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Há duas técnicas para o desdobramento espiritual, que também pode acontecer involuntariamente.

Por involuntariamente referimo-nos à experiência ocorrida quando, devido a uma doença grave, ou acidente,  a pessoa sofre morte física.   O coração e todos sinais vitais, inclusive as ondas cerebrais, param.    Os médicos atestam a morte do paciente.    Contudo, por variadas razões,  não há o desligamento espírito(corpo e o paciente “milagrosamente” ressuscita, conseguindo descrever em detalhes tudo que aconteceu enquanto estava “morto” porque sua consciência - o corpo astral desdobrado -  pairava sobre o corpo.  Raymond ª Moody Jr., psiquiatra norte-americano, foi o primeiro a se preocupar “cientificamente” com essas experiências de “quase morte”, cujos relatos repetiam-se, mas eram tratados como folclore.     Após analisar centenas de casos –na segunda metade do séc.XX publicou “Vida além da vida” com relatos jamais contestados de pacientes descrevendo detalhadamente fatos ocorridos enquanto estavam, clinicamente, mortos...

A mais antiga técnica de desdobramento espiritual é a Projeção do Corpo Astral, ou “viagem astral”, que pode ser realizada em estado de vigília ou durante o sono, de que temos notícias há milênios. Detalharemos logo a seguir. Antes, um breve parágrafo sobre a outra técnica, mais recente:

Apometria é uma técnica anímica de desdobramento espiritual induzida por energia mental do operador encarnado em sintonia com espíritos amparados e a egrégora. Começou a ser desenvolvida em Porto Alegre, Rio Grande do SulN, há 40 anos e, atualmente, é utilizada direta e conscientemente em centenas de Centros Espíritas.   Embora inconscientemente e sujeitando-se a malversações qualquer grupo que promova intenção espiritual estará utilizando essa técnica.   Saiba mais sobre apometria e os locais onde é praticada clicando aqui N

 

Projeção do Corpo Astral  Projeciologia

O Corpo Astral não é O Espírito, mas outro corpo, que pode ser projetado para além das barreiras físicas.    Entre muitas pessoas espiritualizadas há uma idéia de que o humano seria feito de apenas dois componentes:    o corpo material e o espírito ou alma, que vem de Deus.    Mas é preciso afastar essa visão simplista e reparar outros elementos, como o corpo astral, o corpo de luz, o corpo estelar.   O Corpo astral é uma reprodução de material etéreo, fino e com luminosidade do corpo de carne e osso. Pode vagar e se mover, atravessar objetos sólidos, e sobrevive à morte, deixando o corpo físico e passando a existir no plano astral, outro plano da vida,  chegando até o além.

Anne Osmont,  jornalista francesa católica falecida em 1953,  numa viagem astral conseguiu deixar provas materiais de sua experiência.  Sentindo-se provocada por sua melhor amiga,  a escultora Annie,  totalmente descrente da possibilidade da viagem astral, e até da existência do corpo astral, Anne Osmont resolveu provar-lhe o contrário.     Com grande esforço, que durou meia hora, conseguiu libertar seu corpo astral, projetá-lo através de paredes e ir até o quarto onde dormia a amiga e o esposo.   Num aparador havia um licoeiro de cristal, e decidiu derrubá-lo para provar sua presença.  O esforço foi como se estivesse tentando mover um objeto muito pesado, como um piano. Mas conseguiu seu intento e o licoeiro espatifou-se no chão. O casal acordou, sentou-se na cama, e ela ouviu a amiga murmurar: "Deve ser aquela idiota da Osmont".  Dias depois, Anne encontrou o marido da amiga e relatou a cena nos mínimos detalhes.   O esforço para mover o licoeiro a deixou exausta por vários dias porque a remoção de objetos, em viagens astrais exige muito esforço de concentração, face à diversidade dos planos.

Nativos que mudam de pele.

Entre os nativos da América Central, a projeção do corpo astral é conseguida com cantos e “encantamentos”, no que denominam "mudar de pele", efetuada depois do anoitecer, num lugar frio e deserto. Inteiramente nu, o indivíduo canta uma das canções: ao final, seu corpo material fica inconsciente. Ele pode se tornar visível ou invisível, à vontade, ou tomar a forma que escolher. Mas a aparência normal é de uma luminosidade oval, difusa: quem chegar bem perto, pode enxergar através dessa luz. Essa doutrina assemelha-se à descrita pelo antropólogo Carlos Casteñeda que poderá conhecer melhor clicando aqui N.

Ioga

A ioga pode induzir o desdobramento.     O Dr. Fracis Lefebue, que praticava respiração ioga há sete anos, conta que, durante a Segunda Guerra Mundial, era médico num campo de prisioneiros, na Argélia.   Um dia, convocado pelo tenente, encontrou-o no barbeiro. E o oficial lhe contou que o vira, na noite anterior, no meio do caminho para a estação. Vira com clareza e presenciara seu desaparecimento, como por encanto. "Depois disso - conta o Dr. Lefebue - o tenente nunca mais zombou de mim, como fazia antes."

Muitas das aparições ou visões imateriais de pessoas - vivas ou mortas - acontecem devido a presença de corpos astrais. Lady B. e sua filha, em 1892, afirmaram ter visto a fantasmagórica figura da uma mulher olhando em seu espelho.  Hornell Hart escreveu, em Enigma da Sobrevivência:  Lady B. viu a mulher em três quartos de perfil. A senhorita B. viu a figura por trás, " o rosto não lhe era diretamente visível, mas o viu perfeitamente refletido no espelho". As descrições mostram que o que viram as duas mulheres se assemelhava à presença física de uma pessoa, no quarto.

O corpo astral, quando desprendido do corpo físico, mantêm-se ligado pelo cordão de prata, uma espécie de mangueira etérea, elástica que se estica ou retrai-se o que, quando feito muito rapidamente, causa instabilidade. Devemos evitar acordar bruscamente:  Quando dormimos, constantemente realizamos viagens astrais, ainda que não preservemos recordações ao acordar, por motivos que explicaremos adiante. O brusco despertar provocará um abrupto reacoplamento, sem permitir uma – ainda que breve – readaptação da consciência ao plano físico, no qual as percepções são distintas. Completada a "viagem", o corpo e o cordão reacoplam-se no físico, no também denominam de interiorização.

As viagens astrais ao dormir acontecem quando entramos em sono profundo (alfa), o que acontece durante o meio do sono (varia conforme os hábitos pessoais) e repete-se sempre nos últimos minutos, antes da hora de despertar. Esse sono profundo é necessário para a produção do GH indispensável à saúde física, que você irá entender clicando aqui N.

Ao acordar, não preservamos recordações devido ao mecanismo de proteção, que provoca o esquecimento.  No plano físico, a consciência está conectada aos 5 sentidos: ver, ouvir, sentir, cheirar, degustar.   Através deles recebemos,  a cada segundo,  várias informações. A quantidade varia conforme o grau de consciência, proporcionais a nossa intenção de perceber. Uma pessoa “muito ligada” poderá perceber algumas centenas de informações vendo, ouvindo, sentindo, cheirando, palatando.  

Mas,  no plano astral, as percepções são muito intensas e incomparavelmente mais numerosas.     A percepção não está limitada aos 5 sentidos:  De qualquer ser ou objeto sobre o qual projetemos nossa consciência teremos uma informação direta e completa na sua inteireza.

No plano físico,  quando percebemos um carro, podemos ter algumas centenas de informações, a maioria delas da visão: Vendo sua forma geral e de todos componentes aparentes, do tamanho à luminosidade, passando pela cor, textura, etc.  Ouve o barulho que faz o motor e o som do rádio, e o da conversa dos ocupantes, sente o calor do motor, o cheiro do combustível e talvez até dos bancos de couro e do painel de madeira, e do plástico exposto ao sol.

Mas,  no plano astral,  ao projetar a consciência nesse mesmo conjunto, carro e ocupantes,  não há limitações físicas, e receberemos QUATRILHÕES de informações:   Perceberemos cada componente na sua essência, em cada camada, e de cada um de seus componentes.

Mas, além da quantidade, essas informações não virão codificadas pela linguagem dos sentidos, especialmente o da visão, pelo qual nossa consciência procura decodificar as informações...

Compare o volume de informações recebidas por segundo:

No plano físico,  centenas de informações              à nnn

No plano astral, QUATRILHÕES de informaçõesà nnn.nnn.nnn.nnn.nnn.nnn

Por isto que quando adormecemos rapidamente, por alguns segundos, temos sonhos que podem durar anos... Acordamos com a impressão de ter dormido muito tempo mas, conferindo no relógio, ou conversando com quem estava por perto, ficamos incrédulos sabendo que adormecemos menos de um minuto.   Ainda que a consciência “aproveitasse” apenas 1% das “informações” recebidas, um segundo de viagem astral pode ensejar “impressões” equivalentes a centenas de anos de vida de experiências !

Então...  O que acontece ?

Recebemos QUATRILHÕES de informações e, automaticamente,  nossa consciência procura decodificá-las pela linguagem dos sentidos,  especialmente o da visão que – no plano físico – é um dos mais usados...     Como num computador buscando em seu banco de dados,   a consciência procura informações da memória,  consciente e inconsciente; é aí o problema:  Nesse banco de memória estão experiências que já foram importantes:  temores, reais e imaginários, e as informações instintivas, atávicas, que ajudaram a sobrevivência da espécie ao longo dos 40.000.000 de anos que percorremos como primatas... Há informações sobre perigos reais e imaginários que nem existem mais... Mas estão ali e, na avalanche de informações, é possível que a consciência de uma pessoa não totalmente em paz consigo mesma interprete as informações recebidas na viagem astral como um pesadelo monstruoso e interminável. Lembre: O sono profundo dura minutos,  são centenas de segundos. A cada segundo são quatrilhões de informações, são centenas de quatrilhôes de informações dantescas, monstruosas, mais do que todas a experiência de uma vida....

Caso recordasse dessa experiência intensa e de longa duração – equivalente a centenas de anos de sofrimentos terríveis, a sanidade seria comprometida. O indivíduo enlouqueceria. Para preservar a saúde “mental”, o “anti-virus” da consciência desliga da memória a experiência “dantesca”.

Tudo isto pode ser evitado mediante um mecanismo simples, ensinado por Don Juan a Carlos Castañeda, que explicamos a seguir.

A idéia do corpo astral é muito antiga.  Escritos hindus descrevem os oito siddhis, ou poderes sobrenaturais, que podem ser conquistados por um tipo de ioga chamado pranayama. O sexto deles é "voar pelo céu", aparentemente se referindo ao que hoje e chamado de projeção astral. Os hindus que voam pelo céu.

R. Dodds mostra que a idéia ocidental do corpo astral se originou na filosofia grega clássica, aparentemente sem qualquer influência oriental. Platão, em suas Leis (livro 10), discute as almas das estrelas, que dirigem suas trajetórias. Diz que alguns acreditam que essas almas são de fogo ou de ar, além da matéria própria das estrelas. Diz ainda que, embora não seja visível, a alma humana nos envolve de forma imperceptível a todos os sentidos. Em Timaeus diz-se que o Criador fez almas que colocou nas estrelas, como se estivessem em carruagens. Essas almas eram para nascer depois como humanos e, se tivesse vida virtuosa, voltariam de volta às estrelas, depois da morte.

Aristóteles, discípulo de Platão, desenvolve a teoria de que o pneuma (ar ou respiração) é elemento constituinte de homens e animais, onde reside a alma, de material análogo ao das estrelas. Todo esse complexo de idéias e teorias, resultou na noção atual da existência do corpo astral.

E essa noção do corpo astral tem continuidade no Oriente.  No Purgatório, de Dante, (Canto 25), escrito no séc.XIV, é dito que depois da morte, "a alma ao redor cria o seu próprio poder criador, semelhante à sua forma viva, em aspecto e tamanho ... o ar circundante adota a forma que a alma lhe impõe". No séc.XVI, Agripa Von Nettesheim refere ao corpo astral falando das "férias do corpo, quando ao espírito é permitido transcender suas limitações, como uma luz que escapa de uma lanterna, para espraiar-se pelo espaço".

Duplo etéreo e corpo astral.

Os termos "corpo astral" e "duplo" são utilizados para mencionar diferentes tipos de fenômenos. Um deles é chamado "duplo etéreo", idêntico ao egípcio Ka, a força vital que dá vida ao corpo representado em arte como uma exata reprodução do corpo físico. Os hindus o chamam de linga sharira, ou "forma vital", que é mais ou menos o "sistema de fios" do corpo. O fato de Sylvan Muldoon ter dado ênfase à "corda" que disse sentir ligando a projeção ao corpo físico, sugere que suas experiências envolvam a separação do corpo físico, não somente do corpo astral, como do duplo etéreo.

Na Escócia, fala-se de "o adiantado", significando manifestações da presença de uma pessoa, antes que ela chegue ao lugar. Isso é diferente do conceito de corpo astral, que encerra integral consciência de tudo.

O verdadeiro corpo astral também se aplica a certos estados de sono, ou perda de consciência física. Os sonos de cura, nos santuários gregos do deus Asclépios, que aparentemente afetavam uma projeção fantasmagórica do corpo físico, parecem mais referir-se ao duplo etéreo do que ao corpo astral. Modernamente, D. J. West e Anthony Flew mantém uma atitude de bem humorado ceticismo em relação ao corpo astral e projeções. Por outro lado, o prof. Hart anotou com escrupulosa neutralidade todos os pontos de vista, a favor e contra, em seu Enigma da Sobrevivência. Ele entende que "essas diversidades entre as várias descrições no mundo astral, e do após vida, não podem ser explicadas somente pela acusação de que são meras fantasias. A evidência comprovada da realidade da projeção astral parece bastante conclusiva; e a evidencia de que as aparições de pessoas mortas são veículos do consciente que sobrevive também é convincente.”

Como fazer a viagem astral ?

O andar não é diferente dos movimentos do corpo físico, a não ser uma certa sensação de bem-estar e de leveza. O Dr. Lefebue conta que se lembra das vezes em que estava andando pelo quarto, sem saber se era sonambulismo ou uma projeção astral, até que se sentia flutuar. Descreve a sensação do corpo astral com a sensação experimentada por alguém que sofre qualquer amputação: "sente" os movimentos do braço que foi cortado. Para projetar-se astralmente, o Dr. Lefebue depende de grande força de vontade, inclusive exercícios de ioga nos quais aumenta sempre, mais e mais, os intervalos da respiração.

O mais experimentado dos modernos viajantes astrais americanos, o escritor Sylvan Muldoon, empresta grande importância a:    primeiro construir forte desejo no subconsciente,  que se alojará no consciente astral e em seguida, concentrar-se na própria imagem, no espelho.  Depois, a atenção tem que concentrar-se nas batidas do coração e na tentativa de tomar consciência da pulsação em qualquer parte do corpo.   Então, repetindo sugestão mental, o coração deve ser forçado a diminuir o ritmo.  Muldoon diz que um estudo real e uma vontade férrea de viagem astral sempre trará resultados porque a determinação criada no subconsciente, um intenso desejo pela viagem astral, inevitavelmente emergirá.

HOMEM, MITO & MAGIA; Redação; O Corpo Astral; fascículo semanal; São Paulo, SP; Editora Três; Vol. III; n.º 28; s. d.; 6 ilus.; pág. 557- 559.

 

A ARTE de DESDOBRAR-se.

A cultura de muitos povos antigos fala da existência de um segundo corpo do homem, capaz de desprender-se do físico e viajar para lugares distantes ou outros planos de vida.

O desdobramento ou, segundo Waldo Vieira - autor do livro Projeciologia -, a projeção da consciência fora do corpo humano é um "fenômeno antigo e universal, de todas as épocas, raças e povos, mesmo daqueles considerados não-intelectualizados, atrasados ou selvagens. Ele é encontrado nas primeiras narrativas da Antigüidade Clássica (...), bíblica, egípcia e babilônica, nas crônicas sacras do Oriente, aparecendo tanto no homem ignorante como nos sábios e intelectuais, na qualidade de faculdade natural, biológica, ou seja, de origem fisiológica". Enfim, a projeção consciente é semelhante, em muitos aspectos, a diversos outros estados alterados de consciência, tais como o devaneio, o pesadelo, o sonambulismo, o sonho, o sono, etc."

Esse segundo corpo que se projeta recebe um nome distinto em cada uma das culturas antigas. Os hebreus o chamavam ruach; os egípcios, o ka, replica exata do corpo físico, mas menos densa; os gregos o denominavam ameidolon; os romanos, larva; no Tibete, bardo; na Noruega, fylgja, enquanto os antigos bretões lhe davam vários nomes - fetch, waft, task, fye. Na China, o thankhi abandonava o corpo durante o sonho e podia ser visto por outras pessoas. Os antigos chineses praticavam a meditação para liberar o segundo corpo, que se formava no plexo solar, pela ação do espírito. A sua saída pela cabeça aparece representada em desenhos antigos. Os antigos hindus falam do segundo como pranamayakosha. Os budistas lhe chamam rupa. Waldo Vieira diz que nos tempos antigos a projeção só era revelada aos iniciados e conseguida através da prática de certos rituais secretos, cujas técnicas se perderam ao longo dos séculos. Hoje restam apenas as tradições orais. Na Bíblia também não há descrições das técnicas usadas, somente as narrativas de casos. Em Ezequiel 3.14, por exemplo, o profeta descreve assim o seu desdobramento: "Então o espírito me levantou, e me levou; e eu me fui mui triste, no ardor do meu espírito (...)," No Apocalipse 1.10. o apóstolo São João relata também a sua experiência: "Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor(...)." São Paulo na Segunda Epístola aos Coríntios 12.2, escreveu: "Conheço um homem em Cristo que há 14 anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei: Deus sabe) foi arrebatado até o terceiro céu."

Há relatos de desdobramentos ocorridos no início da era cristã, como o de Arisdeu de Soles, da Silícia, Ásia Menor. No ano de 79, ele sofreu uma queda violenta e foi dado por morto. Todavia, três dias depois do acidente, quando estava para ser enterrado, Arisdeu recobrou os sentidos e contou aos amigos as experiências pelas quais havia passado naquele período. A história foi registrada por Plutarco de Queronéia (50-120). Essa narrativa mostra que a experiência de sair do corpo pode modificar o caráter das pessoas. Arisdeu era um homem de maus costumes, mas, depois de seu desdobramento, transformou- se numa pessoa virtuosa.

A própria aventura é interessante. Diz Arisdeu que após a queda sua alma pensante saiu de seu corpo e a sensação nesse instante foi semelhante a de um mergulhador projetado para fora de seu barco. Contudo, ao emergir, ele conseguiu respirar livremente e enxergar em todas as direções de uma só vez. Então viu pessoas que conhecera mas que já haviam morrido. Uma delas, aproximando-se dele, explicou-lhe que ele chegara até ali com a parte pensante da sua alma, tendo deixado o restante no seu corpo, como uma âncora. Depois de outras experiências, ele foi "aspirado por um sopro violento e irresistível" e retornou ao seu corpo na hora em que ia ser enterrado.

Em tempos mais recentes, há o exemplo de Emmanuel Swedenborg (1688- 1772) - filósofo sueco que se projetava freqüentemente, segundo o registro de suas experiências nos Diarii Spiritualis - e do escritor francês Honore de Balzac (1799-1850) - que falou da projeção do espírito na sua novela autobiográfica, Louis Lambert. Ele escreveu, por exemplo: "Ora, se meu espírito e meu corpo puderam separar-se durante o sono, por que não poderei eu divorciá-los igualmente durante a vigília?"

Na época da metapsíquica, que ocupou o período do séc. 19 até meados deste, temos as experiências de dois pesquisadores franceses, Hector Durville e Charles Lancelin, mas foi só com o norte-americano Charles Theodore Tart, em 1966, que se efetuaram as primeiras experiências científicas com o desdobramento, usando aparelhagem moderna: uma jovem, cujo nome foi mantido em segredo mas que era identificada como Miss Z, teve suas ondas cerebrais, movimentos oculares, resistência galvânica, freqüência cardíaca e volume sangüíneo registrados. Segundo o relato contido na obra já citada de Waldo Vieira, Miss Z, enquanto flutuava fora de seu corpo físico, foi capaz de informar a hora exata marcada por um relógio fora do alcance de suas vistas, além de identificar um número-alvo que o pesquisador escondera. Essas informações foram dadas nos instantes em que os registros poligráficos demonstraram padrões de ondas singulares. O cordão de prata, que mantém o duplo etérico unido ao corpo físico, é uma parte essencial da projeção da consciência. Se for rompido, não há possibilidade de retorno ao corpo físico, sobrevindo a morte. Em algumas tribos primitivas, esse laço de conexão aparece como uma serpente; em outras, como uma árvore ou uma trepadeira, como uma cinta, um fio ou um arco-íris. Os africanos os vêem como uma corda, e os nativos de Bornéu como uma escada.

Os antigos chineses praticavam a meditação para desdobrar-se. A saída do corpo astral pela cabeça aparece representada em desenhos antigos. Esse cordão, segundo alguns, sai do corpo através do plexo solar, ou seja, da área do centro da força umbilical, mas há também quem afirme que a conexão essencial é pelo crânio, a sede do cérebro. Waldo Vieira explica o motivo das divergências de opinião: a visão da saída do cordão de prata da área do plexo solar é facilitada pela própria anatomia. "Os olhos físicos vêem (...) o umbigo (...), o que obviamente não pode acontecer com à área do córtex cerebral." Segundo Waldo Vieira, o cordão não se encontra em nenhum lugar específico. Cada partícula do psicossoma (ou corpo espiritual) parece estar ligada à sua análoga física. Quando o psicossoma se afasta do soma (ou corpo físico), tais ligações aproximam-se formando um cordão de prata. Existem alguns detalhes sobre o desdobramento que só agora estão sendo entendidos: quando ocorre a projeção da consciência, o corpo extrafísico pode se apresentar com as roupas, os adornos e os artigos que costuma usar no plano físico, isto é, brincos, óculos, lentes de contato, dentaduras, etc. Isso acontece porque existe uma ligação energética entre o organismo humano e os objetos que o revestem ou entram em contato direto com ele.

O autor americano Robert A. Monroe, outro profundo conhecedor do fenômeno, escreveu um livro a respeito, intitulado “Viagens Fora do Corpo”, (Record, Rio de Janeiro). Segundo Monroe, ainda há obstáculos à investigação do desdobramento. O primeiro é o medo da morte, pois a projeção implicando a separação entre o espírito e o corpo físico, se assemelha ao desencarne. Em segundo lugar está o temor de não saber como voltar ao corpo, e os iniciantes então preferem não prosseguir na viagem, retornando rapidamente. Para vencer esses temores, a pessoa precisa repetir o processo muitas vezes. Em terceiro lugar está o medo do desconhecido, não sabemos quem ou o que vamos encontrar durante a experiência ou mesmo a quem apelar em caso de necessidade.

A experiência de Sylvan Muldoon - um norte-americano que viveu no começo deste século, um dos pioneiros no estudo do desdobramento e das viagens astrais e um dos primeiros a proporcionar um informe reflexivo e detalhado de suas experiências - constitui um exemplo tradicional de como os corpos se separam para dar início à viagem astral.      Sylvan despertou no meio da noite com o corpo paralisado, incapaz de mover-se. De repente, teve a sensação de flutuar e todo seu corpo começou a vibrar. Sentia uma forte pressão na parte posterior da cabeça. Em seguida se encontrou flutuando horizontalmente sobre a cama, elevando-se até o teto. O corpo lhe parecia muito leve. Desde uma altura de 1,80m, girou 90°, a partir do plano horizontal, passando à posição vertical e descendo até chegar ao solo. Então, começou a relaxar, ainda com a incomoda tensão na nuca, e deu um passo à frente.

E então aconteceu o mais surpreendente. Olhou para trás na direção da cama e se viu ali, dormindo. Tinha dois corpos: um de pé no solo, consciente, e o outro deitado passivamente no leito. Dois corpos idênticos, unidos por um cabo elástico, com um dos extremos entre os olhos do corpo que ocupava a cama e o outro na parte posterior da cabeça do corpo em pé.

Muldoon pensou com tristeza que estava morto. Começou a andar, mas vacilou ao sentir um repuxo do cabo. Tratou de abrir uma porta, mas a atravessou. Tentou sacudir os que dormiam, conseguindo transpassar seus corpos com suas mãos. Confuso, ficou dando voltas sem rumo, sem saber o que fazer. Notava o repuxo na parte posterior de sua cabeça com mais intensidade. Vacilou de novo e se imobilizou. Elevou-se no ar e foi lançado acima da cama, onde ficou suspenso horizontalmente. Vibrou como no princípio de sua aventura e se incorporou ao seu corpo físico.

Muldoom se movia a três velocidades durante suas viagens. Adotava um passo normal pelo quarto ou casa, ou mesmo ao passear pela rua. Havia uma velocidade intermediária, mais rápida do que a normal, na qual ele não se movia, mas tudo parecia vir sobre ele. A terceira velocidade era extraordinária: permitia viagens de grande distância num tempo muito curto. Nesse tipo de viagem, ele experimentava sem dúvida períodos de inconsciência, uma vez que lhe era impossível registrar todos os detalhes vistos. Editora Três; Editoria; O Mundo Paranormal: A Parapsicologia Explicada; Fascículo; n.º 12; ilus.; 28 x 20 cm; São Paulo, S.P.; 1987; p. 146-149.

CONVERSANDO sobre PROJEÇÃO e AURA

Extrato de uma das muitas entrevistas do Prof. Wagner D. Borges*

1. O que é uma viagem astral?

É a capacidade parapsíquica do espírito projetar-se temporariamente para fora do corpo, principalmente durante o sono.

2. Qualquer pessoa pode realizar uma experiência dessas?

Sim, pois é uma capacidade humana latente de todo mundo. Não é necessário seguir nenhuma doutrina ou mudar a maneira de ser para desenvolver o controle consciente em si mesmo.

3. Muitas pessoas têm essas experiências e não sabem como lidar com elas?

Sim, o número de pessoas que já passou por experiências assim é muito grande. Inclusive, há pessoas que acordam de madrugada sem conseguir se mexer e nem abrir os olhos. Elas tentam gritar para chamar alguém e não sai voz nenhuma. Repentinamente, despertam abruptamente e acham que isso foi um pesadelo.

4. Quando a pessoa está cochilando ocorre algo assim?

É muito comum a pessoa sentir uma sensação de estar caindo logo no início do sono. Daí, ela desperta assustada sem entender o que ocorreu.

5. Não há perigo da pessoa perder-se numa viagem dessa?

Não, pois há uma ligação espiritual-energética interligando seu espírito ao corpo durante a experiência. Essa ligação é conhecida nos meios espiritualistas com o nome de "cordão de prata". Por mais longe que vá,essa conexão espiritual sempre trará a pessoa de volta para o corpo.

6. É necessário ser um sensitivo ou médium para fazer uma viagem dessas?

Não, já que é uma capacidade humana natural e comum a todos. Porém,para alguém que participe de alguma atividade espiritual há uma certa ampliação na aura e isso favorece bastante um resultado positivo.

7. O que é aura?

Aura é o campo energético multicolorido que envolve o corpo humano. É a atmosfera espiritual de uma pessoa, refletindo os seus pensamentos, sentimentos e energias como várias faixas de cores no campo energético.

8. É possível uma pessoa interferir energeticamente na aura de outra?

Sim, dependendo das circunstâncias. Como exemplo, podemos citar aquelas pessoas que quando se aproximam de nós, imediatamente sentimos uma certa irritação ou desconforto psíquico. Essas pessoas são chamadas popularmente de "seca pimenteiras", pois se apontarem o dedo para uma plantinha, a mesma seca! Obviamente que algum tipo de energia saiu da mão da pessoa e pegou na planta. Essas pessoas acabam prejudicando a outras com suas emanações nocivas. Por isso, esse assunto é fantástico, pois permite ensinar as pessoas como lidar com esse tipo de situação e permanecer equilibrado.

8. Mas, há pessoas com a aura boa também, não é?

Felizmente sim, embora as pessoas achem que o mundo piorou, há pessoas muito boas vivendo no mundo conosco. É que a mídia e as pessoas não comentam sobre o bem que foi feito, pois dá mais ibope falar da tragédia e da dor. Há pessoas que só de chegarem em um ambiente, sua atmosfera melhora todo mundo. São doadoras de vibrações saudáveis. São portadores de luz invisível.

9. É possível perceber alguma coisa espiritual durante uma saída do corpo?

Sim, e isso é uma das maiores vantagens dessa experiência. É possível encontrar as pessoas que amamos e que já morreram. Aí, descobrimos que elas estão vivas em outra dimensão (plano espiritual), como espíritos, e que a morte não mata a consciência e nem o amor. Desde que uma pessoa se vê projetada fora do corpo, isso muda seus parâmetros em relação a várias coisas. Quando alguém perguntar para ela se acredita em vida após a morte, ela dirá que não acredita, mas tem certeza absoluta, e isso não é uma questão de fé, mas de plena convicção consciente. Também é possível entrar em contato com seres espirituais elevados que podem ensinar coisas incríveis, ou mesmo ensiná-la a aplicar energia para cura invisível e silenciosa. E, posso dizer isso por experiência pessoal, desenvolve um bom humor muito grande e dá esperanças de resolução de várias coisas, mesmo que a situação esteja complicada e tudo pareça estar nefasto. Dá vontade de viver e fazer um monte de coisas boas.

10. Deixe uma mensagem final para os nossos leitores.

Viver vale a pena! Quando buscamos coisas significativas, mesmo as mais simples, nossos olhos brilham muito e tornamo-nos canais de luz. Não podemos nos esquecer nunca de nossa herança divina. Temos luz em nosso coração, e essa luz aumenta muito quando o amor toma conta de nossos objetivos vitais. Precisamos fluir naturalmente no contexto da vida. Estudarmos nossos pensamentos, sentimentos e energias e almejarmos a sintonia de tudo que seja benéfico. E tudo isso sob o comando do discernimento, do amor e da alegria. Somos passageiros da vida e o corpo é o nosso veículo de viagem pela Terra. Por isso, precisamos aprender a viajar sadiamente pela existência, respeitando a todos os seres e seguindo em frente... na direção da Eterna Luz que é nossa origem e destino. O estudo sensato das saídas do corpo, das bioenergias (e os seus chakras), da meditação e dos assuntos espirituais em geral, permite conhecermos um pouco mais de nós mesmos e assim confrontarmos nosso ego e nossas deficiências. Abre portas evolutivas, permitindo um real crescimento da consciência e a manifestação do amor em todos os planos, dentro e fora de nós, sempre objetivando a paz interior e o equilíbrio.

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