destino, são perfeitamente transferíveis de uma existência para outra. Isso por que se nos comprometemos diante da Lei Divina em qualquer idade de nossa vida responsável, é lógico venhamos a resgatar nossas obrigações em qualquer tempo, dentro das mesmas circunstâncias nas quais patrocinamos a ofensa em prejuízo dos outros. É assim que o remorso provoca distonias diversas em nossas forças recônditas, desarticulando as sinergias do corpo espiritual, criando predisposições mórbidas para essa ou aquela enfermidade, entendendo-se, ainda, que essas desarmonias são, algumas vezes, singularmente agravadas por assédio vindicativo dos seres a quem ferimos, quando imanizados a nós em processos de obsessão. Todavia, ainda mesmo quando sejamos perdoados pelas vitimas de nossa insânia, detemos conosco os resíduos mentais da nossa culpa, qual depósito de lodo no fundo de uma calma piscina, e que, um dia virão a tona de nossa existência, para a necessária expunção, à medida que se nos acentue o  devotamento à higiene moral.—Aqui  fica claro  que,um dia nossos pecados nos encontrarão, não  importa quando isso vai acontecer. Assim em “Antes de Adão” decorreram muitos milhares de anos. Portanto, quando um espírito se manifesta, no presente ou no passado, está investido da personalidade daquele instante, daí ser possível a doutrinação dele e dos que o rodeiam, inclusive nos bolsões do passado.

No “Livro dos Médiuns” (3), no item 282, “Questões sobre as evocações”, entre as trinta e cinco perguntas e respostas, destacamos:22º : Para se manifestarem, têm sempre os Espíritos necessidade de ser evocados? Não; muito freqüentemente, eles se apresentam sem serem chamados, o que prova que eles vem de boa vontade”.  29 º : Poderia o mesmo Espírito comunicar-se, simultaneamente, durante uma sessão, por dois médiuns diferentes? “Tão facilmente quanto, entre vós, os que ditam varias cartas ao mesmo tempo”.O item deve ser lido por inteiro, pois demonstra claramente que não são corpos que se manifestam mas sim o próprio espírito. Aliás, confirma o que lemos no parágrafo anterior.

                                                                           

Bibliografia

1-                 Xavier,Francisco Candido e Vieira ,Valdo- Evolução em dois Mundos – FEB- 1959.

2-                 Xavier, Francisco Candido- Entre a Terra e o Céu – FEB- 1954

3-                 London, Jack – Antes de Adão – L.PM Editores – P. Alegre - 1985

4-                 Kardec, Allan- Livro dos Médiuns- FEB- 1944

 

Este documento foi elaborado por Ivan Vianna Hervé, Presidente da Casa de João Pedro em 14.08.2004

 

O livro   Apometria - A conexão entre a Ciência e o Espiritismo”   pode ser encomendando por telefone (51)33362644 ou e-mail casadejoaopedro@terra.com.br    Apometria é um processo de desdobramento, com a separação do corpo astral ou mental do corpo físico pela atuação da força (da vontade direcionada com amor) usando a energia gerada no corpo e, em especial, na mente.           Conhecida e estudada, a técnica pode ser empregada para tratar portadores de doenças genéticas, de difícil resposta à terapêutica médica ou consideradas incuráveis.

 

Conclusões da retrospectiva da Revista Isto É ao final de 2005:

Novas descobertas científicas e avanços tecnológicos estimulam o fascínio pelo sobrenatural

                                                                  

O Terceiro Milênio amplia a percepção dos princípios opostos tendentes ao equilíbrio (“a Ciência encontra  Deus”)  conheça-os clicando aqui ó

O saber místico até então sem serventia aos “materialistas” e o conhecimento científico de nenhum valor para os “espirituais” se reencontram à aprofunde clicando aqui ó

Aliás? O que é crença? clique aqui ó

Professores e alunos? Em quaisquer disciplinas ou interesses,  no direito, desporto, artes marciais, somos todos mestres e discípulos uns dos outros clique aqui ó.

Desperte a consciência para nova concepção de cosmos e sua importância colaborando na constante evolução do Universo conhecendo as 7 Leis Espirituais do Sucesso clique aqui ó

Projeciologia, chacras e projeção do corpo astral clicando aqui

Sabedoria indígena relatada pelo antropólogo Carlos Casteñedaà clique aqui ó.

Casa de João Pedro e apometria clicando aqui

Viva muito mais  e  melhor :

Preserve a saúde física com vitaminas e aminoácidos.      Saiba o que a indústria (da doença) oculta de você clique aqui R

Proteja seu pensamento e sua energia.    Aprenda como funciona o poder e se liberte da manipulação clique aqui N

A Bíblia foi alterada após o Século V suprimindo as referências à crença reencarnacionista. Entenda os motivos políticos e interesses financeiros dessa mudança clicando aqui ó

Retornar ao índice da Sabedoria Mística clique aqui ó

Casa de João Pedro e a moderna visão dos chacras & corpos, clique aqui

Grupo Espiritualista Casa de João Pedro clique aquiÿ

Chacras è visão projecionista (voadores) e lições de Wagner Borges clique aqui ó

Casa de João Pedro Horários de passe e orientações clique aqui ó

Para saber mais sobre passes e atendimentos clique aqui ó

Perguntas mais freqüentes sobre passe clique aqui ó

Saber mais sobre Apometria clique aqui ó

Sócrates e Platão precursores da doutrina Crista + Espírita clique aqui þ

Receba aviso das atualizações clicando aqui ó

Ou envie 1 e-mail para: assinar-misticismo.ciencia@grupos.com.br

Conheça nossas páginas, e os variados enfoques da Sabedoria:

è Sabedoria aplicada à elaboração das decisões judiciais clique aqui &

è Sabedoria no Princípio Universal da Evolução clique aqui ó

è Sabedoria na Ética à clique aqui F J

è Sabedoria na fusão do espiritual + material clique aqui ÿ

è Sabedoria em sermos Mestres e Discípulos uns dos outros clique aqui ó

è Sabedoria no reencontro do Místico e Ciência clique aqui ÿ

è Sabedoria no caminho da perfeição na simplicidade Shibumi  clique aqui ÿ   

è Sabedoria na evolução cultural clique aqui þ

è Sabedoria no uso da Linguagem, instrumento do Jurista clique aqui ó

è Sabedoria no Princípio da Dualidade os opostos complementares clique aqui  

* * *

Ligações entre místico e desportivo clique aqui ó

Filosofia e prática das Artes Marciais clique aqui C

História do Futebol e Idolatria no desporto clique aqui ó

Novo ramo o Direito Desportivo clique aqui ó

Meditar e perguntar clique aqui ó  Aprenda mais e melhor clique aqui ó

Viver mais e melhor com saúde e bom humor clique aqui ƒ

Centenas de Teses Jurídicas novidades toda semana clique aqui ó

Histórica Faculdade de Direito da UFRGS e sua importância clique aqui ó

Orientação aos alunos + Programa das Disciplinas clique aqui ó

Juristas completos:  Exemplo de Athos clique aqui û e Clóvis clique aqui û

Lutando pela dignidade na Advocacia Pública clique aqui

És nosso visitante nº Contador *Aperfeiçoando para construir 1 Mundo Melhor este saite está em permanente construção no domínio próprio desde 14 de dezembro de 2003 quando, sem contar o extinto http://nossogrupo.abril.com.br e as do yahoo, nossas páginas informativas http://www.direito.ufrgs.br/pessoais/padillahttp://pessoal.portoweb.com.br/padilla; http://virtual.pt.fortunecity.com/virus/52; http://pessoal.osite.com.br/~padillaluiz; http://pessoal.mandic.com.br/~padillaluiz e as temáticas no Grupos.com.Br somavam 136.706.382 visitas.   Impressionante?  No primeiro semestre de 2005 nossos Grupos Temáticos ultrapassavam 50 BILHõES de visitas! Conheça-os clicando aqui ó

Contate o professor Luiz Roberto Nuñesos PADilla ó luizrobertonunesos@padilla.adv.br

Telefones código Internacional+55  Código Nacional+51(33.25.26.18+(2333.716.79(Fax+Vox)

Travessa São Jacó 39/305 CEP90520320 Porto Alegre RS Brasiló Veja Mapa clicando aqui þ

Apresentação e fotos do Professor Padilla clique aqui

Espanha, Origens &  família PADilla clique aqui ó