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Para realizar grandes sonhos necessitamos[[[ Grandes sonhos! [Hans Seyle]
Aperfeiçoando-nos
construímos 1 ümelhor
As
grandes idéias jamais irrompem de súbito. As que assentam sobre a verdade
sempre têm precursores que lhes preparam parcialmente os caminhos. Depois, em
chegando o tempo, chega o encarregado da missão de resumir, coordenar e
completar os elementos esparsos, de reuni-los em corpo de doutrina. Desse modo,
não surgindo bruscamente, ao aparecer, a idéia encontra espíritos dispostos a
aceitá-la. Jesus conheceu os essênios, e sua doutrina foi
alimentada por princípios mais amplos. A idéia cristã foi pressentida séculos
antes de Jesus e dos Essênios, tendo por principais precursores Sócrates e Platão
no Ocidente, e Confúcio no Oriente, quando as condições tecnológicas permitiam
alimentar, com relativa segurança, toda
população, propiciando a superação, através da ética, dos atavismos irracionais
do instinto de sobrevivência. Aprofunde este enfoque clicando aqui ÿ ou no link, no
quadro dos tipos de sabedorias ao final do texto.
Sócrates,
como o Cristo, nada escreveu, ou, pelo menos, nenhum escrito foi
encontrado. Como o Cristo, teve a
morte dos criminosos, vítima do fanatismo porque atacou as crenças e
colocou a virtude acima da hipocrisia e do simulacro das formas. Combateu os preconceitos religiosos. Do mesmo modo que Jesus, a quem os fariseus
acusavam de corromper o povo com ensinamentos como o de proclamar a unidade de
Deus, a imortalidade da alma e o dogma da vida futura, também foi acusado pelos
fariseus do seu tempo. Sempre houve “fariseus” em todas as épocas. Da doutrina
de Jesus só sabemos pelo que escreveram seus discípulos. O mesmo acontece com Sócrates
de cuja sabedoria temos conhecimento pelos escritos de Platão e por seu discípulo-neto
Aristóteles. Os pontos de maior relevo conformam os princípios do
Cristianismo. As citações provarão que Sócrates e Platão pressentiram a idéia
Cristã, e seus escritos estampam os princípios fundamentais do Espiritismo. [1]
Sem entrar em conflito com o status quo
dominante, como Sócrates e mais tarde Jesus, Kung-Fu-Tzu - nome original de Confúcio – desenvolveu um mecanismo para colocar suas
idéias em prática. A educação era a base para uma sociedade justa e sua
filosofia baseada na ética e no humanismo. Abriu uma escola, e ensinou seu
código de conduta aos futuros governantes. Moldou o modo de vida oriental,
assegurando a reforma política baseada na moral e na ética, única maneira de
instaurar a ordem e a justiça. Conheça melhor a obra de Confúcio
e a cultura chinesa, a mais duradoura da civilização humana, clicando aqui ÿ
ou no link, no quadro dos tipos de sabedorias ao final do texto.
I. “O
humano é uma alma encarnada. Antes da sua encarnação, existia unida aos modelos
primordiais, às idéias do verdadeiro, do bem e do belo; separou-se deles,
encarnando, e, recordando o seu passado, sente-se mais ou menos atormentado
pelo desejo de voltar a ele.”
Não
é possível enunciar mais claramente a distinção e independência entre o
princípio inteligente e o princípio material. E vai além: A doutrina da
preexistência da alma; da vaga intuição que a alma conserva de um outro mundo,
a que aspira; da sua sobrevivência ao corpo; da sua saída do mundo espiritual,
para encarnar, e da sua volta a esse mesmo mundo, após a morte. É, finalmente,
o germe da doutrina dos Anjos decaídos.
II.
“A alma se perturba e confunde, quando se serve do corpo
para considerar qualquer objeto; tem vertigem, como se estivesse ébria, porque
se liga a coisas que estão, por sua natureza, sujeitas a mudanças; ao passo
que, quando contempla a sua própria essência, dirige-se para o que é puro,
eterno, imortal, e, sendo ela desta mesma natureza, permanece aí ligada, por
tanto tempo quanto passa. Cessam suas perturbações porque está unida ao que é
imutável e a esse estado da alma é que se chama sabedoria.”
Ilude-se
a si mesmo quem considera as coisas de modo terra-a-terra, do ponto de vista
material. Para as apreciar com justeza, tem de as ver do alto, isto é, do ponto
de vista espiritual. Aquele, pois, que está de posse da verdadeira sabedoria,
tem de isolar do corpo a alma, para ver com os olhos do Espírito. Idêntico ao
que ensina o Espiritismo (Evangelho, Kardec Cap. II, nº
5.), é o estado que as culturas orientais buscam por diversos caminhos, sob
vários nomes, como shibumi: www.padilla.adv.br/mistico/shibumi
III.
“Enquanto tivermos o nosso corpo e a alma se achar
mergulhada nessa corrupção, nunca possuiremos o objeto dos nossos desejos: a
verdade. De fato, o corpo nos suscita mil obstáculos pela necessidade que temos
de cuidar dele. Além disso, ele nos enche de desejos, de apetites, de temores,
de mil quimeras e de mil tolices, de maneira que, com ele, é impossível sermos
ajuizados, sequer por um instante. Mas, se não nos é possível conhecer
puramente coisa alguma, enquanto a alma nos está ligada ao corpo, de duas uma:
ou jamais conheceremos a verdade, ou só a conheceremos após a morte. Libertos
da loucura do corpo, conversaremos então, lícito esperar, com homens igualmente
libertos e conheceremos, por nós mesmos, a essência das coisas. Essa a razão
por que os verdadeiros filósofos se exercitam em morrer e a morte não se lhes
afigura, de modo nenhum, temível.”
Está
ai o princípio das faculdades da alma obscurecidas por motivo dos órgãos
corporais e o da expansão dessas faculdades depois da morte. Mas trata-se
apenas de almas já depuradas; o mesmo não se dá com as almas impuras. (O
Céu e o Inferno, 1ª Parte, cap. II; 2ª Parte,
cap. I.). Expressa o senso comum que os filósofos, verdadeiramente amigos da
sabedoria, não temem a morte, como o fazem os desorientados, que perderam
temporariamente o rumo da evolução.
IV.
“A alma impura, nesse estado, se encontra oprimida e se vê
de novo arrastada para o mundo visível, pelo horror do que é invisível e
imaterial. Erra, então, diz-se, em torno dos monumentos e dos túmulos, junto
aos quais já se têm visto tenebrosos fantasmas, como devem ser as imagens das
almas que deixaram o corpo sem estarem ainda inteiramente puras, e que ainda
conservam alguma coisa da forma material, o que permite a vista humana
percebê-las. Não são as almas dos bons; silo, porém, as dos maus, que se vêem
forçadas a vagar por esses lugares, onde arrastam consigo a pena do primeira
vida que tiveram e onde continuam a vagar até que os apetites inerentes à forma
material de que se revestiram as reconduzam a um corpo. Então, sem dúvida,
retomam os mesmos costumes que durante a primeira vida constituíam objeto de
suas predileções.”
Séculos
antes de Cristo, e milênios antes de Kardec o princípio da reencarnação estava
ai claramente expresso. Também o estado das almas que se mantêm sob o jugo da
matéria é descrito qual o mostra o Espiritismo nas evocações. Mais diz que a
reencarnação num corpo material é conseqüência da impureza da alma, enquanto as
almas purificadas se encontram isentas de reencarnar. O mesmo ensina o
Espiritismo, acrescentando apenas que a alma afortunada com boas resoluções na
erraticidade e dotada de conhecimentos adquiridos traz, ao renascer, menos
defeitos, mais virtudes e idéias intuitivas do que em sua existência
precedente. Assim, cada existência marca um progresso intelectual e moral. (O
Céu e o Inferno, 2.ª Parte: Exemplos.)
V.
“Após a nossa morte, o gênio (daimon, démon), que nos fora
designado durante a vida, leva-nos a um lugar onde se reúnem todos os que têm
de ser conduzidas ao Hades, para o julgamento. As almas, depois de haverem
estado no Hades o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida por numerosos
e longos períodos.”
É
a doutrina dos Anjos guardiões, ou Espíritos protetores, e das reencarnações
sucessivas, em seguida a intervalos mais ou menos longos de erraticidade.
VI.
“Os demônios ocupam o espaço que separa o céu da Terra;
constituem o laço que une o Grande Todo a si mesmo. A divindade jamais entra em
comunicação direta com o homem, mas é por intermédio dos demônios que os deuses
entram em contato e se relacionam, quer durante a vigília, quer durante o
sono.”
Na
antiguidade a palavra daimon, da qual se originou o termo demônio nos
tempos modernos, não era tomada no mau sentido. Não designava exclusivamente
seres malfazejos, mas todos os Espíritos, em geral, dentre os quais se
destacavam os Espíritos superiores ou de alta vibração, chamados deuses, e
os menos elevados, ou demônios propriamente ditos, cuja energia de baixa
vibração facilita sua comunicação direta com os homens. Os espíritos elevados
precisam baixar suas vibrações - num esforço descomunal, e ainda assim só
conseguem se comunicar com os humanos mais evoluídos. Mas para os espíritos
menos elevados, é fácil se comunicar com quaisquer humanos, pois as faixas de
vibração de ambos é bastante similar, e a sintonia não exige muito esforço.
Também o Espiritismo diz que os Espíritos povoam o espaço; que Deus só se
comunica com os homens por intermédio dos Espíritos puros, incumbidos de
transmitir as vontades; que os Espíritos se comunicam com humanos durante a
vigília e durante o sono. Substitui a palavra demônio pela palavra Espírito e tereis a doutrina
espírita; ponde a palavra anjo e tereis a doutrina cristã.
VII.
“A preocupação constante do filósofo (tal como o
compreendiam Sócrates e Platão) é, a de tomar o maior cuidado com a alma, menos
pelo que diz respeito a esta vida, que não dura mais que um instante, mas tendo
em vista a eternidade. Desde que a alma é, imortal, não será prudente viver
visando a eternidade?”
O
Cristianismo e o Espiritismo ensinam a mesma coisa. A diferença entre um
verdadeiro filósofo e um falso está em que o puro busca a verdade, projetando
suas forças na construção de um futuro melhor para humanidade com abnegação e,
não raro, com prejuízo ao seu próprio
bem estar. Sacrificando-se indivíduo em prol do grupo. O falso alimenta sua
soberba e cobiça, usando o que sabe para manipular as multidões sedentas de
emoção.
VIII.
“Se a alma é imaterial, tem de passar, após essa vida, a um
mundo igualmente invisível e imaterial, do mesmo modo que o corpo,
decompondo-se, volta à matéria. Importa, no entanto, distinguir a alma pura,
verdadeiramente imaterial que como Deus se alimenta, de ciência e pensamentos,
da alma mais ou menos maculada de impurezas materiais, que a impedem de
elevar-se para o divino e a retêm nos lugares da sua estada na Terra.”
Sócrates
e Platão, como se vê, compreendiam perfeitamente os diferentes graus de
desmaterialização da alma. Insistem na diversidade de situação que resulta para
da maior ou menor pureza. O que eles diziam, por intuição, o Espiritismo
o prova com os inúmeros exemplos que expõe. (O Céu
e o Inferno, 2ª Parte.)
IX.
“Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito
ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo,
da alma e dos vícios. Aquele que guarnecer a alma, não de ornatos estranhos,
mas com os que lhe são próprios, só esse poderá aguardar tranqüilamente a hora
da sua partida para o outro mundo.”
Equivale
a dizer que o materialismo, com o proclamar para depois da morte o nada, anula
toda responsabilidade moral ulterior. É um incentivo para o mal; o mau tem tudo
a ganhar do nada. Somente o homem que se despojou dos vícios e se enriqueceu de
virtudes, pode esperar com tranqüilidade o despertar na outra vida. Por meio de
exemplos, que todos os dias nos apresenta, o Espiritismo mostra quão penoso é,
para o mau, o passar desta à outra vida, a entrada na vida futura. (O
Céu e o Inferno, 2ª Parte, cap. 1.)
X.
“O corpo conserva bem impressos os vestígios dos cuidados de
que foi objeto e dos acidentes que sofreu. Dá-se o mesmo com a alma. Quando
despida do corpo, ela guarda, evidentes, os traços do seu caráter, de suas
afeições e as marcas que lhe deixaram todos os atos de sua vida. Assim, a maior
desgraça que pode acontecer ao homem é ir para o outro mundo com a alma
carregada de crimes. Vês, Cálicles, que nem tu, nem Pólux, nem Górgias podereis
provar que devamos levar outra vida que nos seja útil quando estejamos do outro
lado. De tantas opiniões diversas, a única que permanece inabalável é a de que
mais vale receber do que cometer uma injustiça e que, acima de tudo, devemos
cuidar, não de parecer, mas de ser homem de bem. (Colóquios de Sócrates com
seus discípulos, na prisão.)”
Deparasse-nos
aqui outro ponto capital, confirmado pela experiência: a alma não depurada
conserva as idéias, as tendências, o caráter e as paixões que teve na Terra.
Não é inteiramente cristã esta máxima: mais vale receber do que cometer uma injustiça?
O mesmo pensamento exprimiu Jesus, usando desta figura: "Se alguém vos
bater numa face, apresentai-lhe a outra." (Cap. XII, nº 7 e nº 8.)
XI.
“De duas uma: ou a morte é uma destruição absoluta, ou é
passagem da alma para outro lugar. Se tudo tem de extinguir-se, a morte será
como uma dessas raras noites que passamos sem sonho e sem nenhuma consciência
de nós mesmos. Todavia, se a morte é apenas uma mudança de morada, a passagem
para o lugar onde os mortos se têm de reunir, que felicidade a de encontrarmos
lá aqueles a quem conhecemos! O meu maior prazer seria examinar de perto os
habitantes dessa outra morada e distinguir lá, como aqui, os que são dignos dos
que se julgam tais e não o são. Mas, é tempo de nos separarmos, eu para morrer,
vós para viverdes. (Sócrates aos seus juizes.)”
Segundo
Sócrates, os que viveram na Terra se encontram após a morte e se reconhecem. O
Espiritismo mostra que continuam as relações estabelecidas, de tal maneira que
a morte não é nem uma interrupção, nem a cessação da vida, mas uma
transformação, sem solução de continuidade.
Houvessem
Sócrates e Platão conhecido os ensinos que o Cristo difundiu quinhentos anos
mais tarde e os que agora o Espiritismo espalha, e não teriam falado de outro
modo. Não há nisso, entretanto, o que surpreenda, se considerarmos que as
grandes verdades são eternas e que os Espíritos adiantados hão de tê-las
conhecido antes de virem a Terra, para onde as trouxeram; que Sócrates, Platão
e os grandes filósofos daqueles tempos bem podem, depois, ter sido dos que
secundaram o Cristo na sua missão divina, escolhidos para esse fim precisamente
por se acharem, mais do que outros, em condições de lhe compreenderem as
sublimes lições; que, finalmente, podem agora fazer parte da plêiade dos
Espíritos encarregados de ensinar aos homens as mesmas verdades.
XII.
“Nunca se deve retribuir uma injustiça com outra, nem fazer mal a ninguém, seja
qual for o dano que nos hajam causado. Poucos, no entanto, serão os que admitam
esse principio, e os que se desentenderem a tal respeito nada mais farão, sem
dúvida. do que se votarem uns aos outros mútuo desprezo.”
Está
aí o princípio cristão de caridade. Não retribuir o mal com o mal. Perdoar aos
inimigos.
XII.
“É pelos frutos que se conhece a árvore. Toda ação deve ser
qualificada pelo que produz: qualificá-la de má, quando dela provenha mal; de
boa, quando dê origem ao bem.”
Esta
máxima: "Pelos frutos é que se conhece a árvore", se encontra
repetida textualmente no Evangelho muitas vezes .
XIV.
“A riqueza é um grande perigo. Todo homem que ama a riqueza
não ama a si mesmo, nem ao que é seu; ama a uma coisa que lhe é ainda mais
estranha do que o que lhe pertence. (Capítulo XVI.)”
XV.
“As mais belas preces e os mais belos sacrifícios agradam
menos à Divindade do que uma alma virtuosa que faz esforços por se lhe
assemelhar. Seria grave se os deuses dispensassem mais atenção às nossas
oferendas, do que a nossa alma; se fosse assim os mais culpados conseguiriam
tudo com oferendas. Mas não: só são verdadeiramente justos e sábios os que, por
suas palavras e atos, cumprem seus deveres para com os deuses e para com os
homens. (Cap. X, nº 7 e nº e 8.)”
XVI.
“Chamo homem vicioso a esse amante vulgar, que mais ama o
corpo do que a alma. O amor está por toda parte na Natureza, que nos convida ao
exercício da nossa inteligência; até no movimento dos astros o encontramos. É o
amor que orna a Natureza de seus ricos tapetes; ele se enfeita e fixa morada
onde se lhe deparem flores e perfumes. É ainda o amor que dá paz aos homens,
calma ao mar, silêncio aos ventos e sono a dor.”
O
amor, que deve unir os homens por um laço fraternal, é uma conseqüência dessa
teoria de Platão sobre o amor universal, como lei da Natureza. Tendo dito
Sócrates que "o amor não é nem um deus, nem um mortal, mas um grande
demônio", isto é, um grande Espírito que preside ao amor universal, essa
proposição lhe foi imputada como crime.
XVII.
“A virtude não pode ser ensinada; vem por dom de Deus aos
que a possuem.”
É
quase a doutrina cristã sobre a graça; mas, se a virtude é um dom de Deus, é um
favor e, então, pode perguntar-se por que não é concedida a todos. Por outro
lado, se é um dom, carece de mérito para aquele que a possui. O Espiritismo é
mais explícito, dizendo que aquele que possui a virtude a adquiriu por seus
esforços, em existências sucessivas, despojando-se pouco a pouco de suas
imperfeições. A graça é a força que Deus concede ao homem de boa vontade para
se expungir do mal e praticar o bem.
XVIII.
“É disposição natural em todos nós a de nos apercebermos
muito menos dos nossos defeitos, do que dos de outrem.”
Diz
o Evangelho: "Vedes a palha que está no olho do vosso próximo e não vedes
a trave que está no vosso." (Cap. X, nº 9 e nº 10.)
XIX.
“Se os médicos são malsucedidos, tratando da maior parte das
moléstias, é que tratam do corpo, sem tratarem da alma. Ora, não se achando o
todo em bom estado, impossível é que uma parte dele passe bem.”
O
Espiritismo fornece a chave das relações existentes entre a alma e o corpo e
prova que um reage incessantemente sobre o outro. Abre, assim, nova senda para
a Ciência. Mostrando a verdadeira causa de certas afecções, fornece os meios de
as combater. Quando a Ciência levar em conta a ação do elemento espiritual na
economia orgânica, menos freqüentes serão os seus fracassos.
XX.
“Todos os homens, a partir da infância, mais fazem mal, do
que bem.”
Essa
sentença de Sócrates tocam a grave questão da predominância do mal na Terra,
questão insolúvel sem o conhecimento da pluralidade dos mundos e da destinação
do planeta terreno, habitado apenas por uma fração mínima da Humanidade.
Somente o Espiritismo resolve essa questão, explanada no evangelho de Kardec,
nos capítulos II, III e V.
XXI.
“Ajuizado serás, não supondo que sabes o que ignoras. A
sabedoria está em não pensar que sabemos, mas que estamos aprendendo.”
Endereçado
aos que criticam aquilo de que desconhecem. Platão completa esse pensamento de
Sócrates, dizendo: "Tentemos, primeiro, torná-los, se for possível, mais
honestos nas palavras; se não o forem, não nos preocupemos com eles e
não procuremos senão a verdade. Cuidemos de instruir-nos, mas não nos
injuriemos." E assim que devem proceder os espíritas com relação aos
seus contraditores de boa ou má-fé. Revivesse hoje, Platão acharia as coisas
quase como no seu tempo e poderia usar da mesma linguagem. Também Sócrates
toparia criaturas que zombariam da sua crença nos Espíritos e que o
qualificariam de louco, assim como ao seu discípulo Platão.
Foi
por haver professado esses princípios que Sócrates se viu ridicularizado,
depois acusado de impiedade e condenado a beber cicuta. As grandes verdades
novas não se podem firmar sem luta e sem fazer mártires porque ferem
preconceitos e contrariam interesses. Baseado no “O
Evangelho segundo o espiritismo”, de Allan Kardec,
de domínio público, facilmente encontrada na Web como em www.espirito.org.br/portal/codificacao/es/es-00.html#es00a4
O Terceiro Milênio amplia a percepção dos princípios opostos
tendentes ao equilíbrio... Conheça-os clicando aqui ó
O saber místico até então sem serventia aos “materialistas” e o conhecimento científico e de nenhum valor para os “espirituais” se reencontram aprofunde clicando aqui ó
Aliás? O que é crença? clique aqui ó
Professores e alunos? Em
quaisquer disciplinas ou interesses, no
direito, desporto, artes marciais, somos todos
mestres e
discípulos uns dos outros (clique aqui ó).
Desperte a consciência para nova concepção de cosmos e sua importância colaborando na constante evolução do Universo
conhecendo as 7 Leis Espirituais do
Sucesso clique aqui ó
Um dos mais populares provérbios ensina: “Pay attention to your enemies for they are
the first to discover your mistakes.”
Traduzindo livremente: Preste atenção aos seus inimigos, pois serão os primeiros a
descobrir os seus erros. Significa que os inimigos podem se
transformar no melhor amigo indicando o que devemos fazer para EVOLUIR. Dualidade
do Universo: Tudo
que nos cerca, todos e nós mesmos... Clique aqui ó
A Bíblia
foi alterada após o Século V suprimindo as referências à crença reencarnacionista
mas, sendo um livro grande, algumas partes escaparam:
“Conheço um homem
em Cristo que a catorze anos, foi arrebatado até o terceiro céu (se no corpo ou
fora do corpo, não sei, Deus o sabe)
“e sei que tal
homem (se no corpo ou fora do corpo,
não sei, Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as
quais não é lícito ao homem referir.” (Bíblia,
Coríntios II, capítulo 12, versículos 2 ª 4 )
“Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo
espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.” (Bíblia, Coríntios I, capítulo XV, versículos 44 )
“Achei-me
em espírito, no dia do senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de
trombeta.” (Bíblia, Apocalipse de
João, capítulo I, versículo 10 )
“Então
o espírito me levantou e me levou; eu fui amargurado na excitação do meu
espírito; mas a mão do SENHOR se fez muito forte sobre mim; antes que se rompa
o fio da prata, e se despedace o copo de ouro, e se quebre o cântaro junto a
fonte, e se desfaça a roda junto ao poço.” (Bíblia,
Eclisiastes, capítulo 12, versículo 6)
Entenda os motivos políticos e interesses
financeiros dessa mudança clicando aqui ó
Na concepção difundida por Descartes, o "Especialista" era
quem sabia cada vez mais...
Sobre cada vez menos...
Cada vez mais...
Sobre
cada vez menos
Até saber o tudo sobre o nada,
conforme picardia de Millor Fernandes
O “especialista” aprendia cada vez mais sobre uma pequena parcela
do conhecimento até saber quase tudo sobre o quase nada. A pretensão decartiana
observava tudo como um mecanismo de um relógio que pode ser "decomposto"
em muitas partes, permitindo conhecer o funcionamento do todo a partir de
cada pedaço. Esse raciocínio é válido quando as peças estão interligadas por
conexões simples. Pela analogia com o mecanismo do relógio, essa visão ficou conhecida como
"mecanicista".
Foi um estágio do conhecimento pelo qual passamos embora alguns
ainda não perceberam.
Saiba mais sobre o
processo de conhecimento e como
aperfeiçoá-lo usando os atalhos para os caminhos da sabedoria, abaixo.
No limiar do Terceiro Milênio desenvolveu-se
uma proposta que se denominou Holista. "Hol", do grego hólos, hóle, hólon, expressa
'inteiro', 'completo". Os
dicionários definem como “tendência supostamente
própria do Universo de sintetizar unidades em totalidades organizadas.”
Contrapostas as visões holista
e mecanicista equilibramos ambas (princípio
da dualidade) alcançando harmonia em adequada
compreensão do Universo e da vida. O mundo, como realidade não de partes mas
integrada. Nada é isolado. Tudo, todas coisas, todas pessoas, todos
acontecimentos, estão relacionados. When all is one and one is all.
Acelere o
conhecimento: Aprenda mais rápido e
melhor
Os Agnósticos cultivam a
humildade. A palavra significa “sem conhecimento”. O Universo é repleto
de fenômenos além da nossa compreensão, simples humanos. Nossas percepções
provêm dos cinco sentidos e do raciocínio para as interpretar. Os sentidos são
extremamente limitados. Compare com animais “inferiores”: Visão, audição,
olfato, tato e paladar humanos são limitadíssimos. E percebeu como a mente
teima em não lembrar de coisas importantes ? Ou como é difícil armazenar
informações que vamos necessitar ? O que chamamos de raciocínio não
passa de um software sofrível, rodado num hardware – nossa mente - mais
deficiente ainda. Como podemos
pretender conhecer o todo universal ? Não compreendemos mais que ínfima
parte. Shakespeare, profundo entendedor da alma humana, afirmou “haver mais mistérios entre o céu e
a terra do que imagina a nossa vã filosofia”. Estava certo.
Na falta de um poder de compreensão
adequado, instrumento valioso é tempo.
O “teste do passar tempo” desacredita crenças, costumes, modismos e convicções
falsas. E faz renascer as verdadeiras. Certo e verdadeiro consegue resistir com
o passar dos anos, séculos ou milênios. A instituição família é certa e
verdadeira. Existe desde o início das civilizações. A crença num ente superior
também o é. Permeou todas as sociedades, desde o início dos tempos.
Falar em Cristo suscita
controvérsias mas nem o maior dos céticos duvida que algo muito extraordinário
ocorreu na antiga Galiléia mudando o curso da história universal sem uso
da força militar ou do poder econômico.
Embora o Cristianismo esteja impregnado de valores tomados
de empréstimo das anteriores religiões orientais, em especial do Zoroastrismo
persa, suas verdades são fortes porque resistiram e se multiplicaram em dois
milênios. Aliás, grande parte (senão todo) conhecimento da civilização humana
tem sua fonte na primeira comunidade a desenvolver a agricultura e, com
alimentos abundantes, dispor de tempo e cada vez mais recursos para descobrir e
desenvolver tecnologias e fomentar o saber. Observe o infográfico comparando
a evolução da civilização através de várias culturas clicando aqui %. Analise alguns aspectos dessa
evolução clicando aquiü.
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[1]
Cristãos fervorosos poderiam considerar esse paralelo
uma profanação porque não poderia haver paridade entre a doutrina de um pagão e
a do Cristo. Ocorre que não era pagã a doutrina de Sócrates, porque objetivava
combater o paganismo. A de Jesus, mais completa e mais depurada do que aquela,
nada tem a perder com a comparação. A grandeza da missão divina do Cristo não
pode ser diminuída. Trata-se de um fato da História, que a ninguém será
possível apagar. Se a luz emerge por si mesma pior para os que não ousam abrir
os olhos. Chegou o tempo de se considerarem as coisas de modo amplo e elevado,
não mais do ponto de vista mesquinho e acanhado dos interesses de seitas e de
castas.