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Para realizar grandes sonhos [ necessitamos grandes sonhos. [Hans Seyle]

 

Em agosto de 2004, o Jornal da ADUFRGS Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul   publicou excelente artigo da professora Claudia Wassermann sobre a notável trajetória política de Getúlio Vargas que governou todo país durante duas décadas do séc.XX. Chegando ao poder numa revolução, mantendo-se através de um golpe, e retornando nos “braços do povo”, esse conjunto de circunstâncias singulares na história contemporânea mundial fazem de Getúlio Vargas uma das mais importantes, senão a mais destacada personalidade da história brasileira do período.

Getúlio Vargas:    Temido ou amado ?

A construção de um mito político

A ascensão de Getúlio Vargas ao poder no Brasil transformou-se no marco da renovação da cultura política das massas populares e foi responsável pela constituição de um mito histórico nacional cujas referências continuam presentes até hoje.

Deputado estadual em três mandatos; Deputado Federal entre 1923 e 1926; líder da bancada gaúcha na Assembléia Nacional; Ministro da Fazenda de Washington Luís; Governador do Rio Grande do Sul entre 1928 e 1929; Chefe do Governo Provisório entre 1930 e 1934; Presidente eleito pela Assembléia Nacional Constituinte em 1934; Ditador entre 1937 e 1945; e Presidente eleito pelo voto direto em 1950, Vargas terminou sua carreira política de modo violento e inusitado, através do suicídio em 24 de agosto de 1954.

Getúlio Vargas tornou-se referência no cenário político brasileiro não apenas em função da longa duração de seu poder à frente do executivo nacional, mas sobretudo pelas suas ações inéditas, originais e incomuns que marcaram a sua vida pública e transformaram o país. A exemplo do Príncipe, de Nicolau Maquiavel, Getúlio Vargas foi amado e temido. Sua biografia teve a marca do paradoxal e do contraditório.

Getúlio Vargas, o político gaúcho escolhido para representar a Aliança Liberal nas eleições presidenciais de 1930, nasceu em 19 de abril de 1883, em São Borja. Filho de uma família muito próspera, aos 15 anos Getúlio ingressou no serviço militar. Em 1904 iniciou a Faculdade de Direito em Porto Alegre, onde conheceu João Neves da Fontoura, Maurício Cardoso, Góes Monteiro, Eurico Gaspar Dutra e Firmino Paim Filho, com os quais fundou o Bloco Acadêmico Castilhista.

Exímio orador e colaborador do jornal O Debate, órgão da juventude castilhista, Getúlio Vargas destacou-se como herdeiro da boa tradição positivista local. Transformou-se em líder do Partido Republicano Riograndense na Assembléia Legislativa e revelou-se hábil negociador. Em meio à guerra civil de 1923, elegeu-se deputado federal e, três anos mais tarde, seu trabalho na Comissão de Economia e Finanças da Câmara Federal foi reconhecido pelo presidente Washington Luís, que o convidou para o Ministério da Fazenda. Logo veio sua indicação para representar o PRR nas eleições estaduais como candidato a governador. Em 25 de janeiro de 1928, Getúlio Vargas ocuparia o cargo de governador do Rio Grande do Sul.

O governador do Partido Republicano Riograndense, agremiação política que estava no poder desde a proclamação da República, não se contentava em ser apreciado apenas pelos seus correligionários. Getúlio convidou opositores do Partido Libertador para fazerem parte do governo e cuidava pessoalmente para que os articulistas do órgão oficial do PRR, o jornal A Federação, não insultassem a oposição. Fomentou o desenvolvimento da agricultura, da pecuária e do comércio estadual, amparou o charque e o arroz e apoiou o desenvolvimento tecnológico do trigo; fundou o Banco do Estado do Rio Grande do Sul e estimulou a criação da primeira empresa de aviação comercial do país, a Varig; buscou investimentos federais e estrangeiros e auxiliou no incremento da extração de carvão, na diminuição dos preços dos fretes, na criação de sindicatos de produtores; e foi implacável com a corrupção política, demovendo dos cargos àqueles que praticassem fraude eleitoral. Paradoxalmente, o próprio Getúlio cometera fraudes no tempo em que era assessor de Borges de Medeiros e presidente da Comissão de Verificação, responsável pelas listas eleitorais e contagem de votos.

Depois de governar o estado por um ano e meio, ele aceitaria, após alguma relutância, a tarefa de representar a Aliança Liberal nas eleições presidenciais de 1930. Uma inusitada disposição para a participação política percorreu o Brasil entre os anos de 1929 e 1930. A Aliança Liberal constituiu-se num forte indicativo da decadência do sistema oligárquico fechado e tradicional, onde persistiam práticas políticas excludentes: voto a cabresto, fraude e corrupção no processo eleitoral, poder dos coronéis e persistência de clientelismo político durante toda a Primeira República e predomínio político de setores ligados ao setor primário-exportador da economia.

Os grupos que se sentiram atraídos pelo discurso da Aliança Liberal eram muito heterogêneos; velhos oligarcas, quadros civis mais jovens, tenentes, operários e classes médias eram aqueles que se sentiam prejudicados pelo sistema oligárquico.

E embora Vargas pertencesse à mesma elite oligárquica encastelada no poder desde a proclamação da República, seu governo provisório foi marcado pela criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e do Ministério da Educação e Saúde Pública; pela promulgação de um novo Código Eleitoral, que dava direito de voto às mulheres; pela lei de sindicalização; a instituição de uma jornada de trabalho de 48 horas e outros temas onde se destacava o inédito encaminhamento dos problemas sociais do Brasil.

Depois de eleito presidente pela Assembléia Nacional Constituinte de 1934, perto do final desse mandato, Vargas não admitia deixar o poder, especialmente para seus mais ferozes adversários. Quando o país oscilava entre as propostas de socialismo do PCB de Luis Carlos Prestes e o integralismo da AIB de Plínio Salgado, Getúlio encomendou a Francisco Campos uma constituição fascista e deu um golpe de Estado em novembro de 1937, instaurando o Estado Novo. Uma ditadura que criou mecanismos originais de controle da oposição, através da censura e prisão, e promoveu a propaganda do regime. Ao mesmo tempo, criou a Lei do Salário Mínimo, organizou a Força Aérea Brasileira, o Correio Aéreo Nacional e negociou empréstimo norte-americano para construção da Usina de Volta Redonda. Titubeou em apoiar a democracia representada pelos Aliados na Segunda Guerra Mundial e deu motivos aos adversários políticos para derrubá-lo em 1945. Antes disso, criou os partidos que o trariam de volta ao poder, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Democrático (PSD). Entre a renúncia em 1945 e a eleição presidencial de 1950, o movimento brasileiro mais contundente era o “queremismo” ou “queremos Getúlio”.

Eleito no final de 1950, com 48, 7% dos votos, Getúlio tomou posse em janeiro de 1951 e esse último mandato foi caracterizado por uma política marcadamente populista. Sua perspectiva nacionalista no que dizia respeito à lei de inversões estrangeiras desagradava os militares, os investidores internacionais e as elites brasileiras. A nomeação de João Goulart para o Ministério do Trabalho em 1953, sua proposição de aumento de 100% do salário mínimo e a execução dessa promessa em 1954, foram o estopim de uma crise anunciada. Desde o começo do mandato, assessores e familiares de Vargas eram acusados de tráfico de influência. A pressão da oposição e a ameaça de golpe militar somaram-se aos episódios que envolviam amigos e partidários de Vargas em atos ilícitos e resultaram no seu suicídio no dia 24 de agosto de 1954. As manifestações populares que se seguiram ao suicídio deram a dimensão exata do mito político no qual se transformaria o presidente Getúlio Vargas.

Claudia Wassermann

Professora de História Contemporânea da América Latina na UFRGS e Doutora em História Social pela UFRJ

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