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Para realizar grandes sonhos necessitamos[[[ Grandes sonhos! [Hans Seyle]
Aperfeiçoando-nos construímos 1 ümelhor
Como o espiritismo vê transplantes de órgãos ?
Eu sou doador de órgãos, consta de todos meus documentos.
Os órgãos do corpo são meros instrumentos ou canais de energia. Um candidato a receptor pode ter sofrido a
falência de um órgão devido ao seu karma mas,
com mudanças de atitude, focalização adequada, pode alcançar evolução, e o merecimento de
obter restauração e findar aquele sofrimento, através de um transplante. Seja doador de órgãos: Desprendimento da matéria do corpo é importante exercício
na evolução.
Passe – Resposta às 140 perguntas mais freqüentes
Texto de Eugênio Lysei Junior
Da Casa
do Caminho - Sabará 1ª Edição - Janeiro de 1998
INTRODUÇÃO
Compilação
de algumas perguntas e respostas relativas à fluidoterapia, tarefa comum das
casas espíritas. Muitos passistas desanimam
do estudo justamente porque não encontram abordagem simplificada, pragmática.
Devemos
respeitar o valor do estudo, mas não menos respeito teremos por aqueles que não
se animam a compulsar excelentes e profundos livros sobre a matéria, preferindo
abordagem mais sintética e mais prática.
Nosso
objetivo maior é a simplicidade. O texto que você tem em mãos não constitui
referência a estudiosos do passe, mas síntese que atende tanto àqueles que não
querem saber mais do que os aspectos superficiais, como àqueles que preferem
uma abordagem progressiva de estudo, começando do mais simples, em direção ao
mais completo.
Ao
folhear as páginas dessa apostila, convidamos você a refletir conosco: o
conhecimento adquirido implica em responsabilidades no amparo ao próximo, pois
como diria o compositor Milton Nascimento, “há que se cuidar do broto, pra que
a vida nos dê flor e frutos”. Os poetas sabem das coisas...
Que Deus e Jesus nos abençoem os bons
propósitos. Eugênio Lysei Junior Janeiro de 1998
CONCEITOS RELATIVOS AO PASSE
1. O que é energia?
A
energia de um corpo é a capacidade que este tem de gerar qualquer ação. Como há
várias formas de energia, pode haver várias formas de ação possíveis. À energia
calorífica, uma ação possível seria o aquecimento. À energia elétrica, uma ação
possível seria a geração de corrente. À energia magnética, uma ação possível
seria a magnetização de outro corpo. Em geral os corpos têm vários tipos de
energia, e, por conseguinte, podem atuar no meio no qual estão inseridos de
várias formas. Por exemplo: o corpo humano é capaz de aquecer o ambiente –
nesse caso é utilizada a energia calorífica; é capaz de movimentar objetos –
nesse caso é utilizada a energia mecânica; é capaz realizar o processo da
digestão – nesse caso, dentre outras, utiliza a energia química; e assim por
diante. No passe, os pensamentos do passista e da equipe de Espíritos,
reunidos, formam a energia espiritual que atua no paciente e diretamente nos
fluidos, que são energia magnética, dando- lhe características necessárias ao
paciente. Assim, podemos dizer que a energia relacionada ao passe é capaz de
atuar diretamente no paciente. (Veja questão 114)
2. O que é fluido?
Fluido
é substância sutil, maleável, imponderável, energética, que pode ser manipulada
pelo pensamento de Espíritos encarnados e desencarnados, que imprimem nele
características positivas ou negativas, conforme o teor do pensamento. No
passe, utiliza- se o pensamento do Espírito que coordena a tarefa, assim como
do passista, de forma a impressionar positivamente os fluidos que serão doados
ao paciente. O fluido, em sua mais simples expressão, é chamado de fluido
cósmico universal, que representa a simplificação máxima da matéria, que,
manipulada pelo pensamento do Espírito, imprime- lhe variações de onde se
originam os diversos tipos de elementos hoje conhecidos. (Veja questões 4 e 5)
3. O que é transubstanciação?
Transubstanciação
é o efeito de se alterar uma ou mais qualidades que caracterizam determinada
substância. No passe, quando se altera diversas características dos fluidos,
afim de doá-los ao paciente, diz- se que os fluidos foram transubstanciados.
(Veja questão 98)
4. O que é fluido animal?
Fluido
animal ou magnetismo animal é a parcela de energia vital doada pelo ser
encarnado, passista, no momento do passe. Tal fluido é inerente apenas a seres
encarnados, sendo uma das razões pelas quais que companheiros encarnados
participam de tarefas aparentemente de cunho apenas espiritual, tal como
reuniões de “desobsessão”. (Veja questões 2 e 114)
5. O que é fluido vegetal?
Fluido
energético exalado pelos seres vivos do reino vegetal. (Veja questão 2)
6. O que é perispírito?
É
o corpo intermediário entre o corpo físico e o Espírito, necessário à relação
entre estes dois últimos. É o laço que liga o corpo ao Espírito. Nos processos
de reencarnação, é o molde determinante das características do corpo físico do
Espírito que renasce. (Veja questões 8 e 123)
7. O que é duplo etérico?
O
duplo etérico pode ser considerado um corpo físico menos denso, energético, de
onde dimanam as doações fluídicas animais (fluido animal) que o passista
realiza durante a tarefa do passe. (Veja questões 14, 15, 25, 26 e 123)
8. O que é centro vital?
Centro
vital, ou centro de força, é um ponto de convergência de energias captadas pelo
perispírito, posteriormente redistribuídas a todos os órgãos deste, assim como
aos corpos “inferiores” , tais como o físico e o duplo. Em geral estuda- se
sete centros vitais, que se vinculam, no corpo físico, a sete importantes
centros do organismo humano: centro genésico ou básico, situado próximo à
região genésica; centro gástrico, situado próximo ao estômago; centro
esplênico, situado próximo ao baço; centro cardíaco, situado próximo ao
coração; centro laríngeo, situado próximo à laringe; centro frontal, situado
entre os dois olhos e centro coronário, situado próximo à glândula pineal (ou
epífise), no cérebro. (Veja questões 16 a 24)
9. O que é receituário mediúnico?
É
mensagem que um médium recebe por via mediúnica, geralmente pela psicografia,
direcionada ao solicitante. A grosso modo, tais mensagens contêm orientações
para tratamento ou uso de remédios homeopáticos. Recomenda- se que toda e
qualquer receita mediúnica seja analisada racionalmente, pois submeter- se às
orientações recebidas é decisão que só cabe ao paciente, sendo portanto dele
quaisquer responsabilidades posteriores. (Veja questões 62, 64, 88 e 91)
10. O que é passe?
Passe
é transmissão de fluidos de uma pessoa (encarnada ou não) a outra, ou a objetos.
O passista imprime aos fluidos doados, pelo pensamento, características
positivas ou negativas conforme a sua vontade e o seu merecimento. (Veja
questões 113 a 126)
11. O que é a câmara do passe?
Local
utilizado pela casa espírita para a tarefa do passe. (Veja questões 68 a 73)
12. O que é sugestão mental?
Sugestão
mental é o ato de incutir- se determinada idéia na mente de uma pessoa, que
venha a se manifestar através de alterações comportamentais ou mesmo orgânicas.
Em geral, os processos de sugestão mental envolvem a influenciação de uma
pessoa pelo conjunto de idéias de outra. No entanto, observamos também a
existência da auto- sugestão, caso em que o próprio sugestionado cria idéias
para si, passando então a se comportar como se tais idéias fossem verdade
absoluta. Os casos de falsa gravidez podem ser classificados como sendo de
sugestão mental. (Veja questão 128)
13. O que é placebo?
Substância
sem efeito que uma pessoa absorve crendo que o efeito existe. É comum
encontrarmos, em hospitais, pacientes tomando água pura pensando que estão
tomando remédio. Neste caso, a água está sendo usada como placebo. (Veja
questão 118)
14. O que é aura?
De
forma geral, todo corpo emite energias. A emissão de tais energias se chama
radiação. Aura é o conjunto das radiações emitidas por determinado corpo, que o
envolvem. A grosso modo, podemos dizer que há duas auras bem características em
cada indivíduo: a aura do perispírito, cuja composição varia em função das
aquisições milenárias do Espírito, e a aura do duplo etérico, também conhecida
como aura da saúde, cuja composição, forma e coloração apresentam considerável
variação mesmo ao longo dos minutos, pois reflete, quase que imediatamente, as
alterações psíquicas e orgânicas ocorridas no ser. (Veja questão 25)
15. O que é fotografia Kirlian?
Método
de sensibilização de uma chapa fotográfica através da radiação emitida pelo
corpo duplo, ou duplo etérico. Muito utilizada para a realização de
diagnósticos de saúde. (Veja questões 25 e 118)
CENTROS VITAIS, AURAS E CORPOS
16. O que é centro coronário?
Representado
no corpo pela epífise. Supervisiona todos os demais centros de força, pois é
ela que recebe, em primeiro lugar, os estímulos do Espírito encarnado. (Veja
questão 135)
17. O que é centro frontal?
Relacionado
com os lobos frontais do cérebro e a hipófise. Exerce influência decisiva sobre
os demais centros de força, sendo responsável pelo funcionamento do Sistema
Nervoso Central e dos centros superiores do processo intelectivo. (Veja questão
135)
18. O que é centro laríngeo?
Relacionado
ao plexo cervical. Regula os fenômenos vocais, bem como as funções do timo e da
tireóide.
19. O que é centro cardíaco?
Relacionado
com o plexo cardíaco, no corpo físico; é responsável pelo funcionamento do
aparelho circulatório e pelo controle da emotividade.
20. O que é centro esplênico?
Relacionado
com o plexo mesentérico e o baço. Regula a distribuição e a circulação dos
recursos vitais, bem como a formação e a reposição das defesas orgânicas
através do sangue.
21. O que é centro gástrico?
Relacionado
com o plexo solar, responsável pelo funcionamento do aparelho digestivo, pela
assimilação de elementos nutritivos e reposição energética no organismo.
22. O que é centro genésico?
Relacionado
aos plexos hipogástrico e sacral. Responsável pelo funcionamento dos órgãos de
reprodução, bem como das emoções sexuais e energias criativas.
23. Os centros vitais funcionam em
conjunto?
Sim.
Da mesma forma que os órgãos do corpo físico funcionam em conjunto.
24. Para quê estudar os centros
vitais?
No
passe misto, o pensamento do passista desempenha papel importante, qual seja o
de imprimir as características que deseja aos fluidos que doa, em trabalho
conjunto com a Espiritualidade. Pelo conhecimento do funcionamento dos centros
vitais, o passista pode direcionar de forma mais adequada seus pensamentos,
para que os fluidos atuem mais propriamente em um ou outro centro de força do
paciente, com base nas intuições que recebe. (Veja questão 47)
25. Temos várias auras?
Sim.
Costuma- se encontrar na literatura espírita dois tipos distintos de aura,
residentes no perispírito e no duplo etérico, respectivamente. A aura do duplo
etérico, também conhecida como “aura da saúde”, pode ser visualizada pela
fotografia Kirlian, ou kirliangrafia, ao passo que a aura do perispírito, em
situações normais, pode ser visualizada pela faculdade de clarividência. (Veja
questão 15)
26. Temos vários corpos?
Sim.
Os corpos mais amplamente tratados na literatura espírita são o físico, o duplo
etérico, e o perispírito. Os dois primeiros são ditos corpos materiais, pois
são reciclados a cada reencarnação, ao passo que o perispírito, também dito
corpo espiritual, é classificado como semi- material, apresentando- se como
corpo de transição entre o físico e o Espírito, que, por não ter forma, não o
consideramos como um corpo propriamente dito. Além disso, encontramos raramente
referências a outros corpos, que necessitam de mais amplo estudo e
entendimento, dentre os quais destaca- se o corpo mental. No entanto, para se
abordar a problemática do passe, cremos ser suficiente o conjunto de corpos
físico, duplo e espiritual, além – é claro – do Espírito. (Veja questão 123)
O PASSISTA E O PASSE
27. A higiene pessoal influencia no
passe?
Sim.
Podemos destacar duas razões básicas: (1) os desequilíbrios a que submetemos o
corpo físico são refletidos nos outros corpos do indivíduo, contribuindo para a
piora dos fluidos que formam tais corpos. Sendo esses fluidos doados no momento
do passe, é natural esperarmos que tal parcela deletéria seja também
transferida ao paciente. (2) Tanto o passista quanto o paciente necessitam de
concentração mental para que se alcance maior eficácia no passe. A falta de
higiene provoca muitas vezes odores fétidos que desarticulam a capacidade de
concentração, afetando inclusive quem esteja localizado no mesmo ambiente
físico, prejudicando a todos.
28. O vestuário do passista
influencia na tarefa?
Sim.
A grande maioria das pessoas encarnadas ainda enfrenta problemas relacionados à
área sexual. Nesse sentido, muitas vezes o uso de roupas mais curtas e justas
funciona como catalisador de pensamentos abusivos que destoam completamente da
serenidade requerida na câmara do passe. Tendo em vista esse problema comum,
não só o passista ou o paciente, mas qualquer um de nós deverá observar com
cautela o vestuário a ser utilizado no dia a dia, lembrando sempre que “o
equilíbrio está no meio”. (Veja questões 94 e 99)
29. Para ser passista preciso ser
vegetariano?
Não.
Conforme a questão 723 de O Livro dos Espíritos, “permitido é ao homem
alimentar- se de tudo o que lhe não prejudique a saúde”. (Veja questão 32)
29. O passista precisa fazer
tratamento de desobsessão antes de ingressar na tarefa?
Não.
Freqüentemente a falta de trabalho em benefício do semelhante é o ponto de
apoio de variada gama de processos obsessivos. Em relação ao passista, apenas
os casos de subjugação (Livro dos Médiuns, item 240, cap. 23) deverão merecer
tratamento antecipado.
30. Estou fazendo uso de remédios.
Posso ser passista?
Depende.
Há medicamentos que podem ser ditos “simples”, tais como remédios para dor de
cabeça, cólica, azia, resfriado e coisas afins. Sabemos ser provável que
parcela sutilizada do remédio venha a se agrupar aos fluidos do passista, vindo
parte desta ser posteriormente transferida para o paciente. Há casos raros na
literatura espírita relacionada aos passes que acusem esses fatos. No entanto,
mesmo
que a transferência ocorra, cremos que para os remédios ditos “simples” a
parcela transferida chega a ser desprezível. O único problema aqui encontrado é
a classificação exata de um remédio como sendo “simples” ou não. Na dúvida,
talvez o melhor seja abster- se de participar da tarefa pelo período de uso do
remédio. No rol dos medicamentos impeditivos da participação na tarefa, caso o
passista os use, estão enquadrados todos aqueles que afetem o Sistema Nervoso
Central. (Veja questão 31)
31. E se o passista estiver doente?
Em
geral um organismo adoentado apresenta maior dispêndio de energia para sua manutenção
e/ ou maior dificuldade em absorção desta. Excetuando- se os casos em que as
observações acima não se verifiquem, tal como ocorre em algumas doenças que
acompanham o indivíduo durante toda a vida, o passista deverá se afastar da
tarefa até o restabelecimento adequado. (Veja questão 30)
32. A ingestão de carne influencia
na tarefa do passe?
Sim.
Embora o passista não deva ser obrigatoriamente vegetariano, encarando o passe
como recurso terapêutico físico e espiritual, geralmente utilizado quando apresentamos
indisposições de variada ordem, é útil abstermo-nos de alimentos mais pesados,
tal qual fazemos quando em tratamentos médicos convencionais. A alimentação do
passista afeta os fluidos que este doará no momento do passe. Conforme
aprendemos na questão 724 de O Livro dos Espíritos, a abstinência de carne será
meritória se a praticarmos em benefício dos outros. Tendo em mente o benefício
do próximo, compre-nos preferir a alimentação vegetariana pelo menos no dia
exato da tarefa. (Veja questão 33)
33. Posso dar passe de estômago
cheio?
Via
de regra, quanto menor a atividade orgânica, melhor possibilidade de contato
com o plano espiritual encontrará o Espírito. Tanto quanto possível,
apresentar-se-ão à tarefa, passista e paciente, apenas levemente alimentados.
34. Estou cheio de preocupações.
Posso dar o passe assim mesmo?
Se
o passista já aprendeu que amparar o semelhante é a melhor forma de auxiliar a
si mesmo, compreenderá que principalmente nesses casos sua presença se faz mais
útil.
35. Sou fumante. Posso ser
passista?
O
ideal é que ninguém seja fumante. No entanto, o bom não poderá ser inimigo do
ótimo. Pessoas que ainda se utilizem do cigarro, mas estejam se esforçando
continuamente para abolir o vício, encontrarão na aquisição de responsabilidade
como passistas maior motivação para absterem- se do fumo, desde que – enquanto
ainda fumem – procurem não fazer uso do cigarro pelo menos 3 a 4 horas antes da
tarefa. Aos companheiros que não estão interessados no combate às próprias
deficiências, preferível é que se esforcem primeiramente por convencer a si
mesmos do imperativo da mudança de hábito.
36. Faço uso de bebidas alcoólicas.
Posso ser passista?
Relativamente
às bebidas alcoólicas, deverá o passista esforçar- se por discernir
adequadamente entre o uso e o abuso. Em caso de abuso, recomenda- se que o
passista não participe da tarefa do passe nos próximos 4 ou 5 dias, de forma a
alijar o máximo possível os fluidos deletérios contraídos pelo excesso
praticado. Em situações normais, recomenda- se que particularmente no dia da
tarefa o passista não faça uso de qualquer tipo de bebida alcoólica.
37. Faço uso de tóxicos. Posso ser
passista?
Não.
O usuário de tóxicos não deverá participar de tarefas de doação de fluidos.
38. Qual o número máximo de passes
que posso dar em cada tarefa?
Esta
questão tem causado muita polêmica. À guisa de sugestão, vamos analisar as duas
colocações a seguir: (1) o passe misto, também chamado de passe espírita,
praticado na maioria das casas espíritas, leva em conta a doação de energia
tanto por parte do Espírito responsável pelo passe, como do passista. Assim, o
desgaste energético por parte do passista não pode ser desprezado. (2) É sempre
importante criarmos oportunidades de trabalho para os interessados, dentro da
casa espírita. Assim, se há número de passistas maior que o recomendado para a
tarefa, é interessante que haja um rodízio destes, para que todos trabalhem.
Com base nessas duas considerações, cremos ser de responsabilidade do
coordenador da tarefa dimensionar o número de passes por passista, de forma que
todos participem igualmente, evitando a sobrecarga. Em casos excepcionais que
requeiram a participação intensa do passista em uma ou outra oportunidade,
devemos recordar a assertiva de Emmanuel: “a necessidade está acima da razão”,
sem contudo utilizarmo-nos dessa frase para justificar qualquer tipo de abuso
de nossa parte, mesmo em se tratando de auxílio ao semelhante. O passe misto,
necessariamente, envolve gasto de energia por parte do passista. E gasto,
obviamente, requer reposição. (Veja questões 39 e 41)
39. Quantas vezes por semana posso
participar da tarefa do passe?
Recomenda-
se que o passista intercale um dia de atividade na tarefa de doação de fluidos
com um dia de descanso para a reposição natural de fluidos. Nesse particular,
as reuniões mediúnicas são também considerados eventos de doação fluídica.
40. Sou médium ostensivo e
participo de reuniões mediúnicas. Posso dar passes?
Sim,
desde que observados os períodos de descanso para reposições fluídicas. No
entanto, como a tarefa do passe não exige qualquer tipo de mediunidade
ostensiva, é sempre um gesto de amor dar preferência a tarefeiros que não
apresentem os requisitos para o mediunato. (Veja questão 48)
41. Minha vida é muito corrida e
agitada. Posso ser passista?
Há
muitas pessoas que, mesmo com propósitos nobres, abarcam mais responsabilidades
do que podem dar conta. A tarefa do passe, como outras, exige presença assídua
de seus colaboradores, assim como dedicação – sempre que possível – aos estudos
para melhoramento individual do passista. Normalmente é preferível não contar
com um passista, do que contar com ele apenas raramente. A disciplina é a
alavanca do progresso. (Veja questão 38)
42. Para ser passista, qual é o
sexo mais adequado?
Para
a tarefa do passe, não há diferenciação entre os sexos.
43. A vida sexual do passista
influencia em seu desempenho na tarefa?
Sim,
principalmente a vida sexual a nível mental, pois o pensamento atrai energias
positivas ou não, conforme o que se pensa. Assim, o que gravita em nosso redor
invariavelmente se combina com nossos fluidos com base na lei de afinidade.
Esses mesmos fluidos são transferidos posteriormente ao paciente. A grosso
modo, recomenda- se que principalmente no dia da tarefa o passista procure manter
sua “casa mental” adequadamente limpa e organizada. (Veja questão 46)
44. Qual é a conduta ideal do
passista?
À
medida que o passista avança na compreensão da importância da tarefa do passe,
ele percebe que o seu bem- estar físico e espiritual não mais representa
benefício para si próprio, mas também para todos os companheiros que se
utilizam desse recurso terapêutico na casa espírita. Naturalmente, a conduta
ideal de qualquer um de nós está descrita no Evangelho de Jesus, cuja
interpretação cristalina encontramos atualmente na Doutrina Espírita. (Veja
questões 45 e 100)
45. Quero ser passista. Preciso ser
“santo”?
Não.
O passe é tarefa de amor, recurso terapêutico para as almas. Assim como o lavrador
é o primeiro a recolher os benefícios da colheita, o passista pode ser encarado
como o indivíduo que mais recebe na tarefa. (Veja questão 44)
46. O passista precisa se preparar
ao longo do dia para dar o passe?
Podemos
comparar o passista a um cirurgião. O cirurgião, antes do trabalho, deverá
apresentar- se o mais higienizado possível para o desempenho adequado de sua
tarefa sem a infecção do paciente. O passista deverá higienizar sua “casa
mental” para evitar a contaminação de seus próprios fluidos que serão
transferidos ao paciente. Tal higienização só poderá ocorrer com o esforço de
se evitar pensamentos incorretos de qualquer tipo, a leitura de publicações
inadequadas, a conversa de temas inferiores, e absorção de qualquer tipo de
idéia nociva aos princípios cristãos. (Veja questão 43)
47. O passista deve estudar sempre?
Sempre
que possível, o passista deverá melhorar sua compreensão dos mecanismos do
passe pelo estudo e observação. No entanto, o bom desempenho na tarefa do passe
não se vincula exclusivamente ao aspecto intelectual, mas principalmente ao
amor com que se participa da tarefa. (Veja questões 24 e 126)
48. O passista é médium?
Nas
casas espíritas geralmente pratica- se o passe misto. Nesse tipo de passe, o
passista atua como mediador entre o Espírito responsável pelo passe e o
paciente. Dessa forma, o passista pode ser considerado médium, ou melhor,
médium passista. (Veja questão 40)
49. O passista absorve os fluidos
negativos dos pacientes?
Na
tarefa de passe realizada dentro da casa espírita, com a observância dos
critérios de segurança e disciplina conhecidos, a coordenação da tarefa ocorre
a nível espiritual, embora se tenha sempre um coordenador encarnado. Assim, é
lícito pensar- se que a Espiritualidade procura sempre resguardar os tarefeiros
durante o trabalho. (Veja questão 116)
50. Posso dar passe fora do centro
espírita?
Há
casas espíritas que possuem equipes de passistas que vão à casa do paciente ou
a hospitais. Essas equipes sempre trabalham sob condições de disciplina e ordem
para se garantir a segurança adequada ao desempenho da tarefa. O passista,
sozinho, nunca deverá assumir responsabilidades por qualquer tipo de trabalho
fora do âmbito da casa que freqüenta, embora, a título de beneficência, em
visita a companheiro adoentado, poderá orar por ele – o que na verdade é também
um passe -, chegando mesmo a aplicar- lhe um passe (com as gesticulações
tradicionais), somente nos casos em que o próprio doente manifeste o interesse
pela aplicação. Mesmo nesses casos, deverá o passista agir com extrema cautela
afim de se evitar inconvenientes tais como manifestações mediúnicas de qualquer
parte. Atendimentos a companheiros vinculados a processos obsessivos que
envolvam manifestação mediúnica e que se encontrem impossibilitados de se
dirigir à casa espírita nunca deverão ser realizados pessoalmente por qualquer
indivíduo, mas apenas por equipe especializada da própria casa espírita. (Veja
questão 89)
O PACIENTE E O PASSE
51. Estou cheio de preocupações.
Posso tomar o passe mesmo assim?
O
passe é terapia que atinge tanto o físico como o espiritual. Embora o passe não
vá resolver seus problemas, ele pode atuar como elemento motivador para a
solução. No momento do passe, o paciente está mais apto a receber impressões e
intuições de seus benfeitores espirituais. O passe definitivamente não é
aconselhado para os casos em que a pessoa não apresenta qualquer tipo de
problema. Tomar passe simplesmente por tomar, como se fosse uma mania, é erro
comum no qual incorre boa parte das pessoas.
52. O paciente que está em
tratamento de desobsessão pode tomar passe?
Sim,
e muitas vezes até mesmo a Espiritualidade recomenda que tal pessoa receba
passes durante um determinado período, embora não haja qualquer regra. Há
processos obsessivos em que o obsediado apresenta tamanho grau de afinidade com
o obsessor (ou obsessores) que chega, algumas vezes, a perder momentaneamente o
controle de si mesmo. Pacientes que possam ser enquadrados em tais casos, ditos
de “subjugação”, devem necessariamente informar com discrição ao coordenador da
tarefa, para que o passe seja aplicado com restrições, de forma a se evitar o
máximo possível a manifestação mediúnica dentro da câmara de passes, ou mesmo
seja aplicado em equipe, quando o coordenador julgar conveniente.
53. O paciente que está fazendo uso
de remédios pode tomar passe?
Sim.
Pelo que temos observado e aprendido, a fluidoterapia é um excelente
coadjuvante para quaisquer tipos de tratamento pelos quais o paciente possa
estar passando.
54. O paciente que está doente pode
tomar passe?
Sim.
Aliás, o objetivo principal do passe é o auxílio às pessoas necessitadas. (Veja
questões 51, 52 e 65)
55. O paciente pode comer carne no
dia do passe?
Muitas
vezes durante tratamentos de saúde convencionais o médico recomenda- nos
utilizar alimentação mais leve, afim de não aumentar a carga de trabalho do
organismo. Com o passe ocorre o mesmo. O problema de ingestão de carne no dia
da tarefa do passe não tem qualquer aspecto místico ou esotérico. O paciente
necessita entender que a tarefa do passe é também um tratamento, para o qual
deverá preparar seu organismo (físico e espiritual) convenientemente para a
recepção dos fluidos benéficos que há de receber. Assim, recomenda- se que
nesse dia, o paciente se esforce para não ingerir quantidades excessivas de
carne, e caso não consiga abster- se totalmente da alimentação carnívora, pelo
menos faça uso de alimentação mais “leve”, tal como carne de frango ou peixe. (Veja
questão 63)
56. O paciente pode se alimentar
antes de receber o passe?
Sim.
Porém o excesso de alimentação traz uma série de inconvenientes que devem ser
evitados para maior integração do paciente à tarefa, tais como a sonolência, a falta
de ar, gases intestinais, dentre outros. Um erro muito comum reside no fato de
as pessoas acreditarem que a eficácia do passe depende apenas do passista.
Naturalmente, em um tratamento médico, se o paciente não seguir com disciplina
as prescrições do profissional de saúde, por melhor que este seja, o tratamento
não terá sucesso. Com o passe ocorre o mesmo. (Veja questão 63)
57. O paciente pode fumar no dia de
receber o passe?
Seja
qual for a situação, a melhor opção é não fumar. No entanto, até mesmo o
desequilíbrio pelo qual esteja passando determinado paciente faz com que este
apele para o cigarro. De forma geral, recomenda- se que o paciente evite fumar
o maior intervalo de tempo possível, tanto antes quanto depois do passe. (Veja
questão 67)
58. O paciente pode usar bebidas
alcoólicas no dia de receber o passe?
Da
mesma forma que o fumo, recomenda- se que o paciente abstenha- se de usar o
álcool o maior intervalo de tempo possível, tanto antes quanto depois do passe.
É um erro acreditar- se que após a tarefa o paciente poderá fazer “qualquer
coisa”. Seria o mesmo que começar a ingerir bebidas alcoólicas após a ingestão
de um antibiótico. Qualquer tipo de medicamento, após ingerido, tem o seu tempo
de ação no organismo. Com os fluidos recebidos durante o passe ocorre o mesmo.
(Veja questão 67)
59. E se o paciente usar tóxicos?
O
paciente usuário de tóxicos, fora do estado de desequilíbrio mental causado
pelo uso, poderá também se servir da terapêutica de passes, se possível,
acompanhado de orientação moral e evangélica adequada. (Veja questão 67)
60. Gestante por tomar passe?
Sim.
Não há qualquer tipo de impedimento neste caso. Conforme relatos espirituais,
nestes casos mesmo a criança que vai renascer recebe os benefícios fluídicos.
Apenas, como em todos os casos, deve- se avaliar a necessidade do passe, que
não deve ser ministrado simplesmente pelo fato de uma pessoa estar grávida.
61. Criança pode tomar passe?
Naturalmente,
como qualquer outra pessoa. Pelo que temos observado, muitas vezes a criança entra
na câmara de passes amedrontada. Há passistas que durante a tarefa, por questão
pessoal, franzem a testa ou apresentam fisionomia fechada, extremamente séria,
como se isso representasse algo de útil. Geralmente conseguem apenas amedrontar
mais ainda os pequeninos, fazendo com que estes bloqueiem sua capacidade de
recepção. O bom passista deverá se esforçar, principalmente no caso das
crianças, em expressar uma fisionomia mais “risonha”, ou que pelo menos não
cause estranheza, afim de se conseguir maior abertura psíquica do paciente e
por conseguinte melhor desempenho.
62. Qual o número máximo de passes
que o paciente deverá tomar?
Não
há regra. Em geral, deve- se analisar a orientação do receituário mediúnico,
caso exista, e com base na interpretação segura, seguir ou não suas diretrizes.
O que não deve ocorrer é o paciente submeter- se à fluidoterapia apenas porque
“não tinha nada pra fazer antes de começar a reunião”. Mesmo que a câmara de
passes esteja vazia, tomar o passe simplesmente por tomar é falta de caridade
para com a equipe de passistas, pois estes estarão doando de si o que o
paciente absolutamente não precisa. (Veja questões 9, 64 e 103)
63. O paciente precisa se preparar
para tomar o passe?
Sim.
Na verdade, conforme os ensinamentos do Cristo, devemos estar continuamente nos
preparando, “vigiando” para que nossas deficiências estejam cada vez menos
ativas, e “orando” para que possamos captar a influenciação benéfica do Alto,
orientando nossa vida para o bem. Embora tais diretivas sejam ideais, cumpre
recordar que na maioria dos casos o paciente é companheiro que encontra- se em
dificuldade, e por isso mesmo, merecedor principal de nosso respeito e
consideração. (Veja questões 55 e 56)
64. O paciente pode tomar passe
mais de uma vez por semana?
Exceto
nos casos provenientes de receituário mediúnico que foi devidamente analisado,
a maioria das pessoas não tem necessidade de tomar mais de um passe por semana.
Abusar da bondade dos irmãos tarefeiros é falta de caridade e desrespeito à
tarefa. (Veja questões 9 e 62)
65. Deve haver motivo para se tomar
passe?
Sim.
Muitas vezes o indivíduo chega à casa espírita e sente necessidade de tomar um
passe, pelas vias da intuição. Tal fato pode ocorrer e é muito natural. O
problema está em se tomar passes todas as vezes que se visite a casa espírita,
deliberadamente. Para se tomar um passe, deve necessariamente haver uma causa
que o justifique, da mesma forma que não se deve tomar remédios sem o
conhecimento e o endosso de um médico. (Veja questão 54)
66. Se o paciente for médium
ostensivo ele poderá tomar o passe?
Sim.
Nos casos em que a mediunidade ainda não foi devidamente educada ou o processo
educativo está em curso, o paciente deverá informar tal fato ao coordenador da
tarefa, antes de receber o passe, para que este tome as precauções necessárias,
caso julgue conveniente. Sendo os fluidos a base do fenômeno mediúnico,
companheiros que tenham mediunidade ostensiva sem capacidade de contenção têm
boas chances de experimentar uma manifestação no momento da tarefa. O passista,
desde que consciente da situação, pode fazer o máximo para evitar o
acontecimento. (Veja questão 137)
66. A fé do paciente na eficácia do
passe é importante?
Sim.
Simplificando, entendemos fé como estado de receptividade aos fluidos. Caso um
paciente tenha muita fé na ação do passe, podemos dizer que ele está totalmente
receptivo aos fluidos que receberá. Caso o paciente não tenha fé, certamente
suas defesas psíquicas atuam contra a invasão de qualquer tipo de fluido em seu
cosmo orgânico. Se pudéssemos fazer um paralelo, mesmo que irreal, apenas para
ilustração, diríamos que “a falta de fé”, em relação aos medicamentos comuns,
representa uma substância qualquer dentro do organismo do paciente que anula
quase por completo o efeito do remédio. Deve- se ressaltar, mais uma vez, que
tal exemplo é apenas uma comparação. (Veja questão 105)
67. Qual é a conduta ideal do
paciente?
O
paciente deverá considerar a fluidoterapia como recurso sagrado, não ignorando
os benefícios espirituais que recebe a cada passe, devendo portanto se esforçar
cada vez mais por apresentar conduta que o torne digno da continuidade do
tratamento que recebe da Misericórdia Divina por intermédio dos colaboradores
da casa espírita. O passe não cura, mas age como alívio e alimento da alma para
que ela cure a si mesma. (Veja questões 57 a 59)
A CÂMARA DO PASSE
68.Deverá haver um local destinado
exclusivamente ao passe na casa espírita?
Sim.
Deverá haver local apropriado para a aplicação de passes na casa espírita. Esse
espaço, se possível, deverá servir apenas a esse fim, evitando- se ao máximo o
tráfego de pessoas ou o depósito de objetos não relacionados à tarefa. A
maioria das casas espíritas não pode se servir de um local exclusivamente para
tal fim. Neste caso, deve-se escolher o recinto que mais se aproxime das
condições adequadas à câmara do passe. (Veja questões 69 a 74)
69.Qual é o tamanho ideal da câmara
do passe?
Não
há regra. Deve- se sim dimensionar o número de passistas trabalhando ao mesmo
tempo em função do tamanho da câmara. Para tanto, recomenda- se observar a
distância mínima de aproximadamente 50 centímetros entre cada assento ou
posição
destinada
ao paciente, afim de evitar- se colisões entre passistas e/ ou pacientes, assim
como facilitar a ventilação do ambiente. (Veja questão 81)
70.Qual é a luminosidade ideal da
câmara do passe?
Os
fluidos doados durante o passe são afetados pela luz branca. Por esse motivo,
recomenda- se que a câmara do passe não seja excessivamente clara, nem
excessivamente escura. No primeiro caso, anular- se- ia boa parte dos fluidos
doados pelo passista, e no segundo causar- se- ia mal estar no paciente,
naturalmente receoso de adentrar em um local totalmente escuro. É comum
encontrarmos nas casas espíritas câmaras fracamente iluminadas por lâmpadas de
10 a 20 W (watts) nas cores azul ou vermelha.
71.Deve haver ventilação na câmara
do passe?
Sim.
Deve- se evitar qualquer situação que provoque mal estar tanto no paciente
quanto no passista. A falta de ventilação, em geral, é um dos maiores
causadores de indisposição, de forma que se deve, sempre que possível, manter
circulação de ar adequada na câmara do passe. Muitas câmaras apresentam janelas
direcionadas para a rua, e que por esse motivo não deverão permanecer abertas.
Nesse caso, recomenda-se seja utilizado aparelho de ventilação o mais
silencioso possível, para que a concentração de passistas e pacientes não seja
perturbada.
72.Podemos usar aparelhos elétricos
na câmara do passe?
Depende
da finalidade. Aparelhos que utilizem perfumes ou incensos não deverão ser
utilizados, pelo simples fato de que não se deve admitir nas casas espíritas a
introdução de quaisquer hábitos que não estejam amparados pela Codificação. Os
aparelhos mais comuns que encontramos são o circulador de ar, que deve ser
usado dentro da necessidade, e desde que seja silencioso e o aparelho de som
para a reprodução mecânica, em baixo volume, de músicas suaves e que remetam
pacientes e passistas a temas espiritualizantes. (veja questões 71, 73 e 85)
73.Podemos usar “perfumes” ou
incensos na câmara do passe?
Não.
O Espiritismo não endossa em seu corpo doutrinário quaisquer manifestações de
caráter exterior ou místico.
A TAREFA DO PASSE
74. A tarefa do passe deve ter
horário fixo?
Sim.
Entre os encarnados, a tarefa do passe é apenas uma pequena parte da tarefa que
ocorre a nível espiritual. Certamente os benfeitores espirituais têm também sua
programação, que se vincula à nossa. Não raro, durante todo o dia, a
Espiritualidade prepara o ambiente da casa espírita para o recebimento da vasta
gama de espíritos sofredores que vêm receber o lenitivo do passe. Em todas as
tarefas da casa espírita, a ordem e a disciplina presidem o progresso. (Veja
questão 68)
75. A tarefa do passe precisa de um
coordenador?
O
Espiritismo não endossa qualquer tipo de hierarquia. Pelo contrário, sabe- se
que de acordo com a Doutrina, o indivíduo que está investido da maior
autoridade é necessariamente aquele que mais doa de si próprio. No entanto, a
tarefa deve ter um coordenador, que represente para os passistas a fonte segura
de orientação respaldada na experiência, e para os pacientes seja a fonte de
referência segura para o esclarecimento. Conforme temos aprendido, o
coordenador será o indivíduo que controla a entrada de pessoas na câmara de
passes, e que toma as decisões cabíveis nas eventualidades que venham a
ocorrer. Além disso, é também tarefa do coordenador esclarecer os pacientes
quanto à importância do passe e à necessidade de empenho na reforma íntima de
cada qual, como elemento único para a cura definitiva do Espírito.
76. O grupo de passistas deve orar
em conjunto antes do início da tarefa?
Sim.
A prece em conjunto antes do início da tarefa facilita a integração de todos no
propósito único de servir ao próximo, além de elevar o passista a estado mental
mais próprio à afinização com os Espíritos responsáveis pelo passe.
77. Os passistas devem fazer a
prece final em conjunto?
Sim,
no sentido de agradecer a oportunidade de participarem de mais uma tarefa em
nome do Cristo.
78. Durante cada “rodada” de
passes, alguém deverá fazer a prece em voz alta?
Não.
Embora tal prática seja utilizada por várias casas espíritas, recomenda- se que
cada passista faça suas preces individualmente e em silêncio, propiciando maior
concentração e maior integração com o paciente ao qual está servindo. A prece
em voz alta tende a atrapalhar pacientes e passistas que preferem fazer suas
próprias preces, assim como muitas vezes faz com que paciente e passista pensem
que não devem se concentrar mentalmente, pois alguém já está fazendo isso por
eles.
79. O passista precisa tomar passe
antes da tarefa?
Não
há necessidade. A própria Espiritualidade, durante todo o dia, auxilia na
preparação do passista para a tarefa. É particularmente importante que, ao acordar,
o passista não deixe de fazer suas preces, procurando desde cedo a sintonia
mental com os benfeitores espirituais, e participe da prece de início dos
trabalhos, pela qual estabelece- se em definitivo a ligação Espírito- passista
para a execução da tarefa, ligação esta que deve ser mantida, por parte do
passista, através da prece contínua durante toda a tarefa.
80. A tarefa do passe pode se
desenvolver paralelamente à exposição doutrinária?
De
forma ideal, a tarefa do passe deve ser realizada antes do início ou após o
término da exposição doutrinária, para se evitar a quebra do raciocínio nos
espectadores, através da intervenção necessária para se tomar o passe. O mesmo
acontece em relação aos passistas, que muitas vezes adentram a câmara do passe insatisfeitos
por não poderem assistir à palestra da ocasião. Atualmente, observamos que na
maioria das casas espíritas a administração do passe antes da exposição
doutrinária é praticamente inviável, devido ao elevado número de pacientes,
pois número considerável de pessoas acostumou- se – erroneamente - a enxergar a
tarefa do passe como um serviço adicional que a casa espírita presta aos
ouvintes da preleção da noite, e não como um serviço especializado, cujo uso
deve ser baseado na necessidade. (Veja questões 81 e 82)
81. Qual é o número ideal de
passistas trabalhando simultaneamente?
Esse
número dependerá de três fatores: tamanho da câmara de passes, quantidade de
trabalhadores disponíveis e número de pacientes a serem atendidos. (Veja
questão 69)
82. Há necessidade de passista
reserva?
Sim.
É um fato comum eventualmente um dos passistas da equipe estar impossibilitado
de comparecer à tarefa. Para se evitar que o trabalho seja desestruturado em
função da ausência de um companheiro, recomenda- se que a equipe de passe tenha
pelo menos um passista reserva. O passista reserva também estará disponível
para substituir qualquer passista que apresente indisposição durante o tarefa
ou para trabalhar juntamente com os outros caso no dia da tarefa o número de
pacientes ultrapasse a quantidade costumeira, além, é claro, de proporcionar um
rodízio dos tarefeiros, criando maiores facilidades para todos. (Veja questão
83)
83. Pode- se fazer rodízio de
passistas?
Sim.
Tal prática é recomendável pois possibilita que os tarefeiros possam se
alternar na tarefa, usufruindo das exposições doutrinárias e outras atividades
que, normalmente, não teriam condição de participar, facilitando o aspecto de
integração dos componentes da casa espírita como um todo. Além disso, como cada
qual tem suas peculiaridades fluídicas, o rodízio permite que haja maior
variação fluídica a cada tarefa, propiciando atendimento mais amplo por parte
da equipe espiritual. Onde todos trabalham mais, cada um, individualmente,
trabalha menos.
84. O passista deve posicionar- se
à frente ou atrás do paciente?
Não
há regra. Mesmo à frente do paciente, o passista pode posicionar- se
mentalmente atrás dele.
85. Pode- se usar música mecânica
durante a tarefa do passe?
Sim.
A música auxilia a criação de pensamentos nobres, desde que sejam reproduzidas
faixas com temas espiritualizantes, e em baixo volume. (Veja questão 72)
86. Pode- se usar música ao vivo
durante a tarefa do passe?
Sim.
Deve- se, porém, evitar a formação de coros em momento indevido, restringindo a
manifestação artística ao grupo ou à pessoa responsável. Além disso, as músicas
devem naturalmente estar baseadas em mensagens positivas. (Veja questão 87)
87. Pode- se cantar durante a
tarefa do passe?
Em
geral, a cantoria durante a tarefa do passe mais atrapalha do que ajuda, pois
cada um controla a intensidade de sua voz deliberadamente, e algumas pessoas
chegam a cantar muito alto, vindo a atrapalhar a concentração de passistas e
pacientes. (Veja questão 86)
88. Quando o passe deve ser em
equipe?
Nos
casos em que o coordenador da tarefa, pela sua experiência, julgar conveniente.
Freqüentemente, tais passes são aplicados em companheiros que estejam
vivenciando processos obsessivos ao nível da subjugação ou em casos que o
paciente necessite de tipos de fluidos diferentes. Nesses casos, a aplicação do
passe em equipe tanto fornece mais vasta gama de elementos para o trabalho da
Espiritualidade, como proporciona a todos maior segurança, em virtude da
possibilidade de haver manifestação mediúnica sem controle por parte do
paciente. (Veja questão 9)
89. A tarefa do passe deve
funcionar exclusivamente dentro da casa espírita?
Muitas
casas espíritas mantêm equipes de passistas que atendem aos irmãos necessitados
em suas residências ou em hospitais, quando estes encontram- se impedidos de
locomoção por algum motivo. Neste caso, a tarefa é dirigida pela própria casa
espírita como se fosse uma tarefa interna. O que não deve ocorrer é um
passista, deliberadamente, assumir a responsabilidade de dar passes fora do
controle e do âmbito da casa espírita a que esteja vinculado. A tarefa do passe
é completamente vinculada às questões da mediunidade, e naturalmente, deve ser
trabalhada com segurança, afim de se evitar os escolhos comumente encontrados
nos casos de mediunismo mal direcionado. (Veja questão 50)
O PASSISTA DURANTE A TAREFA
90. Devo dar conselhos durante a
aplicação do passe?
Não.
A tarefa é de aplicação de passes, e não de sugestões e conselhos. Não que os conselhos
e as sugestões embasadas na vivência do Evangelho sejam incorretas, mas no
momento da tarefa do passe, tal prática não deve ser permitida, por melhor que
seja a intenção. Em algumas casas espíritas observamos a tendência à
conversação durante a aplicação do passe, estando o passista muitas vezes
mediunizado. Embora tal prática seja adotada nas respeitáveis religiões
africanistas, ela não encontra suporte na Doutrina dos Espíritos. O passe
misto, praticado nas casas espíritas, exige concentração tanto do paciente como
do passista, e intercâmbio de idéias apenas a nível mental, e não verbal.
91. Devo receitar durante a tarefa
do passe?
Não.
A tarefa do passe não é receituário mediúnico, mas apenas ministração, por via
fluídica, de elementos terapêuticos extremamente sutis ao paciente, que atuam
diretamente no perispírito, atuando à semelhança dos compostos homeopáticos,
fazendo repercutir seus benefícios inclusive no corpo físico. Tal prática
difere completamente do receituário mediúnico, que aliás que deve ser utilizado
somente com o amplo entendimento das responsabilidades, tanto físicas quanto
espirituais, que seu exercício acarreta. (Veja questão 9)
92. Posso prometer cura a alguém?
Não.
Aprendemos com Jesus que a cura somente pertence ao próprio doente que, mercê
de Deus, aproveita as oportunidades de progresso espiritual. A promessa de
cura, sobretudo endereçada a pessoa realmente doente, excita demasiadamente o
psiquismo desta, podendo levá-la a estados muito piores se a melhora não se
verifica conforme o prometido. Assim, por mais segura seja a fé do passista em
relação à eficácia do tratamento fluidoterápico, devemos relembrar o mestre
lionês, quando diz que “fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a
face”. (Veja questão 117)
93. Posso dar passe mediunizado?
Não.
Se todos os companheiros das casas espíritas trabalhassem apenas mediunizados,
muito provavelmente os Espíritos não precisariam de nosso concurso inteligente.
O estado de consciência plena do passista durante o passe indica que este
também participa ativamente do processo de doação, através de seu raciocínio e
seu sentimento, doando não somente os fluidos animais necessários ao transporte
e à absorção dos elementos por parte do paciente, mas também sua ideação nobre
que irá impressionar positivamente os fluidos a serem transmitidos. (Veja
questões 40 e 138)
94. Posso dar o passe com qualquer
roupa?
Não
há regra. Entretanto, recomenda- se que o passista vista- se de forma
confortável, para que não venha a sentir incômodo durante a tarefa, podendo
atingir seu término com tranqüilidade. Deve- se evitar o uso de roupas
espalhafatosas, o que poderá ocasionar pensamentos de estranheza em uns, assim
como de crítica em outros, desviando os pensamentos do campo nobre de ilações
que a tarefa exige. Essencial também não abusar de decotes, roupas muito
justas, curtas e coisas afins que, naturalmente, possam gerar pensamentos
libidinosos nas outras pessoas. De maneira geral, todos nós ainda temos
vinculações no campo da sexualidade mal direcionada. E por fim, como grande
parte dos companheiros movimenta os braços durante a aplicação do passe,
conforme a técnica preferida, sugerimos que os passistas não façam uso de
colares, pulseiras ou qualquer outro objeto que faça barulho durante a tarefa,
para evitar- se desviar a atenção dos outros co- participantes. (Veja questão
28)
95. Posso tocar no paciente?
Não.
O toque denota, essencialmente, intimidade. Por mais bela e pura que seja a
relação entre passista e paciente, deve- se evitar o toque dentro do ambiente
da casa espírita, como forma de respeito aos outros companheiros, em relação à
unidade de trabalho que deve haver dentro da casa espírita. Quando participamos
de qualquer tarefa dessa natureza, não podemos agir da maneira que queremos, mas
submeter- nos às orientações da casa. Nunca é pouco ressaltar que a ordem e a
disciplina presidem o progresso. No que diz respeito ao toque em pessoa que não
se conhece, a situação se complica ainda mais. É possível que o paciente se
assuste, e com maior intensidade se este for do sexo feminino. Em qualquer
trabalho, principalmente com o público, o cuidado deve ser redobrado. Imagine a
seguinte situação: determinado companheiro vai ao centro espírita pela primeira
vez; encontra- se amedrontado; indicam- lhe a câmara de passes; ele observa a
escuridão, o silêncio, e estes lhe causam estranheza maior; na sua vez, senta-
se de olhos arregalados, enxergando com deficiência; subitamente o passista à
sua frente põe a mão em seus ombros; talvez este companheiro não volte àquela
ou qualquer outra casa espírita, ou talvez saia correndo. Embora o caráter
cômico da narrativa, observamos que tal fato já ocorreu mais de uma vez. Não é
demérito algum para o Espiritismo reconhecermos que, em virtude da ignorância,
muitas pessoas ainda se amedrontam quando passam em frente a uma casa espírita.
(Veja questão 94)
96. Os olhos devem ficar abertos ou
fechados?
Em
geral, abertos. Particularmente os passistas que se servem de movimentos para a
aplicação do passe não poderão agir de olhos fechados, sob pena de virem a
colidir com outro passista também em movimento, ou até mesmo com o próprio
paciente. Além, é claro, dos inconvenientes trazidos pelo toque indesejado.
(Veja questão 136)
97. Senti tonturas durante a
aplicação do passe. O que aconteceu?
Os
fluidos são a base da manifestação mediúnica. Determinados companheiros que
tenham ostensividade mediúnica podem tender para o estado sonambúlico em
ambientes com grande reserva fluídica. A tontura, muitas vezes, indica o limiar
entre os estados de vigília e sonambúlico. Sendo fenômeno natural, pode ser
coibido pelo passista com a devida educação da mediunidade. Quando ocorrer,
deve- se, sem alarde, informar ao coordenador da tarefa, para que, se possível,
substitua- se o passista em questão, até o restabelecimento adequado, que
geralmente ocorre em poucos minutos. Costuma- se recomendar que o passista tome
um pouco de ar, procure relaxar e orar rogando aos benfeitores espirituais que
o auxiliem. Tal fato não é, definitivamente, motivo para que qualquer
companheiro se afaste da tarefa do passe. (Veja questão 140)
98. O que o passista deve pensar na
hora do passe?
O
passista deverá orar continuamente durante a tarefa. O pensamento bem
direcionado é essencial para o desempenho da tarefa. Assim, quanto mais se
estuda os mecanismos do passe, maior capacidade de orientação de sua força
mental terá o passista. Embora não haja regra sobre “o que pensar”, observamos
que muitos companheiros mais afinizados com o estudo imaginam correntes
magnéticas luminosas entrando e saindo pelos centros vitais do paciente, outros
projetam na tela mental a figura de Jesus, e ainda outros imaginam descargas
enormes de fluidos saindo das pontas de seus dedos, dos olhos, ou de todo o
corpo. Seja qual for a ideação, esta sempre deverá ser nobre, além de ser
alimentada pela crença profunda do passista na eficácia da aplicação, embora,
como já dissemos, o passista não tenha autoridade suficiente para garantir cura
a qualquer pessoa. (Veja questões 3 e 136)
99. Devo dar passe descalço?
Não
há regra. Porém, dentro da casa espírita, preferível é apresentar- se
convencionalmente, ou seja, com vestuário adequado e sapatos confortáveis, que
não causarão incômodos durante a tarefa. Dar passes descalços traz sérios
inconvenientes, que variam da estranheza de se ver uma pessoa descalça dentro
da câmara de passes, até o desconforto nasal que os companheiros possam vir a
sentir. Além disso, o passista não é mais eficaz por estar descalço. (Veja
questão 28)
100. Tenho problemas com o paciente
que acabou de se sentar à minha frente. Devo dar o passe?
Sim.
Devemos entender tal fato como oportunidade que Deus oferece ao passista de
renovar suas concepções com base no perdão e na amizade. Nesse particular, devemos
entender que um “inimigo” é sempre um amigo perdido, de forma que tal amizade é
sempre passível de ser recuperada. (Veja questão 44)
O PACIENTE DURANTE A TAREFA
101. Devo usar roupa apropriada
para o passe?
Não
há regra. Há pessoas que se sentem bem usando roupas de cor lilás, amarela,
branca, dentre outras, assim como há casas espíritas que sugerem ao paciente,
que está submetido a tratamento fluidoterápico mais longo, a utilização de
roupas brancas. No primeiro caso, o paciente deverá utilizar a cor que
preferir, da mesma forma como escolhe uma roupa ao sair de casa, e no segundo,
deverá acatar as sugestões da casa espírita, se concordar com elas. De forma
geral, fatores tais como fé, merecimento e vontade de melhoria influenciam
muito mais na eficácia do passe do que a simples cor de uma roupa.
102. Os olhos devem ficar abertos
ou fechados?
Não
há regra. Tudo deve ser feito para que o paciente se concentre melhor. Há
pessoas que preferem, para se concentrar, permanecer com os olhos fechados. Há outras
que gostam de mantê-los abertos. O mais importante, no momento do passe, é o
relaxamento físico e psicológico do paciente, de forma que este esteja mais
receptivo aos fluidos em transmissão. (Veja questões 107 e 108)
103. Qual o número máximo de passes
que posso tomar?
Este
número não existe. Conforme temos aprendido, particularmente com André Luiz, no
capítulo 19 do livro “Missionários da Luz”, o melhor é submeter- se ao
tratamento fluidoterápico acompanhado de um empenho constante no processo de reforma
íntima. Além disso, o paciente deve procurar não tomar o passe “apenas por
tomar”, da mesma forma que não toma antibióticos simplesmente porque “não tinha
nada pra fazer”. O passe, assim como qualquer remédio, deve ser encarado como
elemento terapêutico para o corpo e o espírito. (Veja questão 62)
104. Senti tonturas durante o
passe. O que aconteceu?
A
tontura pode ocorrer por vários motivos, dentre os quais a caracterização de
mediunidade ostensiva por parte do paciente. Neste caso, tal fato indica que o
paciente atingiu o limiar entre os estados de vigília e sonambúlico, e pode
tender para qualquer tipo de manifestação mediúnica. Sendo fenômeno natural,
pode ser coibido pelo paciente com a devida educação da mediunidade. Quando
ocorrer, deve-se, sem alarde, informar ao passista, para que este, se possível,
continue a aplicação do passe com o devido cuidado, ou mesmo paralise- o, até o
restabelecimento adequado, que geralmente ocorre em poucos minutos. Deve- se
tomar um pouco de ar, procurando relaxar e orar rogando o auxílio necessário
junto aos benfeitores espirituais. Recomenda- se que o paciente procure o
coordenador da tarefa posteriormente, relatando o acontecido, afim de orientar-
se sobre uma possível mediunidade, e sua efetiva educação, lembrando sempre que
mediunidade não é doença, mas sim disposição orgânica que faculta maior grau de
sensibilidade para captação de influências psíquicas ou espirituais, dentre
outras. (Veja questão 139)
105. Após o passe piorei. O que
aconteceu?
Traçando
um paralelo entre o passe e os medicamentos convencionais, observamos que
muitas vezes tomamos remédios que causam inicialmente estados de piora
repentina, para em seguida revigorar o aparelho orgânico do paciente. Sendo o
passe também um remédio, é natural que este fato venha a ocorrer em alguns
casos. Por outro lado, pessoas mais sensíveis, principalmente no tocante à
questão da mediunidade, podem apresentar variações mais perceptíveis, como
traço indicativo de necessidade de educação mediúnica. Quando tal fato ocorrer,
procure orientação junto ao coordenador da tarefa. (Veja questão 66)
106. Preciso virar as palmas das
mãos para cima para receber melhor o passe?
Não.
Os fluidos do passe não são captados diretamente pelo corpo físico, mas por
corpos mais sensíveis às energias que são doadas, razão pela qual não há
necessidade de se virar as palmas das mãos para cima no momento da aplicação. O
paciente poderá fazê-lo, naturalmente, se tal prática lhe trouxer qualquer tipo
de conforto a nível mental. (Veja questão 123)
107. Devo fazer silêncio durante o
passe?
Sim.
A concentração desempenha papel importante para a eficácia do passe. Assim, o
paciente não deverá produzir barulhos, nem tampouco questionar o passista
durante a tarefa, mas sim concentrar-se o melhor possível, procurando fazer- se
o mais receptivo possível aos fluidos benéficos que recebe. (Veja questão 102)
108. O que o paciente deve pensar
na hora do passe?
Deve
se esforçar por criar bons pensamentos, sedimentados pela prece constante. Para
os irmãos que tenham maior dificuldade nesse particular, sugere- se imaginar
quadros que traduzam beleza espiritual, passagens evangélicas da vida do
Cristo, cantar mentalmente, mas apenas mentalmente, canções espiritualizantes,
e até mesmo se servir das preces decoradas, procurando sempre pronunciá-las com
o máximo de sentimento. Poderá também mentalizar o lar, o ambiente de trabalho,
a família, os amigos e “inimigos”, dentre outros. (Veja questão 107)
109. Devo tomar o passe descalço?
Não
há necessidade, além de ser inconveniente. Sendo o passe também um remédio, sua
eficácia não está relacionada a este fato, assim como o uso de qualquer outro
remédio não traz na bula a necessidade de o paciente estar calçado ou descalço.
110. Posso ficar com as pernas
cruzadas?
Sim.
O paciente deverá procurar se sentir o mais confortável possível para que se
coloque de forma receptiva ao passe que irá receber. Se esse conforto estiver
relacionado às pernas cruzadas, que cruze então as pernas. O simples fato de
cruzar ou não as pernas não irá incluir na eficácia do passe.
111. Posso sempre escolher meu
passista predileto?
Não.
Em respeito aos irmãos que doam seu tempo e seu amor à tarefa, não devemos
interferir com nosso personalismo exagerado e egoístico. Muitas vezes a energia
que é canalizada para determinado paciente pode mesmo não vir do próprio
passista que gesticula à sua frente, mas sim ter sua origem em outro passista
que esteja na câmara, em outras pessoas que nem mesmo esteja na câmara do
passe, ou até na vegetação que se encontra próxima ou distante. Também por este
motivo, não encontrarmos fundamento seguro para a preferência desse ou daquele
passista.
112. Não gosto do passista. Devo
tomar o passe?
Sim.
É provavelmente boa oportunidade para recomeçar o estreitamento dos laços que
conduzam os dois à amizade novamente. Na certeza de que o acaso não existe,
devemos analisar com carinho as situações pelas quais Deus nos permite superar
a nós próprios no dia a dia. Além disso, cumpre sempre lembrar a assertiva do
Mestre da Galiléia: “Perdoai os vossos inimigos”. (Veja questão 109)
O PASSE
113. Quais os tipos de passe?
Essa
questão é problemática. Muitos autores preferem criar suas próprias
nomenclaturas. De nossa parte, consideraremos apenas as mais usuais: passe magnético,
onde somente o passista, nesse caso dito “magnetizador”, atua como a fonte dos
fluidos a serem doados, não havendo portanto a influência espiritual; passe
espiritual, cuja origem dos fluidos é primordialmente espiritual; e passe
misto, também conhecido como passe espírita, onde atuam de forma colaborativa o
passista e o Espírito, embora o passista não esteja propriamente mediunizado,
podendo inclusive haver a adição de fluidos vegetais previamente manipulados
pela Espiritualidade. Este último tem sido utilizado de forma mais ampla nas
casas espíritas, e é o que recomendamos. (Veja questões 132 a 135)
114. O que é passe magnético?
É
a doação de fluidos originada exclusivamente de um ou mais doadores encarnados,
chamados de “magnetizadores”. Embora usado em algumas casas espíritas, e ter
seus benefícios já confirmados pela experiência, não é tão difundido quanto o
passe dito misto. Digno de nota é o fato de Allan Kardec ter sido aluno da
escola de Mesmer, famoso estudioso do Magnetismo no século XIX, segundo consta
em alguns registros históricos. (Veja questões 1 e 4)
115. O que é passe espiritual?
É
o passe cuja origem é espiritual. Não há, neste caso, participação de criatura
encarnada, embora os Espíritos possam naturalmente manipular fluidos animais
para o fim almejado. O passe espiritual não é idêntico ao passe misto, em
virtude da participação ativa do passista que este requer.
116. O que é passe misto?
O
passe misto pode ser considerado como a soma do passe magnético e do passe
espiritual, unindo as qualidades de ambos. Nesse caso, tanto há doação de
energia espiritual por parte dos Espíritos encarnados e desencarnados, como
manipulação de fluidos animais, vegetais e outros que desconhecemos, por parte
da Espiritualidade que coordena o trabalho. É o passe mais praticado nas casas
espíritas, por envolver a equipe de tarefeiros encarnados, subordinada à equipe
espiritual. (Veja questão 49)
117. O passe cura?
Não.
O passe atua como paliativo que alivia as dores físicas e/ ou morais sofridas
pelo paciente, e lhe reanima espiritualmente para continuar a enfrentar os
testes da vida de forma mais tranqüila. Naturalmente a eficácia do passe está
vinculada ao esforço do paciente em superar- se. (Veja questão 92)
118. O passe é placebo?
Não.
O Magnetismo é ciência já largamente comprovada, não se tratando pois de mera
questão de crença. Podemos, modernamente, verificar com clareza a radiação
emitida pelos seres vivos através de vários métodos, dentre os quais destaca-
se como dos mais conhecidos a fotografia da aura energética, também chamada de
kirliangrafia. Os efeitos magnéticos do passe são uma realidade que pode ser
comprovada. Dessa forma, o passe não é placebo. (Veja questões 13 e 15)
119. Qual a finalidade de se
aplicar passes em objetos?
Os
objetos, assim como os corpos vivos, têm uma aura magnética que os reveste,
sendo esta passível de ser magnetizada positiva ou negativamente. Quando alguém
toca no objeto, é natural ocorrer a interação dos campos magnéticos,
transmitindo- se assim parcela das características de tais campos de um para
outro. O mais comum nas casas espíritas é a magnetização da água, dita “água
fluida”, ao passo de magnetização de roupas e outros objetos é fato mais raro.
120. Deve-se dar passe antes das
reuniões mediúnicas?
O
passe na reunião mediúnica é mais utilizado durante ou após os trabalhos,
embora encontremos casas que o ministrem antes do início. Durante a reunião os
passes podem atuar de duas formas básicas: sustentação fluídica de uma
manifestação ou dispersão de fluidos após alguma entidade ainda sofredora ter
se servido do médium, causando- lhe fadiga. Após a reunião, costuma- se
utilizar o passe tanto para dispersão de fluidos como para energização dos
médiuns, em quem geralmente o desgaste é maior. O passe antes do início das
reuniões mediúnicas pode ser aplicado no intuito de relaxar os companheiros
para melhor receptividade mental na tarefa em questão.
121. Deve- se dar passe durante as
reuniões mediúnicas?
Não
há regra. Depende principalmente de como aplicar o passe. É comum
depararmo-nos, em reuniões mediúnicas, com situações em que o médium se esforça
por não permitir a manifestação de determinada entidade que se encontra
descontrolada em excesso por algum motivo. Tais manifestações perturbam a
reunião, além de fatigar o medianeiro. Ocorre que companheiros responsáveis
pela tarefa do passe durante a reunião, algumas vezes, aplicam passes de
energização nos médiuns, procurando auxiliar- lhes. Não raro, o passista –
naturalmente bem intencionado – está cometendo o engano de prover os recursos
de base para que o fenômeno venha a ser continuado. Pelo que temos observado e
aprendido, a aproximação das mãos ou o direcionamento do pensamento (mesmo sem
qualquer movimento do corpo) com o objetivo de se fornecer fluidos à região próxima
à nuca sensibiliza bastante o médium, facilitando- lhe o processo de vinculação
psíquica e conseguinte manifestação. Assim, sugere- se observar a diferença
básica entre a aplicação dispersiva e a energizante, de forma a se trabalhar
corretamente durante as reuniões mediúnicas. (Veja questões 122 e 135)
122. Deve- se dar passe após as
reuniões mediúnicas?
Não
há regra. Sugere- se que apenas os companheiros que se encontrem mais fatigados
sejam atendidos, para que não se “vicie” o tarefeiro a receber sempre o passe,
sem qualquer tipo de cogitação quanto à necessidade ou não de recebê-lo. (Veja
questão 135)
123. Em qual corpo atua o passe?
Em
todos. Entendemos que há duas parcelas energéticas no passe: a espiritual e a
animal. A segunda, animal, serve de suporte à primeira, como se fosse um
“carrinho de mão”. Os Espíritos encarnados, assim como os desencarnados
excessivamente vinculados à matéria, ainda necessitam deste “veículo” de
transporte (fluido animal) para captar os fluidos espirituais, que nesse caso
ficam impregnados no fluido animal. Esse também é um dos motivos pelos quais as
reuniões ditas de “desobsessão” necessitam do componente humano (encarnado). Os
fluidos animais, semi- materiais, que transportam as energias espirituais
canalizadas no passe encontram ressonância maior com o perispírito, razão pela
qual este corpo capta em primeiro lugar as vibrações da fluidoterapia, vindo a
distribuí-las posteriormente aos outros corpos. (Veja questão 106)
124. O passe afeta o corpo físico?
Sim.
Sendo o perispírito, ou corpo espiritual, ligado ao corpo físico, naturalmente
esse recebe as impressões captadas por aquele. Ocorre que, pelo fato de muitas
pessoas não sentirem imediatamente os resultados do passe, como queriam, não se
acredita em sua eficácia, contribuindo, de fato, para que tais energias sejam
atenuadas, diminuindo sua ação. Em termos da Medicina convencional, podemos
comparar um tratamento fluidoterápico a uma terapia homeopática, que em
princípio passa mais tempo “despercebida”, atingindo, no entanto, as causas
profundas do problema. (Veja questão 123)
125. Existe relação entre o passe e
o africanismo?
Espiritismo
não é africanismo, assim como as religiões africanistas, tais com a Umbanda,
Candomblé e outras, não são Espiritismo. Não obstante, boa parte das religiões
africanistas, senão todas, assim como o Espiritismo, tem trabalhos de
fluidoterapia.
126. Há bibliografia recomendada
para o estudo do passe?
Evitando
enumerar livros em excesso, citemos apenas quatro: “O Passe – seu estudo, suas técnicas,
sua prática”, de Jacob Melo, FEB; “O Passe Magnético – seus fundamentos e sua
aplicação”, Salvador Gentile, IDE; “Missionários da Luz”, capítulo 19, André
Luiz/ Francisco Cândido Xavier, FEB e “Conduta Espírita”, lição 28, André Luiz
/ Waldo Vieira, FEB. (Veja questão 47)
PASSE E TÉCNICA
127. Existem técnicas específicas
para o passe?
Sim.
O passe misto, do qual estamos tratando, se utiliza das técnicas (a nível de
movimentos) do passe magnético. É comum classificarmos os passes conforme o objetivo
e os movimentos que o passista produz quando de sua aplicação, embora os
movimentos não sejam obrigatórios. Visando simplificar ao máximo,
restringiremos a duas técnicas, que chamaremos de “dispersão” e “energização”
ou “fortalecimento”. Em geral, todo passe realizado durante a tarefa é uma
seqüência destes, dois: primeiramente o dispersivo, seguindo- se o energizante.
(Veja questões 128 a 136)
128. Os movimentos são realmente
necessários?
Não.
Os movimentos apenas auxiliam o passista a direcionar seu pensamento
corretamente durante o passe, assim como funcionam à guisa de sugestão mental
para o paciente. Este segundo aspecto se deve ao fato de, culturalmente, o
paciente sempre esperar que o passista irá movimentar os braços ou as mãos. Há
pacientes que, em tomando passe com passista que não se movimenta, saem da
câmara de passes insatisfeitos, chegando a pensar inclusive que não receberam o
passe. (Veja questões 12, 134 e 135)
129. Qual é a duração ideal do
passe?
Não
há regra. Embora os passes realizados fora da casa espírita, em residências ou
hospitais possam ser mais longos, nas tarefas costuma- se utilizar um tempo
padrão próximo de um minuto, que naturalmente pode variar de paciente para
paciente em função da intuição do passista. No entanto, o passista não deve se
preocupar em “cronometrar” o passe, pois adquirirá facilmente, com dedicação à
tarefa, a noção adequada do tempo necessário a cada caso.
130. Há cuidados especiais quando
da aplicação de passes em médiuns ostensivos?
Sim.
O passista deve procurar ser breve na “fase” de energização do passe, evitando
ao máximo direcionar por muito tempo os fluidos, seja através de movimentos ou
apenas com o pensamento, para a região da nuca do paciente, pois neste caso
aumenta- se o risco de ocorrência de manifestação
mediúnica.
Além disso, pelo uso dos olhos abertos, o passista poderá, ao longo do passe,
verificar se o paciente tende ou não para o estado sonambúlico. (Veja questões
134 e 135)
131. Preciso contrair os músculos
para dar o passe?
Não.
A cota de fluidos doada pelo passista não tem relação com a força muscular que
este faz. Muitos passistas consideram incorretamente, pelo fato de ficarem com
os músculos doloridos após a tarefa, que sua participação foi mais ampla, assim
como outros que, por produzirem suor em excesso, julgam ter sido eficazes na
tarefa. Nenhum dos dois fenômenos fisiológicos citados se relaciona com a
eficácia do passe. Assim, não se faz necessária a aplicação de força para se
ministrar o passe.
132. O que é passe de dispersão?
O
passe de dispersão é técnica destinada a retirar os fluidos deletérios que
possam estar vinculados ao paciente, pela ocasião das ocorrências do dia a dia,
ou de causas específicas, tais como processos obsessivos. É comumente
ministrado aos médiuns, nas reuniões mediúnicas, após manifestação de entidade
perturbada. A função básica dessa técnica é propiciar alívio ao paciente, assim
como desobstrução de sua capacidade intelectiva, e de vinculação com os
benfeitores espirituais.
133. O que é passe de energização?
O
passe de energização é técnica que objetiva principalmente o fortalecimento
energético do indivíduo. Com base nesse fortalecimento, o paciente pode
reorganizar seus mecanismos de defesa contra investidas espirituais e encontrar
motivação com base nas novas reservas de energia, dentre outros.
134. Como aplicar o passe de
dispersão?
Conforme
se observa nas figuras 1 e 2, o passe de dispersão é realizado pela
movimentação dos braços de cima para baixo, e não de baixo para cima, ao longo
do corpo do paciente. As palmas das mãos devem estar direcionadas para baixo,
de forma a se pensar que algo está sendo retirado do paciente. Os passistas não
necessitam, ao final do percurso dos braços, fazer qualquer tipo de movimento
com as mãos com o objetivo de livrarem- se dos fluidos retirados do paciente,
pois tais fluidos não ficam agregados no passista. Lembramos, mais uma vez, que
os movimentos aqui descritos funcionam apenas como sugestão mental tanto para o
passista, como para o paciente. (Veja questões 128 e 131)
135. Como aplicar o passe de
energização?
Conforme
se observa nas figura 3, o passe de energização é realizado pela imposição de
mãos, que são movimentadas vagarosamente, desde a cabeça até às pernas do
paciente, podendo ser repetido várias vezes tal movimento. É comum o passista,
conforme sua intuição, fixar as mãos por algum tempo em determinada parte do
corpo do paciente, com o objetivo de fornecer maior parcela de fluidos aos
órgãos daquela área, como vemos na figura 4. Durante tais movimentos, o
passista deverá imaginar a transferência de fluidos luminosos de si para o
paciente, tendo a plena convicção de que tais fluidos estão repletos de boas
energias. Ao final do passe, que geralmente começou pela técnica de dispersão,
caso o passista deseje comunicar mentalmente votos de confiança, esperança e
paz ao paciente, é comum o posicionamento das mãos acima da cabeça (centro
coronário) e na direção dos olhos (centro frontal), como mostrado na figura 3.
(Veja questões 16, 17, 128 e 131)
136. O pensamento influencia no
passe?
Sim.
Movimentando ou não as mãos, é o pensamento do passista, aliado ao do Espírito
coordenador do passe, que direciona os fluidos às regiões mais necessitadas no
organismo do paciente. Em função de seu livre- arbítrio, o passista pode
aumentar ou diminuir o fluxo energético que direciona ao paciente, desde que
acredite em sua capacidade de operar no bem. O paciente, pelo pensamento, pode
se colocar no estado mais receptivo possível, recebendo o maior percentual
fluídico, ao passo que, quando desconfia da eficiência do passe, ou se
amedronta por qualquer motivo, forma como que uma camada de proteção em torno
de si que impede a passagem de boa parte dos fluidos doados. Assim, concluímos
que a responsabilidade pelo sucesso do passe é não apenas do passista e do
Espírito que o assiste, mas também do paciente. (Veja questões 96 e 98)
O QUE FAZER QUANDO...
137. O que fazer quando o paciente
fica mediunizado?
Deve-
se procurar despertá-lo do transe, com tranqüilidade, batendo ou apenas pressionando
levemente seu ombro, tomando o máximo cuidado para não chamá-lo de supetão,
assustando- o. Nestes casos, preferível é que o passe seja interrompido, e que
se indique ao paciente tomar um pouco de ar, ou água, no sentido de relaxar,
conduzindo- o quando possível à presença do coordenador da tarefa ou
companheiro que possa orientá-lo adequadamente aos programas de educação da
mediunidade
desenvolvidos na casa espírita. Desnecessário dizer que deve- se evitar, dentro
do possível, qualquer tipo de alarde dentro da câmara de passes. (Veja questões
66 e 130)
138. O que fazer quando o passista
fica mediunizado?
Embora
tal prática não seja recomendada, raramente encontramos passista que aplicam o
passe mediunizados, sem que o paciente perceba tal fato. Dos casos de
mediunização na câmara de passes, esse pode ser considerado o mais simples, ao
passo que a manifestação mediúnica ostensiva de qualquer Espírito por
intermédio do passista não é indicada na tarefa em questão. Assim, quando tal
fato ocorrer, caso a segurança e a estabilidade do trabalho em curso se vejam
ameaçados, deve- se procurar despertar com cuidado o passista do transe,
orientando- lhe posteriormente a trabalhos de educação da mediunidade. (Veja
questão 93)
139. O que fazer quando há indisposição
orgânica no paciente?
Deve-
se, com tranqüilidade, interromper o passe, acompanhando o paciente, com
gentileza, até o exterior da câmara de passe, onde poderá receber auxílio do
próprio coordenador da tarefa, de passista reserva, ou qualquer outro irmão
disponível. (Veja questão 104)
140. O que fazer quando há
indisposição orgânica no passista?
Deve-
se substituí-lo, sempre que possível, por passista reserva. Posteriormente, é
sempre útil investigar- se se a origem da indisposição reside na mediunidade,
para correta orientação do passista. (Veja questão 97)
MUITA PAZ!
Colabore com a melhoria contínua deste trabalho, Enviando
sugestões, comentários e correções para lyseijr@horiz.com.br
março
de 2003
Outras idéias
sobre passe por Vera Bestene da
Fraternidade Espirita Irmãos Glacus - glacus@feig.org.br
"Ao por do sol todos os que tinham enfermos de diferentes
moléstias, lhos traziam; e, pondo as mãos sobre a cabeça de cada um deles, os
curava". (Lc.4:40).
"E ele, estendendo a mão, tocava-lhe dizendo: quero; sê limpo
e logo a lepra desapareceu dele". (Lc.5:13).
As passagens do Evangelho de Lucas são a confirmação da existência
do passe no evangelho. O passe é uma "transfusão" de energia psíquica
e espiritual, ou seja, a passagem de energia fluídicas vital de um para outro
indivíduo. O PASSE é modalidade de socorro fraterno, é a terapêutica revivida e
explicada, em sua mecânica e em sua vital importância, pelo Espiritismo-Cristão.
A prática do Passe sempre foi de todos os lugares e de todos os
tempos, mesmo que revestidos de diversas formas e ritos, ajustados ao degrau
mental de quem o pratica. Havia entre os índios cânticos de evocação em torno
do paciente; nos médiuns naturais há as "benzeduras" e
"rezas", feitos sempre com pureza d'alma e com intercâmbio de
energia; culminando com os Templos do espiritismo-cristão da
atualidade.
Como permuta de energias universais, quer entre desencarnados, quer
entre encarnados - elege-se como delicado e precioso auxiliar como remédio nas
crises, principalmente bruscas e repentinas de dor e no combate às chamadas
doenças fantasmas; perturbações espirituais transitórias que sofrem as almas
encarnadas; nas enfermidades da mente, no reequilíbrio de si mesmo, nas
terapias dos complexos...
O Passe atua diretamente sobre o perispírito, ou seja, onde se localizam as raízes profundas de
nossos distúrbios somáticos. É o passe o mais importante elemento para a
produção de equilíbrio perdido ou não conquistado, sempre que qualquer
desajuste se instale ou revele.
O passe, como dissemos, é derivado de fluídos que são formas
energéticas de elementos do Universo cósmico, que o perispírito automaticamente
absorve do meio ambiente. Quanto mais elevado o pensamento e as ações os
fluídos são mais harmônicos, agradáveis, luminosos, saudáveis. Quanto mais
inferior o pensamento mais deixa em estado de desarmonia, doentio, desagradável
e violento. Normalmente
irradiamos de nós o que somos e impregnamos o ambiente de nossa energia.
No fenômeno mediúnico, durante o transe, ocorre uma exteriorização
mais ou menos acentuada em face do estreitamento vibratório que o corpo físico
condiciona. A percepção do médium, neste estado, fica mais acurada e ele sente
esta energia por todo o corpo.
Os fluidos emanados de uma pessoa misturam-se ao ambiente e
combinam-se aos de outra pessoa e, principalmente, com os fluídos dos espíritos
desencarnados presentes , formando assim um ambiente fluídico local que pode
ser percebido pelo médium que está com seus
sentimentos mais aguçados e dependendo do estado de evolução mental do médium
ele pode identificar a espécie de fluídos ali emanados, sabendo e compreendendo
se bons ou maus. Os bons fluídos tornam-nos leves, com sensação agradável,
calma, harmônica. Os maus irradiam fluídos
pesados, desagradáveis, cabeça pesada e bocejos, até freqüentes arrepios.
Há várias formas de passes.
O Apóstolo Paulo nos falava
da importância da impostação das mãos (Atos 8:17-19). Aliás ele também se
referia aos Corintos "Dom de curar". (I Cor.12.9-10 e 28). Recordamos
Anchieta colocando as mãos por sobre as cabeças dos enfermos. Em uma de suas
cartas, de sua obra "Cartas Inéditas", encontramos um trecho significativos
às pag. 52: Esta e uma outra que estava
doente eram visitadas por nós e uma delas se restabeleceu, após alguns dias, e
perguntou-lhe a mãe como estava, ela respondeu que ia muito bem, e que não
havia o que admirar, visto que o "padre lhe havia imposto a mão."
O passe pode ser ministrado independentemente de qualquer faculdade
ou Dom especial no homem, o passe enriquece-se quando o passista venha a
conhecer-lhe o mecanismo. Recursos há que por vezes ignoramos, quais
sejam:
Repulsão: O enfermo, Não raro, repele as providências somadas a seu
favor e reverbera os fluidos que o envolvem, anulando o tratamento que se lhe
ministra. Recusa o remédio que lhe é necessário. Para vencer essa repulsão
faz-se imperativa a conversação sadia, tornando-se tão agradável quanto possível,
procurando-lhe os pontos de penetração ou vulnerabilidade. Identificado este
caminho de acesso e através dele o passista procura restabelecer a harmonia e
afinação entre ele e o paciente para que pouco a pouco possa ofertar-lhe o
tratamento e enfim seja eficaz .
Para que o passe realmente seja eficaz faz-se necessário a
confiança do paciente no passista pois é ela o melhor veículo à canalização de
fluídos salutares. Há também de haver o magnetismo do passista posto que toda
doença é, no fundo, uma perturbação magnética das células orgânicas e
perispirituais, cujo reequilíbrio se alcança hipnotizando os órgãos enfermos e
dirigindo-os à reorganização total.
A vontade é outro elemento manipulador de energia, sendo ela
portanto um condutor para a edificação ou destruição destes fluídos.
O passe, como já sabemos, é transmissor de energias humanas somadas
às energias Divinas, agindo em favor do reequilibro continuamente rompido pela
vivência do orgulho. A prece é elemesse. Sustentando-se com a prece o passista
torna-se um intermediário consciente que, com humildade se ergue ao Alto
afinizando-se com as ondas imaculadas do Universo, canalizando sua
potencialidade em favor do doente. Quem ora é quem se utiliza dos melhores
laboratórios.
Ao bom passe não é exigido um ambiente próprio. Entretanto é
importante aos "templos" Espíritas o isolamento da visitação pública,
por longo período, de um cômodo que deverá estar higienizado e com iluminação
natural, salvo a noite que deverá conter uma semi iluminação azul.. Este lugar
chama-se câmara de passe e se presta à reflexão do passista que, em oração
abrirá os canais para os fluídos
puros, que alimentarão o serviço dos passes. A demora no local eqüivalerá a um
banho às suas disfunções e anomalias. "A virtude sempre repousa no
equilíbrio..."
Ao passista é recomendável o repouso e o equilíbrio do espírito e
para isto é necessário o uso equilibrado das energias sexuais para suas reais
conquistas para o campo do bem. A medida que o homem se envilece, mais
destacando o seu instinto animalesco, ele organiza suas satisfações grosseiras
pelas vias sexuais. A medida que se sublima, os
impulsos vitais de sua organização genital ganham novos rumos, exercendo-se
efetivamente a fortificação das vibrações mentais e a naturalidade sexual atingirá
sua coluna celeste. O passista pois, que encontra suas radiações genitais um
celeiro inesgotável de saúde e harmonia par si e para seus semelhantes, lutará
consigo mesmo para reformar-se no íntimo, assegurando-se de que, pouco a pouco
irá alcançando a otimização de seu passe. O passista também tem de ficar
em harmonia com a sua alimentação. Relativamente aos passes emergenciais, os
Mensageiros Divinos servem-se de quaisquer instrumentos que encontram às mãos,
independentemente das condições interiores, mas esta será sempre transitória. O
passista, portanto, que se imponha esta modalidade de amparo curativo e
caritativo, deve empreender todos os esforços para aprimorar-se para que seja
sempre um intermediário da Espiritualidade Maior. Para tanto o alimento é um
dos detalhes. Quanto mais equilibrado o organismo, maior o rendimento de suas
energias, que serão partilhadas ao próximo sem jamais atingir a exaustão. Há de
cuidar da alimentação. Não deve pois o passista comer nem muita carne nem muita
gordura; nem muito condimentos, nem pratos de digestão difícil...
O passista deve ser amigo do estudo edificante, nobre. A leitura é
simbiose com Espíritos iluminados. Devem os passistas, portanto, selecionar as
obras que devem ser "estudadas" e das que devem apenas ser lidas.
Outros elementos que deve evitar o passista para a sua
depuração: Os tóxicos, que ingeridos, lhe minarão a resistência e poderão,
inclusive, turbar-lhe as radiações fluídicas sadias. Fazendo-se necessário a
ausência de álcool, a diminuição do fumo, moderação das pimentas e temperos
fortes, nenhum entorpecente. A isto incluem-se até a dosagem de ingestão de
drogas que podem corresponder-lhes a viciação, pois os viciados atraem fluídos
de outros viciados, promovendo assim desequilíbrio. Para a Doutrina Espírita o
aprimoramento é uma constante inarredável. Mas por outro
lado o espiritismo-cristão não foi feito para acolher apenas anjos. Precisamos
com caridade ajudar ao aperfeiçoamento mas sem críticas ou ridicularizações.
Reconheçamo-nos deficientes mas tenhamos coragem de iniciar nossa própria
remodelação.
O livro “Apometria - A conexão entre a Ciência e o
Espiritismo” pode ser
encomendando por telefone (51)33362644 ou e-mail
casadejoaopedro@terra.com.br Apometria é um processo de desdobramento, com
a separação do corpo astral ou mental do corpo físico pela
atuação da força (da vontade direcionada com amor) usando a energia
gerada no corpo e, em especial, na mente. Conhecida e estudada, a técnica pode
ser empregada para tratar portadores de doenças genéticas, de difícil
resposta à terapêutica médica ou consideradas incuráveis.
Conclusões da retrospectiva da Revista
Isto É ao final de 2005:
“Novas
descobertas científicas e avanços tecnológicos estimulam o
fascínio pelo sobrenatural”
O Terceiro
Milênio amplia a percepção dos princípios opostos tendentes ao equilíbrio (“a Ciência encontra Deus”) conheça-os clicando aqui ó
O saber místico
até então sem serventia aos
“materialistas” e o conhecimento científico de nenhum valor para os
“espirituais” se reencontram à aprofunde clicando aqui ó
Aliás? O que é crença?
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interesses, no direito, desporto, artes
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Desperte a consciência para nova concepção de cosmos e sua importância colaborando na
constante evolução do Universo conhecendo as 7 Leis Espirituais do Sucesso clique aqui ó
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